Clique sobre as imagens e confira
Entrevista do Sábado
Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício
 
home
edições anteriores
e-ditorial
entrevisa do sábado
resenha
e-xclusiva
q.i.
tribuna livre
prateleira eletrônica
uuuh!
página uh
boca maldita
parceiros
links úteis
anuncie
expediente
 
COLUNISTAS
Antonio Carlos Ferreira
Antonio Carlos Rayol
Claudio Tognolli
Eduardo Pimenta
Ipojuca Pontes
José Nêumanne Pinto
Marcelo Kahns
Maria Lúcia Victor Barbosa
Roberto Romano da Silva
Sandro Villar
Ucho Haddad
 
Clique na imagem acima e envie sua mensagem
.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A artilharia chavista no caso Colômbia-Equador-Farc deve continuar na seara das palavras e do blefe

 

Cientista político não acredita em um conflito armado entre os países envolvidos na polêmica das Farc

 

(*) Gilmar Corrêa

Entrevistas Anteriores

 

É provável que, se dependesse do presidente-bravateiro da Venezuela, coronel Hugo Chávez, a América Latina poderia ter um conflito entre dois países depois de uma década e meia. As escaramuças que envolveram Equador e Peru, por conta de um lugar chamado Tiwintza, foram solucionadas em 1998, pelo acordo batizado como Ata Brasília. Desta vez, a possibilidade de guerra surgiu pelo ataque a unidades das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia pelo exército regular da Colômbia. A ação militar desencadeada a apenas dois quilômetros da margem do rio Putumayo, do lado equatoriano, revela questões muito mais profundas que uma simples invasão territorial, como destaca o professor adjunto da Universidade de Brasília, Lúcio Remuzat Rennó Júnior.

Com doutorado em Ciência Política na University of Pittsburgh e pós-doutorado no Latin American and Caribbean Syudies Center da Suny Stony Brook, Rennó diz, nesta entrevista concedida por telefone na sexta-feira, 7 de março, que o tráfico de drogas tem peso importante no conflito. “Este é um problema muito sério da Colômbia, mas que interessa a países desenvolvidos, porque eles são os principais consumidores das drogas”. O professor acha que o Brasil teve uma participação diplomática exemplar, mas evita em afirmar que governo brasileiro tenha simpatia pelas Farc: “Eu nem acredito que existe”. E a Venezuela? “Fica muito óbvia a ligação entre as Farc e a Venezuela de Chávez”.

Entrevista do Sábado - Qual a sua avaliação sobre os recentes incidentes entre os três países (Equador, Colômbia e Venezuela)?

Lúcio Remuzat Rennó Júnior - Acredito que o primeiro encaminhamento da OEA, na tentativa de buscar uma conciliação, é o primeiro importante passo para uma solução diplomática e pacífica do ocorrido. Os desdobramentos que aconteceram hoje e que vão acontecer nos próximos dias, do governo equatoriano não se mostrar satisfeito com a solução da OEA e buscar ajuda de outros países para apoiar um movimento contrario à Colômbia, está destinado ao fracasso. Acho que ele vai conseguir o apoio de Chávez e Noriega, que ele já tem. Talvez Evo Morales, mas nada além disso.

Entrevista do Sábado - Resumindo, o senhor não acredita em um conflito armado entre Colômbia e Venezuela?

Lúcio Rennó - Não. Me parece impossível, na verdade, acontecer algo que chegue perto de um conflito armado. O que tinha para acontecer já aconteceu. O que está tentando se fazer agora é o presidente Correa (Rafael Corrêa) tentar ganhar um pouquinho de visibilidade internacional. É até um pouco oportunista na utilização deste problema, que até certo ponto já foi resolvido com o pedido de desculpas formal da Colômbia e uma reprimenda moderada da OEA. Não sei o que mais pode se querer.

Entrevista do Sábado - Ao que parece, o conflito vai além da questão política. Quais são os outros “temperos” nas crises freqüentes quando o personagem principal é o Hugo Chávez?

Lúcio Rennó - É você está correto. Não é só esta questão de fronteira que está gerando todo este barulho e nervosismo na região. Já há uma disputa antiga entre Chávez e Uribe (Álvaro Uribe, presidente da Colômbia). Os governos dos países andinos, não só Chávez, mas também Corrêa e Evo Morales (presidente da Bolívia) têm assumido uma posição antiamericana muito forte, liderados pelo Chávez. (Continua...)

1

 

(Fotos: Divulgação e ucho.info)

.
Clique na lupa e saiba tudo sobre alguns escândalos que abalaram as estruturas políticas do País.
Aqui, no Túnel do Tempo, você recorda o que de mais interessante ocorreu na política, no ano anterior.
Clique e confira as novidades e o que há de melhor na literatura, aqui na Prateleira Eletrônica.
Aqui você confere as últimas Dicas do Ucho, que traz sempre uma novidade sobre os mais variados segmentos.
Saiba quem são os parceiros do ucho.info, uma das colunas políticas mais lidas do País.
Anunciar no ucho.info é entrar em contato com milhares de leitores qualificados e formadores de opinião. Saiba mais.
© Copyright 2004-2007 - www.ucho.info - Todos os direitos reservados