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Pedro Bó Antes de embarcar para a paradisíaca Isla
Margarita, na Venezuela, onde participa de encontro sobre alternativas energéticas para a América do Sul, o presidente Lula disse que perguntaria ao colega Hugo Chávez sobre as razões de suas críticas ao programa brasileiro do etanol e do biocombustível. Se de fato o presidente Lula formulou tal pergunta a Hugo Chávez, perdeu a grande oportunidade de ficar calado. Até porque, alguém deve ter avisado a Luiz Inácio da Silva que a Venezuela é um dos grandes produtores de petróleo do planeta. E se a fonte de dinheiro de Chávez secar, essa brincadeira de “esquerdização” da América Latina irá pelos ares.(Foto: BBC-AP)
Segurando a onda Mesmo antes de ser criada, aprovada e instalada no Senado, a CPI do Apagão Aéreo já elegeu o alvo
número 1. Trata-se do advogado Roberto Teixeira, ex-defensor da Transbrasil, contratado pela Nova Varig e responsável pela venda da companhia para a concorrente Gol. Para turbinar ainda mais a escolha antecipada, Roberto Teixeira é padrinho de batismo
de Lurian Lula da Silva, filha do presidente Lula com a atendente de enfermagem Miriam Cordeiro. Na
tentativa de salvar o compadre das garras da oposição no Senado, o presidente Lula determinou uma devassa na Infraero. O que pode levar à fritura outro companheiro de Lula, o ex-presidente da estatal, Carlos Wilson. Vale lembrar que na presidência da Infraero, Wilson agiu com a explícita autorização do presidente Luiz Inácio.(Foto: Infraero)
Conversa mole Quando aparecer na sacada do Mosteiro de São Bento para abençoar os fiéis que se aglomerarão para contemplar, mesmo que por alguns parcos minutos, o chefe da Igreja Católica, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, terá uma imagem bem distinta daquela que o presidente Lula certamente venderá ao Sumo Pontífice. O presidente brasileiro pode até tentar convencer Bento XVI de seu suposto messianismo, mas uma imagem vale por si só. A foto abaixo foi registrada pela coluna nesta segunda-feira, no centro da cidade de São Paulo, a poucos metros do local onde ficará hospedado o papa. Porém, Lula pode se orgulhar de uma coisa: até na miséria o brasileiro é patriota.
Ponta do lápis Os números do governo para o próximo ano já estão na pauta de discussão do Senado através do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O governo projeta para 2008 uma receita primária (basicamente a arrecadação de tributos, inclusive as contribuições previdenciárias) de R$ 657 bilhões, o equivalente a 23,76% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para o ano. Desse montante, R$ 60,8 bilhões (2,2% do PIB) vão compor o superávit primário, a economia de recursos para o pagamento de juros da dívida pública.
Rasgando a lei Longe de livrar os presos na Operação Hurricane da culpa, é preciso lembrar que uma investigação deve seguir o rito determinado pela legislação, sendo que ao acusado deve ser garantido o amplo direito de defesa. Prender alguém, sem que o acusado saiba os motivos da prisão nos remete aos tempos da ditadura. Sob os prismas da teoria e da prática, as prisões podem, em breve, ser consideradas ilegais. Se levado ao pleno do STF, o assunto pode mudar de maneira inesperada.
Mal contado O que causou estranheza foi o fato de apenas alguns bicheiros terem sido presos, quando se sabe que todos os envolvidos no chamado jogo do bicho agem em conluio. Por outro lado, é preciso lembrar que entre os presos não há um amador sequer. Anunciar que os presos estão sendo ouvidos na Polícia Federal é tentar fazer de um monólogo um diálogo. Até porque, a legislação garante ao preso o direito de pronunciar somente em juízo. E se alguém falou algo, não passou do próprio nome ou coisa semelhante.
Dando o troco Se a prisão de bicheiros e integrantes do Judiciário pode render dividendos ao Palácio do Planalto, no contraponto deve trazer complicações nada pequenas. Para quem não se recorda, parte do dinheiro apreendido com os aloprados do Dossiê Cuiabá veio de bancas do jogo do bicho da Baixada Fluminense. O fato é que nesse imundo jogo do poder ninguém entra para perder. E se os bicheiros decidirem contar o que sabem...
Sujeira de sobra Aventar a possibilidade de manipulação do resultado
do carnaval carioca pode patrocinar reticências indigestas, o que colocaria a ação policial no desvio. Se integrantes do comitê organizador do carnaval da Cidade Maravilhosa favoreceu o bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio, um outro lado da história pode vir à tona a qualquer momento. Não é de hoje que muitos políticos chegaram ao poder com a ajuda do dinheiro imundo dos bicheiros, mas alguns políticos famosos, que nos últimos tempos têm freqüentado a mídia com constância, derramaram perto de R$ 1 milhão em conhecida escola de samba do Rio de Janeiro. O melhor mesmo seria deixar a Polícia Federal investigar o assunto, pois não sobrará pedra sobre pedra.(Foto: Beija-Flor)
Tem muito mais Os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça estão com o cabelo em pé depois da operação da Polícia Federal que colocou no xilindró figuras ilustres da vida do Judiciário, da polícia de do jogo do bicho. É que informações, ainda não confirmadas indicam, indicam que a situação em tribunais de justiça em vários estados está parecida com o que foi visto no Rio e Janeiro. O CNJ deve ampliar as atenções em torno da corrupção no Poder que, em muitas situações, virou balcão de negócios.
Olho da rua O secretário de Segurança Pública do Paraná, LuizFernando Delazari, pode deixar o cargo até sexta-feira, 20 de abril. Pelo menos é o que espera um conhecido e atuante advogado de Curitiba, leitor da coluna. Promotor de Justiça, Delazari desafiou a Justiça ao permanecer no cargo depois de 31 de dezembro próximo passado, pois aos integrantes do Ministério Público a legislação impõe limites laborais. O artigo 128 da Constituição Federal, em seu parágrafo 5º, inciso II, item “d” é claro ao tratar do assunto: “exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério”. Ou seja, o promotor Delazari quando muito poderia ser professor universitário. Diante do que prega a CF, todos os atos do secretário de Segurança, de 1º de janeiro de 2007 até a data de sua exoneração, são passíveis de anulação.(Foto: ondarpc.com.br)
Parafuso solto Depois de longas conversas entre os ocupantes do Palácio do Planalto e do Palácio Guanabara, ficou
acertado que a insegurança pública que impera no Rio de Janeiro terá uma solução. O governo do presidente Lula enviará ao Rio quatrocentos homens da Força Nacional de Segurança, que auxiliarão no combate ao crime. Não se pode esquecer que o primeiro contingente da Força Nacional enviado aos domínios do Cristo Redentor nada de positivo produziu, a não ser um sem fim de despesas que deve estar chegando ao bolso do contribuinte. Na verdade, o desejo do governador Sergio Cabral era ver tropas do Exército nas ruas do Rio e, principalmente, vigiando os presídios fluminenses. Ou seja, devaneio em último grau.(Foto: Senado Federal)
Braço de ferro Está nas mãos do ministro Caputo Bastos, do TSE, o destino político do senador cassado Expedito Júnior (PR-RO), que pede a suspensão do exercício do mandato do suplente Acir Gurgacz (PDT). O empresário que assumiu o Senado neste início de semana quer ficar no cargo até que o julgamento do recurso no próprio TSE. Expedito Júnior é acusado de comprar votos ao preço de R$ 100,00, esquema ilegal adotado nas eleições do ano passado e que também teria beneficiado o governador Ivo Cassol (PPS).
Querubim medieval No palácio do governo, assessores próximos do governador garantem de pés juntos que Ivo Cassol não sabia do esquema de compra de votos. O aguerrido site TudoRondônia lembra que o esquema montado na empresa Rocha Vigilância beneficiou Expedito Júnior, Val Ferreira e José Antônio, respectivamente mulher e irmão do senador e o próprio governador de Rondônia. O Ministério Público acusa a empresa de manter um contrato milionário de R$ 8 milhões com o governo estadual.
Mãos ao alto! Se existem coisas que não funcionam na prefeitura de São Paulo, a calculadora do prefeito Gilberto Kassab é uma delas. Assíduo leitor da coluna, um policial civil paulista, que há mais de dez anos não sabe o que é aumento salarial e jamais fez do distintivo policial uma cornucópia particular, levou um susto ao descobrir o valor de uma parcela em atraso do IPTU do imóvel onde reside. Em julho de 2006, o valor da parcela do imposto era de R$ 156,85. Na última sexta-feira (13/4), a mesma parcela já estava na casa dos R$ 210. Ou seja, um aumento de 33,89% em nove meses de atraso. Ora, se o contribuinte não pagou na data do vencimento, não irá fazê-lo com valor maior. A burrice matemática nos domínios de Kassab é tamanha, que a dívida do leitor foi enviada ao departamento jurídico da prefeitura. Apenas lembrando que o prefeito paulistano pertence ao agora rebatizado Democratas. Que democracia, “seu” Kassab!
Esta é pro santo Pensando bem, constrangedor será se Chávez quiser saber por quais razões Lula é um ferrenho defensor do álcool.
Esqueçam de mim (17/04/06)
- Enquanto as atenções da mídia se voltam para a artilharia contra o ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, o presidente Lula ganha uma dose de fôlego no caso de Paulo Okamotto, que garantiu ter pago um empréstimo do companheiro famoso. Mesmo diante das afirmações de Okamotto, Lula continua insistindo que não tinha empréstimo algum com o PT e que ninguém pagou dívida sua. Atual presidente do Sebrae, Okamotto diz ter declarado ao Imposto de Renda o dinheiro utilizado para o pagamento do tal empréstimo. Assim, ou a oposição parte para cima do presidente Lula, pois ele cometeu crime contra a ordem tributária, ou podemos concluir que está tudo dominado.
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