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ESTAÇÃO
NÊUMANNE
A TV oficial e suas mazelas (23.11.2007 - 7h59) Dono de um preciosismo inconteste, o sempre genial Ipojuca Pontes - jornalista, escritor e cineasta dos bons – esbanja detalhes para mostrar não apenas o perigo da TV pública a ser criada pelo governo do PT, mas a riqueza que recobre o seu berço. Em “Anotações sobre a TV de Lula”, Ipojuca mostra a cronologia dos fatos, desde a campanha pela reeleição em 2006 até a nomeação de um ex-colaborador de Fidel Castro para integrar a emissora televisiva que, obviamente, terá companheiros palacianos na direção. Clique e confira “Anotações sobre a TV de Lula”, de Ipojuca Pontes.
Manjedoura alheia (23.11.2007 - 7h41) Pelo jeito, mico é o que não falta no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista. Há dias, uma correspondência da cepa da diretora do Museu de Arte Sacra de São Paulo informava que um presépio de propriedade de Omar Moreschi seria instalado no Palácio dos Bandeirantes. Tudo muito bem, não fosse uma reportagem estampada na revista Veja São Paulo, que informou que o tal presépio era de propriedade de Cicillo Matarazzo, tio-avô da chefe do cerimonial de José Serra, a socialite Cláudia Matarazzo. Leitor da coluna e testamenteiro do senhor Moreschi, José Carlos Reis Marçal de Barros enviou carta esclarecendo os que tais e colocando cada qual em seu lugar. Clique e confira a íntegra da contundente carta de Marçal de Barros.
Fez por merecer A saída do mineiro Walfrido dos Mares Guia da pasta de Relações Institucionais da Presidência da
República e a chegada do pernambucano José Múcio Monteiro, ambos do PTB, aconteceu no mesmo dia em que o partido comandado por Roberto Jefferson decidiu desembarcar da base aliada do governo, no Senado. Os petebistas do Senado, liderados por Mozarildo Cavalcanti (RR) e Romeu Tuma (SP), andam às turras com a senadora Ideli Salvatti, líder do PT na Câmara Alta, que para salvar a prorrogação da CPMF ejetou o parlamentar roraimense da Comissão de Constituição e Justiça. Por mais obediente que sejam, os senadores do PTB não querem mais estar sob o cabresto da petista Ideli. Por outro lado, é preciso reconhecer que tudo pode ser um jogo de cena para valorizar o passe de José Múcio, que de chofre teria uma tarefa supostamente difícil como prova dos nove. Em tempo: diferentemente do que tem anunciado a concorrência, coube ao ucho.info, em 22 de agosto último, noticiar o indiciamento de Mares Guia pela Procuradoria da República. Clique e confira as duas notas publicadas pela coluna a respeito do assunto. (Foto: Celso Júnior - Agência Estado)
Só no amor Ainda o senador-xerife... Antes de migrar para o PTB, o senador Romeu Tuma, anteriormente no
Democratas, analisou todos os riscos da mudança político-partidária. Ou seja, o fez de maneira consciente. Mesmo assim, Tuma está no cardápio de análises jurídicas do Democratas, que na última quarta-feira ingressou no TSE reclamando o mandato do senador maranhense Édison Lobão, que desembarcou no PMDB. Em conversa com o ucho.info, Romeu Tuma disse que não romperá os acordos feitos com o Democratas. Perguntado se espera o pior, Tuma disse, referindo-se ao Senado, “aqui é preciso ser humilde, mas não humilhado”. “Deixei o partido porque estava isolado em São Paulo e não queria atrapalhar a vida deles (Democratas)”, completou o ex-diretor da Polícia Federal. Antes de voltar ao plenário do Senado, Tuma lembrou que não tem mais condições de brigar.
Tudo ou nada O governo colocou o bloco na rua para garantir uma votação mais tranqüila da CPMF, programa para acontecer dentro de duas semanas no Plenário do Senado. A ordem é atender às solicitações dos governadores, que pressionarão as respectivas bancadas em favor da prorrogação. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu R$ 200 milhões para a governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB). O dinheiro, que só deve ser liberado daqui a catorze dias, sairá dos cofres da Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES. Estenderam também o pires na mão para Brasília os governadores de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira; do Paraná, Roberto Requião; Mato Grosso do Sul, André Puccinelli; do Rio, Sérgio Cabral (PMDB); e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB). Reunidas em um documento, as principais reivindicações dos governadores serão encaminhadas ao novo ministro de Relações Institucionais.
Escambo oficial O assédio do governo federal aos governadores, por conta da contribuição provisória, não se resume exclusivamente a recursos emergenciais. No caso de Santa Catarina, por exemplo, foram liberados R$ 15 milhões para a construção de uma ponte no município de Ilhota, no Vale do Itajaí, e de R$ 27 milhões para as áreas de turismo e agricultura. No Espírito Santo, o presidente-metalúrgico Lula da Silva retorna na quinta-feira, dia 29, àquele estado para inaugurar obras e autorizar a retomada dos trabalhos no aeroporto de Vitória. O senador Gérson Camata (PMDB-ES), num telefonema que recebeu ontem do governador Paulo Hartung, lembrou que Lula esteve muito mais vezes no estado se comparado com os oito anos de Fernando Henrique Cardoso. "Recebemos muito mais recursos, também". Há alguma dúvida a respeito do voto de Camata?
A nossa Magda Ministro do Planejamento, o petista Paulo Bernardo abusou da retórica ao discursar em
Cascavel, no
oeste do Paraná. Ao comentar sobre os conflitos no campo, em especial as ameaças de ruralistas, o ministro disse que “essas coisas não podem estar acontecendo porque pode morrer mais gente. O negócio é denunciar e colocar essas facções em seu devido lugar”. Inicialmente é preciso entender que os piqueteiros profissionais que badernam o campo em nome de uma causa não são uma legião de querubins. Por outro lado, o exercício arbitrário da própria razão deve ser combatido, seja ele de quem for, mas não custa recordar que o MLST, comandado pelo destemperado Bruno Maranhão, invadiu e destruiu a Câmara dos Deputados, fazendo, inclusive, algumas vítimas. E tanto o MLST como Bruno Maranhão continuam sendo tratados com a mesma reverência de sempre.
Batendo cabeça A denúncia oferecida contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), no caso do chamado “mensalão mineiro”, foi uma ducha de água fria no ânimo dos tucanos, que nesta quinta-feira iniciaram o encontro que definiu a composição da nova executiva partidária. O senador Sérgio Guerra (PE) foi escolhido como o novo presidente do partido, Rodrigo Castro é o novo secretário-geral e o deputado Gustavo Fruet (PR) deve ser anunciado ainda nesta sexta como o novo líder do PSDB na Câmara, desbancando o paulista José Aníbal. Uma decisão acertada, já que o desejo do PSDB é se reaproximar da sociedade. E José Aníbal não é o melhor dos interlocutores.
Xeque-mate Neto do ex-governador Mário Covas, o jovem Bruno Covas foi escolhido como secretário da Juventude do PSDB. Telma Oliveira, viúva do ex-governador Dante de Oliveira, é a nova secretária da Mulher. O capixaba Luiz Paulo Velozzo Lucas é o novo presidente do Instituo Teotônio Vilella, deixando para trás o ex-ministro da Educação e atual deputado federal Paulo Renato Souza (SP). O grande dilema do PSDB é a escolha do novo líder do partido do Senado, mas, segundo apurou o ucho.info, o senador Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, deve assumir a função.
Parafuso solto Na abertura do encontro da Executiva tucana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abusou do “bom-mocismo”. Ao considerar que o
terceiro
mandato pretendido por Lula da Silva é crime, FHC sugeriu que fosse pedido o impeachment do presidente-metalúrgico, uma vez que a suposta mudança da legislação ocorrerá durante o mandato. Mas o rascunho do Rei Sol foi repreendido pelos companheiros de tucanato, que lembraram que ele fizera o mesmo quando quis a reeleição. E mais: os tucanos, ao usarem as tribunas para criticar Hugo Chávez, precisam lembrar que foi FHC que, a pedido de Lula e Marco Aurélio Garcia, enviou gasolina à Venezuela para sufocar a greve dos petroleiros da PDVSA.
Pronto para outra Esquecido temporariamente pela imprensa, depois de ser demitido da assessoria especial do senador
Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-suplente de senador Francisco Scórcio garante que tem um documento capaz de “comprometer meio mundo”.
Acusado de bisbilhotar os senadores goianos Marconi Perillo (PSDB) e Demóstenes Torres (DEM), Chiquinho Escórcio garante que não quer prejudicar ninguém, mas define o que tem nas mãos como um salvo-conduto. O ex-assessor diz que “nunca, jamais” foi chamado para responder a qualquer investigação no Senado, inclusive pelo corregedor Romeu Tuma. E faz uma pergunta ao mesmo tempo em que dá uma resposta: “O que o Tuma foi fazer em Goiânia? Fui demitido porque os partidos pediram, tem gente que criou tudo isso”. (Foto: Senado)
Planejando o futuro O senador Raimundo Colombo (DEM), que tem um
olho na cadeira de governador de Santa Catarina, garante que soube depois, mas a presença do procurador da República, Celso Três, na CPI das ONGs vai trazer constrangimentos à senadora catarinense Ideli Salvatti. Foi ele quem denunciou neste ano a senadora por ter espalhado em Santa Catarina outdoors com teor político, contrariando a legislação eleitoral. Celso Três foi convidado por Colombo para falar sobre investigações de uma ONG que pesquisa a baleia branca, e sobre a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Região Sul, entidade não-governamental supostamente ligada a Ideli Salvatti.
Pente fino Em abril, a Polícia Federal apreendeu 128 caixas e 48 discos rígidos de computadores na sede da Fetraf-Sul. As operações seriam parte de uma investigação sobre a existência de supostas fraudes da organização não-governamental, cujo objetivo era ajudar a campanha do deputado estadual Dirceu Dresch (PT). O mesmo procurador da República investigou o prefeito de Joinville, Marco Tebaldi (PSDB) e o governador Luiz Henrique (PMDB), por supostos desvios de recursos públicos na Escola do Teatro Bolshoi há alguns anos.
Jogando com o tempo Mais perto de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, o governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), entrou ontem na Justiça com ação protelatória. Quer mais prazo para apresentar a defesa nas acusações de abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e compra de votos nas eleições de 2006. Para atrasar ainda mais o andamento do processo, o PMDB também entrou ontem com petição requerendo a inclusão da legenda no recurso contra a expedição do diploma eleitoral. A decisão de retirar o PMDB do processo foi do próprio ministro-relator, José Delgado. Além de Tocantins, seis outros pedidos de cassação de mandato tramitam no TSE contra os governadores de Santa Catarina (Luiz Henrique,PMDB), Maranhão (Jackson Lago, PDT), Sergipe (Marcelo Deda, PT), Rondônia (Ivo Cassol, PPS), Roraima (Ottomar Pinto, PTB) e Paraíba (Cássio Cunha Lima, PSDB).
Papo de sobra O “1º Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Social”, que aconteceu nesta semana na Câmara dos Deputados, terminou mais cedo na tarde de ontem, dia em que seriam anunciadas as principais medidas a serem tomadas em relação a essa importante e vital porção do território nacional. Segundo informações obtidas pela coluna, um evento mais importante estava programado para o auditório Nereu Ramos: a abertura do 7° Congresso da União Brasileira de Mulheres. A comissão da Amazônia cedeu o espaço por um "favor político", uma vez que o término precoce dos trabalhos já estava sendo considerado. Para ganhar tempo, não foram apresentadas, e nem mesmo debatidas, as propostas regionais, trazidas pelos participantes do evento para a primeira fase do simpósio. Essas propostas foram entregues, por escrito, à Comissão da Amazônia e serão anexadas aos registros do simpósio. Nem todas propostas são conclusivas - algumas não foram sequer votadas nos estados que integram a Amazônia legal - por isso a importância do espaço para debates. O que continua sem explicação é a queima de verdadeira fortuna para um evento importante ser tratado como foi. Enfim...
Camisa de força
Em atitude que lembrou os plúmbeos anos que combateu, o governador de São Paulo, José Serra, parou a maior cidade do país nesta quinta-feira. Centenas de policiais militares foram enviadas às ruas paulistanas para, em uma operação de guerra, apreenderem os veículos emplacados em outras cidades brasileiras, sob a desculpa de que seus proprietários lesam o fisco paulista. Trata-se de um abuso de autoridade, pois o direito de ir e vir é uma garantia constitucional, e acusar um cidadão sem provas é no mínimo temerário. Apropriar-se de bem alheio sem amparo em decisão judicial é crime previsto no Código Penal. Mesmo assim, a cúpula do PSDB diz, quando indagada sobre o futuro, que o partido quer se aproximar da sociedade.
Crioulo doido Pensando bem, alguns dos assessores de Lula mais parecem o samba da laranja madura na beira da estrada. “Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé”.
Responda P residente! (23/11/06)-
Presidente Luiz Inácio , já são duas as perguntas formuladas pela coluna que o senhor não respondeu. Será porque deixamos de lado o protocolo e optamos por não utilizar Vossa Excelência? Bem, presidente, aqui vai a terceira pergunta: O seu companheiro e ministro Paulo Bernardo da Silva, do Planejamento, anunciou que o governo federal deve vender, em breve, sua participação na Eletrobrás, empresa que será transformada em uma espécie de “Petrobras do setor elétrico”. O ministro Paulo Bernardo disse que a fonte de inspiração do governo federal foi a iniciativa do governo paulista, que está perto de vender sua participação na Nossa Caixa. Presidente, é verdade que a persistência às vezes debilita a memória, mas não foram suas as palavras que, durante a recente campanha presidencial, criticaram a privatização da Nossa Caixa? Presidente, não desdenhe este espaço informativo, pois milhares de brasileiros, já cansados de notícias manipuladas, buscam aqui a verdade. Responda presidente, o Brasil o aguarda!
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