Fôlego em pauta (26.03.08 - 14h01)
Amanhã, quinta-feira, as comissões de Agricultura do Senado e da Câmara analisam a proposta de renegociação da dívida de R$ 87 bilhões dos agricultores apresentada ontem à tarde pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Reinhold Stephanes (Agricultura). Antes disso, os técnicos das duas comissões fazem uma análise preliminar do documento considerado bastante extenso. Resumidamente, propõe tratamento isonômico para diferentes tipos de dívidas rurais, alongamento dos prazos de pagamento, redução dos juros das parcelas, concessão de bônus de adimplência e estímulo para liquidações antecipadas dos débitos. Nem todos os pontos foram atendidos, disse ao ucho.info o deputado Luís Carlos Settim (DEM-PR). Os prazos foram considerados insuficientes e as taxas de juros muito elevadas. Como ninguém é de ferro, a bancada ruralista se refestelou à noite numa conhecida churrascaria de Brasília para o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio ao Agronegócio.
Maranhão é a fonte (26.03.08 - 13h39)
Ainda o JN... Na edição de ontem, o Jornal Nacional, como se tivesse descoberto a pólvora, trouxe reportagem ancorada pela competente Cristina Serra sobre a valorização do professor e os reflexos no desempenho dos alunos. Em um dos trechos da matéria, uma escola no interior do Maranhão foi citada como exemplo de sucesso na capacitação dos professores. Só esqueceram de dizer que esse foi um projeto capitaneado pelo então reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Waldir Maranhão, atualmente deputado federal pelo Partido Progressista. Nos corredores da política, inclusive nos do Palácio do Planalto, Waldir Maranhão é muito bem recebido como o “homem da universidade”. Se a César deve-se dar aquilo que lhe pertence, ao deputado Maranhão não pode ser diferente.

Deve ser piada (26.03.08 - 13h36)
É preciso reconhecer que a vida é repleta de surpresas, mas algumas delas [as surpresas] são estarrecedoras. O Jornal Nacional foi escolhido como o melhor telejornal da América Latina. Quem escolheu o JN certamente desconhece o tratamento dado às notícias, as quais levam o telespectador mais desavisado ao erro. Vale lembrar que o JN – que abriu a bancada ao então presidente eleito Lula da Silva – funciona como versão eletrônica de um folhetim palaciano. Basta acompanhar o telejornal com um mínimo de atenção.
Terminando em mandioca (26.03.08 - 13h22)
Atendendo a ordens do Palácio do Planalto, a base governista deve rejeitar 32 dos 48 requerimentos que constam da pauta de votações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada para investigar as estripulias palacianas com os cartões de crédito corporativos. Isso mostra que o governo do presidente-operário Lula da Silva não quer, nem mesmo em sonho, ter as próprias contas reveladas ao contribuinte, verdadeiro patrão dessa horda de gatunos que tenta transformar o Brasil em uma versão moderna e gigante de Cuba. O imbróglio só não terminará em pizza porque o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), membro da CPI, distribuiu aos presentes sorvete de tapioca. Foi exatamente a lendária tapioca que puxou a fila dos escândalos com os tais cartões de crédito. Que vergonha, “seo” Lula!
Rolo compressor (26.03.08 - 13h00)
Por catorze votos contra e sete a favor, a CPMI dos Cartões Corporativos rejeitou o requerimento de convocação da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e "mãe do PAC". Resumindo, a tropa de choque palaciana falou mais alto.
Ilusionismo oficial (26.03.08 - 12h29)
O deputado federal Manoel Júnior (PSB-PB) descobriu ontem que sumiram os documentos encaminhados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e que comprovariam a sonegação de impostos praticada pela BR Distribuidora no Rio Grande do Norte. As provas foram encaminhadas no ano passado à ANP, e desde àquela época o parlamentar tentava uma audiência com o presidente da agência, Haroldo Lima. “Nunca me recebeu, agora sei por quê”, disse surpreso Manoel Júnior. Para burlar o Fisco, a BR Distribuidora informava à Secretaria da Fazenda do estado valores inferiores ao preço pago para a Petrobras. Seria R$ 0,20 a menos, segundo o deputado.
Faturando alto (26.03.08 - 12h25)
A arrecadação de impostos dos nove estados nordestinos vai crescer com a aprovação do projeto de reforma tributária que tramita no Congresso Nacional. A afirmação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, cujo objetivo é sensibilizar a bancada regional a apoiar a proposta do governo. Appy esteve com a Bancada do Nordeste hoje num café da manhã, mas não estimou de quanto vai ser o aumento da arrecadação. Para a tímida proposta da reforma, o secretário foi honesto: “Não dá para comprar muitas brigas”. O fato é que a única “briga” que o governo federal comprou foi transformar o ICMS numa outra sigla, com a cobrança do imposto incidente no destino da mercadoria. E já recuou na questão da arrecadação da energia elétrica e do combustível.
Salinas no Brasil (26.03.08 - 12h13)
Com show de Alceu Valença e dos populares “Mariachis”, vindos diretamente do México, a rede de lojas Elektra – é a mais bem sucedida rede de venda de eletrodomésticos e bens de consumo da América Latina –, do mega-empresário Ricardo Salinas Pliego, estréia no varejo nacional na próxima quinta-feira (27), a partir do belo e charmoso circuito Recife-Olinda. Comandante de um dos mais sólidos e importantes conglomerados empresariais da América Latina, o mexicano Grupo Salinas, Ricardo Pleigo está entusiasmado com a chegada de suas empresas ao País. “Viemos para ficar. Nossa aposta nas potencialidades do Brasil e no futuro dos brasileiros é a mais decidida e sincera. Nós vemos nesse país uma das potências mundiais que se levantam. E o Grupo Salinas vai participar fortemente desse processo econômico e social, sendo um dos agentes desse processo irresistível e vitorioso de chegada do Brasil ao primeiro mundo”, declarou Salinas Pliego. Ao lado do presidente Lula da Silva, o magnata mexicano inaugurará também as instalações dos primeiros correspondentes do poderoso Banco Azteka.

Aqui quem fala é da Terra
Dilma Rousseff – ministra-chefe da Casa Civil e “mãe do PAC” – telefonou para a socióloga Ruth Cardoso para dizer que o tal dossiê sobre as despesas pessoais do ex-casal presidencial é mera invencionice. Tudo porque a trama palaciana para intimidar os oposicionistas que integram a CPI Mista dos Cartões acabou não dando muito certo. FHC comprou a idéia e abriu mão do sigilo de suas despesas quando era presidente da República. O dossiê não é uma obra de ficção e nem mesmo uma bolha de sabão, como quer fazer acreditar o PT palaciano. Acontece que os petistas são obcecados por dossiês. Quando o PT ainda estava na oposição, “companheiros” surgiam nas redações dos importantes veículos de comunicação com um envelope debaixo do braço. Sempre a reboque da conhecida desculpa de que o remetente era desconhecido. O fato é que o Palácio do Planalto tentou, sem sucesso algum, emparedar a oposição, e a “mãe do PAC” negou a existência daquilo que sabe existir.

Operação abafa
Defender o sigilo das contas pessoais do presidente da República alegando questões de segurança nacional é zombar do contribuinte. O desespero do entourage palaciano é com as barbáries cometidas com os cartões utilizados para pagar as despesas de Lula da Silva e de dona Marisa. Acontece que alguns desses cartões de crédito corporativos pagaram contas na butique Daslu, no cabeleireiro Studio W, aplicações de botox, jóias e relógios elegantes, despesas dos filhos do casal, entre tantos mimos capitalistas que fazem qualquer comunista perder a cabeça. Não custa lembrar que, não faz muito tempo, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) subiu à tribuna do Senado para, com cópia da coluna na mão, cobrar do presidente-metalúrgico explicações sobre gastos exorbitantes durante viagens oficiais (relógio Cartier e saques em dinheiro). Sob pena de, não respondendo, o presidente Lula da Silva descartar sua própria história. E o presidente não respondeu.

Chumbo grosso
A oposição promete mobilizar arsenal político pesado e as principais lideranças na manhã de hoje, durante sessão da CPMI dos Cartões Corporativos. O principal objetivo é aprovar um requerimento que convoca a “mãe do PAC” para explicar gastos e despesas irregulares com cartões corporativos. Seria um troco dos tucanos e dos democratas depois da divulgação de um dossiê que incrimina o casal FHC-Ruth Cardoso nas contas “B”, produzido dentro do Palácio do Planalto. Através de seu fiel escudeiro no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou uma extensa missiva, na qual autoriza a quebra do sigilo de seus gastos com cartões corporativos e das contas “B”. (Foto: Agência Estado)
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Queda de braço
O requerimento que convoca a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é um dos inúmeros documentos que a presidenta da CPMI, senadora Marisa Serrano, pretende colocar em votação. São 148 requerimentos, mas nem todos serão votados, além de todas as solicitações de informação. Do Palácio do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), disparou telefonemas para os líderes da base governista. Pediu que os parlamentares fizessem discursos em defesa do governo e que montassem uma estratégia para esvaziar a sessão da Comissão Mista dos Cartões Corporativos. O governo quer evitar manobras que possam expor os gastos pessoais do primeiro-casal da República pagos com cartões corporativos. Ao quebrar o sigilo das contas da Presidência da República, ficaria exposto também o rosário de despesas com a segurança da filha do presidente-metalúrgico, Lurian, e do seu marido, que moram na parte continental de Florianópolis. Para a oposição, essas despesas não se caracterizam como segurança de Estado.
Camisa de força
Que o ministro Nelson Jobim – gaúcho que cora de vergonha os nascidos na terra de chimangos e maragatos – não é especialista em entrevistas, todos sabem, mas um curso rápido de como lidar com a imprensa resolveria boa parte dos problemas do nosso Rambo verde-louro. Ontem, no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, que teve de explicar a participação das Forças Armadas no combate à dengue, terminou a entrevista com um esquisito “etc., etc., etc.”. Ora, se o ministro da Defesa não tem um mínimo de oratória, não é muito difícil imaginar o que pode acontecer no caso de acontecer uma guerra por aqui.


Ao Deus dará
Enquanto o ministro José Gomes Temporão (Saúde) retoca o penteado, o ministro Nelson Jobim (Defesa) tropeça no discurso e abusa do “etc.” e militares do Exército analisam a melhor estratégia para combater a dengue nos domínios do governador Sérgio Cabral Filho, o Aedes Aegypti continua fazendo suas vítimas no Rio de Janeiro. Para se ter uma idéia da extensão da irresponsabilidade do Estado, três novos casos de dengue são registrados no Rio a cada dois minutos. O Palácio do Planalto certamente colocará a culpa na oposição, que acabou com a CPMF. O governador Sérgio Cabral, que deveria instalar seu gabinete no aeroporto Tom Jobim, diz que a culpa é do prefeito César Maia. E o alcaide carioca, que deixa o cargo em 31 de dezembro, não sabe quem culpar. A situação de César Maia é tão crítica no âmbito político, que nem o filho, deputado Rodrigo Maia – presidente nacional do Democratas – ousou defendê-lo com veemência e convicção.
Senadora responde
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) nega que usou helicóptero da Polícia Civil do Maranhão para se deslocar entre São Luís e Barreirinhas, no final de semana que passou [nota “Pano pra manga” de segunda-feira]. Em e-mail encaminhado ontem à noite a este site, admite que ela e o deputado José Aníbal (PSDB-SP) usaram o aparelho entre Barreirinhas e Jericoacoara (CE), para vistoriar obras da BR-402, que estariam paradas em função de irregularidades no contrato. O convite, segundo a senadora, foi feito pelo deputado Roberto Rocha (PSDB-MA) para que os parlamentares fizessem o reconhecimento aéreo, já que o acesso do trecho por carro é muito ruim.
Ao
Site UCHO.INFO
Editor adjunto Gilmar Corrêa
Senhor Editor,
Com relação a nota “Pano pra manga”, publicada por este site na edição de ontem, 24 de março do corrente, noticiando que teria utilizado helicóptero da Polícia Civil do Estado do Maranhão para deslocamento entre São Luis e Barreirinhas, no último final de semana, quero expressar meu protesto com a publicação da referida nota, sem que eu tivesse sido ouvida a respeito e sobre a qual passo a informar para repor a verdade dos fatos, em respeito aos seus leitores: O deputado federal Roberto Rocha solicitou o apoio do PSDB para efetivar gestões junto ao Governo Federal para retomar as obras para o asfaltamento da BR-402, no trecho de ligação entre Barreirinhas, na região dos Lençóis Maranhenses, à Parnaíba, no Estado do Piauí. Segundo relato do deputado Roberto Rocha, pelo convênio firmado durante o Governo de José Reinaldo, o Estado do Maranhão ficaria responsável pela construção das pontes e o Governo Federal pelo asfaltamento da rodovia, garantindo desta forma o fluxo de turistas na região litorânea com a ligação asfáltica até Jericoacoara, no Estado do Ceará. As referidas obras estão paralisadas, em face das denúncias e irregularidades encontradas o que provocou a anulação da concorrência pública, prejudicando o desenvolvimento de uma rica e promissora região turística. O deputado José Aníbal e eu concordamos em realizar o reconhecimento da área saindo de helicóptero de Barreirinhas, em razão de não haver asfalto que permitisse um rápido deslocamento por rodovia, realidade fartamente divulgada pela mídia nacional como região de “pontes fantasmas”, que ligam “nada a lugar nenhum”.

Silêncio estranho
Com a possibilidade cada vez mais iminente de os gastos do casal Lula da Silva sofrerem devassa oposicionista, o Palácio Planalto ainda não respondeu ao pedido de informações formulado oficialmente pela Organização dos Estados Americanos, OEA, sobre a condição de perseguido político do médico-legista Daniel Ponte, que na Entrevista do Sábado acusa os envolvidos no esquema de corrupção que toma conta do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Enquanto os assessores do presidente Luiz Inácio não respondem à OEA, Daniel Ponte continua enfrentando ameaças. Presidente Lula, dar proteção aos “aloprados” do Dossiê Cuiabá foi uma decisão quase que imediata, mas salvar a vida de Daniel Ponte não lhe cabe? Presidente Luiz Inácio, ao menos passe uma carraspana telefônica no governador Sérgio Cabral. Se ele estiver no Brasil, é claro. Clique e confira a Entrevista do Sábado com o médico-legista Daniel Ponte e o delegado Alexandre Neto.
Ele é o bom!
A coluna continua na hercúlea empreitada para tentar compreender o perfil angelical do empresário Ronaldo Sampaio Ferreira, a mais nova vedete na seara da ressuscitada Bombril. Em recente entrevista, Sampaio Ferreira afirmou ser um enviado de Deus no mundo dos produtos de limpeza. Todo esse exagero discursivo tem servido para justificar o seu retorno ao comando da empresa que, há décadas, ganhou fama e dinheiro com palha de aço. Esse coquetel de puritanismo de encomenda com astúcia empresarial cai por terra quando é analisado o pedido de autofalência da Bombril Holding, artifício previsto na lei e que dele se valeu o empresário Ronaldo Ferreira para postergar alguns pagamentos. A maior vítima desse drible foi o advogado Antonio Augusto Coelho. Imagine se o Criador descobre que seu preposto anda cometendo estripulias desse naipe aqui na Terra.

Rei das 1001 inutilidades
Ronaldo Ferreira, uma espécie de Messias de camelô, vinha tirando o sono do advogado Antonio Augusto Coelho, que na Justiça conseguiu, depois de muito esforço, penhorar boa parte das ações da Bombril como forma de garantir os próprios honorários, que, diga-se de passagem, é uma pequena fortuna. A coluna marcou um encontro com o advogado para a tarde desta terça-feira, mas o ex-defensor e agora inimigo figadal de Ronaldo Ferreira, o “Mr. Bombril”, não compareceu. E mais: o messiânico Ronaldo Ferreira é alvo de turbulento processo na Comissão de Valores Mobiliários, a CVM. Coisas normais para um querubim de tal calibre.
Manda quem pode...
Do Ministério das Relações Institucionais partiu a orientação para que a tramitação das medidas provisórias permaneça como está. O governo não tem a mínima intenção de agradar os parlamentares e os presidentes da Câmara e do Senado Federal, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), respectivamente. A estratégia do governo esbarrou no esboço do relator da proposta de mudança do rito de tramitação das MPs, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Até o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), foi acionado para vigiar Picciani. No início da tarde, o relator disse que a validade das MPs passa de 120 para 205 dias. Seria uma concessão em troca do fim do trancamento da pauta que não interessa ao governo.

...obedece quem não tem juízo
O consenso também está longe de acontecer para as votações de 14 medidas provisórias que tramitam na Câmara, e de outras seis, no Senado Federal. A bateria de reuniões à tarde, em separado, com líderes partidários e com os respectivos presidentes da Câmara Baixa e na Câmara Alta não surtiu efeito. A oposição disse que continuará obstruindo a votação com uma arma para que mude o rito da tramitação das MPs. A situação estava tão complicada, que nem os líderes oposicionistas do Senado compareceram à reunião conjunta. “ACM Neto (líder dos democratas na Câmara) está com as nossas propostas”, explicou o senador José Agripino (RN) para justificar sua ausência. O líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM), disse que conseguiu que o presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), autorizasse o rodízio para a relatorias das medidas provisórias que chegam ao Senado. “Não estamos fazendo uma oposição cega”, garante.
Basta querer
Encontrar a fortuna do mega-traficante Juan Carlos Ramirez Abadía continua sendo um desafio para a Polícia Federal. As investigações apontam para US$ 117 milhões escondidos em algum lugar do Brasil, mas não se descarta a hipótese de o dinheiro ter sido levado para algum país vizinho. Enquanto a fortuna de Ramirez Abadía permanece supostamente intocável, um bunker, instalado em uma propriedade na região serrana do Rio de Janeiro, continua servindo de cofre particular de um conhecido banqueiro tupiniquim. No local apenas dinheiro de operações ilícitas. Para encontrar o nada despretensioso cofrinho oportunista basta um pouco de boa vontade.