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Sandro Villar
Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício
 
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O Espadachim

O Espadachim, um colunista que avisa: Lula gostaria de ter um Babá quase perfeito.

A mentira tem perna curta, a Warner Bros. tem Pernalonga.

Em terra de cego quem tem miopia é rei.

 

O fotógrafo

(*) Sandro Villar

 

Dizem os chineses que uma imagem vale por mil palavras e, já que estamos no ano de 2005, vale agora por duas mil e cinco palavras. É bem verdade, e até bem mentira, que qualquer imagem, principalmente no retrato, tem lá a sua força e o seu impacto. Por falar nisso, a palavra impactar parece que esta na moda. Mas essa é outra história e vamos em frente porque atras vêm os cabos eleitorais, que devem ser promovidos a sargentos eleitorais.

Sobre essa história de que uma imagem vale por mil palavras, mestre Millôr Fernandes, com sua sabedoria dialética (gostaram do dialética?), contesta esse conceito de que uma imagem vale tanta palavra assim. E sem rodeios, porque isso é coisa de Barretos, Millôr contradiz os chineses afirmando com todas as letras que é somente com letras e palavras que dá para explicar certas imagens.

Algumas fotografias ficaram célebres graças a céleres repórteres-fotográficos, esses jornalistas que fotografam a vida, que não dormiram no ponto nem na vírgula. Atentos, dispararam o flash na hora certa e no lugar certo. Como aquele fotógrafo da revista Life. Na festa em Nova York, para comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial, ele flagrou o marinheiro tascando o maior beijo na enfermeira. A foto ganhou o mundo. Os protagonistas, hoje septuagenários, voltaram a se encontrar recentemente. E repetiram o famoso beijo, depois de vários testes com outros marmanjos que tentaram enganar a enfermeira. Cada um dizia que era o verdadeiro marinheiro.

Outro retrato que ganhou o mundo é aquele que mostra Che Guevara de boina e que enriqueceu uns comunistas italianos espertos. Che participava de uma parada militar, em Havana, para comemorar a vitória sobre os anticastristas que tentaram invadir a baía dos Porcos com a ajuda da CIA. Ele foi clicado pelo fotógrafo cubano Alberto Korda. É uma das fotos mais famosas de todos os tempos. Só que não enriqueceu Korda, que só não ficou com a corda no pescoço porque o camarada Fidel lhe deu guarida a vida toda. Se o famoso retrato do Che não deu dinheiro ao seu autor, acabou enchendo de liras os bolsos de uns caras do Partido Comunista Italiano. Eles venderam a fotografia para a mídia de todo o mundo, e ganharam rios de dinheiro com as vendas de pôsteres, bandeiras, broches e outros babados revolucionários.

E no agreste pernambucano, o Severino quis dar uma de Sebastião Salgado, fazendo uns retratos dos estragos feitos pela seca. Ele comprou uma máquina moderna , dessas que têm até tripé. E botou o pé na estrada, onde fotografou os sem-terra botando a mão em comida saqueada de caminhão. Severino até já se achava o Salgado do agreste com suas fotos “salgadas''. Mas sabia equilibrar as coisas e, de vez em quando, clicava coisas amenas. Como, por exemplo, reunião de família. Um dia reuniu a mulher e os 11 filhos, porque a diversão dele era a explosão demográfica, chamou os compadres e resolveu “bater uma chapa'' de todo mundo junto. Claro que ele também sairia no retrato graças ao milagre da tecnologia.

Todos reuniram-se no quintal, onde, ao fundo, pastavam alguns animais, incluindo jumentos. Severino armou a câmera no tripé, acionou o dispositivo para tirar o retrato e saiu em disparada para se juntar ao grupo. Foi aí que, assustado, o pessoal também saiu correndo mais que o atleta Claudinei Quirino, pensando que uma bomba seria detonada. Ninguém apareceu na foto, que mostrava apenas um jegue que parecia ter cinco patas. Dizem que por pouco Severino não foi processado por atentado violento ao pudor.

DROPS

Cachorro mordido por cobra tem medo de qualquer embutido.

Com essa fome que grassa por aí, sem nenhuma graça, serve até soja transgênica para alimentar o Povão.

Carro a álcool: você voltará a ter um.

De duas coisas tenho certeza: não há Buicks em Buíque (Pernambuco) nem Bingos em Bingol (Turquia).

(*) Sandro Villar é jornalista e escritor. Suas crônicas semanais são fornecidas com exclusividade pela agência  Comunic Comunicadores Associados. Na Bienal do Livro 2004, em São Paulo, lançou o livro "As 100 Melhores Crônicas de Humor de Sandro Villar", pela Alta Books. www.altabooks.com.br

 

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