1.-
Este Relator não foi precipitado, nem desejou criar notícia
antecipando o relatório que será apresentado na
próxima quinta-feira, na CPMI DOS CORREIOS. Pelo contrário,
o assunto VISANET/Banco do Brasil não é matéria
investigada pela Sub-Relatoria de Assuntos Financeiros. Aliás,
o relatório daquela sub-relatoria já está
com o Relator, que o revisará neste final de semana –
e não contém uma palavra sobre VISANET.
2.-
A entrevista coletiva, de 03.11, não foi programada para
desviar a imprensa de outros focos. A notícia dada pelo
jornalista Willian Waack, no Jornal da Globo, na noite de 02.11,
precipitou a imprensa sobre o Relator, desejosa de detalhes.
3.
– Daí a necessidade de tudo esclarecer. A decisão
pela entrevista coletiva só ocorreu poucas horas antes
de sua realização, naquela tarde. Não havia
sido programada, tanto que o sub-relator adjunto, Deputado Eduardo
Paes (PSDB-RJ) precisou adiar sua viagem para dela participar.
4.-
Não houve qualquer ilação do Relator. Os
fatos estão documentados. É preciso observar que
são duas situações: uma, a transferência
de recursos, a partir do BB até o PT; outra, a não
prestação de serviços. Os valores são
assemelhados e se compensariam.
5.-
O Banco do Brasil reconheceu que os serviços não
foram prestados, tanto que anunciou que acionaria a DNA. Aliás,
o BB também prestou essa informação a CPMI.
Se a conta está sob conciliação, por que
a nota de que ajuizaria ?
6.-
Vai ser o Marcos Valério, agora, depois de uma CPMI e
auditoria, que comprovará os serviços ? O pagamento
foi feito há mais de ano e meio atrás... Basta
dizer que a CPMI tem duas versões da contabilidade da
empresa. Ainda assim, com várias inconsistências
e períodos não registrados. Aliás, estava
incinerando notas...
7.-
Quem emprestou recursos ao PT foi a empresa Rogério Tolentino,
do grupo Marcos Valério, segundo consta de sua relação
de empréstimos e que foi reconhecida por Delúbio
Soares, então tesoureiro do Partido. A DNA recebeu do
BB, transferiu para o BMG, que emprestou à Rogério
Tolentino e, desta, para o PT.