Prefeitinho de araque (16.04.08 - 11h33)
Ainda o covarde Olizandro... Para que os paranaenses tenham conhecimento da barafunda em que se transformou a prefeitura de Araucária, a coluna disponibiliza na íntegra a lista dos funcionários da cidade paranaense, muitos dos quais na condição de fantasmas ou recebendo adicional salarial de 100% por conta de remanejamento de função. O nosso desejo é que Olizandro Ferreira exiba em nossa seara sua coragem e ousadia. Estamos no aguardo, “seo” Olizandro! Em tempo: companheiro de partido do governador Roberto Requião, conhecido por sua nada diplomática conduta, Olizandro Ferreira não poderia ser diferente. Clique e confira a lista de fantasmas de Araucária.
Faroeste paranaense (16.04.08 - 11h30)
“O que pode ser feito para que essa matéria não saia?” Assim, de forma chicaneira e corrupta, assessores do prefeito de Araucária, Olizandro Ferreira (PMDB), abordaram a jornalista Luciana Pombo, que em seu blog publicou reportagem sobre a verdadeira colônia de funcionários fantasmas instalada na alcaidia da cidade paranaense. Horas depois, funcionários da prefeitura de Araucária desembarcaram no canil mantido pela jornalista, na tentativa de desqualificar o estabelecimento, emoldurados pela imprensa local. Tudo porque Olizandro Ferreira foi corretamente colocado no olho do furacão de mais um escândalo político. Isso mostra que a chula tese do “você sabe com quem está falando” ainda está em voga na nossa querida e amada Botocundia.
Vale tudo (16.04.08 - 10h23)
Os sem-terra invadiram hoje pela manhã a agência que fica no edifício-sede da Caixa Econômica Federal, no Setor Bancário Sul de Brasília. Dois mil funcionários da CEF estão parados, pois o prédio principal não foi aberto por questões de segurança. A operação, que pode se prolongar até à tarde desta quarta-feira, foi realizada ainda de madrugada e o segurança foi dominado e, horas depois, tarde liberado pelos sem-terra. É mais uma ação do MST entre as inúmeras previstas para o chamado “Abril Vermelho”, para marcar os doze anos da morte de 19 agricultores no Pará pela Polícia Militar. Por conta das manifestações do Movimento, o presidente-metalúrgico Lula da Silva avisou a políticos do Maranhão que vai limitar a sua visita ao estado no próximo dia 5 de maio. Quer evitar encontros com militantes e representantes do MST, que estariam preparando mobilizações na data da visita presidencial. Enquanto Lula foge dos sem-terra, propriedades são invadidas e destruídas sem que ninguém seja responsabilizado.
Arrumando as malas (16.04.08 - 10h08)
A Justiça do principado de Mônaco deu parecer favorável à extradição o ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Condenado por crimes financeiros, Cacciola agora depende de uma decisão do príncipe Albert II. Caso seja mesmo enviado ao Brasil, Salvatore Cacciola provocará um considerável reboliço nos bastidores da política nacional. A quebra do Marlka aconteceu juntamente com a do FonteCindam, instituição financeira que atendeu durante bom tempo aos interesses do tucanato.
Sem saída
Garibaldi Alves Filho, o senador que é presidente do Congresso Nacional, colocou o presidente-metalúrgico Lula da Silva numa calça justa na Marcha dos Prefeitos. Durante o evento realizado num tradicional hotel de Brasília, ao lado do Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência), Garibaldi disse que as reivindicações dos prefeitos só não eram atendidas porque o governo abarrotava o Congresso com Medidas Provisórias. Lula ficou visivelmente constrangido e teve que abandonar o discurso previamente elaborado para atacar com o seu tradicional improviso. Ele contestou Garibaldi e disse que as MPs são um instrumento necessário, mas rendeu-se dizendo que é preciso um ponto de equilíbrio.

Turma do amém
A marcha dos prefeitos dominou a seara política de Brasília e impediu que, em plena terça-feira, Senado e Câmara deixassem de apreciar as medidas provisórias e outros projetos de interesse do país. No Senado, a votação em plenário deve acontecer hoje, segundo acordo feito ontem ao final da tarde entre os líderes dos partidos da oposição e da base do governo. Feito o acerto, passou-se para o tema principal, a convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que na opinião do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) está acuada. Dilma foi convocada pelos membros da Comissão de Infra-Estrutura há uma semana num cochilo da base governista. No requerimento apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a ministra terá que falar tanto sobre as obras do PAC como do dossiê preparado dentro da Casa Civil.

Fogo cruzado
Na reunião convocada pelo presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RO), reclamou que Dilma não estaria obrigada a falar sobre o dossiê na Comissão de Infra-Estrutura. Poderia falar se a convocação se transformasse em convite. A oposição bateu o pé e, diante do impasse, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) disse que apresentará na próxima reunião da comissão um parecer técnico para averiguar se o requerimento do senador Flexa Ribeiro tem efeito legal ou não. O conteúdo do documento da equipe técnica vai definir se a proposta de Jucá, que não quer Dilma falando sobre dossiê, será colocada em votação ou não.


Fugindo da raia
Quando a nova Varig estava na corda bamba, inclusive correndo o risco de fechar as portas, o presidente Lula da Silva não pensou duas vezes para pedir um favor ao empresário Constantino de Oliveira, o Nenê. Comprar a companhia aérea que um dia foi símbolo de excelência. No momento em que os negócios de Nenê Constantino começam a percorrer a ladeira do prejuízo, o Palácio do Planalto, pelo menos oficialmente, ainda não acenou para o empresário dono da Gol.
Rabo preso
Acusado de adotar em suas propriedades rurais o trabalho escravo, entre tantas outras acusações, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani, está encantado com o desempenho político do filho, o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB), que em 2007 ocupou a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Mas esse falso verniz da moralidade que recobre a família Picciani cai por terra quando o presidente da Alerj silencia diante do caso do médico legista Daniel Ponte, ameaçado de morte por ter denunciado casos de corrupção na Polícia Civil do Rio, em especial no IML da Cidade Maravilhosa. Como presidente do Legislativo fluminense, Jorge Picciani não apenas deveria se preocupar com Daniel Ponte, mas explicar ao povo do Rio porque não o faz.


Operação de bastidor
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) teve atuação decisiva na indicação do professor aposentado Roberto Aguiar, que nesta quarta-feira assume temporariamente a reitoria da Universidade de Brasília. Muito respeitado na comunidade acadêmica da instituição, Buarque influiu na votação do Conselho Universitário, permitindo que seu pupilo obtivesse 40 dos 79 votos. O ministro Fernando Haddad disse que nomearia o mais votado da lista de três nomes, porque o Ministério da Educação pretende ter um mínimo de interferência e o máximo de contribuição. O ex-secretário de Segurança do governo Cristovam e da ex-governadora Benedita da Silva (RJ) afirmou na coletiva aos jornalistas, ontem à noite, que irá desburocratizar a UnB e que chega para unir as diferenças. Roberto Aguiar assume o cargo do ex-reitor Timothy Mulhollan por 90 dias, prorrogáveis por mais três meses, e ao longo da semana vai nomear todos os auxiliares, inclusive os pró-reitores.
Corda esticada
O deputado Edinho Bez (SC) avisou ao líder do seu partido, o PMDB, deputado Henrique Alves (RN), que terão que desconvidá-lo, mas ele próprio não vai abrir mão da presidência da Comissão Especial que vai analisar a proposta da reforma tributária. Henrique Alves também recebeu nesta semana uma ligação do presidente-metalúrgico Lula da Silva, para que o PMDB fizesse gestões em favor do deputado Antônio Palocci, o preferido do Palácio do Planalto para assumir a relatoria da Proposta de Emenda Constitucional. A indefinição do relator da Comissão poderá provocar uma rebelião na base aliada. O líder do PR, Luciano Castro (RR), já não contém em público o seu descontentamento, porque até agora Sandro Mabel (PR-GO) não foi confirmado na função.

Fala que eu te escuto
O número de escutas telefônicas legais e ações policiais vai ser ampliado nos próximos meses com o Centro Integrado de Policiamento e Análise Estratégica, previsto para entrar em operação no dia 23 de maio. O sistema vai integrar polícias estaduais, Ministério Público e a Polícia Federal inclusive com a troca de informações obtidas com escutas telefônicas, explicou ontem o diretor-geral da PF, delegado Luiz Fernando Corrêa, que esteve como convidado na CPI do Grampo Telefônico. Corrêa negou que há um abuso em escutas telefônicas, porque, segundo o delegado, dos 163 mil inquéritos realizados pela corporação entre 2003 e 2007, apenas 3,5% tiveram provas recolhidas através de escutas. De acordo com relatório das companhias de telefonia fixa e móvel, somente no ano passado foram feitas 409 mil interceptações telefônicas legais. Isso quer dizer que cerca de quatro milhões de pessoas tiveram suas conversas gravadas.
Mexericos da Candinha
Luiz Fernando Corrêa explicou aos deputados que a Polícia Federal conduz atualmente 5.813 inquéritos, dos quais 3,6 mil tiveram pedidos de prorrogação e há ainda 2,1 mil novos pedidos de abertura. O chefe dos federais admitiu que, além do setor de inteligência, todas as áreas da PF fazem escutas telefônicas, mas nenhuma delas teria sido feita antes da abertura dos inquéritos policiais. Por via das dúvidas, desde segunda-feira entrou em vigor um “marco regulatório” para evitar inclusive vazamentos de informações. Nos últimos meses, dois procedimentos administrativos foram instaurados para apurar vazamentos.

Quem tem..., tem medo
Entre os deputados atentos ao que dizia o delegado Luiz Fernando Corrêa estava o deputado gaúcho José Otávio Germano (PP-RS), supostamente envolvido no escândalo do Detran do Rio Grande do Sul. O desvio de dinheiro de IPVA e de pagamentos de carteiras de motoristas teria provocado um prejuízo ao erário público de R$ 40 milhões. As denúncias obrigaram, inclusive, a Assembléia Legislativa a abrir uma comissão parlamentar de inquérito. Além de José Otávio, ex-secretário de Segurança do governo Germano Rigotto (PMDB), também foi acusado de participar do esquema um irmão dele, dono de uma banca de advogado.
Rezando a cartilha
O relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) deve ser votado ainda hoje pelos membros da Comissão Especial que analisa a tramitação das Medidas Provisórias. A previsão foi feita a este site pelo líder da bancada do PT, deputado Maurício Rands (PE), mas ele observa que não há acordo para a questão das MPs que tratam do crédito extraordinário. O próprio Picciani disse que já foram solucionados os pontos de contundência da última semana. Segundo ele, a MP tramitará durante 120 dias, somado o tempo da Câmara e do Senado, permanecendo a forma como é hoje. A MP também deixará de ser o primeiro item na pauta, se houver requerimento dos deputados assinado por maioria absoluta - a dúvida era se a maioria seria simples ou absoluta.

Estouro da boiada
Os lideres dos partidos também concordaram, depois de uma conturbada reunião, em votar no Plenário da Câmara a MP 411/2007 do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Pró-Jovem). O governo pretende votar mais uma ou duas Medidas Provisórias nesta quarta-feira. Para o líder do PPS, Fernando Coruja (SC), o debate de mais de três horas foi dificultado, porque a Casa estará "com uma pauta aguda que o governo não quer nem pensar em votar". Como foi difícil a costura dos acordos, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, adiou para hoje, no caso de os líderes permitirem a nomeação dos deputados para os cargos de relator e presidente da Comissão Especial que tratará da PEC da Reforma Tributária. Ele disse que "essa escolha ainda não aconteceu porque é preciso desafogar essas outras questões".
Virou baderna
Além de ser palco de manifestações de toda ordem, o Congresso Nacional é também um tabuleiro para apresentações exóticas da sociedade brasileira. Nesta quarta-feira será a vez do deputado Edgar Mão Branca (PV-BA) fazer uma performance. Ele vai se apresentar de viola na mão numa gaiola de tela de arame para lançar a Frente Parlamentar em Defesa dos Compositores, da Música e dos Músicos. A estripulia para conquistar quinze minutos de fama tem como objetivo denunciar a situação da categoria dos músicos, que segundo o homem do chapéu de cangaceiro vive presa e não tem seus valores reconhecidos.
Falta pouco
Enquanto o caso do assassinato de Isabella Nardoni caminha para o seu final no âmbito das investigações, a imprensa divulga detalhes dos laudos da perícia técnica. No contraponto, o Departamento de Polícia Científica da Policia Civil não confirma as informações antecipadas por alguns veículos de comunicação. A coluna conversou longamente com um experiente policial civil paulista, e obteve informações importantes. Se para os peritos foi difícil reunir provas suficientes para evidenciar a culpa dos suspeitos, policiais encontraram um caminho menos complexo. Mensagens trocadas por Anna Carolina Jatobá – madrasta da jovem Isabella – com amigos de faculdade através da internet foram analisadas. Em algumas delas Anna Carolina queixa-se do comportamento violento do marido, Alexandre Nardoni, dado a rompantes de violência. E mais: o policial que conversou com o editor do ucho.info garantiu que no apartamento dos Nardoni foi cometido um crime maior para abafar um outro menor.
Ele é o bom!
Pensando bem, depois desta terça-feira, Deus perdeu o lugar para Lula, mas não foi avisado.

Túnel do Tempo - Fugindo da raia
(16/04/07) - Considerado, até bem pouco tempo, como um feroz crítico do Palácio do Planalto, o senador Osmar Dias (PDT), candidato derrotado ao governo do Paraná – perdeu a eleição no foto charter para Roberto Requião – já colhe os dividendos da debandada do PDT para o lado do presidente Lula. No vácuo da tese palaciana do “toma lá, dá cá”, o senador pedetista começa a ver companheiros de campanha sendo nomeados para cargos do terceiro escalão do governo Lula. E no embalo das nomeações foram contemplados alguns caloteiros de plantão, muitos dos quais prometeram à vontade, e não cumpriram, durante a campanha eleitoral de 2006. (Clique e confira na íntegra a edição de 16/04/07)
Ucho
Haddad com Gilmar Corrêa e Thaís Margalho