Entrevista do Sábado (22.02.08 - 23h58)
Escolhido pelos companheiros de partido para assumir a liderança do PT na Câmara dos Deputados, o recifense Maurício Rands enfrentará o maior desafio de sua trajetória política. A aprovação da reforma tributária que o Palácio do Planalto envia ao Congresso na próxima semana. Especialista em Direito do Trabalho pela Universidade de Bari, na Itália, e Mestre em Direito pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, Maurício Rands, na Entrevista do Sábado, destila flexibilidade e disposição para discutir o tema com a oposição. Clique e confira a Entrevista do Sábado com o deputado petista Maurício Rands.
Cabo de guerra (22.02.08 - 19h18)
A polêmica em torno dos cartões corporativos ganhou mais um capítulo nesta tarde, com a decisão do Supremo Tribunal Federal de pedir documentos aos tucanos. O ministro Celso de Mello estipulou dez dias de prazo para que o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) mostre as provas de que o presidente-metalúrgico Lula da Silva negou-se a dar informações sobre os gastos da Presidência da República. Mello considera as informações fundamentais para que possa analisar o pedido de liminar que obrigará o governo a ceder os dados. Agora há pouco, o líder do PSDB no senado disse que atenderá a determinação dentro do prazo estipulado. Vai anexar a negativa da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, a uma solicitação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), sob a alegação de que se trata de documentos sigilosos. Parlamentares de vários partidos, inclusive do PSDB, aguardam há vários anos informações sobre os gastos dos cartões corporativos solicitados à Casa Civil. Enquanto isso, no Congresso Nacional, continua o impasse em torno da indicação dos nomes para a presidência e relatoria da CPMI dos Cartões Corporativos. Lula teria avisado a interlocutores que o governo não abre mão dos dois cargos. A CPI do Senado, que foi proposta para investigar o mesmo assunto, pode ser instalada na próxima semana com a escolha dos membros, se não houver um acordo entre a base governista e a oposição.

Novo espaço, novo desafio (22.02.08 - 14h55)
Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia. E foi por isso que decidi lançar um novo espaço, onde analiso e comento as insanidades do cotidiano, e suas coisas belas também. Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador. Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente. Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado. Assim, sugiro que acesse www.uchohaddad.com. Muito obrigado, em especial aos meus queridos parceiros do sempre atuante e combativo “ucho.info”. Ucho Haddad
Conta de doido (22.02.08 - 14h30)
Um dos comandados do prefeito Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, usou a mídia para tentar explicar, sem sucesso algum, a inundação ocorrida na noite de ontem na região do Aricanduva (zona leste da cidade), onde um córrego homônimo transbordou. O sub-prefeito da região disse que a inundação não passou de 25 centímetros, lembrando que em 2004 as águas do córrego atingiam mais de dois metros. Nessa fala irresponsável, aviltante é que para as autoridades paulistanas pouco importa se o contribuinte foi prejudicado, mas apenas como o prejuízo aconteceu. Ou seja, para a horda de asessores municipais é melhor morrer com um tiro do que com cinco.
Ovelha desgarrada (22.02.08 - 13h38)
A respeito da nota sobre parlamentar quase calvo que freqüenta um conhecido inferninho da Paulicéia Desvairada, um leitor da coluna, que conhece o tal político, enviou e-mail à coluna lembrando que o mesmo é evangélico. Ou seja, o pensamento do parlamentar não é ocupado apenas pelo Criador.
Face lenhosa (22.02.08 - 13h06)
Moema, bairro nobre da capital paulista, que submergiu nas pluviais águas de Pedro, o porteiro do céu, recebeu na manhã desta sexta-feira a visita de funcionários da prefeitura. A bordo de um veículo apelidado de "caça-faixas", os servidores estavam em busca de faixas e cartazes fora da lei. Ou seja, Gilberto Kassab, fulanização do engôdo político, preocupa-se apenas com a cosmética urbana. Como solucionar o problema das enchentes não rende votos...
Choveu na horta
A comitiva presidencial enfrentou sérios problemas na última terça-feira, dia 19, após visita à unidade descentralizada do Cefet de Cachoeiro do Itapemirim (ES). Um temporal acompanhado de granizo impediu que o presidente decolasse de helicóptero para Vitória, de onde pegaria o avião presidencial. O trajeto, feito de carro, obrigou o presidente-metalúrgico Lula da Silva a sentir na pele o movimento intenso da BR-101, situação que a população local está acostumada ao desviar de caminhões e carretas que utilizam a rodovia que liga o Nordeste ao Rio de Janeiro. A situação poderia ter sido evitada se o aeroporto local não estivesse bloqueado com postes e árvores. A pista asfaltada de 1.260 metros - maior que do Aeroporto Santos Dumont, no Rio – está praticamente abandonada, mas poderia ser usada no transporte de cargas e para a aviação comercial regional.

Páscoa de impostos
Quem pensa que presentear parentes e amigos na Páscoa é um ato de renovação, engana-se, pois a sanha arrecadatória do Estado está cada vez maior. Sem querer acabar com a doçura da Páscoa, sempre repleta de ovos de chocolate e outros que tais, a coluna chama a atenção do leitor para a carga de impostos que incide sobre alguns dos produtos mais consumidos no período. Nos ovos de chocolate e bombons o leão morde o coelho em 39%. Nos pescados, que freqüentam as mesas dos cristãos na sexta-feira santa, a carga tributária é de 36%. E nos coelhinhos de pelúcia, o Estado fica com 32%. Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim... (Fonte: Rádio Jovem Pan)

Tem lógica?
Enquanto o Brasil do Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia elétrica está fazendo as contas para ver se tem energia que garanta o abastecimento, o planejador do cenário, Maurício Tomalsquim, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), insiste em fazer linhas de transmissão. Uma delas deverá interligar Manaus (AM), que tem energia do gás natural de Urucu, e Rondônia, que tem térmicas bi-combustível queimando óleo, gasoduto com licença de funcionamento e gás natural sendo rejeitado no solo por falta de uso. Qual é a lógica? Acorda ministro Lobão!

Tábua da salvação
A defesa do governador catarinense Luiz Henrique da Silveira (PMDB) comemorou o “esquecimento” do Tribunal Superior Eleitoral, que não solicitou nas preliminares a defesa do vice-governador Leonel Pavan (PSDB). Foi por esse detalhe que o processo de cassação, que poderia ter sido definido ontem à noite, obteve uma sobrevida até que Pavan seja citado e apresente a sua defesa. A mudança de posicionamento do TSE reduziu para dois votos favoráveis à cassação. O ministro Geraldo Grossi reconsiderou o voto, ao ser lembrado pelos ministros Marco Aurélio e Marcelo Ribeiro que “ninguém pode ser condenado sem ser ouvido”. Na próxima sessão em data a ser definida, a Corte vai analisar se valem os votos proferidos até agora e integrar o processo do vice-governador como litisconsorte.

Bateu na trave
O vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, disse ao ucho.info, logo após o julgamento, que permaneceu o direito de defesa. Ele alega que era senador e não havia sido diplomado no período em o governador foi acusado pela coligação de Esperidião Amin, que acusa Luiz Henrique de pagar publicidade institucional para favorecer a sua reeleição. Pavan acredita que não poderia ser prejulgado, pois “sequer tinha conhecimento”. Ele avisou que terá tempo de fazer sua defesa e ajudar “na defesa do governador” e que vai governar o estado com Luiz Henrique “até o final do mandato”, em 2010. Já o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, garante que a mudança de jurisprudência a partir de ontem é um avanço.


Fio da navalha
Não será por falta de aviso que o governo pode criar regiões conflagradas nos estados da Amazônia Legal. Na quarta-feira, foi o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) quem advertiu, neste site, que as regiões madeireiras podem virar um barril de pólvora. Ontem, o deputado Moreira Mendes (PPS-RO) disse que a mega-operação de combate ao desmatamento é um equívoco. "Não é na chibata, não é na peia e não é na pressão que o governo vai conseguir resolver e controlar esse grave problema”. O parlamentar disse que a política do governo está errada e prevê que uma situação parecida com a que ocorreu no município de Tailândia (PA), pode acontecer também em Rondônia. De acordo com informações não confirmadas, a mega-operação a ser deflagrada nos próximos dias para combater o desmatamento, deve envolver agentes da Força Nacional, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de policiais militares dos estados e fiscais do Ibama.
Só promessas
Pode não ser nada, apenas um relacionamento entre governos, mas a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem um carinho político especial com a governadora tucana Yeda Crusius, que enfrenta dificuldades para organizar as finanças do estado. A aproximação entre as duas pode minar ainda mais o ninho tucano, já assediado pelo Palácio do Planalto em Minas Gerais. Ontem, durante visita ao Palácio do Piratini - sede do Executivo gaúcho - a ministra garantiu que até o final de março o governo federal definirá um possível apoio à duplicação da BR 392, entre Pelotas e Rio Grande. Dilma Rousseff, que recentemente sinalizou com ações para ajudar Yeda nas contas governamentais, também prometeu a licitação da dragagem do canal do porto de Rio Grande. É esperar para ver!


Caindo na vida
Famoso por discursos barulhentos e contundentes, um conhecido político, que há muito tenta esconder uma quase calvície, nem de longe age de acordo com suas pregações no Congresso Nacional. Dado às moralidades discursivas, em especial quando defende a preservação da família, o tal parlamentar foi visto, semanas atrás, em um disputado inferninho da cidade de São Paulo. O estabelecimento que ocupa um flat da Rua Peixoto Gomide, região dos Jardins, é freqüentado por ricos e principalmente poderosos. Quando esteve no lupanar paulistano, o gazeteiro planaltino se fez acompanhar por duas garotas de programa. E a família, obviamente, em casa acreditando que o patriarca estava debruçado no trabalho.
Beco sem saída
Está cada vez mais confusa e complicada a situação na superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul. Enquanto o senador Valter Pereira (PMDB-MS) tenta emplacar, há quase dois meses, o seu afilhado político, descobriu-se que a administração local gastou R$ 1 bilhão em compras de terras nos últimos cinco anos. Apoiado pelos petistas e pelos líderes do Movimento Sem-Terra, Luís Carlos Bonelli, é suspeito de pagar valores supervalorizados envolvendo o Grupo Bertim. Nesta semana, o Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar irregularidades na distribuição de lotes para assentados, que seriam bem menores do que o anunciado. Em tempo: a sede do Incra foi invadida ontem, dia 21, pelo MST, e há suspeitas de que documentos podem desaparecer.

Zaga parlmentar
A bancada fluminense, sob a liderança do Psol, resolveu bater o pé e obstruiu a votação dos destaques à Medida Provisória 398/07, que cria a Empresa Brasileira de Televisão. O texto principal já foi aprovado pelo Plenário da Câmara, mas o destaque que provocou a divergência refere-se à sede da TV Brasil. Os deputados cariocas querem manter o principal escritório no Rio, mas encontra defesa intransigente da bancada dos brasilienses. Segundo Hugo Leal (RJ), líder do PSC, a MP será aprovada de qualquer jeito, mas a questão da sede ainda não foi aceita. A votação do texto ficou para a segunda-feira (se houve quorum) e segundo Chico Alencar (PSol-RJ), para usar uma expressão da moda, “essa é uma questão de arranjo produtivo".
Titanic xavante
Se existe algum santo padroeiro dos políticos, certamente não se trata de São Pedro, que na crença popular é o responsável pelo controle da água da chuva. Com o sonho de permanecer por mais quatro anos como o imperador paulistano cada vez mais distante, o prefeito Gilberto Kassab, o único democrata na vitrine política nacional, enfrentou mais uma revés em sua administração no começo da noite desta quinta-feira. A maior cidade brasileira foi dragada pela chuva, que deixou inúmeros bairros submersos. Regiões nobres da cidade, onde os proprietários dos imóveis pagam o mais caro IPTU do país, acabaram enfrentando uma situação típica de terceiro mundo. Quando assumiu a prefeitura de São Paulo, o atual governador José Serra enfrentou problemas idênticos, mas, como sempre prometeu e não fez. Kassab, então vice, que ocupou a vaga deixada por Serra, repetiu o fiasco do tucano. Gilberto Kassab tem se dedicado à maquiagem de São Paulo, mas de nada adianta uma cidade sem outdoors que naufraga no primeiro mau humor de São Pedro.


Olha o mico!
Quando o dito popular “casa de ferreiro, espeto de pau” entra em cena, é porque algum antagonismo marca a existência de alguém. No caso da prefeitura paulistana, o tal ditado cai como luva da melhor e mais fina pelica. Há meses sem pagar o aluguel de um prédio no centro da capital paulista, a administração Gilberto Kassab faz exatamente o contrário daquilo que recomenda aos munícipes. O pagamento em dia do malfadado e voraz IPTU. O dono do imóvel já está listado no cadastro de inadimplentes da prefeitura paulistana, pelo simples fato de a própria prefeitura não recolher o respectivo IPTU. Mesmo assim, Gilberto Kassab sonha com a reeleição.
Chama o ladrão
Gestão fraudulenta pode ser um dos motivos do atraso na implantação do programa Luz para Todos no Maranhão. A má gestão poderá provocar o êxodo de famílias de agricultores do sul do país, que há vários anos escolheram a região de Balsas para plantio de soja, arroz e frutas. A queixa foi apresentada ontem por três agricultores – representam 180 famílias – ao ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, que prometeu investigar a denúncia. Os agricultores são obrigados a usar geradores movidos a diesel para driblar a falta de energia elétrica, embora as fazendas estejam a menos de 25 quilômetros da sede do município, considerado o novo eldorado agrícola brasileiro.