Com raríssimos nomes de expressão em seus quadros, o PT mostra que a “companheirada’ veio para confundir
Que Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, é dado a repetitivos rompantes de messianismo, todos sabem, mas o viés embusteiro que embrulha os discursos do inquilino do Palácio do Planalto veio à tona muito antes do que o entourage presidencial imaginava. Quando o primeiro caso de febre amarela picou o ano de 2008, estava selada a sorte do presidente-metalúrgico, próxima vítima da febre da incompetência, caso nenhuma medida profiláxica seja adotada nas coxias palacianas.
Sem lembrar aquele piqueteiro de porta de fábrica dos tempos plúmbeos, Lula da Silva, agora abduzido pelas benesses do consumismo fanfarrão, tenta comandar o Brasil como se estivesse diante da escrivaninha do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, entidade que o projetou política e nacionalmente. A inexperiência política de Lula e de seus apaniguados chega a causar desespero naqueles que conseguem enxergar minimamente à frente.
Desde que chegou ao Planalto Central na condição de mandatário de uma nação de dimensões continentais, e problemas na mesma proporção, Luiz Inácio tem se dedicado a produzir engodos políticos, sempre com a ajuda de marqueteiros e assessores, ludibriando a boa fé dos que continuam acreditando no pernambucano que chegou à Presidência da República.
Em todos os segmentos da vida, a única coisa que deve ser preservada a qualquer preço é a coerência. Sem ela, a coerência, o futuro se transforma em uma nau sem leme durante noite de tempestade em mar bravio. O que Lula vem tentando fazer nos últimos tempos é sonhar com uma quase impossível calmaria no oceano político, o que lhe garantiria, no mínimo, a chance de fazer o próprio sucessor. Os que irresponsavelmente adulam o presidente-metalúrgico certamente alegarão que a popularidade do petista navega em águas calmas, mas é preciso lembrar que os índices apontados pelos institutos de pesquisa são indiretamente comprados pelo Bolsa Família. Em outras palavras, uma canoa furada com remendos por toda parte.
A exemplo do que ocorreu em governos anteriores, os supostos avanços da administração luliana são anunciados isoladamente por dois únicos motivos. Primeiramente porque analisar por capítulos o sucesso de um governo é mais conveniente para o governante, que conta com o inconsciente coletivo a seu favor. Analisado como um todo, e de uma só vez, nenhum governo se sustentaria por muito tempo. O segundo motivo, literalmente oportunista, é que a conta-gotas o governo tem mais a anunciar do que de uma só tacada. Em resumo, o povo é enganado dupla e continuamente.
O surto de febre amarela, que o Palácio do Planalto nega existir, é conseqüência de um governo irresponsável, que faz do planejamento uma reles moldura para camuflar o despreparo que o corrói. Ao impulsionar o turismo nacional, como forma de transferir à classe média-baixa a sensação equivocada da majoração do poder de compra, Lula da Silva esqueceu de prever as conseqüências dessa intensificação do ir e vir dos brasileiros.
O primeiro sintoma desse despreparo irresponsável surgiu nos aeroportos brasileiros. Com a demanda maior do que a oferta e com uma infra-estrutura aeroportuária muito aquém das necessidades, turistas mofaram nas salas de embarque, enquanto o Planalto tentava jogar a culpa nas companhias aéreas. Só mesmo um insano, com direito a uma reforçada camisa de força, é que compra por R$ 170 milhões um avião comercial para vê-lo longe das nuvens.
Incompreensível, porém explicável, o caos aéreo foi substituído por medidas tão ludibriantes quanto pirotécnicas. Considerando que se o problema da distância entre as poltronas dos aviões não foi resolvido, como anunciou o falastrão Nelson Jobim, esclarecer as verdadeiras causas do acidente com o Airbus é simplesmente um sonho. Quem sabe essa postergação ocorra para evitar um pesadelo no palácio.
No vácuo do incremento do vai e vem de patrícios pelo território nacional, a febre amarela é o primeiro sinal preocupante de um governo falacioso, que trata as áreas vitais do Estado como se fosse a panela do pipoqueiro da esquina, que a cada meia hora tem uma novidade estourando. Sem imaginar que impulsionando o turismo interno as mazelas administrativas viriam à tona, o Palácio do Planalto agora tenta passar a borracha sobre as garatujas gauche que têm marcado a trajetória político-presidencial do metalúrgico mais famoso da nossa querida e amada Botocundia.
A corrida aos postos de saúde, em busca de uma dose de vacina contra a febre amarela, tem deixado para trás um quadro muito mais preocupante. Considerando que o mosquito transmissor da febre amarela é o mesmo da dengue, não causará surpresa alguma se nos próximos meses a segunda e mais conhecida doença transmitida pelo Aedes Aegypti coloque o Brasil nas catacumbas da vigilância sanitária.
Quando o caos aéreo começou a dar sinal de vida, o governo do presidente Luiz Inácio foi rápido ao adotar medidas paliativas, como a inspeção de computadores pessoais nos equipamentos de raio-X instalados em todos os aeroportos nacionais. A justificativa apresentada pelos funcionários da Infraero é que sob os equipamentos pessoas mal intencionadas podem esconder objetos que comprometem a segurança dos vôos. O que mostra que as geringonças bisbilhoteiras são ineficientes.
Ora, se para enganar os viajantes o Palácio do Planalto inventou um truque mambembe, seria no mínimo inteligente por parte do governo do nosso Aladim que dos passageiros que viajam para as áreas de risco fosse exigido o comprovante de vacina contra a febre amarela. Isto é o que faria o governante de um país minimamente sério, cujas autoridades se preocupam com a vida de cada cidadão. Porém, caso tal medida fosse adotada, o Palácio do Planalto estaria assinando um atestado da própria incompetência. De tal modo, o melhor (sic) a se fazer é obrigar o ministro José Gomes Temporão (Saúde), que sofre de um evidente complexo de Cinderela, a negar qualquer possibilidade de epidemia e outros que tais.
Como todos os antecessores, Lula da Silva também promete revoluções mirabolantes na área da Educação. Quer o presidente-metalúrgico, pelo menos nos discursos, permitir aos brasileiros um mínimo de aprendizado e conhecimento. Acontece que o populismo barato que se alastra pela política vive exclusivamente da ignorância do povo. Fosse a sociedade brasileira minimamente instruída, Lula e sua horda de esquerdistas nababos já teriam voltado para casa.
Considerando que a febre amarela, doença de terceiro mundo que desembarcou no Brasil há séculos, pode até matar, é possível concluir que o mosquito tem escolhido o alvo errado.