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ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Bologna deixa a presidência da TAM Marco Antonio Bologna, que desde janeiro de 2004 estava no comando da TAM, deixou o cargo na tarde desta quarta-feira. A maior companhia aérea do País agora está sob a presidência de David Barioni, ex-vice-presidente técnico da Gol e que respondia pela vice-presidência de Operações da TAM desde setembro último. A saída de Bologna foi anunciada pelo conselho da empresa, que contará com a experiência do executivo na holding TAM Empreendimentos e Participações, pertencente ao grupo controlador da companhia aérea. Na esteira da notícia, foi divulgado, sabe-se lá por quais motivos, que sob a presidência de Marco Antonio Bologna a TAM protagonizou o acidente de 17 de julho passado, dando a entender que a culpa é toda do ex-presidente da empresa. Leviandade desmedida. Em tempo: o processo de sucessão começou em março deste ano.
Faltou combinar Mais uma vez, a dicotomia toma conta do governo do presidente Luiz Inácio. Não faz muito tempo, o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, sem direito a erros, que a crise financeira internacional jamais afetaria o mercado brasileiro. Ontem, no plenário do Senado, o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) dedicou parte do seu discurso para externar sua preocupação com a crise mundial. Nesse cenário de instabilidades e especulações que é o mercado financeiro, é preciso estar atento aos mínimos movimentos das economias norte-americana e chinesa. Uma pequena oscilação na economia ianque é suficiente para afetar o mercado chinês, alimentado principalmente para as volumosas exportações feitas aos EUA.
Dança de cadeiras O ministro das Minas e Energia será o primeiro nomeado pelo presidente-metalúrgico Lula da Silva após a votação da CPMF no Senado, garantiu ao ucho.info o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP). A nomeação para os cargos nas empresas de energia elétrica seria decidida após a indicação do ministro, que poderá ser o senador Édison Lobão (PMDB-MA). A cotação do amigo pessoal do senador José Sarney (PMDB-AP) voltou a esquentar, pois está descartada a recondução de Silas Rondeau à pasta, afastado do ministério após ser acusado de envolvimento no esquema da Construtora Gautama.
Pau mandado Chegou a provocar náuseas a defesa que o senador Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) – é suplente do senador licenciado e ministro Hélio Costa – fez do governo Lula da Silva da tribuna do Senado. Ao defender a prorrogação da CPMF, Wellington Salgado foi aparteado pelo senador Heráclito Fortes, que prometeu mudar de opinião em relação ao imposto do cheque se o parlamentar mineiro dissesse, naquele momento, quanto do montante arrecadado pela CPMF foi investido no Triângulo Mineiro. Como Salgado não soube responder, e isso já era esperado, Heráclito Fortes continua contrário à prorrogação da CPMF até 2011. Senador por Minas Gerais apenas porque na condição de primeiro suplente colaborou financeiramente com a campanha de Hélio Costa, Wellington Salgado vive no Rio de Janeiro, dá expediente em Brasília e passeia em São Paulo. Ou seja, Heráclito Fortes foi maldoso.
Dúvida cruel Enquanto o futuro político de Renan Calheiros permanece na corda bamba, a escolha de seu sucessor na presidência do Senado continua agitada. Mesmo considerando a possibilidade de a oposição lançar um candidato para marcar posição, a vaga é mesmo do PMDB. Para evitar constrangimentos futuros, o que causaria dividendos políticos negativos, a legenda está fazendo um pente fino na vida dos possíveis candidatos. Um quesito que estaria sendo considerado pela Executiva do PMDB é o menor número de ações no Supremo Tribunal Federal.
A pressão deu certo O Senado vai atender às pressões dos sindicatos e manter a cobrança compulsória do imposto sindical, derrubado recentemente em sessão que atravessou a madrugada na Câmara Federal. O acordo, sustentado no parecer do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), garantiu a manutenção dos descontos obrigatórios para o Sistema “S”, que estava ameaçada pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 298. O Sistema “S”, que reúne entre outros órgãos o Sebrae e o Senai, é mantido por contribuições dos empregadores, incidentes sobre a folha de pagamento. Sem a fonte de custeio, os cursos de formação profissional vinculados ao sistema sindical poderiam desaparecer.Clique e confira os votos dos deputados no caso da PEC 298/04.
Inimigo novo A demissão de um afilhado político na diretoria de comercialização da Codesa, a empresa de docas do porto de Vitória, seria a principal razão da indecisão do senador Magno Malta (PR-ES) em acompanhar a base do governo na PEC que prorroga o imposto do cheque. O diretor da Codesa foi afastado há algumas semanas, depois que os sindicatos reclamaram e ganharam o direito de estarem representados no cargo. O governo atendeu à Intersindical, mas desgostou a base política. Magno Malta nega a ciumeira, alegando que ainda não se decidiu sobre a CPMF, pois esperava que o governo mantivesse a proposta inicial do deputado Antônio Palocci, de reduzir gradativamente o índice da contribuição.
Preto no branco Depende de um documento assinado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e avalizado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o voto favorável à CPMF do senador Osmar Dias (PDT-PR). O paranaense foi o único pedetista da bancada de cinco senadores a olhar atravessado para a promessa feita, no almoço de ontem, que estabelece redução gradativa da alíquota da DRU até 2011, acelerar a votação do projeto do piso nacional do professor na Câmara e de redução dos gastos do governo. “Só acredito em papel passado”, diz incrédulo. Na próxima terça-feira, a bancada do PDT volta a se reunir com o ministro e poderá conferir se a palavra vale alguma coisa. Os senadores Cristovam Buarque (DF) e Jefferson Peres (AM) festejaram o rega-bofe com Mantega.
Parada dura A base aliada ficou mais feliz depois que os senadores do PDT declararam voto à prorrogação da contribuição provisória, mas continua muito difícil
para o Planalto fechar os 49 votos necessários para garantir os R$ 40 bilhões anuais. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) disse estar tranqüilo, porque a oposição não contava mesmo com os votos dos pedetistas. Até ontem, cinco senadores de partidos aliados ao Palácio do Planalto declararam voto contra. Entre eles, Romeu Tuma (PTB-SP) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). “É questão de mérito; nenhum argumento pode me convencer do contrário”, disparou Cavalcanti. O governo espera que o fim do inferno astral do líder, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que aniversaria nesta sexta-feira, coincida com a virada de votos.
Já para fora! Dez ônibus fazem parte da operação que será desencadeada, nos próximos dias, pela Polícia Federal para retirar os agricultores da terra indígena Raposa Serra do Sol, no norte de Roraima. Os preparativos estão sendo feitos no prédio da Conab em Boa Vista, mas a Marinha e o Exército se negaram a participar da expulsão conforme havia sido previsto. Os militares estariam descontentes com a demarcação da reserva para 25 mil índios das etnias Macuxim, Taurepeng, Ingarikó e Wapixana. Pesou na decisão das duas Armas questões estratégicas, pois uma imensa área na divisa com a Venezuela e Guiana estaria a descoberto. No subsolo estão minérios como nióbio, titânio, ouro e diamante, segundo levantamento geológico que combina com o mapa da reserva de 1,8 milhão de hectares.
De olho nos gastos Relatório que chega hoje ao Legislativo informa que, por conta das ações do Tribunal de Contas da União, o Brasil economizou somente no terceiro trimestre (julho-setembro) R$ 1,65 bilhão. Nas contas do TCU, assinadas pelo ministro Walton Alencar, 476 gestores públicos foram condenados ao recolhimento de débito ou pagamento de multa no valor de R$ 182 milhões. O documento garante ainda que o País terá uma economia de R$ 19,6 bilhões nos próximos 25 anos, devido à atuação do TCU na licitação de sete trechos rodoviários da segunda etapa do programa de concessões de rodovias federais, porque houve uma redução média de 28% nas tarifas de pedágio dos trechos.
Arremesso de dinheiro Além dos valores gastos com a realização dos Jogos Pan-Americanos, outro legado surpreendeu até mesmo o ministro Marcos Vinicios Vilaça. Em documento rotulado de “Comunicado ao Plenário”, o relator dos gastos dos jogos realizados há quatro meses afirma que diversos equipamentos e materiais, adquiridos para o treinamento das equipes e para a realização das competições, sumiram. “Onde se encontra esse material e qual será seu destino?” pergunta. Para responder ao seu próprio questionamento, Vilaça pede fiscalização e diligências para determinar a localização, o destino e a política de distribuição do material permanente para o Pan. Os valores para a realização dos jogos chegaram a quase R$ 4 bilhões, mas o ministro garantiu que um relatório final revelará um balanço mais profundo sobre os jogos.
Onde está o governador? No rastro do engodo discursivo do “eu não sabia”, adotado com largueza pelo Palácio do Planalto, o
governador da Bahia, Jaques Wagner, deixou de ser aquela figura política fácil depois do acidente ocorrido no último final de semana no estádio da Fonte Nova, em Salvador. De chofre, esperava-se a demissão do secretário de Esportes do estado, mas Wagner não teve coragem para tal. Mas o que o governo baiano tenta esconder é que no estádio da Fonte Nova funcionava uma escola da rede estadual de ensino. Ou seja, o secretário de Educação já deveria estar no olho da rua. Discípulo de Lula da Silva, o baiano Jaques Wagner refugou.
Primo do Aladim
Nos últimos dias, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem aproveitado todas as oportunidades para turbinar sua campanha à reeleição. O alcaide paulistano tentou faturar politicamente até mesmo com as carraspanas impostas ao empresário sino-brasileiro Law Kim Chong, acusado pela Justiça de ser o maior contrabandista do País. Acontece que Gilberto Kassab pode tropeçar em um assunto que certamente será explorado por seus adversários, em 2008. Na rede municipal de ensino, um professor ganha a fortuna de R$ 621, o que representa R$ 41 a mais do que recebe um gari que varre as ruas da Paulicéia Desvairada.
Homem ao mar Pensando bem, só mesmo Silas Rondeau acreditou que o presidente Lula confiava na sua inocência.
Filho do homem (29/11/06)-
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu, nesta terça-feira, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – é filho do presidente Lula, das acusações contidas em reportagem do jornal Folha de São Paulo. De acordo com o tablóide paulistano, Lulinha, que mantém programa de jogos eletrônicos na Rede Band, estaria recebendo metade do faturamento gerado com a propaganda que o governo federal veicula na emissora paulista. Dilma, ao defender Lulinha, disse que se trata de uma modalidade normal de negócio televisivo, pois empresas e igrejas compram horários nas emissoras para veicularem seus programas. Ora, se a Gamecorp, empresa do bem sucedido empresário Lulinha compra parte do horário da Band, não há porque receber metade do que a emissora fatura com anúncios oficiais. Tem boi na linha, e é dos grandes.
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