Plano pingüim (14.03.08 - 19h21)
Acompanhado do prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), o presidente Lula da Silva voltou a citar o programa de financiamento subsidiado para compra de geladeira. Resta saber o que um trabalhador que ganha a fortuna de R$ 415 mensais colocará dentro do novo eletrodoméstico. Essa sanha luliana surgiu depois que o presidente circulou pela Antártida e se encantou com os pingüins. Não de geladeira, é claro!

Rumo ao futuro? (14.03.08 - 17h05)
Na toda tecnológica Petrobras, a mágica do desaparecimento não afeta apenas notebooks e outros que tais. Quem costumeiramente abastece o carro com gasolina Podium nos postos da rede BR, pode participar da promoção "Podim Rumo ao Futuro". O participante recebe um cupom e deve cadastrá-lo em uma página específica da Internet. Acontece que o incauto que tentou acessar o endereço eletrônico indicado no cupom se deu mal. Até as 17 horas aparecia uma mensagem de que a página não existe.
Artigo novo (14.03.08 - 17h03)
A sempre competente Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga e escritora de primeira grandeza, analisa, em "Bolsa Marmita", a sanha populista de Luiz Inácio Lula da Silva, que dias atrás, na cidade tocantinense de Dianópolis, ofereceu "quentinhas" às cinco mil pessoas levadas ao evento de entrega de propriedades rurais a 58 famílias. Clique e confira o artigo "Bolsa Marmita", da lavra de Maria Lucia Victor Barbosa.
Jeitinho brasileiro (14.03.08 - 16h49)
Com o intenso combate aos crimes cibernéticos por parte das autoridades policiais, as quadrilhas especializadas em crimes financeiros migraram para um obsoleto modus operandi. A clonagem de cheques. Clientes do Banco do Brasil estão no alvo da quadrilha, que vem surrupiando dinheiro dos correntistas do BB através de cheques clonados de pequeno valor. Todo cuidado é pouco!
Perna curta (14.03.08 - 16h09)
Ministra do Turismo e ex-prefeita da maior cidade do País, São Paulo, a petista Marta Suplicy negou nesta sexta-feira sua possível candidatura à sucessão do democrata Gilberto Kassab, em outubro próximo. Isso contraria o acordo firmado com Lula da Silva, que fixou a saída da companheira de sua equipe de governo para o começo de junho. Para reforçar o discurso de Marta Suplicy, o presidente Lula afirmou que desconhece as pretensões políticas da ministra. Mais uma armação para pegar a oposição no contra-pé
Bravata oficial (14.03.08 - 16h04)
Durante discurso populista em Araraquara, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, o presidente Lula da Silva falou que é "preciso acabar com o preconceito contra os pobres". Na verdade, se existe alguém que nutre preconceito em relação aos pobres, o presidente-operário puxa a fila com todas asa honras. Até porque, quem compra um relógio de US$ 16 mil com cartão corporativo não pensa em pobre.
Prestem atenção!
Médico, policial civil, formado em Direito, pós-graduado em Psquiatria, Medicina do Trabalho e Medicina Legal. De quebra é professor e especialista em Direitos Humanos Fundamentais. Eis o currículo de Daniel Ponte, ex-vice-diretor do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, ameaçado de morte por ter denunciado a onda de corrupção que toma conta do órgão. Disposto a deixar o país, Daniel Ponte já não tem mais a escolta policial que lhe foi dada tão logo fez a denúncia. Os policiais acusados por Fonte continuam em cargos importantes na Polícia Civil fluminense, e disso se valem para ameaçá-lo diuturnamente. Para se ter uma idéia do escândalo em que se transformou o IML do Rio, a liberação de um corpo chega a custar R$ 500, serviço que em tese é gratuito. Considerando que o IML recebe no mínimo 300 corpos mensalmente, a quadrilha que lá age está embolsando a bagatela de R$ 150 mil a cada trinta dias. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, que desde a campanha eleitoral vem prometendo combate implacável à criminalidade, se faz de surdo diante das denúncias do médico-legista Daniel Ponte. Até quando, governador? Em tempo: presidente Lula, quanto tempo mais será preciso para intervir no Rio de Janeiro? Ou Vossa Excelência também sofre de surdez de conveniência?
Oficializando a excessão
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, participou na noite desta quinta-feira, em São Paulo, da colação de grau da primeira turma de Administração da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (Unipalmares), instituição de ensino superior que tem 87% de alunos negros autodeclarados. Diferentemente do que pregam as autoridades, esse tipo de situação mostra o descompasso do Estado em relação ao acesso à Educação. Quando um evento como o de ontem merece destaque, é porque o governo, como um todo, não faz a sua parte. Quando surgiu a idéia da reserva de vagas nas universidades para os chamados afro-descendentes, ficou oficializado o racismo. E mais: além da primeira-dama Marisa Letícia, vieram de Brasília, especialmente para o evento, os ministros Fernando Haddad (Educação), Alfredo Nascimento (Transportes), Márcio Fortes (Cidades), Edson Santos (Igualdade Racial), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), e Luiz Marinho (Previdência). Traduzindo, a campanha está na rua e quem paga é você.

Discurso barato
Patrono dos formandos da Unipalmares, o presidente Lula da Silva abusou, mais uma vez, da bazófia oficial. Durante discurso, o presidente disse que “não vale a pena desistir”. “Se desistir valesse a pena, eu não seria Presidente da República”, declarou Lula ao comentar que perdeu três eleições presidenciais. Há uma enorme distância entre a realidade eleitoral de Lula e o que disse o presidente. Na verdade, Lula desistiu, sim. Desistiu da ideologia do passado. E só chegou ao Palácio do Planalto porque, ao jogar o discurso de outrora no lixo, mostrou o seu lado mitômano ao povo brasileiro.

Tiro certo
Quando, na madrugada de quinta-feira, o plenário do Senado foi tomado por um acalorado bate-boca entre governistas e oposição, que culminou com a decisão do presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), de prosseguir com a polêmica sessão, o ucho.info era um dos dois veículos de comunicação presentes ao evento. Naquele momento, a redação, em São Paulo, disparou imediatamente uma pergunta à nossa equipe em Brasília. Quem ameaçou Garibaldi Alves? Procurado pelo jornalista Gilmar Corrêa, editor-adjunto da coluna, o presidente do Senado foi evasivo. Ontem, o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), ocupou a tribuna do Senado para cobrar de Garibaldi Alves uma explicação. Líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio quer saber qual foi a ameaça e quem foi o ameaçador “contratado”, pois a ordem partiu do Palácio do Planalto. É preciso lembrar que no ápice da discussão, a coluna registrou que Garibaldi Alves estava extremamente tenso e com as mãos muito trêmulas.

Faturando alto
Ainda sem ter mostrado a razão pela qual comanda o ministério do Planejamento, o petista Paulo Bernardo disse ser um “chute” as avaliações contidas nas reportagens que apontam para um crescimento maior da carga tributária, em 2007, em relação à majoração do Produto Interno Bruto. Não é preciso nenhum esforço do raciocínio para concluir que não há “chute” algum nas matérias jornalísticas. Na noite de ontem, o “impostômetro” criado pela Associação Comercial de São Paulo atingiu a impressionante marca de R$ 200 bilhões pagos impostos (federais, estaduais e municipais) pelos contribuintes, somente em 2008. Ou seja, cada brasileiro já desembolsou, até à meia-noite desta quinta-feira, a bagatela de R$ 1.065,00. EM 2007, a mesma marca foi atingida no dia 23 de março. Em tempo: chute é ter que aturar a soberba dos salvadores da pátria que integram a horda luliana.

Só depende das Farc
O Supremo Tribunal Federal aprovou nesta quinta-feira, 13, por unanimidade a extradição do colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía para os Estados Unidos, país onde o mega-traficante tem muito a informar. Dono de uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, Abadia, que foi preso pela Polícia Federal em agosto de 2007 na Grande São Paulo, é acusado de mandar matar 15 pessoas nos EUA e outras trezentas na Colômbia. A decisão final sobre o futuro do colombiano está nas mãos do presidente Lula da Silva. Considerando a simpatia que o presidente-operário tem pelas Farc – afinal, no recente imbróglio ele ficou calado – não será surpresa se Abadia ficar por aqui, em nossa querida e amada Botocundia.

Vai rachar
Se governo tem reclamado da atuação da bancada do PDT no Senado, a recíproca também é verdadeira entre os pedetistas. Os senadores estão insatisfeitos por uma série de motivos. Patrícia Saboya (CE) está chateada porque o presidente-metalúrgico, Lula da Silva, disse em Fortaleza que apoiava sua rival Luizianne Lins (PT) à reeleição e que a oposição estava fazendo uma perseguição política à atual prefeitura. Patrícia é pré-candidata nas eleições de 2008 e não gostou de ser classificada como adversário. Osmar Dias (PR) tem reclamado que o governo tem “clonado” seus projetos e nunca pediu desculpas. Cristovam Buarque (DF) está triste porque nem mesmo foi ouvido sobre as suas sugestões para a TV Pública, que foi aprovada na madrugada de quarta-feira. A pior das queixas é que o ministro das relações Institucionais, deputado José Múcio (PTB-PE), tem ignorado a existência do PDT no Senado.

Torcendo o nariz
As críticas também têm encontrado espaço entre a bancada do Partido dos Trabalhadores. O senador Aloízio Mercadante (SP) não esconde de ninguém sua insatisfação com os rumos do partido e também com o tratamento que recebe do governo. Ao ouvir as queixas do senador Cristovam Buarque, o senador paulista garantiu que o “PT tem muito mais reclamações”. Muitos senadores do PT consideram que não há um ministro do próprio partido ligado à bancada. Para apaziguar os ânimos, o ministro José Múcio decidiu se aproximar das bancadas governistas na Câmara Alta. Os primeiros telefonemas foram disparados ontem em direção ao líder do PDT, senador Jefferson Peres (AM). E mais: quando o senador Mercadante ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, a coluna antecipou, com exclusividade, o descontentamento do parlamentar petista.

Outra invencionice
Na reunião da próxima semana do Conselho Político da República, um dos temas a ser discutido será a reforma universitária. Pelo menos essa foi a promessa que o presidente-metalúrgico Lula da Silva fez aos 53 reitores das universidades federais. O grupo se reuniu com o presidente a portas fechadas, pouco antes da solenidade de adesão ao Programa de Apoio ao Plano de reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), ontem, no Palácio do Planalto. O governo disse em 2004 que a reforma universitária era sua prioridade, mas ainda não conseguiu que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) nomeasse os membros da comissão especial para discutir o projeto. O próprio ministro da educação, Fernando Haddad, reclamou que “apesar de nossos apelos, a reforma não avança”.

Sacudindo a farda
Generais ligados ao controle da segurança nacional serão ouvidos depois da Páscoa na CPMI que investiga os gastos dos cartões corporativos. A idéia dos parlamentares é saber exatamente qual é o conceito de segurança nacional, que é a justificativa usada pelo governo para não revelar os gastos da Presidência da República. Foram convidados para esclarecer esse conceito o ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), o ex-ministro Alberto Cardoso (governo FHC) e um representante da Agência Brasileira de Inteligência. Na próxima semana, se houver quorum, serão ouvidos os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do TCU, Walton Alencar Rodrigues, e o controlador-geral da União, Jorge Hage. O objetivo nos três convites é saber como é feito o pagamento e como estão as investigações em torno dos cartões corporativos.
Moeda de troca
Valter Pereira, senador do PMDB que espera há meses a substituição do superintendente do Incra no Mato Grosso do Sul, acordou na quinta-feira bem mais aliviado. Finalmente foi publicado o ato de exoneração do engenheiro agrônomo Luís Carlos Bonelli, que é ligado ao PT e MST, e nomeado o seu afilhado político para o cargo, o professor Flodoaldo Alves. A troca de comando havia sido combinada em dezembro, como um agrado ao senador pelo apoio à votação da prorrogação da CPMF, que foi barrada pela oposição. Contra a superintendência do Incra no estado recaem suspeitas de malversação de recursos públicos.

Batendo o pé
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não vai nomear o relator e o presidente da comissão especial que vai tratar da reforma tributária, até que o PT e o Partido da República cheguem a um acordo sobre a relatoria. Os dois partidos não se entendem. Sandro Mabel (PR) faz pressão para assumir o cargo e já conversou com o presidente-metalúrgico Lula da Silva. O PT garante que Lula gostaria de ver na função o deputado Antonio Palocci (SP). No entanto, para a presidência não há divergências. Foi escolhido pelo PMDB o deputado-contador Edinho Bez (SC). Ele não admite, mas gostaria que o relator fosse o ex-ministro da Fazenda.

Ordem na casa
Deve ser conhecido até o dia 30 de abril o relatório do projeto 7703/06, que tem origem no Senado Federal. A matéria regulamenta a atividade médica no País e conceitua o polêmico ato médico, que é um procedimento da competência e responsabilidade do exercício da profissão de médico. Para reduzir o conflito que envolve 14 profissões da saúde, foram realizadas até agora 20 reuniões. O relator do projeto na Câmara, deputado Edinho Bez, recebeu 60 emendas que foram condensadas em 30.