Clique e conheça as idéias do deputado Silvio Torres, autor do requerimento da CPI do Futebol.
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Apagão aéreo (24.10.2007 - 16h02)
A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga as causas da crise aérea que se instalou no País depois da queda do Boeing da Gol, em 29 de setembro de 2006, divulgou relatório do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O documento, cuja versão sintética disponibilizamos aos leitores, será votado em breve. Clique e confira o relatório final da CPI do Apagão Aéreo.
Jogo errado
A prorrogação da CPMF continua esquentando os bastidores políticos do Senado. Entrincheirado para se proteger do ataque oposicionista, o governo de Lula da Silva peca ao não orientar a base aliada na Casa Legislativa. Quando o assunto aterrissa no plenário do Senado para as devidas e necessárias discussões – é isso que sustenta a democracia – os líderes dos partidos aliados simplesmente desaparecem, como bem lembrou o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), durante aparte concedido pelo também democrata José Agripino Maia (RN). Acontece que muitos dos fujões de hoje são os mesmos que, no passado, aprovaram a CPMF na era FHC. Ou seja, na política vale aquela velha máxima da redundância gramatical. Tem gente que carece de senso de noção.
Batendo de frente Líder do PSDB no Senado, o senador Arthur Virgílio (AM) decidiu adotar o bordão "redução dos impostos já", como mote do partido para repudiar a prorrogação da CPMF até 2011. Os tucanos querem ser o fiel da balança no jogo preparado pelo Palácio do Planalto, num estica e puxa dos bastidores onde não faltam promessas que beiram o inusitado. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, teria até sinalizado com a privatização de aeroportos para sensibilizar os neoliberais. Como mesmo observa Arthur Virgílio, assim até é possível entregar a ficha de filiação do PSDB à ministra.
Fogo amigo Na última semana, a assessoria dos tucanos na Câmara, conforme informou este site, lembrou que acordos do governo não podem ser levados a sério. A advertência pode ser comprovada na votação da MP que cria o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A matéria já havia sido votada pela Câmara, mas voltou com alterações do Senado. Foi preciso um desabafo do
próprio líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE) para que fosse retirada a chamada "bolsa delinqüente", fruto de um acordo entre os líderes para a votação da CMPF na Câmara Baixa. "O governo não respeita o líder do governo", desabafou o deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP). Foi preciso até a suspensão da Ordem do Dia para que o acordo fosse cumprido.
Safra nova Em “Olavo de Carvalho e o pensamento brasileiro”, o reconhecido cineasta e jornalista Ipojuca Pontes viaja no tempo e analisa o livro “O Futuro do Pensamento brasileiro”, de Olavo de Carvalho. No momento em que a prorrogação da CPMF toma conta das discussões políticas, Roberto Romano da Silva, filósofo e professor de Ética, mostra em “Impostos e Dissimulação” como o Estado “simula o interesse público (a saúde, na CPMF) para arrancar recursos destinados a comprar alianças eleitorais”. A socióloga Maria Lucia Victor Barbosa sugere, em “Um Bope para a política”, que só um “Batalhão de Operações Políticas Especiais” - uma alusão à unidade policial fluminense – será capaz de limpar a imundice que domina a política nacional. Clique sobre o nome dos articulistas e confira os respectivos artigos.
Revolução na coxia Os bastidores do Senado também estão agitados por conta da provável renúncia do senador Renan
Calheiros (PMDB-AL) da presidência da casa. Os movimentos da guerra política atingiram ontem Renan Calheiros e José Sarney, em matéria jornalística supostamente plantada pelos petistas na Folha de São Paulo. Dois ex-assessores de Calheiros e Sarney foram acusados de nepotismo. Um dos acusados é o ministro do TCU Raimundo Carreiro, que foi secretário da Mesa Diretora. Enquanto o PMDB não toma uma decisão sobre o substituto de Calheiros, o PT movimenta-se nos bastidores como nos velhos tempos, quando distribuía notícias e dossiês nas redações da grande imprensa.
Perdendo a força A bancada do PTB na Câmara dos Deputados passou por mais um constrangimento dias atrás, ao receber
um emissário do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. O representante anotou todas as queixas dos parlamentares, incluindo a liberação de emendas e audiências com ministros. O deputado Pedro Fernandes (MA) disse que não precisava de nada, pois votava "fechado" com o presidente-metalúrgico Lula da Silva. Não era puritanismo, mas um descrédito nas promessas do próprio ministro petebista. Dias depois, o "assessor" foi abordado no Salão Verde da Câmara. Como era previsto nada aconteceu e o já não trabalha para o governo federal, mas para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).
Dia D Entre os dez julgamentos previstos para esta quarta-feira na pauta do Supremo Tribunal Federal – a maioria é de questões de inconstitucionalidade -, está o habeas corpus que favorece o banqueiro Salvatore Cacciola, detido provisoriamente em Mônaco. A defesa dele alega constrangimento ilegal no decreto de prisão preventiva expedido contra o banqueiro pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, porque o próprio Superior Tribunal de Justiça reconheceu que Cacciola não praticou os crimes relacionados no Recurso Especial. A defesa diz, ainda, que a prisão cautelar não preenche os requisitos e pressupostos previstos pelo Código de Processo Penal. Em outubro, o Tribunal Regional Federal negou o habeas corpus ao ex-dono do banco Marka, ao pedido de trancamento da ação penal pela emissão de debêntures (títulos de crédito ao portador) sem lastro e garantias suficientes.
Vem ou não? Outubro caminha para o seu final, e com isso deve ser anunciada a decisão da Justiça do Principado de Mônaco sobre a extradição de Salvattore Cacciola, condenado no Brasil à prisão por conta do escândalo do Banco Marka. Na verdade, a decisão final sobre o futuro de Cacciola será do príncipe Albert II, que sucedeu ao próprio pai, Rainier III, no comando do principado encravado na Costa Azzurra. Caso Albert Grimaldi decida pela extradição, o desembarque de Salvattore Cacciola no Brasil deve causar uma literal instabilidade na elite do tucanato. Cacciola sabe muito além do que deveria sobre as operações do Banco FonteCindam, instituição financeira que sempre recebeu de Fernando Henrique Cardoso atenção mais que especial. (Foto: Dida Sampaio - Agência Estado)
Pouso forçado O que se comenta nos bastidores da aviação brasileira é que a próxima surpresa do setor está a cargo da BRA, empresa comanda por Humberto Folegatti. Não faz muito tempo, Folegatti aproveitou a visita do presidente Lula da Silva à Embraer e anunciou a compra de trinta novas aeronaves, assunto que até o momento permanece na seara do discurso. Não bastasse a promessa ainda não cumprida, a BRA deve reduzir em breve a sua frota de Boeings, que de dez unidades passará para cinco. O que mostra a falta de estrutura da companhia aérea que, por ocasião da sua criação, recebeu atenção e mimos da diretoria da Fundação Ruben Berta, outrora mantenedora da Varig.
Bola fora Para alçar vôos empresariais mais altos, a BRA recebeu um polpudo aporte financeiro, capitaneado pelo Fundo de Investimentos Gávea, de propriedade do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Algum tempo depois do ousado investimento, Fraga, que surgiu no mercado brasileiro das finanças como preposto do mega-investidor George Soros, vê a sua bola de cristal ratear. Situação que lhe custará demasiadas explicações aos donos do dinheiro. Para complicar ainda mais a situação da BRA, autoridades estariam de olho na rota São Paulo–Milão, cujo vôo a companhia aérea colocou em operação com um ano de atraso. Coisas da Anac!
Truque aéreo Ainda a aviação brasileira... Sem os aviões necessários para continuar existindo minimamente, a
Varig continua se valendo da intimidade de Nenê Constantino com o Palácio do Planalto para postergar, cada vez mais, sua efetiva recuperação. Depois de adiar por seis meses a retomada de alguns vôos internacionais – a nova data limite é 18 de novembro – a Varig adotou uma estratégia para não perder alguns de seus slots (licença de operação de vôo). Inaugurou um vôo entre o Rio de Janeiro e Frankfurt, suspenso depois de vinte e um dias de funcionamento. Recentemente estreou o vôo São Paulo-Paris-Roma (está correto o ditado que diz que todos os caminhos levam a Roma), que certamente deve ser interrompido nos próximos dias. E em breve inaugura o trecho São Paulo-Londres. O que mostra que a Varig está fazendo um jogo de aeronaves. Tudo no melhor estilo "o pau que bate em Chico, também bate em Francisco". (Foto: Dida Sampaio - Agência Estado)
Papel carbono O brasileiro gasta mais com ração de cachorro e gato do que na compra de livros. Anualmente, o mercado de "pet shop" movimenta R$ 6 bilhões, enquanto o mercado livreiro representa R$ 3,8 bilhões, segundo informa a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos. O consumo de livros no Brasil é menor que o da Bolívia ou da Colômbia. O problema estaria na tiragem das publicações, que encarecem o produto, e não no tipo de papel utilizado para a impressão. Por conta da falta de livros, o acervo das bibliotecas universitárias é muito pequeno. Resultado: de cada livro são feitas duas cópias piratas. O tema foi discutido numa audiência pública da Comissão de Educação e Cultura, a pedido do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), cujas propostas devem servir também para a futura reforma universitária.
O outro lado Por ocasião da Operação Anaconda, deflagrada pela Polícia Federal em 2004, o nome do italiano Giancarlo Nardi veio à baila sob a acusação de ter oferecido ao juiz João Carlos da Rocha Mattos, que chefiava um esquema de venda de sentenças judiciais, um conta no Banco Ambrosiano, instituição financeira da Santa Sé. Ligado a autoridades eclesiásticas do Vaticano, Nardi, que sempre se apresentou como "vaticanólogo", foi inocentado pelo Tribunal Regional Federal da acusação de envolvimento com Rocha Mattos e com o resto da quadrilha da Anaconda. As informações chegaram ao ucho.info na tarde desta terça-feira, através de e-mail enviado pelo próprio Nardi, sendo que à época dos fatos reproduzimos as informações obtidas pela Polícia Federal. E mais: se por um lado a coluna não teve tempo hábil de conferir no TRF–3ª Região a citada decisão, por outro o respectivo processo correu sob segredo de justiça.
Criatividade em baixa
Quando a escassez de informações bate nas redações, até escultura de areia vira manchete, como bem disse, tempos atrás, o sempre genial Carlos Brickmann. Desde a última semana, a imprensa nacional vem insistindo no roubo do relógio Rolex do apresentador Luciano Huck, levado por ladrões durante assalto em bairro nobre da capital paulista. Caso o relógio do apresentador global fosse fruto de algum negócio mal explicado ou de dinheiro sem origem comprovada, aí sim o tema mereceria dedicação da mídia. O que a imprensa deveria fazer é cobrar diuturnamente do Estado uma das garantias constitucionais: o direito do cidadão à segurança pública. E não fustigar a vítima à exaustão. Cadê a coragem?
Poleiro sujo Pensando bem, a chegada de Cacciolla ao Brasil pode provocar um “tucanocídio”.
Memória fraca (24/10/06)- Quando o nome do ex-deputado Roberto Jefferson veio à baila no debate entre os presidenciáveis, promovido pela Rede Record, Lula disse que o tucano Geraldo Alckmin desconhecia o voto dado pela Câmara para cassar o mandato do ainda presidente nacional do PTB por quebra de decoro, uma vez que não conseguiu provar as acusações sobre o fatídico mensalão. As provas, supostamente documentais, que Jefferson não apresentou, vieram nas revelações feitas pela CPi Mista dos Correios e na denúncia da Procuradoria-Geral da República, que ofereceu denúncia contra quarenta envolvidos, inclusive José Dirceu, grupo que o MP classificou como quadrilha. No contraponto, não se pode esquecer que o mesmo Lula, que hoje atira Roberto Jefferson aos leões, declarou por ocasião da primeira denúncia que ao então deputado daria um cheque assinado e em branco.
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