A verdade, a quem interessar possa
Cíclica, a cantilena dos inimigos começa a ressuscitar. Há dias, o mesmo jornalista que tempos atrás me elogiara de maneira estranha, para, horas depois, patrocinar um ataque voraz e covarde contra a minha pessoa, agora, a serviço de alguém, requenta o ataque de outrora. Nada tendo a apresentar de novo, manteve as mesmas falácias do primeiro ataque. Chega a ser intrigante que alguém, que se julga acima do bem e do mal, considere-me como vilão maior de sua própria existência. Diante de tal situação, resta-me concluir que sua incompetência é maior do que imaginava ou, quem sabe, este senhor esteja cobrindo-me de uma importância que sequer imaginei merecer.
Prometendo um ataque em capítulos – provavelmente seguindo a cartilha do mandante – o “troca letras” anuncia o desdobramento de algo que inexiste. Tenta, de forma insana, incriminar-me de algo que nem de longe sou responsável, apenas repicando em suas escritas o que um certo banqueiro obrigou seu assessor a incluir nas páginas de um livro lançado recentemente. Em outras palavras, tal conluio mitômano só tem aumentado o número de participantes.
Porém, o algoz eletrônico deveria revelar a seus seguidores as razões que o levaram a uma demissão vergonhosa, fato que pode ser testemunhado por pessoas de credibilidade acima de qualquer suspeita, não sem antes assumir perante seus leitores que defendeu, com unhas e dentes, um dos mais recentes vilões da história nacional, acusado, entre outras coisas, de sumir com verdadeiras fortunas pertencentes aos clientes de sua polêmica instituição financeira, dinheiro que certamente deve estar emoldurando as obras de arte que a Justiça arrestou dias atrás.
Para
desinfetar o poleiro que costuma freqüentar, este senhor, que
novamente está tomado pelo espírito de um oficial
da Gestapo, tece, de forma sorrateira, elogios a um de seus mais
figadais inimigos, como se limpasse os ataques infundados do passado,
prometendo, inclusive, que o mesmo irá se pronunciar sobre
a acusação que faz contra a minha pessoa. Se a ausência
de um diploma faz com que jornalistas sejam falsos, este senhor
trará, caso cumpra a promessa, o depoimento de um jornalista
tão falso quanto eu, quando, na verdade, falsos são
aqueles que fazem de um reles canudo, que muitas vezes só
alcança um quadrinho de vidraçaria de quinta, a sua
mentirosa verdade de vida.
Se este comandante da malta letrista gasta seu tempo para me atacar de maneira facinorosa, como já fez no passado, não deve encontrar míseros segundos para lembrar que, por ocasião do lançamento de seu livro, acabou se valendo de favores por mim prestados. Verdadeiro pistoleiro de aluguel de uma imprensa marrom, o “troca letras”, que lançou mão de Nietzsche para exemplificar minha luta, acaba, agindo assim, proporcionando o aumento do número de leitores do site. E se tal situação ocorre, é porque quem se depara com o meu trabalho, com o intuito de turbinar a acusação e engrandecer a polêmica, acaba percebendo que nada há de ilógico em meu raciocínio e, muito menos, em minhas escritas.
É preciso lembrar que, nos dias de hoje, ninguém sobrevive ou avança profissionalmente por obra da incompetência ou da incoerência. Se o sucesso alheio incomoda a catilinária, os incomodados deveriam abdicar da pseudo-ética acadêmica, que tem servido apenas para enaltecer discursos descabidos, e fazer algo para a própria consciência e, principalmente, para o País, ao invés de se bandear para o lado daqueles que vilipendiam diuturnamente a dignidade do povo brasileiro. Se o ônus da prova cabe a quem acusa, não ao acusado, caberá à Justiça decidir quem é o verdadeiro culpado, independentemente de quem seja o falso ou o verdadeiro.
Por mais que os envolvidos abusem da veemência para negar o que fazem, o fato é que o verdadeiro mandante da operação, inconformado com os infortúnios que proporciona à própria vida, tem usado seu poderio econômico para financiar ameaças terroristas aos meus familiares e depredação do meu escasso e modestíssimo patrimônio pessoal, quando não utiliza informações infundadas para nortear ações judiciais descabidas. Assim, é de se estranhar que alguém, que bate no peito e brada a exigência do diploma, transponha o limiar da lógica e se instale em um lamacento patamar, seja por inocência, seja por um outro interesse qualquer. Não fosse verdade o que venho publicando a respeito do mandante, a exemplo do que fizeram e fazem importantes órgãos da imprensa brasileira, os quais tenho como parceiros em tão hercúlea batalha, o Congresso Nacional não teria decidido convocar o malfeitor de nossa Terra Brasilis para explicar suas mais recentes e ilegais estripulias.
Outrossim, é preciso lembrar que a valorosa contribuição dada ao site por renomados e incontestáveis nomes da imprensa e da inteligência brasileiras, assim como a inserção dos respectivos links, se dá com o expresso consentimento dos mesmos, não por uma necessidade de me valorizar perante a opinião pública, até porque todos estão cientes das levianas acusações que pesam contra mim e conhecem a fundo meus acusadores, mas por uma estrita e necessária convergência de idéias e ideais.
Mesmo não devendo dar importância a esses ladrões da honra alheia, preocupo-me com os milhares de leitores que, mês após mês, fazem do site uma das últimas trincheiras de resistência ao desmando oficial. A exemplo do “troca letras”, que pegou carona no pensamento do genial Nietzsche, valho-me do raciocínio de Rousseau para lembrar que “as injúrias são as razões dos que não têm razão”.
Não me calaram, nem irão me calar.
Ucho Haddad
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