Clique sobre as imagens e confira
Entrevista do Sábado
Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício
 
home
edições anteriores
e-ditorial
entrevisa do sábado
resenha
e-xclusiva
q.i.
tribuna livre
prateleira eletrônica
uuuh!
página uh
boca maldita
parceiros
links úteis
anuncie
expediente
 
COLUNISTAS
Antonio Carlos Ferreira
Antonio Carlos Rayol
Claudio Tognolli
Eduardo Pimenta
Ipojuca Pontes
José Nêumanne Pinto
Marcelo Kahns
Maria Lúcia Victor Barbosa
Roberto Romano da Silva
Sandro Villar
Ucho Haddad
 
Clique na imagem acima e envie sua mensagem
.
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Continuação

 

Entrevista do Sábado - Em que condições os peritos e funcionários do IML-RJ trabalham? Higiene é uma prioridade no órgão? É verdade que larvas saem aos milhares dos cadáveres?

Daniel Ponte – Higiene? Não tínhamos nem banheiro... Não havia local para lavarmos as mãos... Trabalhávamos em meio a milhares de moscas, sem refrigeração ou equipamento de proteção... Agora estou sendo ameaçado de morte e demissão por ter denunciado.

 

Entrevista do Sábado - Diante das explicações e denúncias até agora feitas, o senhor teme pela sua vida? Por quê?

Daniel Ponte – Fui avisado pelo Alexandre Várzea e pelo Wilson Queiroz que seria morto.  Fui alvo de cinco ameaças de morte por parte de Aristóteles Marques Batista. Alexandre Várzea avisou para Aristóteles que o mataria caso eu viesse a morrer... O Alexandre foi morto. O delegado Alexandre Neto, que também denunciou a máfia do IML uma semana após a morte de Várzea, sofreu um atentado (nove perfurações por munição de fuzil), em plena luz do dia em Copacabana. Na última quinta-feira, outra testemunha foi morta. O policial Fernando. O MP do Rio de Janeiro é inerte. O caso está com o promotor de Justiça Homero Neves há mais de ano, sendo que o prazo legal é de 30 dias para conclusão do inquérito.  O Alexandre Várzea (principal testemunha do caso) foi morto sem ser ouvido em juízo. Situação idêntica ocorreu com o Fernando. E eu possivelmente serei assassinado. Já fui avisado que, se deixar o país, minha mãe "é uma senhorinha idosa, sendo muito fácil de ser morta em um roubo". Não há limites para o poder do Crime... Vivemos numa “cleptocracia”. (Clique e ouça o aviso que o médico-legista Daniel Ponte recebeu de amigos que têm conhecimento de um plano para assassiná-lo) - (Clique sobre DOC 1 e DOC 2 e confira os documentos referentes à ameaça feita por Aristóteles Marques Batista)

Entrevista do Sábado - O senhor usa o termo “cleptocracia” para afirmar que há roubo e corrupção no IML do Rio de Janeiro?

Daniel Ponte – Denunciei tudo, e recebi como premio um inquérito administrativo... O ex-diretor foi colocado ilegalmente em delegacia. O delegado Alexandre Neto denunciou, e o chefe de Polícia, Gilberto Ribeiro, deu ordem para abertura de sindicância contra ele (ordem não cumprida). Dias após, Alexandre Neto foi fuzilado (1º de setembro de 2007). Veja, se o chefe de Polícia lota ilegalmente um médico em delegacia, a sujeira vem de cima... Estive pessoalmente com o secretário Beltrame (José Mariano Beltrame, da Segurança Pública), que sabia do caso e nada fez. O promotor Homero das Neves, que como o Gilberto Ribeiro é filho de procuradores do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), “deixa“ as testemunhas morrerem sem serem ouvidas. Entreguei tudo nas mãos do Promotor Homero, e mesmo assim o Alexandre Várzea (principal testemunha) foi morto sete meses depois sem ser ouvido. Não tenho dúvidas que vivemos uma “cleptocracia” no Rio de Janeiro. (Clique sobre DOC 1, DOC 2 e DOC 3 e confira as primeiras medidas para a sindicância)

Entrevista do Sábado - Um dos seus braços direitos na cruzada contra a corrupção no IML-RJ, Delegado Alexandre Neto, sofreu um atentado na frente da própria casa, sendo alvejado por nove tiros de fuzil. Tudo isso se deu logo após o falecimento do técnico-legista Alexandre Várzea, morto em um estranho 'acidente'. Várzea era sua testemunha nas denúncias de corrupção.  Diante de situações bizarras como essas aqui relatadas e atitudes de pessoas sem limites, ainda é possível acreditar na polícia?

Daniel Ponte – Não acredito nas Polícias. O atual chefe de Polícia, Gilberto Ribeiro, chegou a colocar um Registro de Ocorrência de outra pessoa em minha ficha criminal, e faz isso de forma reiterada. Após a audiência com o Deputado Paulo Ramos, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o Gilberto disse as seguintes palavras para mim: “você é um péssimo servidor, desonra a instituição e vou arrumar um jeito de punir por passar informações para a Policia Federal”. O Gilberto também mandou punir o delegado Alexandre Neto por ter denunciado que o perito Roger Vinicius estava ilegalmente em uma delegacia. (Clique e confira o registro policial com a inclusão do nome de um terceiro alheio ao caso)

Entrevista do Sábado - Considerando a sua experiência como médico e policial, o senhor é capaz de radiografar a polícia fluminense?

Daniel Ponte – A Polícia Civil do Rio é financiada pelo crime. A revista "Ação Policial", onde aparece toda a cúpula da Polícia, Promotores e Juízes dão entrevistas. A revista está repleta de anúncios de casas de prostituição de luxo, uma delas inclusive bem em frente a um prédio do Ministério Público... As imagens dessa revista falam mais do que qualquer palavra... (Clique e confira edição da revista)

Entrevista do Sábado - A chamada "banda podre" da polícia realmente existe ou é apenas um factóide criado pela mídia?

Daniel Ponte – A Polícia é uma "Banda Podre", com ilhas de homens dignos e honestos.  Posso garantir que dos Peritos Legistas, 98% são honestos, pois são médicos. Têm a Polícia como mais uma fonte de renda. Em outras classes, esse número pode se inverter... E para quem duvidar, em todo o Rio de Janeiro vemos jogo de bicho, clinicas de aborto, casas de prostituição, máquinas caça-níqueis, pirataria a céu aberto, etc. Acham que só os cidadãos vêem isso?  As autoridades são tão incompetentes? Ou será que todos esses lugares pagam para funcionar? (Clique e confira a declaração do proprietário de uma rede de farmácias que paga pedágio a policiais do Rio)

Entrevista do Sábado - As autoridades insistem em rotular os criminosos como inimigos públicos, sendo que combatê-los quase sempre é prioridade zero para os governantes. Por que, até então, nenhuma providência foi tomada contra as pessoas que o senhor próprio denunciou?

Daniel Ponte – Devido ao fato de meus inimigos serem os corruptos da polícia. Isso envolve políticos e quase toda a polícia... Não há solução...

Entrevista do Sábado - O senhor afirma que há o envolvimento de políticos e policiais no mundo do crime. É possível dar nome a esses envolvidos?

Daniel Ponte – Basta ler os jornais...

Entrevista do Sábado - O governador Sérgio Cabral Filho, do Rio de Janeiro, tem conhecimento do caso? Desde quando isso acontece no IML?

Daniel Ponte – Não tive contato com o governador, mas fui informado pelo subsecretário de Direitos Humanos que ele está ciente desde o inicio. Imagino que o caso do IML seja crônico.

2

 

.
Clique na lupa e saiba tudo sobre alguns escândalos que abalaram as estruturas políticas do País.
Aqui, no Túnel do Tempo, você recorda o que de mais interessante ocorreu na política, no ano anterior.
Clique e confira as novidades e o que há de melhor na literatura, aqui na Prateleira Eletrônica.
Aqui você confere as últimas Dicas do Ucho, que traz sempre uma novidade sobre os mais variados segmentos.
Saiba quem são os parceiros do ucho.info, uma das colunas políticas mais lidas do País.
Anunciar no ucho.info é entrar em contato com milhares de leitores qualificados e formadores de opinião. Saiba mais.
© Copyright 2004-2007 - www.ucho.info - Todos os direitos reservados