Cronologia das notícias sobre o afastamento de Renan Calheiros, publicadas pelo ucho.info
Sentindo na pele (11/10/07 - 20h02)
Cercado por vinte seguranças, o senador Renan Calheiros deixou o gabinete da presidência do Senado sem falar com os jornalistas. Em tom de murmúrio, Renan Calheiros disse que a imprensa foi deselegante, e por isso seguiria viagem para Alagoas. Logo após ser apeado da presidência do Senado, Renan começou a sentir a ausência das benesses do cargo. Renan Calheiros, que como presidente utilizava um Chevrolet Ômega australiano, de placas 0001, deixou o parlamento a bordo de um Fiat Marea, de placas 0018, que coincide com o número de seu gabinete. Não se pode dizer que nos próximos quarenta e cinco dias Renan Calheiros será um reles mortal, mas perderá um pouco da pose.
Pela beirada (11/10/07 - 19h20)
“Minha intimidade não chega a tanto”. Assim o senador Pedro Simon (PMDB-RS) reagiu à sugestão de que ele teria se encontrado com Renan Calheiros, minutos antes do anúncio de sua saída temporária da presidência da Casa. Simon lembrou que o ato de Renan Calheiros ameniza a crise, mas essa não é a opinião da oposição, que deve continuar causando dificuldades para a aprovação da prorrogação da CPMF. A oposição aposta na tese de que Renan Calheiros só saiu da presidência do Senado porque um acordo foi costurado nos bastidores do Palácio do Planalto, como antecipou com exclusividade o ucho.info. Resta saber o preço a ser cobrado pelo PMDB por essa manobra política que em tese favorece o governo do presidente Lula da Silva.
Tião no cargo (11/10/07 - 19h05)
Com a saída temporária de Renan Calheiros da presidência do Senado, a Casa será comandada pelo petista Tião Viana (AC). Tal situação favorece o Palácio do Planalto, que concentrará esforços na aprovação da prorrogação da CPMF. A interferência do presidente Lula da Silva ficou evidenciada com o retorno dos senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Vasconcelos e Simon foram ejetados da CCJ na última semana, por decisão do líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que cumpriu determinação do Palácio do Planalto.
Calculadora palaciana (11/10/07 - 18h22)
O afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, a ser anunciado em instantes, pode ser de quarenta e cinco dias. Coincidência ou não, é o prazo necessário para que a prorrogação da CPMF seja votada no Senado. Relatora da Proposta de Emenda Constitucional da CPMF, a democrata Kátia Abreu tem trinta dias de prazo para entregar o relatório final sobre o tema. Os quinze dias restantes da licença de Renan Calheiros serão gastos na votação da PEC no Plenário do Senado. O que mostra que o Palácio do Planalto trabalhou incansavelmente nos bastidores.
Chacoalharam o coqueiro (11/10/07 - 18h02)
Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros e Teotônio Vilella Filho. Eis os protagonistas do pacto que tem o afastamento do presidente do Senado como cardápio. Diferentemente do que anunciou o presidente Lula da Silva, o afastamento de Renan Calheiros passou, sim, pelo Palácio do Planalto. O pacto foi realizado antes da ida do senador Romero Jucá à Colômbia, na noite desta quarta-feira. Ao ucho.info, nossa fonte foi clara ao afirmar: “quem sabe não fala, quem não sabe fala demais”. E mais: Renan Calheiros deve anunciar a sua saída da presidência do Senado nas próximas horas.
Licença em marcha (11/10/07 - 15h21)
Sem resistir à pressão política e da opinião pública, Renan Calheiros, presidente do Senado, está trancado na residência oficial, onde se reúne com assessores mais próximos e conselheiros de ocasião. Na mansão do Lago Sul, em Brasília, Renan Calheiros, a exemplo do que antecipou com exclusividade o ucho.info, estuda a possibilidade de se afastar da presidência da Casa. Decisão nesse sentido garantiria a aprovação da prorrogação até 2011 da CPMF. E com a certeza de ter R$ 40 bilhões em caixa anualmente, o Palácio do Planalto será capaz de encontrar uma saída honrosa para o senador alagoano. Sem contar as benesses a serem concedidas por conta do acordo. Em tempo: a casa oficial da presidência do Senado já está cercada por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.