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Federal Antonio Carlos Rayol
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ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Sócio novo no clube (19.12.07 - 15h48) Com a ida de Édison Lobão para a pasta de Minas e Energia, assume a vaga o primeiro suplente Edinho Lobão, filho do senador. A chegada de Edinho Lobão engrossará as fileiras dos parlamentares que, driblando a legislação, continuam donos de emissoras de televisão. Tudo devidamente registrado em nome de terceiros, como manda o figurino da política.
Lobão no ministério (19.12.07 - 15h41) Na reunião que manteve com representantes do PMDB (Garibaldi Laves Filho, José Sarney e Michel Temer) nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva não tratou dos cargos a serem entregues à legenda em troca de maior apoio no Congresso. Mas uma coisa é certa. Até sexta-feira, 21, o senador maranhense Édison Lobão (PMDB) será nomeado ministro de Minas e Energia.
Quem quer dinheiro? Na tarde de ontem, terça-feira, o governo federal realizou licitação para a aquisição de 150 mil notebooks. A compra irá contemplar o programa “um computador por aluno” nas escolas públicas. Trata-se de um considerável desperdício de dinheiro, pois é sabido que computadores portáteis são mais caros e mais frágeis do que os convencionais. Sem contar que a manutenção dos tais equipamentos é mais custosa. Por outro lado, só se justifica a aquisição de um notebook se o equipamento for carregado pelo aluno para todos os lados. E se isso acontecer, o governo federal terá de acreditar, e muito, na segurança pública que oferece aos brasileiros.
Saia justa O Diário Oficial da União trouxe, nesta terça-feira,
as novas regras da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. A mesma publicação trouxe, também, a limitação dos poderes do ministro da fazenda para alterar a cobrança da IOF por meio de decreto. Em outras palavras, Guido Mantega está em clara e evidente rota de colisão com o presidente-metalúrgico Lula da Silva.
Força total O fim da CPMF obrigou o governo Lula da Silva a amadurecer, como disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas ao mesmo tempo abriu um vasto caminho para que a escudeira do presidente Luiz Inácio consolide o seu favoritismo para disputar a sucessão do chefe em 2010. Por ocasião da descoberta do campo de Tupi, de óleo e gás, coube à ministra Dilma Rousseff anunciar o feito. Agora, com o fim da CPMF sendo discutido nos bastidores do poder, Dilma tem sido a voz oficial do Palácio do Planalto. E mais: com o fim do imposto do cheque, verbas adicionais à pasta do Turismo serão sumariamente suspensas, o que prejudica o sonho político de Marta Suplicy.
Óleo de peroba Estão recheados de inúmeras incongruências os depoimentos dos mensaleiros à Justiça Federal. Ex-
presidente da Câmara dos Deputados e acusado de integrar o mensalão, o petista João Paulo Cunha negou participação no esquema de suborno de parlamentares. Em seu depoimento, João Paulo admitiu que sua mulher, Márcia Milanésia da Cunha, sacou R$ 50 mil no caixa do Banco Rural, em Brasília. Disse o parlamentar que o dinheiro foi utilizado no pagamento de pesquisas eleitorais. Quando o escândalo veio à tona, o mesmo João Paulo Cunha disse que Márcia Milanésia foi ao Rural para, com aquele dinheiro, pagar faturas da prestadora de serviços de televisão a cabo. Que mentira existe nesse imbróglio, ninguém tem dúvida, mas resta saber em qual ponto da história.
Passarinho na muda Tensão e carraspanas. Assim foi o depoimento do deputado Paulo Rocha (PT-PA), nesta terça-feira, à juíza da 10ª Vara Federal de Brasília. Tratando os magistrados com desdém e ironia, Paulo Rocha foi duramente repreendido pela juíza Maria de Fátima, que disparou: “O senhor me respeite. Quem manda aqui sou eu. Aqui não é a Câmara dos Deputados. O senhor não vai bagunçar a audiência com essa postura de humildezinho porque é do Pará ou sei lá de onde. O senhor fique quieto e responda às perguntas.” Paulo Rocha negou a participação no criminoso esquema do mensalão, mas admitiu ter recebido R$ 900 mil, dinheiro que o parlamentar acreditou ser do Partido dos Trabalhadores.
Aí tem coisa Ainda os depoimentos... Se levadas a sério, as palavras dos petistas João Paulo Cunha e Paulo Rocha podem ser o ponto de partida de uma investigação de caixa 2 no Partido dos Trabalhadores. Em seus respectivos depoimentos, ambos afirmaram, sem nenhuma dose de inocência, que o dinheiro poderia ser do partido. No mesmo furacão político, o marqueteiro Duda Mendonça admitiu ter recebido no exterior parte de seus honorários de campanha. Ora, o que estão esperando para cassar o mandato desses quadrilheiros que agora surgem travestidos de inocentes querubins?
Batendo de frente A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, respondeu com uma acusação contra o governo Fernando Henrique Cardoso à provocação dos tucanos sobre a situação do Programa de Aceleração do Crescimento. Ela afirmou que FHC acabou com todos os projetos de desenvolvimento do país. Durante audiência pública nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, a ministra confirmou que o governo não tem como frear o aumento do gás natural para as indústrias. O deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) disse que isso vai esfriar o crescimento previsto para o setor de cerâmica. Visivelmente contrariada com os questionamentos de horas a fio, Dilma Rousseff repetiu o discurso do presidente-metalúrgico, Lula da Silva, de que não haverá cortes nos investimentos na área social.
Telefone sem fio O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), mandou o secretário dos Transportes, deputado Alberto Fraga (DEM), acompanhar de perto a votação simbólica do Senado Federal do projeto que autoriza o GDF a contrair empréstimo de 176 milhões de dólares. Nem bem acabou a votação, Fraga recebeu a ligação do governador que confirmou a autorização. O dinheiro é uma parte dos 270 milhões de dólares previstos no programa de transporte urbano “Brasília Integrada”, cujas obras devem começar em fevereiro de 2008 e terminar em março de 2010. A intervenção urbana alterará o traçado de sete avenidas, além de permitir a construção de 17 terminais urbanos, reforma de outros 14 e a implantação de corredores exclusivos para ônibus.
Pé no freio A autorização para os empréstimos junto ao BID foi um pacote de projetos negociados entre a oposição e o governo para garantir o segundo turno da votação da DRU, prevista para hoje. Fez parte também do acordo a suspensão do pagamento da dívida do Banco de Rondônia por 120 dias. O projeto foi aprovado na manhã de ontem, terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos, contrariando o parecer do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Acabou prevalecendo o voto em separado do senador Expedito Júnior (PR-RO), que será recebido em festa organizada pelo governador Ivo Cassol (PPS). O Beron sofreu intervenção do Banco Central em 1998, mas o governo estadual foi obrigado a pagar R$ 12 milhões mensais somente em juros. A dívida real é de R$ 4 bilhões, impagável e ilegal na opinião do senador.
A estrela sobe Expedito Júnior conquista espaço cada vez maior no Senador Federal, principalmente por ter declarado voto contrário à prorrogação da CPMF. Um dia antes da votação, Expedito confessou que mal dormiu diante da pressão que sofria por parte do governo. O senador de primeiro mandato também lidera a bancada do Partido da República, para que tenha independência da base de sustentação do governo. A decisão da bancada, que pode ser anunciada nesta semana, encontra resistências principalmente do senador João Ribeiro (TO) e uma reserva moderada do senador Magno Malta (ES). Cerra fila com Expedito o baiano César Borges, que diz ser tratado pelos petistas como inimigo do governo.
Tudo combinado Quatro grandes estádios de futebol serão implodidos por conta da Copa do Mundo de 2014. O serviço será executado por uma empresa inglesa (a mesma que implodiu Wimbledon), indicada pela Confederação Brasileira de Futebol. Além do estádio da Fonte Nova (Bahia), vão desaparecer o Mané Garrincha (Brasília), Vivaldo Lima (Manaus) e Mangueirão (Belém). Junto com as arquibancadas desaparecerão as pistas de atletismo, que embora em situação de conservação precária ajudam na preparação de milhares de atletas. Suspeita-se que haja um acordo para que a empresa de Jaime Lerner e de Paulo Ohtake elabore e execute os projetos urbanísticos nas quatro cidades por recomendação da mesma CBF. Outros estádios podem entrar na lista das implosões executadas pelos súditos da rainha.
Colcha de retalhos Apesar do protesto de dois importantes aliados, a base do governo vai empurrar para fevereiro a votação do Orçamento Geral da União de 2008, já com as alterações provocadas pelo fim da CPMF. Pedro Novais (PMDB-MA) e Ricardo Barros (PP-PR) bateram o pé na reunião de ontem da Comissão Mista do Orçamento e tiveram o apoio do tucano Rafael Guerra (MG). Prevaleceu, entretanto, a opinião do relator José Pimentel (PT-PE), do presidente José Maranhão (PMDB-PB) e da própria realidade do Congresso Nacional, pois vários deputados e senadores viajam hoje para seus estados e só retornam no início do ano legislativo. É o começo do recesso de verão.
Corda esticada “Isso [Oçamento de 2008] não pode ser decidido nos gabinetes do Executivo", disse o tucano mineiro Rafael Guerra, para quem o governo tenta empurrar a votação para o próximo ano. E sugeriu onde o governo pode ajudar a cortar gastos: “Vamos cortar orçamento de cartões corporativos e algum dos 38 ministérios". Mesmo que seja em fevereiro, a votação do Orçamento não deve ser tão fácil. Faltam as votações dos sub-relatórios das áreas de Infra-estrutura, Meio Ambiente e Turismo. Pelo menos um deles será votado ainda neste ano. O senador Maranhão e o relator Pimentel esperam as informações sobre as prioridades do Executivo e do Judiciário até 11 de janeiro.
Toma lá, dá cá
A Companhia Vale do Rio Doce, agora rebatizada de Vale, vai ter de vender a mineradora Ferteco ou, então, abrir mão do direito de preferência que tem na compra de minério de ferro produzido pela mina Casa de Pedra. É que o Supremo Tribunal Federal concordou, ontem, com a decisão do Cade, diante de uma contestação apresentada pela empresa. O voto de desempate coube à ministra Carmem Lúcia. A votação apertada por três votos a dois no STF foi um “repeteco” do que aconteceu no Cade, pois a Vale também contestou os dois votos da presidente do órgão regulador, Elizabeth Farina. Ela votou duas vezes, inclusive proferindo o voto de desempate como presidente.
Sacristia rouge Pensando bem, com tantos inocentes ao seu redor, Lula poderia desistir do terceiro mandato e tentar a canonização.
Pau mandado (19/12/06)-
Considerado amador no trato com dinheiro de campanha, o tesoureiro da reeleição do presidente Lula, José de Filippi Júnior abusa, segundo petistas, ao condenar a decisão do TSE de impugnar a contabilidade por ele comandada. Na verdade, Filippi Júnior, que conquistou fama da noite para o dia, não é nenhum gênio das finanças eleitorais, a ponto de arrecadar R$ 10 milhões em menos de quinze dias, como ele próprio prometeu. O que poucos sabem é que Delúbio Soares, envolvido no escândalo do mensalão, atuou, e muito, na recente campanha do presidente Lula. Até porque, ninguém é de ferro. Nem Lula, nem Delúbio.
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