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Prova dos nove (08.05.08 - 18h35)
Não será novidade alguma se na noite desta quinta-feira o Brasil ficar sabendo quem é o verdadeiro autor do fatídico e tão discutido Dossiê FHC. Como antecipou a coluna com exclusividade, em 10 de abril deste ano, a autoria do dossiê - a que Dilma Rousseff chama de "banco de dados" - será creditada a José Aparecido Nunes Pires, funcionário do Palácio do Planalto e responsável pela Secretaria de Controle Interno da Presidência da República. Nunes Pires é um dos últimos remanescentes da equipe do então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. O anúncio, se confirmado, acontece um dia após a ministra Dilma Rousseff ter negado a existência do tal dossiê.
Roendo a corda (08.05.08 - 15h07)
O discurso do governador tucano José Serra, que insinua possível apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura da maior cidade do País, não combina com suas atitudes. Na manhã desta quinta-feira, Serra inaugurou obra na zona sul da cidade de São Paulo, recebendo no palanque oficial ninguém menos que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Orestes Quércia (PDMB). O PMDB de Quércia já desembarcou na campanha à reelição de Kassab, e deve indicar Alda Marco Antonio como vice. O apoio ainda não oficial de partidos menores à candidatura de Gilberto Kassab deve minar as chances de Alckmin conseguir apoio.

Mea culpa (08.05.08 - 12h43)
Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes disse, instantes atrás no Palácio do Planalto, que a alta dos preços dos alimentos interferiu na economia brasileira. Prevendo uma nova onda de aumento até o final de 2008 (menor que a corrida recentemente), Stephanes lembrou que o fenômeno deve se repetir nos próximos três anos. Mesmo diante de tal quadro, o presidente Lula da Silva disse, dias atrás em Teresina, que considera boa a alta de preço dos alimentos. Só porque o vizinho está comendo melhor. Vai entender!
Melhor que a encomenda
É prematuro dizer que a ministra Dilma Rousseff deixou o Senado Federal nesta quarta-feira como única candidata oficial à sucessão de Lula da Silva, mas é preciso admitir que a chefe da Casa Civil saiu-se muito melhor do que a oposição esperava. Firme e precisa nas respostas que deu sobre o dossiê FHC – o que não correu durante a primeira entrevista que concedeu sobre o assunto – Dilma Rousseff mostrou-se desde o início disposta a enfrentar a artilharia oposicionista. É fato que a ministra deixou algumas perguntas sem resposta, mas o saldo foi positivo. Uma das perguntas não respondidas por Dilma foi formulada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que com cópia do ucho.info nas mãos cobrou explicações sobre gastos palacianos aqui publicados. Ontem, o senador Heráclito Fortes fez a mesma cobrança pela segunda vez. A primeira aconteceu em fevereiro deste ano, no plenário do Senado.

Apoio inimigo
Ao final da audiência pública na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que ouviu a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficou claro que a oposição acabou montando um palanque para a "mãe do PAC". Ela negou que o dossiê contra o casal FHC-Ruth Cardoso tenha sido vazado na Casa Civil, mas disse que a sua pasta tem sim um banco de dados dos gastos dos cartões de crédito. A questão, segundo ela, é saber a quem interessa vazar as informações dos gastos que seriam oficiais. Dilma chegou a se emocionar ao se defender das acusações de mentir durante o regime militar. Provocada pelo líder dos Democratas, senador José Agripino Maia (RN), a ministra foi firme e sincera ao dizer que a sua mentira diante da tortura que sofreu quando tinha 19 anos serviu para proteger a vida de muitos companheiros da guerrilha urbana. Se Dilma Rousseff mentiu nos anos de chumbo, fez muito bem, pois só quem sabe o que é tortura é capaz de avaliar a extensão do estrago. No contraponto, alguns ilustres companheiros de Dilma Rousseff não foram, no passado, capazes de tão corajoso gesto.

Pegando carona
O elogiado desempenho da ministra Dilma Rousseff no Senado, em pouco mais de oito horas de depoimento, será usado pela base do governo e pelo Palácio do Planalto como uma vantagem eleitoral. O primeiro a sinalizar nesta direção, foi o sempre esperto líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR). "Vou provocar a oposição", dizia entre dentes para os jornalistas. Perguntado na entrevista se uma montanha tinha parido um rato, Jucá respondeu que a montanha foi derrotada pelo bom trabalho da ministra que superou a própria capacidade da Dilma. Na Câmara, parlamentares do PT festejaram o desempenho e já garantiam que a ex-guerrilheira avançou na proposta de ser a candidata do partido nas eleições presidenciais de 2010.


Lenha na fogueira
Um processo que tramita na Justiça paulista, e que contrapõe pesos pesados da cidade de São Paulo, tomou um rumo diferente depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou conhecimento de algumas transgressões e decidiu cobrar do Judiciário providências imediatas. O assunto, que envolve o leilão de um valioso terreno na capital, pode revelar mais uma vez as mazelas das arrematações judiciais. Para dirimir as pendengas, a Corregedoria da Justiça de São Paulo entrou no caso.
Deve ser brincadeira
Já não se faz ministro como antigamente. Quando o apagão aéreo estava no ápice, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o imbróglio positivo, pois brasileiro estava ganhando mais. Na mesma época, Marta Suplicy, ministra do Turismo, disparou o fatídico e inesquecível “relaxa e goza”. Agora, com mais de quarenta mortos no naufrágio de um barco no rio Solimões, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, resolveu inovar. Brincando de Aladim, o ministro disse que cabe aos passageiros a fiscalização dos barcos que navegam na bacia amazônica. Fosse o Brasil um país sério, Alfredo Nascimento já estaria demitido.

No desvio
Coincidência ou não, desde que a coluna noticiou a possível ida de Ademar Palocci – é irmão do ex-ministro Antonio Palocci Filho – para a diretoria de Operações dos Correios, a vaga não foi preenchida. Acusado de envolvimento com a seguradora Interbrazil e de uso de caixa 2 através do PT de Goiânia, Ademar Palocci engrossou a lista dos que deixariam a Eletronorte para abrir vagas para o PMDB. Em compensação, o irmão do ex-ministro da Fazenda e algoz do caseiro Nildo seria presenteado com uma diretoria na estatal postal brasileira. Não foi dessa vez. É preciso lembrar que os Correios têm inúmeros e competentes profissionais de carreira qualificados para o cargo.
A vida e os detalhes
Um envelope largado sobre a mesa de uma oficina mecânica. Um cliente pagando a conta de um conserto ao dono do estabelecimento. Pode até parecer o início de um enredo de filme qualquer, mas não é. Na verdade, o despretensioso envelope é a comprovação de tráfico de influência na prefeitura de Curitiba. O mecânico contou ao cliente que enfrentava problemas para receber da prefeitura de Curitiba. E revelou que um parente, político influente, lhe deu o nome de um graduado assessor do prefeito Beto Richa. Disse o político ao parente mecânico que aquele nome seria a senha para solucionar problemas daquela natureza. Enfim...


Arregaçando as mangas
As assembléias gerais dos auditores fiscais que se realizam hoje em quase 90 localidades vão definir pela suspensão temporária da greve que se estende desde o dia 18 de março. As direções nacionais do Unafisco Sindical e da Fenafisp mandaram ontem correspondência aos filiados pedindo que a paralisação seja suspensa até o dia primeiro de junho. Ontem à noite, as lideranças dos dois sindicatos se reuniram com vários parlamentares, entre eles o ex-ministro Antônio Palocci, para que uma frente de parlamentares possa intermediar a negociação salarial com o governo. Na carta assinada por Pedro Tolentino Filho (Unafisco) e Lupércio Montenegro (Fenafisp), as duas entidades afirmam que alguns avanços significativos já foram alcançados desde o início das negociações.
Trio no escuro
No início desta semana, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva, declarou que só continuaria as negociações com os auditores fiscais se o movimento grevista fosse suspenso. Um forte motivo para voltar ao trabalho deve ser o fim da proteção judicial que garantia aos auditores o pagamento integral do salário. No início de abril, a proteção foi retirada e nenhuma das várias liminares apresentadas revogou a decisão. Assim, o governo poderá cortar os salários. O movimento grevista observa que a continuidade das negociações dependerá, em grande parte, pelo apoio do Parlamento.


Paulinho na forca
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) abriu a investigação contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Entre os documentos levantados pelo presidente constam matérias jornalísticas, discursos e manifestações públicas dos envolvidos. O deputado será notificado e terá cinco dias para prestar esclarecimentos. Depois, deve ser aberta sindicância para apurar o caso, cujas investigações serão presididas pelo corregedor da Casa, deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE). Paulinho da Força continua demonstrando tranqüilidade e, segundo sua assessoria, já adiantou o que podia quando abriu sigilo fiscal, bancário e telefônico. O corregedor pretende ouvir também o advogado Ricardo Tosto e outros envolvidos no escândalo dos desvios de dinheiro do BNDES.
Fila do abate
Dos dez julgamentos previstos na sessão desta quinta-feira do Supremo Tribunal Federal, quatro processos envolvem pessoas iminentes da política brasileira. O primeiro deles envolve o deputado e pré-candidato à presidência da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI). Ele é denunciado por suposta prática de crime de prevaricação, porque como quarto secretário da Câmara Baixa teria deixado que imóveis funcionais fossem ocupados irregularmente. A ministra Martha Suplicy (Turismo) volta a ser julgado em menos de dois dias em novo inquérito. Ela teria autorizado como prefeita de São Paulo, sem a prévia autorização da Secretaria do Tesouro Nacional, operação de crédito relativa ao Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente (Reluz). Em outro caso, o Supremo analisa se é possível desmembrar um processo eleitoral contra o senador Expedito Júnior (PR-RO). O deputado federal José Paulo Toffano (PV-SP) será julgado numa petição em que é investigada suposta prática de crime de corrupção eleitoral ativa.

Ninho revolto
A divergência ideológica entre o deputado José Aníbal (SP), eleito líder da bancada do PSDB, e o governador de São Paulo, José Serra, acabou sobrando para os funcionários da Liderança do partido. Desde que Aníbal assumiu o cargo, há quase dois meses, cerca de vinte servidores de confiança perderam os cargos. As causas do "tratoraço" também estariam ligadas às dificuldades de relacionamento do líder com Arnaldo Madeira, que disputou o cargo e é ligado ao governador. A briga entre as facções resvalou também no chefe de gabinete, há vários anos no cargo. Mas a sua demissão estaria ligada a uma decisão de gravar uma reunião sigilosa da bancada sem autorização de José Aníbal.
Tropa de choque
Assim como fez o governador Anchieta Júnior (PSDB), parlamentares da Assembléia Legislativa de Roraima se encontram hoje à noite com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Em companhia do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB), os parlamentares chegaram à capital dos brasileiros com o objetivo de fazer pressão para anular a demarcação contínua da reserva indígena Raposa da Serra do Sol. O clima na região continua tenso, mesmo com a transferência do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, e dez outras pessoas presas acusadas de pistolagem, de Boa Vista para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. O governador, que há dois dias disse que a invasão dos índios a uma fazenda tinha sido um ataque terrorista, preferiu o silêncio para evitar agitar ainda mais o caldeirão de controvérsias. Anchieta Júnior será homenageado pela primeira Brigada de Infantaria de Selva, que se negou a participar da operação de expulsão de moradores da área de 1,7 milhão de hectares.

Barril de pólvora
A posição da Fundação Nacional do Índio (Funai) tem sido sectária e não respeita a posição contrária de algumas etnias à demarcação contínua da reserva Raposa da Serra do Sol. A autarquia tem se esforçado em apresentar apenas uma única versão. Índios da etnia tuxauas, por exemplo, discordam da Funai e estão aliados aos brancos. O Conselho Missionário Indigenista também tem uma posição única e não leva em consideração a miscigenação de índios e brancos que acontece há anos. E procura difundir a notícia de que a demarcação da reserva interessa apenas a um pequeno grupo de agricultores e de produtores de gado. Na área demarcada estão inseridos 16 municípios, com cerca de 24 mil habitantes – 15 mil índios e nove mil não-índios. Pacaraima fica a poucos quilômetros da fronteira da Venezuela.
Metamorfose ambulante
Pensando bem, sem explicar a diferença entre dossiê e banco de dados, a mãe do PAC deixou o Senado como madrasta da oposição.

Túnel do Tempo - E a perfeição?
(08/05/07) - Quando decidiu pleitear a prorrogação da famigerada CPMF por mais quatro anos, o presidente Lula, através de sua equipe, prometeu extinguir a cobrança do imposto disfarçado de contribuição em empréstimos e financiamentos bancários. Passados alguns dias da promessa, integrantes da equipe econômica, cientes de que abrir mão de apenas um centavo da CPMF é suicídio, agora afirmam que a perda de arrecadação deverá ser compensada de outra forma. Trata-se de mais um engodo discursivo de Lula e seus diletos e irresponsáveis seguidores, os quais, desde a criação da CPMF (nasceu como IMPF), foram ácidos e ferozes críticos do tema. E mais: o “P”, que em tese é de provisória, mas tem cara de permanente, também serve para radiografar o sentimento do contribuinte. Que está “P...” da vida. (Clique e confira na íntegra a edição 08/05/07)
Ucho
Haddad com Gilmar Corrêa e Thaís Margalho
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EDITORA SENAC SÃO PAULO |
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ROTEIROS DO SABOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
Da Editora Senac, o livro reúne informações sobre a gastronomia do Rio, cultura, pratos famosos e aspectos curiosos e inusitados das regiões percorridas. |
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PARCEIROS. |
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BRASIL ACIMA DE TUDO |
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A beleza do Rio de Janeiro através das lentes do competente fotógrafo Ricardo Zerrenner |
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