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Em
cima da hora
O jornalista Franklin Martins, comentarista político da Rede
Bandeirantes, aceitou o convite feito pelo presidente Lula para coordenar
a área de comunicação do governo federal. Franklin
será responsável pelos setores de relações
com a imprensa, publicidade e também pelo projeto da rede nacional
pública de TV. (Notícia postada às
00:09 h de 23/03/2007)
Roendo
a corda
Segundo apurou a coluna junto a interlocutores do Palácio do
Planalto, o presidente Lula não tem interesse de enviar ao Congresso
projeto de reforma da Previdência Social, e nem mesmo acionar
a bancada governista para tal, assunto que deixou claro com um integrante
do PMDB. De igual maneira, de acordo com o peemedebista, Lula também
descarta a hipótese de uma reforma tributária, pois, na
sua opinião, ambos os assuntos comprometeriam a discussão
do PAC no Congresso. (Foto: olganza.com)
Manobra
escusa
Ainda o desejo presidencial... O presidente Lula tem sobre a mesa de
trabalho um projeto de reforma política, que gostaria de ver
aprovado o quanto antes. No projeto palaciano, a inclusão da
cláusula de fidelidade partidária tem especial destaque.
Tal situação mostra que o presidente Lula caminha para
um terceiro mandato, sendo que as escandalosas e inexplicáveis
mudanças de partido que têm ocorrido vão ficar para
a história. Na verdade, Lula quer uma ampla e sólida base
para fincar o pé no poder.
Agora
foi
Depois de muita confusão, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva convidou oficialmente o deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
para assumir o Ministério da Agricultura, como vinha sendo anunciado
pela imprensa. Político de currículo sem arranhões
e profundo conhecedor da política previdenciária –
foi ministro da Previdência Social durante o governo FHC –
Stephanes será sabatinado por integrantes da Comissão
de Agricultura da Câmara. A iniciativa partiu de parlamentares
que defendiam a indicação do nome do deputado Moacir Micheletto
(PMDB-PR) para assumir a Agricultura. Agora, Reinhold Stephanes terá
de fazer do conhecimento previdenciário uma horta de argumentos.
Dinheiro
a rodo
Já chegou à marca de R$ 48 bilhões os negócios
em torno dos chamados empréstimos consignados a aposentados do
INSS, nos últimos três anos. As contas são do Banco
Central e do próprio INSS. Embora seja um negócio que
pode ser rotulado como da China para dezenas de instituições
financeiras, o INSS nada recebe por cada operação. Por
outro lado, a Dataprev, empresa de processamento de dados do governo
federal, recebe apenas R$ 0,50 por cada operação realizada,
ou seja, metade do que é cobrado recebe das entidades e associações
de aposentados, pelo mesmo tipo de serviço. Atualmente, estão
consignados nada menos que R$ 17 bilhões, em dez milhões
de contratos de crédito a aposentados.
Mata
o velho
A Confederação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos
(Cobap) prevê que nos próximos vinte anos, todos os aposentados
estarão recebendo apenas um salário mínimo. Tudo
por conta das perdas salariais que chegam a 70%, em função
dos reajustes concedidos com base no INPC. Atualmente, dezessete milhões
de aposentados recebem um salário mínimo. Outros oito
milhões recebem mais que os míseros R$ 380. Mesmo assim,
Lula continua acreditando que reformar a Previdência Social pode
comprometer sua popularidade.
Tapando
o sol
Após reunião de três horas a portas fechadas, o
ainda ministro da Defesa, Waldir Pires – que recebeu o presidente
da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e o presidente da
Anac, Milton Zuanazzi –, anunciou a criação de um
gabinete especial que avaliará semanalmente a crise do setor
aéreo, atendendo a determinação do presidente Lula.
Beira a irresponsabilidade um discurso de tal ordem, quando o maior
acidente aéreo brasileiro ocorreu em 29 de setembro passado.
Ou seja, o Planalto decidiu se movimentar quase seis meses depois. Considerando
que o presidente Lula ordenou o monitoramento da crise no setor aéreo,
é porque existe um fato determinado para a criação
e instalação de uma CPI. Mais: o descrédito do
governo Lula na relação com o Congresso é tão
grande, que a até a CNBB defendeu a instalação
do Apagão Aéreo. (Foto: airliners.net-Javier
Boabadilla)
Ficou
pior
Enquanto a base governista comemora efusivamente o engavetamento da
CPI do Apagão Aéreo, na Câmara
dos Deputados, a oposição, no Senado, espera apenas o
pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, que deve decidir sobre o
assunto na próxima semana. Senadores apostam em uma decisão
do STF a favor da instalação da CPI na Câmara. Caso
contrário, o PFL vai colher assinaturas para a criação
e instalação da Comissão, que, se aprovada, será
do Apagão Aéreo e da Infraero. Ou seja, o Palácio
do Planalto pode ter atirado no próprio pé. Mais: o senador
José Agripino Maia (PFL-RN) promete puxar a
fila de assinaturas.
Disputa
silenciosa
Caiu a temperatura das notícias sobre a troca do ministro da
Previdência Social, mas nos bastidores da política o clima
ainda é bem quente. A Força Sindical quer emplacar Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho, no lugar de Nelson Machado, que briga
para ser o novo super-secretário da Receita Federal. Machado,
que é fiscal do ICMS em São Paulo, pode enfrentar conflitos
na Receita, porque o atual secretário, Jorge Rachid, é
funcionário de carreira. Já a mobilização
da Força Sindical pode mandar para escanteio o PDT, que pensa
em fazer ministro Carlos Lupi, presidente nacional da sigla. Resumindo,
briga das boas.
Liberou
geral
Não bastasse o aumento do salário dos deputados, que em
breve passará a valer R$ 16.250,00, os parlamentares poderão
gastar parte da chamada verba indenizatória (R$ 15 mil mensais)
sem a devida comprovação. Nesta quinta feira (22/3), a
Comissão de Finanças e Tributação da Câmara
aprovou projeto de decreto legislativo que permite a cada deputado gastar
até R$ 5,4 mil sem apresentar recibos ou notas fiscais. Não
é de hoje que esta coluna denuncia tal prática, a começar
pelo mau uso da verba batizada de auxílio-moradia, que muitos
políticos utilizam para pagar o financiamento de imóveis
em Brasília. E quem rouba uma coxinha no boteco da esquina passa
meses na cadeia.
Tudo
velho
Quando ainda estava em campanha pelo governo do Rio Grande do Sul, a
tucana Yeda Crusius prometeu
aos gaúchos um jeito novo de governar. Tão logo desembarcou
no Palácio Piratini, sede do Executivo gaúcho, ficou claro
que a novidade político-administrativa tinha ficado à
beira do caminho. Para surpresa geral, os salários dos funcionários
públicos do Rio Grande Sul serão pagos no próximo
dia 15, o que fere a legislação. Tal expediente foi adotado,
no passado, pelo então governador Antônio Britto. Ou seja,
o jeito novo de governar é bem velho.
Me
dá um dinheiro aí
Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal iniciaram um
lobby na Câmara em favor do projeto do deputado Paulo Pimenta
(PT-RS), que transfere o quadro de policiais dos Ministérios
das Cidades e dos Transportes para o Ministério da Justiça.
A mesma matéria estende os benefícios da lei 8.112/1990
aos ferroviários, a exemplo do que já ocorre com os patrulheiros
rodoviários. Atualmente, são 1.084 policiais ferroviários
que recebem cerca de R$ 1,5 mil, muito abaixo dos seus colegas rodoviários
que têm um salário de R$ 5 mil. A Polícia Ferroviária
Federal foi a primeira polícia especializada criada no Brasil,
em junho de 1852, por D. Pedro II.
Vida
dura
Citado no relatório final da CPI do Banestado e doleiro de cinco
em cada dez poderosos da política nacional, o consultor financeiro
(sic) Alberto Youssef, o Beto, tem aparecido com certa constância
na capital paulista. Há dias, Beto Youssef, que é compadre
do ex-deputado José Janene, foi visto na avenida Paulista, em
São Paulo, onde garimpa negócios novos e menos agitados.
Nos bastidores do mercado financeiro comenta-se, à boca pequena,
que Beto Youssef deve deixar a profissão que lhe rendeu processos
vários e alguns longos dias de prisão. Leitor da coluna
que esteve com Youssef, em São Paulo, impressionou-se com os
sinais de riqueza que externava na ocasião. A pasta que o conhecido
doleiro carregava na ocasião, por exemplo, vale, segundo comentários,
no mínimo US$ 5 mil. Vazia, é claro!
Pingo
nos is
O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) explicou a diferença entre
promotor e juiz. Segundo o parlamentar maranhense, o promotor pensa
que é Deus, enquanto o juiz acha que é Deus. Pelo menos,
na opinião do petebista, tal definição cabe aos
agentes públicos do Maranhão. Fernandes disse que juizes
e promotores trabalham apenas três s dias por semana no interior
do seu estado. O expediente seria de terça à quinta-feira.
Ou seja, uma vida duríssima, que faz jus aos salários
nababescos.
Chamem
o ladrão
A vida é realmente bela para certas pessoas. O ex-deputado federal
Eliseu Moura, que deixou o cargo há quatro anos, ainda ocupa
um apartamento funcional em Brasília. Moura, que nas eleições
de outubro passado tentou, sem sucesso, retornar à vida parlamentar,
foi beneficiado com mais uma gentileza por conta do erário público.
O prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), fez
do ex-deputado o representante da prefeitura da capital dos maranhenses
em Brasília. Eliseu Moura aproveita a mordomia paga pelo contribuinte
para fazer política em nome do PP estadual.
Manche
palaciano
Pensando bem, não é por falta de birutas oficiais que
os aviões brasileiros não decolam.
Fala
que eu te escuto (23/03/06)
- Tal e qual seus companheiros de partido, Palocci, mesmo em silêncio,
continua negando suas idas à casa da república de Ribeirão.
Quando o motorista Francisco das Chagas e o caseiro Francenildo Costa
confirmaram em seus depoimentos que o ministro da Fazenda mantinha estreitas
ligações com os integrantes da república de Ribeirão,
muitos acharam que ambos estavam sendo manipulados pela oposição.
Acontece que, desde o período de transição de governo
até o final de 2005, o telefone celular (61) 8111-7199 recebeu
nada menos do que 53.500 ligações. Dessas, 15 mil foram
identificadas, sendo que o tal celular era de uso exclusivo do gabinete
do ministro.
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