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Dança de cadeiras (20.03.08 - 12h17)
O deputado federal José Pimentel (PT-CE) pode ser confirmado como o sexto ministro da Previdência do governo do presidente-metalúrgico Lula da Silva desde 2003. Será uma forma do PT premiar um deputado fiel ao governo em matérias importantes, como a relatoria do Orçamento Geral da União deste ano e da reforma previdenciária de 2003. A simples perspectiva de mudanças no Ministério tem tirado a tranqüilidade de auxiliares diretos do gabinete. A substituição de Pimentel por Luiz Marinho, que vai concorrer à prefeitura de São Bernardo do Campo, vai determinar mudanças drásticas na equipe, inclusive no INSS. Há muita gente que gostaria que Marinho ficasse no cargo, como o deputado Vicentinho (PT-SP) que poderá dividir o eleitorado da região em 2010, caso o ministro não tenha sucesso nas urnas em outubro. Já passaram pelo Ministério da Previdência nos últimos seis anos, Ricardo Berzoini, Amir Lando, Romero Jucá e Nelson Machado. (Foto: Agência Brasil)
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Entrou areia (20.03.08 - 11h52)
O Tribunal de Justiça de São Paulo vive uma espécie de inferno astral. A lista sêxtupla entregue pela OAB-SP com os nomes dos advogados que concorrem a uma vaga na magistratura pelo chamado Quinto Constitucional terá de ser refeita. Pela primeira vez na história recente do Judiciário paulista um advogado desiste de concorrer ao cargo de desembargador. A decisão foi tomada pela advogada criminalista Tania Lis Tizzoni Nogueira, única mulher constante da lista. Seu nome já havia recebido o apoio de renomados advogados brasileiros, mas a fogueira de vaidade que impera no TJ de São Paulo pode ter patrocinado a desistência da criminalista. “Só quero expressar que minha renúncia é em caráter irrevogável e irretratável”, declarou Tania Nogueira.
Calou por quê?
Por ocasião da morte de Raúl Reyes, então número 2 na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC, o entourage do Palácio do Planalto foi colocado de prontidão para salvar das críticas o grupo narco-guerrilheiro. Sob as expensas do erário público, muitos asseclas de Lula da Silva se movimentaram no intuito de dar guarida não apenas às FARC, mas também aos presidentes da Venezuela e do Equador. Agora, no caso do Tibete, que vem sendo chacoalhado pela conhecida tirania do PC chinês, o presidente-metalúrgico ainda não se manifestou em favor do Dalai Lama. Estranho, “seo” Lula!

Lula e seus mentirosos
Durante a cerimônia de comemoração de um ano de criação da sala de situação do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, no Palácio do Planalto, o presidente-operário Luiz Inácio exigiu de seus ministros números precisos sobre as obras do programa. Segundo o próprio Lula da Silva, que aproveitou a carraspana para mostrar força e poder, “qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República”. “Só vou aceitar números que vierem por escrito e assinado pelo ministro”, completou o presidente. Ou seja, os ministros lulianos sofrem de mitomania compulsiva e irreversível.

Conversa mole
Ainda o PAC... Factóide palaciano com vistas à perpetuação no poder, o PAC tem mostrado que o Estado é indubitavelmente falho e irresponsável. Quando lançou o PAC nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Lula combinou com o governador Sérgio Cabral Filho que a PM fluminense garantiria a segurança dos operários escalados para as obras do programa. Na instalação do primeiro canteiro de obras no Complexo, os traficantes decidiram que a PM não subiria o morro. E não subiu. Em Gravataí, no Rio Grande do Sul, famílias desalojadas por conta das obras do PAC foram transferidas para containeres, como se dignidade humana fosse algo descartável. Lula da Silva pouco se importa com o povo, exceto em tempos de eleição e de pesquisas de opinião. Fora isso, o presidente quer saber de agradar companheiros, aloprados e familiares. Até hoje, ninguém foi punido pelo uso indevido do Sucatão, que transportou o filho do presidente e seus amigos a Brasília, onde transformaram o Palácio da Alvorada em colônia de férias de quinta. Clique e confira as fotos da farra promovida pelo filho de Lula da Silva com o dinheiro do contribuinte.

Gosto pelo poder
Não faz muito tempo, o presidente Luiz Inácio condenou a intromissão de um poder no outro. Na ocasião, Lula mandou um recado transverso ao ministro Marco Aurélio Mello, do STF e presidente do TSE, que classificou como eleitoreiras as ações palacianas do PAC. Acostumado com modelos ditatoriais, especialmente os de esquerda, Lula não quer saber de governar sem Medidas Provisórias ou com um número reduzido delas. O que o presidente de fato deseja é legislar. E tal estratégia tem como objetivo a desestabilização e desmoralização do Congresso Nacional. O primeiro sinal nesse sentido foi dado quando Lula disse, em seu programa de rádio, que somente ele trabalha. Presidente Lula, nós da coluna estamos revirando um velho baú, em busca de um disco de vinil com a música “Ele é o bom”, do “jovem guarda” Eduardo Araújo. Será nosso singelo presente à vitrola palaciana, enquanto não encontramos uma fantasia de Sassá Mutema que lhe sirva.
Recuo combinado
A presidenta da CPMI dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), viajou ontem para São Luís, no Maranhão, sabendo que a próxima semana será decisiva para as investigações. Ela está inquieta e até ameaçou renunciar ao cargo, porque sabe que a essa altura poucos estão dispostos a investigar os gastos, cujas irregularidades seriam muito pequenas segundo garante o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Marisa não confirma, mas sente que o seu próprio partido esfriou o interesse pelo assunto. Apenas dois parlamentares têm participado assiduamente das sessões da CPI: o senador Alvaro Dias (PR) e o deputado Carlos Sampaio (SP). Coincidentemente, os mesmos que fizeram o maior esforço para a criação da comissão de investigação.

A ordem é abafar
A tropa de choque do PT, aí incluído o próprio relator Luiz Sérgio (RJ), está criando todas as dificuldades para a quebra de sigilo fiscal e bancário dos investigados. A falta de interesse nessa importante ferramenta de investigação pode concretizar a ameaça de renúncia da presidente da CPMI. Na próxima terça-feira haverá uma nova reunião da comissão, onde serão votados vários requerimentos que pedem a quebra de sigilo de investigados. No mesmo dia, serão ouvidos os representantes da Finatec. Alexandre Lima e Antônio Manoel Dias deveriam ter prestado esclarecimentos no último dia 12, mas a votação do Orçamento Geral da União pelo Congresso Nacional adiou a oitiva.
Pano quente
No depoimento de ontem, Jorge Hage (CGU) e Paulo Bernardo (Planejamento) se esforçaram em garantir que o governo está tomando todas as precauções para evitar gastos absurdos. Hage chegou a dizer que a divulgação de compra de uma tapioca por R$ 8,00 com cartão corporativo era um “preconceito” da imprensa. “Se fosse um hambúrguer (reforçou o “h”) do McDonalds não haveria essa divulgação toda”. Paulo Bernardo defendeu um controle rígido sobre esse meio de pagamento utilizado pelo governo federal e a proibição das contas bancárias tipo B (de titularidade dos ecônomos do governo, que recebiam recursos do Tesouro Nacional para pagamento de despesas públicas). O ministro disse que o governo dispõe de 11.500 cartões corporativos. No ano passado, foram usados apenas 7.300 cartões, informou. Mas os saques na boca do caixa subiram de 63% para 77% do valor total de gastos.

Inventando a roda
Ainda o ministro Hage... Na audiência da CPI Mista dos Cartões Corporativos, o chefe da Controladoria-Geral da União pediu socorro a frases prontas, algumas das quais já utilizadas em entrevistas que ele próprio concedeu sobre o tema. “Banalização do nada” foi o novo termo encontrado por Jorge Hage para o excesso de exposição na mídia do caso da tapioca comprada com cartão de crédito corporativo. Mas o pior ainda estava por vir. Perguntado sobre os gastos com os tais cartões, Hage Sobrinho considerou um abuso os saques em dinheiro. O dinheiro público foi utilizado na compra de presentes elegantes, sessões dermatológicas, cirurgias plásticas nos glúteos, relógios caríssimos e para pagar contas no mais caro e badalado cabeleireiro da cidade de São Paulo. Na verdade, Hage tentou ser elegantemente evasivo. O que essa turma de proxenetas do erário fez, e ainda faz, com o dinheiro público é banditismo continuado e em último grau.
Mosquito no palanque
José Gomes Temporão, ministro da Saúde, determinou a seus assessores a criação de um gabinete avançado no Rio de Janeiro, que funcionará como base de monitoramento da dengue, que está muito perto de atingir a classificação de epidemia na Cidade Maravilhosa. A situação na capital fluminense não é novidade para o Palácio do Planalto e muito menos para o Ministério da Saúde, pois a dengue vem castigando os cariocas não é de hoje. A montagem do tal gabinete de crise é mais uma ação meramente eleitoreira, a exemplo do que fez o presidente Luiz Inácio durante o imbróglio dos hospitais da cidade. Ordenou ao Exército a montagem de hospitais de campanha nos domínios do Cristo Redentor.


Reação imediata
“O uso do cachimbo faz a boca torta”. Esta foi a resposta do presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para a queixa do presidente-metalúrgico Lula da Silva, para quem o governo não pode viver sem Medidas Provisórias. O apelo às MPs, diz Garibaldi, deveria ser apenas por soluções urgentes e inadiáveis. O mesmo entendimento tem o futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Depois de sabatinado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado para presidir o Conselho Nacional de Justiça, Mendes voltou a comparar o número de Medidas Provisórias a uma roleta russa com revólver carregado de balas. “É um problema de excesso”.

Pedra no caminho
O Conselho Nacional de Justiça poderá estudar propostas para que o rito processual seja bem mais rápido. Pelo menos foi isso o que deu a entender o ministro Gilmar Mendes numa rápida conversa com o ucho.info. Antes de entrar no elevador logo após a sabatina na CCJ do Senado Federal, o ministro do STF disse que este é o momento adequado para que haja um entendimento entre o Legislativo e o Judiciário em torno do assunto. Sem querer falar sobre seus planos à frente do Conselho, porque só assume a presidência no final de abril, Gilmar Mendes lembrou Fernando Pessoa: “Cada coisa a seu tempo tem seu tempo", frase erroneamente lembrada pelo ministro como sendo do Evangelho.


Muito mal contado
Ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Silvio Pereira, o “Silvinho Land Rover”, finalmente compareceu à subprefeitura do Butantã, na capital paulista, onde prestará serviços comunitários. Silvinho, que prestará 750 horas de serviços comunitários em três anos, será responsável pela fiscalização de poda de árvores, limpeza de bueiros e varrição de ruas. Tudo isso é resultado de um acordo feito pelo ex-petista com a Procuradoria Geral da República, como forma de escapar de uma condenação no caso do mensalão. Ora, se Silvio Pereira entendeu que para não ser condenado o melhor era um acordo com a PGR, é porque o tal mensalão de fato existiu. Os outros 39 nove acusados negam e Lula da Silva diz que não sabia.
Quebra-cabeça pantaneiro
Pode ser definida daqui a duas semanas uma composição política entre o PDT e o PT do Mato Grosso do Sul, visando às eleições municipais de Campo Grande. Pelo menos esse é o desejo do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS). Ele torce para que os petistas desistam de indicar um dos deputados estaduais do partido como candidatos, Pedro Kamp ou Pedro Teruel. Nogueira conta com uma velha rixa do PT com o PMDB para enfrentar Nelsinho Trad, até agora o pré-candidato mais forte e que pode garantir a reeleição em outubro. A mulher do ex-governador, Pedro Pedrossian, Maria Aparecida Pedrossian (PR), também está no páreo.

Esquentando os motores
O PDT tem uma estratégia nacional para conquistar as prefeituras das principais cidades e capitais. Está calcada em debates regionais, cujas propostas serão discutidas no quarto Congresso Nacional do partido, que será realizado em abril na capital federal. A convenção nacional poderá acontecer na mesma data, quando simbolicamente o partido poderá lançar várias candidaturas às prefeituras. Por enquanto, nove deputados federais podem concorrer: Arnaldo Vianna, Campos dos Goytacazes (RJ); Barbosa Neto, Londrina (PR); Dagoberto Nogueira, Campo Grande (MS); Davi Alves, Imperatriz (MA); Julião Amin, São Luis (MA); Paulinho da Força, São Paulo (SP); Paulo Rubens Santiago, Jaboatão dos Guararapes (PE); Reinaldo Nogueira, Indaiatuba (SP); e Vieira da Cunha, Porto Alegre (RS).
Os números do PAC
Pensando bem, mesmo com perna curta, a mentira chega rapidamente ao Palácio do Planalto.

Túnel do Tempo - Recordar é viver
(20/03/07) - Diante do caos que se instalou nos aeroportos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as causas fossem investigadas, sendo que os passageiros devem ser informados rapidamente sobre os motivos dos atrasos. Acontece que os funcionários das companhias aéreas informaram aos passageiros, no domingo, que estava em andamento uma operação padrão por parte dos controladores de vôo, mas a Infraero negou o fato. Ora, se contar a verdade não adianta, que o Palácio do Planalto produza uma mentira que convença. Mais: fosse a causa do apagão dominical uma falha no software do controle aéreo, não haveria razão para a Infraero informar que a normalidade dos vôos será retomada apenas na noite desta terça-feira. (Clique e confira na íntegra a edição de 20/03/07)
Ucho
Haddad com Gilmar Corrêa e Thaís Margalho
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Clique e confira a farra que os ministros do presidente Lula fazem com os aviões oficiais |
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Clique e confira a produção de cada Senador da República em 2007 |
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Clique e confira os gastos da Presidência com cartões de crédito corporativos |
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EDITORA SENAC SÃO PAULO |
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ROTEIROS DO SABOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
Da Editora Senac, o livro reúne informações sobre a gastronomia do Rio, cultura, pratos famosos e aspectos curiosos e inusitados das regiões percorridas. |
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PARCEIROS. |
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BRASIL ACIMA DE TUDO |
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A beleza do Rio de Janeiro através das lentes do competente fotógrafo Ricardo Zerrenner |
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