Clique sobre as imagens e confira
Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício
 
home
edições anteriores
e-ditorial
entrevisa do sábado
resenha
e-xclusiva
q.i.
tribuna livre
prateleira eletrônica
uuuh!
página uh
boca maldita
parceiros
links úteis
anuncie
expediente
 
COLUNISTAS
Antonio Carlos Ferreira
Antonio Carlos Rayol
Claudio Tognolli
Eduardo Pimenta
Ipojuca Pontes
José Nêumanne Pinto
Marcelo Kahns
Maria Lúcia Victor Barbosa
Roberto Romano da Silva
Sandro Villar
Ucho Haddad

ONDE LER O UCHO

Clique na imagem acima e envie sua mensagem
.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

continuação

 

Como controlar a informação se tornou algo impossível depois do advento da Internet, controlar a formação passou a ser a única forma de se produzir alienados. E o Brasil, em sua maioria populacional, é um vasto universo de alienados. E a alienação leva, na maioria das vezes, aos descaminhos da vida, entre eles o crime e as drogas.

Deixando de lado a teoria, e mergulhando na vexatória situação em que se encontra o ensino público no País, triste é constatar que alunos do 4º ano do ensino básico desconhecem o nome do descobridor o Brasil, bem como o ano em que se deu o fato. Uma campanha da rádio Jovem Pan, realizada em São Paulo, mostra o grau de alienação dos alunos da rede pública. Perguntados sobre o tema, alguns desconheciam o assunto, enquanto outros respondiam “sei que é alguma coisa Cabral”. Para turbinar o caos, muitos não souberam responder o ano em que o Brasil foi descoberto pelos portugueses. 1957 e 1970 foram os chutes mais absurdos para uma resposta tão simples e lógica: 1500.

Em seus conhecidos discursos populistas, o presidente Luiz Inácio se vangloria de ser filho de uma analfabeta (as palavras são do próprio Luiz Inácio da Silva), artifício discursivo que faz com que sua chegada à Presidência da República se transforme em magistral recompensa por um esforço hercúleo do passado, que muitos duvidam ter existido. No contraponto, o mesmo Lula confessa ser um inimigo da leitura. Luiz Inácio Lula da Silva, eleito e reeleito legitimamente, pode – com sua ascendência analfabeta e sua aversão à leitura – ser o representante dos menos favorecidos, mas não podemos esquecer o genial Monteiro Lobato, que um dia, extrapolando a sua sapiência, disse que um “país se faz com homens e livros”. Se para um país avançar são necessários livros, de igual maneira são necessários homens para fazê-los. E para tal, esses homens precisam saber ler e escrever. E quando falamos em escrever, logo nos vêm à mente papel e caneta.

De alguns anos para cá, o Brasil se transformou no maior reduto de impostos do planeta, fazendo com que discrepâncias tributárias manchem o já difícil cotidiano verde-louro, como uma caneta contrabandeada e de qualidade duvidosa que derrama tinta no bolso da camisa de um desavisado qualquer. Está cada vez mais difícil e quase impossível, no universo tributário nacional, separar o que é justo daquilo que é injusto. Quando nos deparamos com uma carga tributária que está prestes a alcançar a casa dos 40% do Produto Interno Bruto, o PIB, a automação do raciocínio leva qualquer um a pensar que ao contribuinte o governo devolve, em benefícios, cada quinhão abocanhando em forma de impostos. Mas não, o Brasil continua naquela mesmice do final dos anos 60, quando a ditadura militar se valeu de um mote de encomenda para aplacar os ânimos revoltosos da população. A de que o Brasil era o país do futuro. O futuro chegou, e nada do que foi prometido ao longo dos anos aconteceu.

Nessa barafunda que aí está, e que alguns teimosos insistem em chamar de nação ou coisa que o valha, uma bala de revólver – idêntica a essas que muitas vezes se perdem e acabam assassinando inocentes – o Imposto sobre Produto Industrializado, o famigerado IPI, é de 45%, quando na verdade deveria ser muito maior, o que impediria, de certa maneira, o abastecimento do crime organizado, deixando de lado o contrabando de armas e munições, ao qual as autoridades preferem fazer olhares de soslaio. Aumentar de sobremaneira o IPI para o setor de armas de fogo e munições pode não ser interessante para os cofres federais, pois a arrecadação cairia com a diminuição das vendas.

Mesmo contrariado, o governo federal anuncia que fumar faz mal à saúde, mas as autoridades torcem para que o brasileiro fume cada vez mais, pois quanto mais fumaça de cigarro, maior será o fluxo de tributos na direção dos cofres oficiais. Em outras palavras, o Estado não se incomoda em gastar mais do que arrecada para tratar uma vítima do tabagismo, desde que o seu vício tenha proporcionado algumas quireras em forma de tributos. É uma troca burra e inconseqüente, mas é a verdade do País dos Impostos. A cada cigarro aceso, o tabagista queima dois terços do valor em impostos, sendo que só o IPI que incide sobre o produto é de 41,25%. Tais números mostram que na casa dos 40%, o cigarro e a bala do revólver brigam para saber quem mata mais.

A ex-senadora Heloísa Helena – hoje presidente nacional do PSOL – em muitos de seus discursos no plenário do Senado sempre insistiu que o governo federal tem a obrigação de tirar os jovens da rua, antes que eles sejam abduzidos definitivamente pelo crime organizado. Tirá-los das ruas e esquinas, como sempre lembrou a brava alagoana, não basta. É preciso ocupar esses jovens, preparando-os para uma vida digna e cidadã. E isso só acontece nos bancos das escolas. Em muitos dos inquéritos policiais que investigam as barbáries criminosas que assolam o País, é possível perceber que cada indiciado mal saber escrever o próprio nome. O que mostra que se por um lado o modelo educacional é deficiente, por outro o analfabetismo avança a passos largos.

2
.
Clique na lupa e saiba tudo sobre alguns escândalos que abalaram as estruturas políticas do País.
Aqui, no Túnel do Tempo, você recorda o que de mais interessante ocorreu na política, no ano anterior.
Clique e confira as novidades e o que há de melhor na literatura, aqui na Prateleira Eletrônica.
Aqui você confere as últimas Dicas do Ucho, que traz sempre uma novidade sobre os mais variados segmentos.
Saiba quem são os parceiros do ucho.info, uma das colunas políticas mais lidas do País.
Anunciar no ucho.info é entrar em contato com milhares de leitores qualificados e formadores de opinião. Saiba mais.
© Copyright 2004-2007 - www.ucho.info - Todos os direitos reservados