Clique e confira as idéias e os ideais da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), relatora do processo contra Renan Calheiros.
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Mal contado
“Foi armação”. Foi assim que Francisco Escórcio respondeu por telefone ao ucho.info ontem à noite,
depois de reafirmar a nota oficial que encaminhou ao site. Negou envolvimento na vigilância e grampo telefônico de adversários, esquema de espionagem que teria sido montado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) contra os senadores Demóstenes Torres (Dem-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Chiquinho Escórcio, como é conhecido, é uma figura carimbada do Congresso Nacional. Amigo pessoal e fiel escudeiro do senador José Sarney (PMDB-AP) e assessor especial de Calheiros, Chiquinho contratou o advogado goiano Heli Dourado, para representar contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), por abuso de poder econômico nas eleições de 2006.
Só para confundir O advogado Heli Dourado também encaminhou uma cópia da carta a este site. Em três parágrafos numerados, garante que, diante dele, Chiquinho Escórcio e o ex-deputado Pedrinho Abrão nada falaram sobre espionagem. Dourado admite que deixou Chiquinho e Pedrinho Abrão sozinhos em sua sala. “Da conversa que eu ouvi, não houve qualquer afirmativa por parte dos dois, sobre fotografia, espionagem e grampos”. O detalhe é que tanto a carta de Chiquinho como a de Dourado vieram no mesmo e-mail, o que leva a supor que os dois combinaram o conteúdo dos “esclarecimentos”. Renan Calheiros não foi encontrado ontem à noite para falar sobre esta nova acusação.
É bom relembrar Não bastassem os escândalos que gravitam na
órbita do Palácio do Planalto, Francisco Escórcio, o Chiquinho, trabalhou nos primeiros anos da era Lula como assessor de José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil. Entre os sonhos políticos do ex-senador Escórcio (PMDB-MA) está a criação de um novo estado brasileiro, o do Planalto Central. Eminência parda nos bastidores peemedebistas do Senado, Chiquinho é homem de confiança de do senador Renan Calheiros.
Artilharia nova A situação de Renan Calheiros ficou mais
complicada com a nova denúncia de espionagem contra
adversários políticos, como publicou a revista Veja. Hoje, os senadores José Agripino (RN), líder do Democratas, e Arthur Virgílio (AM), líder dos tucanos, se encontram para discutir a formalização de uma quinta representação contra o presidente do Senado. Não bastasse isso, Calheiros terá que explicar as manobras que fez para que o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO) sacasse os históricos peemedebistas Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) da CCJ. O presidente do partido, Michel Temer (SP) promete levar o caso ao Conselho Nacional do PMDB. Dos diretórios estaduais, começam a surgir protestos contra o senador alagoano. O inferno astral de Calheiros volta com força total, ao mesmo tempo em que chega às bancas a revista com o corpo desnudo da jornalista Mônica Veloso, sua amante por dois anos.
Entrevista do Sábado Relatora do primeiro processo contra Renan
Calheiros, ao lado dos senadores Almeida Lima (PMDB-SE) e Renato Casagrande (PSB-ES), a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) está na Entrevista do Sábado. Estreante na mais alta Casa do parlamento brasileiro, Marisa Serrano não apenas critica o governo do presidente-metalúrgico, mas mostra sua indignação diante do descaso com que Lula da Silva trata dos assuntos relacionados à Educação. Clique e confira a Entrevista do Sábado, com a professora universitária e senadora Marisa Serrano.
Pingos nos is Diferentemente do que revelou a revista Veja em sua mais recente edição, o calvário do senador Romero Jucá (PMDB-RR) não começou pelas mãos de Emílio Surita, apresentador do programa Pânico na TV e irmão de Teresa Jucá, mulher do líder do governo no Senado. Na verdade, o primeiro a denunciar, ao parlamento, a participação de Romero Jucá como sócio-gerente de uma emissora de rádio e outra de TV foi o jornalista Márcio Accioly, que recentemente foi vítima de inexplicáveis sanções judiciais. De acordo com representação protocolada por Accioly no Conselho de Ética, Jucá fraudou o contrato das empresas para encobrir uma ilegalidade - o exercício simultâneo do mandato parlamentar e da direção de uma empresa de televisão, situação proibida pela Resolução 20/93 do Código de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.
Jogando a bóia Deve sair até o fim de dezembro deste ano uma solução para o endividamento dos agricultores. O prazo poderá ser cumprido se for colocada em prática a agenda de trabalho interministerial, assinada pelos ministros Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Guido Mantega (Fazenda) e Reinhold Stephanes (Agricultura). Entregue à Comissão de Agricultura da Câmara, a agenda reestrutura o endividamento agrícola a ser implementado pelo governo federal. Um dos compromissos é suspender as inscrições em dívida ativa da União das operações de crédito rural, inclusive com a suspensão de execuções judiciais e leilões dos bens dos devedores.
Sentindo na pele Manipulado pelo Palácio do Planalto, o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI do Apagão
Aéreo, na Câmara dos Deputados, pôde conferir os desmandos continuados da Infraero. Às dez da manhã da última sexta-feira (05/10), mais de duzentos passageiros aguardavam na fila do raio-X, resultado do bloqueio de uma das áreas de embarque do aeroporto de Brasília. Maia enfrentou mais de quinze minutos para chegar aos equipamentos que, em tese, radiografam as bagagens de mão dos passageiros. Mesmo sabendo da evidente incompetência da Infraero, Marco Maia não conseguiu solicitar o indiciamento de um único dirigente da estatal aeroportuária.
Sinuca de bico A bordo de um vôo que deixou Brasília rumo à capital dos paulistas, Marco Maia foi questionado pelo ucho.info sobre o caos reinante no aeroporto Juscelino Kubitscheck, situação que se repete em muitos aeródromos brasileiros. Ao editor da coluna Maia foi incisivo: “Isso aqui é um absurdo. Absurdo é a desorganização. Nosso projeto é colocar um gerente em cada aeroporto brasileiro”. Como se criar mais cargos resolverá a inoperância da Infraero.
Samba do crioulo doido No mesmo vôo estavam o deputado-mensaleiro
João
Paulo Cunha (PT-SP) e a sambista Beth Carvalho. Longe da soberba que exibia durante sua passagem pela presidência da Câmara, quando saia pela capital federal escoltado por uma dúzia de batedores, João Paulo Cunha é um homem cabisbaixo e envergonhado, pelo menos em público. Integrante de um governo pífio, que vive à base de promessas, João Paulo Cunha enfrentou calado o caos patrocinado pela Infraero.
Fim de linha Na última semana, a antítese da política brasileira se fez presente na Esplanada dos Ministérios. No
momento em que o sempre genial Paulo Brossard defendia os interesses do Democratas no Supremo Tribunal Federal, no caso da infidelidade partidária, a escória do mensalão confabulava no corredor de acesso ao Salão Verde da Câmara dos Deputados. Para aqueles que puderam acompanhar a passagem de Brossard pelo Congresso Nacional, onde seus discursos eram verdadeiras aulas de Direito, encontrar João Paulo Cunha e Paulo Rocha conversando, às gargalhadas, chega a provocar náuseas. Enfim, nem sempre o tempo é o senhor da razão.
Barulho considerável A semana promete no Senado. Além de mais uma representação contra Renan Calheiros e a rebeldia
de parte do PMDB, que volta as armas contra o presidente do Senado, o início dos trabalhos da CPI das ONGs vai esquentar os bastidores. Indicado pela líder da bancada do PT, Ideli Salvatti (PT-SC), o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) será o relator. A questão das ONGs se transformou em uma verdadeira caixa de Pandora, pois sete ministérios teriam distribuídos R$ 330,3 milhões através de 860 convênios. A Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados aposta na existência de irregularidades sob o manto das ações sociais. É ver pra crer.
Tudo ou nada Duas MPs trancam a pauta de votação da Câmara dos Deputados (outras noves estão na fila), mas esta não é a maior preocupação do presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) e da tropa de líderes sob as ordens do Palácio do Palácio. A determinação é aprovar, sob qualquer condição, a CPMF nesta semana. A oposição espera atrasar a votação do segundo turno, a exemplo do que fez na primeira votação, embora tenha perdido por 338 votos a 117, além de 2 abstenções. A oposição, que não chega a ter 130 deputados, sabe que o governo manipula um verdadeiro rolo compressor.
Parafuso solto
A sandice da semana que passou ficou por conta do deputado Henrique Fontana (PT-RS). Dado a
discursos de conteúdo ultra-esquerdista, desde que não afete o direitismo do governo Lula, Fontana ocupou a tribuna da Câmara para não apenas render homenagens a Ernesto Che Guevara, mas para compará-lo a São Francisco de Assis. Henrique Fontana, é preciso reconhecer, teve um lapso de pensamento, pois comparar Che a São Francisco é digno de camisa de força. Ademais, São Francisco jamais foi golpista e muito menos adepto da matança. Enfim, cada povo tem o deputado que merece. (Foto: Agência Brasil)
Arquivo X Pensando bem, ao espionar adversários, o querubim Renan quis apenas reforçar o arquivo.
Engana, o povo gosta (09/10/06)- “A lógica da ética é você punir quando acontece”. Assim o presidente Lula respondeu a uma das condimentadas perguntas formuladas por Geraldo Alckmin, durante o debate deste domingo, que insistiu em saber a origem do dinheiro do dossiê. Sem ter muito que dizer, Lula, por sua vez, preferiu apelar para a retórica que tomou conta do Palácio do Planalto desde a divulgação do escândalo. Ora, se a lógica da ética é punir quando acontece, alguém precisa explicar os motivos que levaram Duda Mendonça a se ver livre do imbróglio da rinha de galos em Jacarepaguá. Ontem, domingo, vinte e sete pessoas flagradas em uma rinha em Belo Horizonte começam a semana contemplando o nascer do sol de maneira geometricamente distinta. Ou seja, quadrado e xadrez.
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