Notícias publicadas com antecedência pela coluna sobre o oferecimento de denúncia contra Walfrido dos Mares Guia no caso do chamado "mensalão mineiro"
Pela culatra
A acusação de peculato que poderá envolver o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) vai atingir também o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que era o vice na chapa do governador que tentava a reeleição. Tudo vai depender da Procuradoria-Geral da República, que analisa a investigação da Polícia Federal sobre caixa dois, alimentado com dinheiro público e privado, e operado pelo publicitário Marcos Valério. O ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS), poderá ser beneficiado indiretamente pela denúncia no Supremo, já que não morre de amores por Mares Guia. Na assessoria do gaúcho, está o professor de Direito Rafael Thomaz Favetti, que foi assessor do ministro do Supremo, Sepúlveda Pertence.
(edição 1428 – quarta-feira, 22 de agosto de 2007)
Frigideira quente
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, continua remando contra a maré quando o assunto é dar apoio aos colaboradores que enfrentam problemas. Como antecipou a coluna, com exclusividade, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, decidiu indiciar Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG), ministro das Relações Institucionais, no inquérito que investiga o mensalão mineiro. O ex-titular do Ministério do Turismo, Mares Guia, é acusado de ser o operador do esquema de desvio de dinheiro público para a campanha de 1998 em Minas Gerais. Dias antes, Lula declarou que Walfrido tinha todo o seu apoio. Na fritura de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, o processo foi idêntico. Para a platéia posou de amigo fiel, mas no bastidor pressionou para a demissão do então comissário palaciano. Mares Guia que se cuide.
(edição 1455 - terça-feira, 25 de setembro de 2007)