Confusão armada (23.04.08 - 19h12)
Acompanhado de quatro integrantes da Comissão de Direitos Humanos (Pompeo de Mattos, Chico Alencar, Iriny Lopes e Sebastião Bala Rocha), os delegado Alexandre Neto, da Delegacia Anti-Seqüestro do Rio de Janeiro, foi à CPI do Grampo para marcar a data de seu depoimento à Comissão. Após conversa com o deputado Marcelo Itagiba, presidente da CPI, ficou acertado que o delegado irá depor no dia 20 de maio. O clima continua tenso na CPI, pois a deputada Marina Maggessi se esforça para prejudicar o delegado Alexandre Neto.
Temperatura alta (23.04.08 - 17h31)
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) anunciou que negocia com o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) a não ida do delegado Alexandre Neto à CPI do Grampo. Para garantir a integridade física e psicológica do delegado, que foi ameaçado por Marina Maggessi em plena audiência pública, o deputado gaúcho ofereceu as dependências da Comissão como salvo conduto para Alexandre Neto. Pompeo de Mattos tenta com o deputado Arlindo Chinaglia que o delegado deixe a Câmara dos Deputados e vá direto para o aeroporto de Brasília.
Tudo combinado (23.04.08 - 16h00)
Com vinte votos cada, os depuatdos Antonio Palocci Filho (PT-SP) e Edinho Bez (PMDB-SC) foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, da Comissão Especial da Reforma Tributária. O recuo de Edinho Bez, que deveria comandar a Comissão, garantiu a presidência da Câmara, a partir de 2009, para o depuatdo Michel Temer, presidente nacional do PMDB. Com o devido apoio do Partido dos Trabalhadores.
Clima quente (23.04.08 - 15h52)
"Estamos esperando essa reunião terminar. Ele escolhe a forma como vai". Assim a deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) se dirigiu aos integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, referindo-se ao delegado Alexandre Neto, da Delegacia Anti-Seqüestro do Rio de Janeiro. Alexandre Neto, que acusou a imspetora de polícia e dublê de deputada de estar por trás do atentato que sofreu em 2007, terá de comparecer à CPI dos Grampos Telefônicos, uma vez que foi convocado para depor em 18 de abril. O delegado não compareceu ao depoimento por estar de licença médica. A CPI do Grampo aprovou nesta tarde intimação para que Alexandre Neto deponha ainda hoje.
Balança, mas não cai
O tremor ocorrido na noite desta quarta-feira, a 270 km da costa brasileira, alcançou a marca de 5,2 graus na escala Richter, o que em países preparados para tais manifestações da natureza é considerado um evento de categoria média. O abalo foi sentido em vários bairros de São Paulo, causando pânico em muitos moradores das regiões sul e oeste da cidade. Na sede do ucho.info, inúmeros objetos tremeram por alguns segundos, sendo que cadeiras, telefones e material de escritório saíram do lugar. No mesmo prédio, muitas eram as pessoas que após o tremor apresentaram tontura e dor de cabeça.
Nunca antes neste país
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, estava prestes a desembarcar na campanha pela reeleição, em 2006, quando disse, sem medo de errar, que a Saúde no Brasil estava a um passo da perfeição. De lá para cá, o ucho.info tem mostrado repetidas vezes que o presidente-metalúrgico estava enganado, ou, então, tentou enganar dezenas de milhões de brasileiros. Na bela e vinícola Bento Gonçalves, na serra gaúcha, o SUS tem deixado na mão os usuários do medicamento Neural, um anti-convulsivo de uso contínuo. Uma leitora da coluna foi informada por uma atendente do SUS que possivelmente daqui a um mês o medicamento volte a ser distribuído. Presidente Lula, ninguém usa medicamento anti-convulsivo por esporte.

Maiores abandonados
Com expertise suficiente para ser um disputado guia turístico, tamanho é o número de viagens oficiais que vem realizando, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, continua fazendo ouvidos moucos para o caso do médico-legista Daniel Ponte, ameaçado de morte por ter denunciado inúmeros casos de corrupção na Polícia Civil fluminense, a começar pelo Instituto Médico Legal. Nesta quarta-feira, o médico Daniel Ponte e o competente e corajoso delegado Alexandre Neto (da Delegacia Anti-Seqüestro) desembarcam em Brasília para audiência pública. "Seo" Cabral, não diga que corrupção fazia parte do seu programa de governo. Clique e confira a entrevista que Daniel Ponte e Alexandre Neto concederam ao ucho.info.

Máquina de matar
Mais um caso polêmico marca a trajetória do delegado federal Roberto Prel Júnior. No último 17 de março, o delgado Prel, em Niterói, lia jornal dentro do seu carro quando dois homens se aproximaram. Um deles portava uma arma de brinquedo na cintura, enquanto o outro estava desarmado. Ambos foram baleados e mortos, mas o homem que estava desarmado foi encontrado a 30 metros do veículo do delegado Prel, ainda com a arma de brinquedo na cintura. O que leva a crer que a tal “arma” não foi utilizada, pois ninguém que é alvejado por tiros de pistola consegue colocar uma arma de brinquedo de volta na cintura. Segundo testemunhas do crime, o delegado Prel deu tiros de misericórdia nos dois homens que se aproximaram de seu carro. Em outras palavras, Roberto Prel Júnior executou sumariamente os dois cidadãos.
A vida é bela
Ainda o delegado Prel... Em representação enviada ao Procurador da República no Rio de Janeiro, o perfil de Roberto Prel Júnior é detalhado em minúcias. Já processado por crime de tortura, Roberto Prel agora responde a processo penal onde é acusado de corrupção, formação de quadrilha, tráfico de influência, entre outros crimes. Resultado da Operação Cerol, deflagrada em julho de 2006. Todos os outros policiais acusados na ação penal foram afastados e obrigados a entregar armas e carteiras funcionais, mas isso não valeu para o delegado Prel. Homem de confiança do delegado Paulo Lacerda, que até bem pouco tempo chefiava a Polícia Federal (agora está na Abin), Prel está à disposição do gabinete do senador Francisco Dornelles. O que causa enorme estranheza é o fato de Roberto Prel Júnior estar, em pleno dia útil, lendo jornal em Niterói, a 70 km da sua casa, em Jacarepaguá. Afastado da Polícia Federal e sem aparecer no gabinete do senador Francisco Dornelles, Prel está em férias permanentes e remuneradas com o dinheiro do contribuinte. Clique e confira o documento enviado ao Ministério Público Federal pelo advogado Luis Arminio de Abreu Romano.

Prova dos nove
Após o prolongado feriado de Tiradentes, o Congresso Nacional nem de longe fez jus ao ócio produtivo que Domenico Demasi tão bem descreveu. Líder do PT no Senado, a senadora Ideli Salvatti (SC) usou a palavra para discorrer sobre a Frente Parlamentar da Indústria Têxtil, há muito abandonada por inúmeros governantes. Deixando de lado o fato de o vice-presidente José Alencar ser um empresário do setor (leia-se Coteminas e outros que tais), a experiência será válida para a senadora catarinense, pois só assim ela e os mais aguerridos companheiros do presidente Lula perceberão que a China não é uma economia de mercado.

Trapalhada gauche
O ex-ministro dos Esportes e agora diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Agnelo Queiroz (PCdoB), trava uma guerra surda com o diretor-geral da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, ligado ao PT. O motivo da discórdia seriam interesses na área de registro de medicamentos. O registro é a garantia de que o produto foi avaliado, com bases científicas, e atende às normas do governo. Por conta da guerra entre os grupos políticos, é provável que denúncias comecem a surgir na imprensa, como já aconteceu no início desta semana. A primeira vítima foi ex-parlamentar do Distrito Federal que, à frente do ministério, teria fechado um contrato suspeito de R$ 3,4 milhões com uma ONG.

Parou por quê?
É provável que o Senado Federal não vote mais nenhuma matéria nesta semana. Depois de um acordo de líderes, ontem, os senadores aprovaram indicações de autoridades e apenas uma medida provisória, a que prorroga contratos temporários de profissionais que desenvolvem atividades técnicas especializadas em projetos de cooperação assinados com organismos internacionais até 31 de julho do ano que vem. Hoje ao meio dia os líderes voltam a se reunir para fazer um acordo de votação para a próxima semana. É que a maioria dos senadores vai assistir a posse do ministro Gilmar Mendes na presidência do Supremo Tribunal Federal e o quórum ficará prejudicado. E como não há acordo para votação nesta quinta-feira, os trabalhos da semana ficam resumidos às questões políticas entre a oposição e a tropa de choque do Palácio do Planalto.
Cartão vermelho
O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), um dos rebeldes da base do governo, não vê surpresa se a liderança do partido decidir retirá-lo da Comissão de Infra-Estrutura, mesmo sendo membro suplente. A decisão estaria vinculada ao depoimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão no próximo dia 30. O governo quer evitar qualquer constrangimento à "mãe do PAC" e por isso trabalha para deixar o terreno limpo. Mesquita Júnior lembra que foi vítima de uma mesma estratégia do governo quando estava na Comissão de Assuntos Econômicos. A líder do PT, Ideli Salvatti (SC) pediu seu afastamento sem mesmo ter conversado com o senador que já integrou os quadros do Partido dos Trabalhadores.


Flecha ligeira
Bem que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentou, mas a reunião de ontem da comissão durou apenas uma hora. Mesmo assim, foi possível aprovar o PL 972/2007, de autoria do Tribunal Regional do Trabalho, que transforma 918 cargos em comissão e funções comissionadas para o Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da primeira Região. A Comissão aprovou também o PL 6302/2002, que regulamenta a atividade de motoboy e mototaxi.
Toque de caixa
Mesmo com a sala vazia, os deputados conseguiram votar, mais 20 propostas, das quais 12 concedem serviços de radiodifusão, cinco nomeiam rodovias, hospitais e datas comemorativas, dois versam sobre anúncios em meios de comunicação e uma ratifica um acordo internacional de turismo entre Brasil e Panamá. Eduardo Cunha espera que hoje tenha quorum logo no início da manhã para que sejam votados o projeto de lei que limita as justificativas para desfiliação partidária, as PECs que permite que empresas privadas atuem na pesquisa em lavra de minérios e a que altera as Disposições Constitucionais Transitórias.

Drible oficial
O governo pode ter encontrado um jeito de colocar um freio na paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal. Preocupados com uma decisão do Tribunal Regional de Manaus, que determinou uma comissão de analistas para realizar o trabalho dos auditores, representantes do Unafisco se reúnem hoje com o procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes. O sindicato considera que a ação não é totalmente ilegal, porque os 30% dos auditores que se revezam na atividade estão supervisionando a comissão, mas teme que a decisão se espalhe e tome proporções ilegais. Na Receita Federal sabe-se muito bem que um analista faz o mesmo trabalho de um auditor.
Braços cruzados
Na assembléia da última sexta-feira, 98% dos auditores rejeitaram a proposta salarial e de carreira oferecida pelo Ministério do Planejamento. Amanhã pela manhã haverá uma manifestação em frente ao ministério. Na parte da tarde os auditores de várias regiões do país pretendem circular pelo Congresso Nacional, no que chamaram de "manifestação corpo-a-corpo" para convencer as bancadas regionais. Na próxima sexta (25), haverá uma outra assembléia para reavaliar a proposta e o resultado das conversas da semana.