Agora vai! (19.02.08 - 18h14)
O relator do Orçamento Geral da União de 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), entrega neste momento o relatório completo ao presidente da Comissão Mista do Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB). No relatório, Pimentel garante que há dinheiro suficiente para atender as demandas da saúde, mesmo com o fim da CPMF, cuja receita prevista era de R$ 39,29 bilhões. Ele informa também que a receita com a majoração dos valores do IOF e do lucro líquido será de R$ 10,45 bilhões. Os cortes nas emendas coletivas serão de R$ 13,62 bilhões, enquanto os cortes no orçamento dos três Poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo) serão de R$ 12,40 bilhões. Fica também garantido o novo salário mínimo que será de R$ 412,40 e que passa a vigorar em maio.
De saída (19.02.08 - 11h23)
Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, não confirmou, mas o ex-presidente deve tirar uma licença por 120 dias do Senado Federal. Sarney não teria comentado o assunto, mas é provável que na próxima semana assumirá o primeiro suplente, Jorge Nova da Costa, que foi governador nomeado do ex-território do Amapá. José Sarney vai viajar com a mulher, dona Marly, pelos Estados Unidos e Europa. Deve passar por Nova Iorque, Estocolmo e Paris e pelo caminho de Santiago de Compostela, entre a França e a Espanha. De volta ao Brasil, irá organizar a própria biblioteca na fazenda Pericumã, em Luziânia (GO), segundo informou hoje o colunista Gilberto Amaral.
Produção nova (19.02.08 - 10h08)
Em “A influência de Chávez”, o jornalista, escritor e cineasta Ipojuca Pontes mostra como o presidente venezuelano avança com seu projeto de socialização da América Latina e causa extrema preocupação ao povo norte americano. Filósofa e autora de diversos livros, Maria Lucia Victor Barbosa, em “Estamos bem arranjados”, interpreta de maneira precisa e contundente os bastidores da CPI dos Cartões, com ênfase aos acordos espúrios para preservar Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Clique sobre o nome dos articulistas e confira os respectivos artigos.
49 anos de mentira (19.02.08 - 9h55)
Nos 21.552 dias em que esteve à frente do governo da ilha caribenha (16.02.1959 - 19.02.2008), de forma facinorosa e irresponsável, Fidel Castro sustentou a ditadura cubana com o discurso da igualdade social, sendo que ele próprio jamais foi um dos iguais. O que Fidel conseguiu, com larga proeza e ignorância, foi a miséria isonômica. Sem contar as barbáries cometidas nos cárceres da ilha, em especial contra os insurgentes políticos locais. A esperança maior, mesmo daqueles que por aqui não mais estão, é que ninguém passa para o outro lado da vida com parcelas do carnê existencial em atraso. Em tempo: se até hoje Fidel viveu sob o manto da mentira política, não significa que seus opositores, mundialmente conhecidos, sejam os donos da verdade.

Matemática da verdade (19.02.08 - 8h59)
Era de se esperar que os governistas fizessem uso dos números da pesquisa CNT/Sensus para bravatas oficiais, mas causou náuseas ver alguns dos integrantes da tropa luliana exaltando feitos que são verdadeiros engodos marqueteiros. Foi o caso da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que ocupou a tribuna do Senado nesta segunda-feira para turbinar os números da pesquisa. Líder do PT no Senado, Ideli encerrou seu rápido discurso dizendo que o resultado da pesquisa era um recado à oposição. A senadora catarinense e seus companheiros podem pensar o que bem entenderem, mas a pesquisa CNT/Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 136 cidades brasileiras. O Brasil, para quem não sabe, tem 5.562 municípios e mais de 180 milhões de habitantes. Ou seja, a pesquisa ouviu 0,001% dos brasileiros em 2,45% dos municípios.
Chuteiras penduradas (19.02.08 - 7h59)
Afastado do poder desde 2006, quando foi submetido a uma cirurgia no intestino, Fidel Castro, que fez do irmão Raúl um sucessor pouco convincente e nada talentoso, enfrenta problemas até para falar, como ele próprio admitiu em artigo publicado recentemente no cubano Granma. Segundo apurou a coluna, tempos atrás, com médicos que trataram do ditador da ilha caribenha, Fidel sofre de problemas neurológicos graves e degenerativos.

Fim de uma era (19.02.08 - 7h51)
Há quase cinqüenta anos no poder, desde o golpe que derrubou Fulgencio Batista, o ditador Fidel Alejandro Castro Ruz, ou simplesmente comandante Fidel, anunciou nesta terça-feira que deixa o governo cubano por falta de condições físicas. Responsável por um dos modelos políticos mais retrógrados do planeta, Fidel tem sido o elo entre o esquerdismo teórico e criminoso do século XX e o psicótico socialismo bolivariano sustentado por Hugo Chávez. A decisão do ditador cubano mostra que em termos de diagnóstico o petista Lula da Silva é um fiasco. Em 15 de janeiro deste ano, após encontro com Fidel Castro em Havana, o presidente brasileiro disse, em entrevista, que o colega cubano apresentava “lucidez incrível e saúde impecável”.

Tiro certeiro
Quando o primeiro escândalo dos cartões de crédito corporativos, protagonizado pela então ministra Matilde Ribeiro, veio à tona, a troupe palaciana lançou, de imediato, a idéia de investigar as possíveis estripulias de Fernando Henrique Cardoso com o tal dinheiro de plástico. FHC diz não temer investigação alguma, mas os barbudinhos do Planalto não enveredaram por esta tese sem informações absolutamente precisas. Engana-se aquele que pensa que o presidente-operário, em sua sanha pelo poder, não conhece a fundo os ultrajes do antecessor. (Foto: Agência Estado)
.jpg)
Vale comparar
A proposta palaciana de investigar o atual governo somente se o anterior também for de roldão, é o mesmo que Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, condicionar a execução de uma sentença judicial à radiografia da vida pregressa de um traficante concorrente. A falta de postura e de compostura dos integrantes do atual governo é tão grande, que o brasileiro mais uma vez se cala diante de um escândalo. Tanto é verdade, que a popularidade de Lula da Silva continua inexplicavelmente em alta.
Não custa lembrar
A claque palaciana comemorou efusivamente, ao seu modo, os resultados da pesquisa CNT/Sensus, mas, longe de questionar o método e os resultados do trabalho estatístico, assim como a idoneidade dos executores, não podem ser esquecidos dois importantes fatores neste cenário. O Partido dos Trabalhadores, em especial o capítulo palaciano, é o maior consumidor de pesquisas do País. E a CNT, Confederação Nacional dos Transportes, é formada por entidades ligadas ao setor, como um todo, e não mandaria ao matadouro a sua galinha dos ovos de ouro. Sempre lembrando que o governo Lula da Silva reservou um bom dinheiro no PAC para o setor de transportes.

Flecha ligeira
Quando a imprensa nacional questionou fato de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, integrar a comitiva do pai-presidente que foi à Antártida, bastaram algumas horas para que os comunicólogos palacianos anunciassem que o primeiro-filho pagaria do próprio bolso a hospedagem e a alimentação. E de igual maneira justificaram a viagem de Lulinha por ser ele um biólogo. Ora, se Lula, o pai, permaneceu no continente gelado por algumas escassas horas, com medo de ser vítima do mau tempo, é difícil concluir que tipo de aprendizado o filho-gênio conseguiu assimilar em tão curto período. Ou será que tudo na vida de Lulinha é meteórico? Afinal, o filho prodígio dos Lula da Silva virou empresário rico e de sucesso da noite para o dia. Com a ajuda da Telemar, é verdade, mas virou.
Bem pensado
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi duas vezes irônico no discurso que fez durante vinte minutos, ontem à tarde, no Plenário do Senado. Com uma página da Folha de São Paulo nas mãos e com gestos teatrais, apontava a entrevista concedida pelo senador José Sarney (PMDB-AP) ao jornal, garantindo que jamais indicou alguém para cargos no setor elétrico. "Vejam, está aqui, podem acreditar", diz Simon. Conhecido adversário de Sarney, o senador gaúcho também sugeriu ironicamente a indicação do senador Romero Jucá (PMDB-RR) para a relatoria da CPMI dos Cartões Corporativos. “Ele atendeu aos dois governos, conhece em profundidade cada um deles”. Jucá foi líder da bancada do governo de Fernando Henrique Cardoso e é líder do governo Lula da Silva.


Esperando sentado
No campo das ameaças, o senador José Agripino Maia (RN), líder dos Democratas, voltou a dizer que se a oposição não ocupar a presidência ou a relatoria da Comissão Mista, irá propor uma CPI somente no Senado para investigar os cartões corporativos. No ninho tucano, a idéia de uma comissão chapa branca parece não incomodar muito. Hoje, a Mesa do Senado deve responder ao senador Agripino Maia sobre a possibilidade de funcionamento simultâneo de uma CPI e uma CPMI sobre o mesmo assunto. Os governistas, que encerraram as discussões sobre o tema, aguardam para amanhã, quarta-feira, a instalação da CPMI.

Rolo compressor
Funcionários de confiança da TV Brasil reservaram a tarde de ontem para fazer lobby em favor da aprovação da medida provisória que cria a televisão estatal pública. Os jornalistas, como Teresa Cruvinel e assessores, abordaram os deputados para fazer pressão, num ato conjunto com outras entidades quase todas ligados ao Partido dos Trabalhadores. O ator Sérgio Mamberti, apresentador oficial dos programas políticos do PT, leu uma carta aberta do ministro Gilberto Gil (Cultura) num ato teatral montado no Salão Verde da Câmara. A MP deve ser aprovada hoje pelo Plenário da Câmara, mas os deputados da oposição contestam especialmente a indicação, pela Presidência da República, dos 15 membros da sociedade civil para a composição do Conselho Curador. “Nós queremos uma TV pública e não uma TV governamental. É absurda e inaceitável essas nomeações pelo governo federal”, afirmou a líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS).

Tirando o time
O deputado federal Maurício Rands (PE), que assumiu a liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara, avisou ontem que desistiu da candidatura à prefeitura de Recife. Através da sua assessoria garantiu que, acompanhando o prefeito João Paulo, apóia a candidatura do seu secretário de Obras, João da Costa (PT). Ambos são da coalizão interna Mensagem ao Partido, grupo do ministro da Justiça, Tarso Genro. Confira abaixo a lista dos líderes partidários na Câmara dos Deputados.
PMDB - Henrique Eduardo Alves (RN)
PSC - Hugo Leal (RJ)
PT - Maurício Rands (PE)
PCdoB - decide hoje
PDT - decide hoje ou quarta-feira
PSB - Sandra Rosado (RN)
PMN - Fábio Faria (RN)
DEM - ACM Neto será escolhido hoje
PSDB - José Anibal (SP)
PR - Luciano Castro (RR)
PP - Mário Negromonte (BA)
PTB - Jovair Arantes (GO)
PV - Sarney Filho (MA)
PPS - Fernando Coruja (SC)
PSOL - Luciana Genro (RS)
PHS - Miguel Martini (MG)
PTdoB - Vinicius Carvalho (RJ) - único da bancada
PRTB - Juvenil (MG) - único da bancada
Governo - Henrique Fontana (PT-RS)
Minoria - Zenaldo Coutinho (PSDB-PA)
Caminho livre
Geraldo Alckmin disputará a prefeitura de São Paulo, em outubro próximo, se quiser, enquanto o governador mineiro Aécio Neves terá apoio incondicional em sua corrida política rumo ao Palácio do Planalto, em 2010. Essas palavras fazem parte do discurso atual de José Serra, governador de São Paulo, que prefere agir silenciosamente nos bastidores do poder. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a pesquisa de opinião pública da CNT/Sensus apontou Serra como o único presidenciável que reúne condições de desbancar qualquer candidato com o endosso político de Luiz Inácio da Silva. Isto é, se o terceiro mandato não sair do papel.


Pão-durismo
Na entrevista que concedeu à rádio Jovem Pan, na manhã desta segunda-feira, o governador José Serra adotou um discurso típico de candidato. Responsável pela mais rica e importante unidade da federação, o governador tucano peca ao dar pouca atenção às polícias Civil e Militar de São Paulo. Em um batalhão da Polícia Militar, na cidade de São Paulo, os praças são obrigados a pagar do próprio bolso o cafezinho da manhã e da tarde, composto, em tese, por café com leite e pão com margarina. Mas apenas em tese, porque, mesmo pagando, o tal pãozinho besuntado não aprece por lá faz um bom tempo. Resumo da ópera: para driblar a fome, os policiais pagam duas vezes para ter aquilo que deveria ser gratuito. Governador Serra, assim já é demais!

Caminho inverso
Os ministros do Superior Tribunal de Justiça devem voltar atrás e aprovar a lista sêxtupla encaminhada pela Ordem dos Advogados do Brasil, e rejeitada no último dia 12. As condições para que isso ocorra foram costuradas, ontem, entre o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, e o presidente do STJ, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho. Os dois se encontraram em duas oportunidades no mesmo horário da reunião do Conselho Federal da Ordem, que aprovou o voto do conselheiro Valmir Pontes Filho e que manteve os mesmos nomes aprovados anteriormente. O expediente, que será encaminhado hoje ao STJ, faz uma ampla defesa dos critérios de votação e garante que o sistema é legal. A correspondência da OAB será discutida pelo Pleno da Corte nos próximos dias, que vai escolher três nomes que serão levados ao presidente Lula da Silva. Um deles será o novo ministro da Corte no quinto constitucional destinado à Ordem.

Mão no bolso
Epitácio Cafeteira, líder do PTB no Senado, terá mesmo que pagar uma multa de R$ 21.282,00 à justiça eleitoral. O velho cacique maranhense teve negado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral o Agravo de Instrumento interposto por um jornal de São Luís, que questionava a aplicação de multa por propaganda extemporânea. O mesmo valor da multa aplicado a Cafeteira terá que ser desembolsado pelo jornal “Veja Agora”, que publicou nota de esclarecimento assinada pelo senador no dia primeiro de junho de 2006. Cafeteira disse na nota que tinha interesse em “servir ao povo do Maranhão” e manifestou o desejo de concorrer a uma vaga ao lado da filha dele, Janaína Cafeteira, que seria candidata à deputada estadual.
Nada de moleza
O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), foi outro cacique político regional que o TSE negou, ontem, seguimento de Recurso Extraordinário. A defesa contestou decisões do Tribunal, que negou dois outros recursos, mantendo a representação contra Cássio Cunha Lima condenando-o ao pagamento de multa, por veiculação de propaganda eleitoral antecipada. O motivo foi a divulgação de uma entrevista, em junho de 2006, na tevê “O Norte”, no programa de Alex Filho, onde comparou sua administração com o governo anterior para influenciar os eleitores e beneficiar a sua candidatura. A Justiça Eleitoral afirma que a entrevista foi propaganda eleitoral.