Detalhes da Agenda de Waldomiro Diniz

A intimidade de Waldomiro Diniz com o poder e com o Partido dos Trabalhadores fica notória em uma das reuniões que manteve em 2003. Em 12 de março do ano passado, Waldomiro Diniz teve um compromisso fora do palácio com o tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

No mesmo dia em que foi instalado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, 13 de fevereiro de 2003, Waldomiro Diniz recebeu, em seu gabinete, o prefeito de Aracaju, o petista Marcelo Déda.
 Às 18:30 horas do dia 12 de novembro de 2003, Waldomiro Diniz recebeu, em seu gabinete, Jair Meneghelli, contemplado com a presidência do Senai pelo presidente Lula.
 Em 3 de abril de 2003, uma quinta-feira, Waldomiro Diniz acabou cancelando um encontro que teria, durante o almoço, no restaurante do La Torreta, em Brasília.
 No dia 8 de julho de 2003, às 9:30 horas, Waldomiro Diniz teve um encontro com o diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda (imagem abaixo). No mínimo estranho para quem não tinha tantos poderes, como quer o Palácio do Planalto.
 Quando estourou o escândalo do Waldomiro, o candidato petista derrotado na corrida ao governo do DF, Geraldo Magela, foi categórico a minimizar suas relações com o ex-assessor, que o acusara, em depoimento, de ter recebido dinheiro de Carlos Cachoeira para sua campanha eleitoral

Um encontro com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, em 18 de dezembro de 2003, definiu a substituição do delegado da Receita Federal em Jundiaí, no interior de São Paulo. Coincidência ou não, foi exatamente em Jundiaí que começou a investigação da Receita Federal sobre a sonegação da empresa Coca-Cola e suas coligadas.

Na tão disputada agenda, que guardava os polêmicos encontros do ex-companheiro de apartamento de José Dirceu, aparecem os nomes de Leleco Barbosa, filho do saudoso Abelardo Barbosa, o Chacrinha, e de Ivan Lins.

Em 13 de agosto de 2003, Daniel Godoy, advogado de causas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, encontrou-se com Waldomiro Diniz. Atualmente, Godoy assessora o governo do Paraná em contratos especiais (Sanepar, Copel, Renault e concessionárias).
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