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Paramos
porque eles param
Como o Brasil pára nesses dias de Carnaval, a coluna terá
suas atualizações suspensas até terça-feira,
retomando sua normalidade já na quarta-feira de Cinzas, 21 de
fevereiro. Um esquema de plantão foi montado pelo ucho.info
para acompanhar os lerdos passos da política nacional durante
o reinado de Momo. Fatos de relevada importância serão
noticiados em edições especiais.
Programa
de índio
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, disse
reconhecer a justeza do pleito dos bolivianos, que exigiram do governo
brasileiro mais dinheiro para garantir o fornecimento de gás
ao País. Lula agiu de maneira irresponsável ao emoldurar
a esparrela de Evo Morales, pois à Petrobras
caberá um prejuízo adicional de US$ 100 milhões
só neste ano. A decisão do presidente Lula desautorizou
o presidente da estatal brasileira do petróleo, José Sérgio
Gabrielli, que garantiu, dias atrás, que nenhum aumento seria
concedido aos bolivianos. Esse aumento repentino do preço do
gás boliviano é uma história muito mal contada,
e não será novidade se, um dia, alguém descobrir
que parte do valor excedente serviu para financiar a esquerdização
da América Latina.
Bastidor
rachado
Repleto de tentáculos obscuros e detalhes
inexplicáveis, o imbróglio do gás causou um tremendo
mal estar nos bastidores do poder, em Brasília. Logo após
o evento oficial que teve Lula e Evo Morales como atores principais,
representantes dos dois países se reuniram para explicar os meandros
do acordo. Ministro de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau negou
que o governo boliviano, ainda em 2007, mais US$ 100 milhões
por conta do acordo. De acordo com o ministro, o valor a ser pago ao
governo de Evo Morales é bem menor. E o presidente não
gostou de ser desautorizado por um comandado. (Foto:
desieni.com)
Todo
cuidado é pouco
Encerrada a maior e mais longa festa popular brasileira, o Carnaval,
o Palácio do Planalto deve enviar ao Congresso Nacional, na retomada
dos trabalhos parlamentares, um projeto que cria novas regras para a
convocação de plebiscitos e referendos. De acordo com
a proposta palaciana, a prerrogativa de convocar plebiscitos deixaria
de ser exclusividade do Congresso, podendo tal tipo de consulta ser
realizado através de projetos de iniciativa popular. Com o chavismo,
modelo político autoritário e populista que tem o presidente
venezuelano como mentor, se espalhando pela América Latina, uma
esquerdização ditatorial do Brasil está cada vez
mais próxima da realidade. Projetos de iniciativa popular demandam
um mínimo de assinaturas de apoio, o que é simples para
os que são tomados pela cegueira do petismo.
É
melhor não comentar
Quando ainda estava na oposição, o Luiz Inácio
Lula da Silva criticava com veemência os banqueiros e defendia
a estatização das instituições financeiras,
teoria que sempre freqüentou a cartilha da esquerda brasileira.
Embriagando-se cada vez mais com as benesses do poder, o presidente
Lula dá de ombros ao ouvir falar nas teorias políticas
de um passado não tão distante. Em um governo supostamente
popular, bancos e banqueiros jamais lucraram tanto como acontece na
era luliana. Nos últimos dias, os maiores e principais bancos
brasileiros anunciaram os resultados alcançados em 2006. Bradesco,
R$ 5 bilhões; Itaú R$, 6,5 bilhões; e Unibanco,
R$ 2,2 bilhões. É melhor não comentar.
Vergonha
nacional
Enquanto o presidente Lula dividia seu tempo entre as nababescas negociações
de um projeto megalômano chamado PAC e os elogios desnecessários
ao cocalero Evo Morales, o avanço social que o Palácio
do Planalto anuncia com pirotecnia podia ser conferido nas ruas de São
Paulo, a maior cidade brasileira e terceira do planeta. Com pouco mais
de dez milhões de habitantes, a Paulicéia Desvairada,
ao contrário do que prega o presidente brasileiro, é uma
cidade que em seus oxímoros mostra que nem tudo é felicidade
no reino de Dom Lula I. Na rica e badalada região dos Jardins,
zona sul da capital paulista, a coluna flagrou o descaso de um governo
que diz governar para os mais pobres, mas permite que banqueiros lucrem
assustadoramente. Um sem-teto, que fez das ruas locais a sua moradia,
se valeu de um momento maior de ócio para banhar-se. E a ducha
da Granja do Torto vai muito bem, obrigado.
Olha
o mico!
A curva descendente da cotação do dólar no mercado
de câmbio é a mais nova preocupação da equipe
econômica do governo do presidente Lula. Na última semana,
o Banco Central entrou no mercado comprando grandes lotes da moeda americana,
mas a tentativa de impedir a desvalorização da moeda americana
não deu certo. Somente em fevereiro, o dólar registra
queda de 11%, o que pode comprometer seriamente a economia brasileira,
pois, com juros ainda altos, o dinheiro do investidor estrangeiro que
entra no País tem a especulação financeira como
meta. No contraponto, a valorização do Real frente ao
dólar gera o aumento das importações e compromete
a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Essa brincadeira
dos econocratas do presidente Lula ainda vai acabar mal.
Tudo
pronto
A exemplo do que sempre acontece, o Brasil, um país de primeiro
mundo, pára, a partir de hoje, por quase uma semana em função
do Carnaval. Considerando que o caos que tomou conta dos aeroportos
brasileiros no último Natal deixou suas marcas, as autoridades
ligadas à aviação civil estão de olhos bem
abertos nesse feriado dedicado às folias momescas. Todas as companhias
aéreas montaram esquemas especiais para o Carnaval, sendo que
a Infraero e a Anac receberam os respectivos planos detalhados. Até
o fechamento desta edição, a Gol não havia entregado
seu plano efetivo. Diziam nossas avós, salto alto é por
pouquíssimo tempo. (Foto: flightsim.com)
Mistério
no ar
Mesmo com todo o aparato montado pelas empresas aéreas, para
evitar transtornos aos passageiros-foliões, o Palácio
do Planalto trabalha com a possibilidade de algum tipo de problema nos
aeroportos. A apreensão palaciana se deve aos rumores de uma
operação tartaruga por parte dos controladores de vôo.
Casso isso aconteça – o que será uma tragédia
anunciada – ficará provado, mais uma vez, que a incompetência
é toda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
E Desde que chegou ao Palácio do Planalto, Lula não corrigiu
os erros cometidos pelo antecessor, nem mesmo investiu no setor o suficiente
para acompanhar o crescimento do mercado da aviação comercial
brasileira.
Apaguem
a luz
Diz a lenda – e só pode ser lenda mesmo – que a Câmara
dos Deputados representa os interesses dos brasileiros. Para se ter
uma idéia das barbáries cometidas contra o cidadão,
no parlamento brasileiro, basta analisar um pequeno detalhe da escolha
dos novos presidente das Comissões Permanentes da Casa Legislativa.
O novo presidente da Comissão de Constituição e
Justiça – é a mais importante de todas as comissões
– é o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Filho
do deputado Jorge Picciani, presidente da Assembléia Legislativa
do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani é acusado, juntamente com
o pai, de fazer uso de trabalho escravo em suas empresas. E mais: o
trabalho escravo utilizado pelos Picciani foi para derrubar ilegalmente
48 hectares de mata em Barra do Garças, no estado de Mato Grosso.
De novo é melhor não comentar.
Estouro
da boiada
Logo após o Carnaval, começa a circular uma lista pela
anistia do ex-deputado Roberto Jefferson, cassado por
quebra de decoro parlamentar. Principal denunciante do escândalo
do mensalão, Jefferson, em um de seus inúmeros depoimentos,
pediu, à época, ao ex-ministro José Dirceu para
que deixasse com urgência a chefia da Casa Civil, antes que comprometesse
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Jefferson e Dirceu
estão de mãos dadas. Mesmo tendo anunciado que não
quer a anistia, Jefferson será usado como testa de ferro de José
Dirceu, que fez um acordo com o Palácio do Planalto para não
tocar no assunto anistia. Assim, o ex-comissário palaciano sai
de cena, mas seu sonho continua a toda. Você pode participar do
Programa Anistia Zero, clicando sobre o banner localizado na coluna
à direita e enviando e-mail contra a concessão de anistia
política ao deputado cassado José Dirceu. Participe!
Caiu
a casa
A queda de braços entre o governador do Paraná,
Roberto Requião (PMDB), e o prefeito de Curitiba,
Beto Richa (PSDB), está cada vez mais complicada. Até
bem pouco tempo, Richa era um aliado de Requião, mas um imbróglio
envolvendo dinheiro de campanha separou os outrora companheiros. De
acordo com Requião, o empresário Darci Fantin financiou
boa parte da campanha de Richa em 2002, quando o alcaide curitibano
disputou o governo estadual. Em recente declaração, Roberto
Requião afirmou que o dinheiro (R$ 10 milhões) fora depositado
na conta bancária da jornalista Cila Schulman, figura conhecida
nos bastidores do marketing político. Cila, que abandonou alguns
colaboradores na última eleição, participou ativamente
da campanha do senador Osmar Dias (PDT), opositor de Requião
na disputa pelo Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense.
(Foto: Wikipedia)
Calou
por quê?
Quando o desmoronamento ocorrido na estação Pinheiros
do Metrô paulistano alcançou dimensões de tragédia,
ao governador de São Paulo, José Serra, coube a responsabilidade
de vir a público explicar o ocorrido. Depois de algumas aparições,
Serra saiu de cena e deixou o assunto para assessores, que cada vez
mais se complicam diante da complexidade do assunto. Com a guerra de
laudos em que se transformou a polêmica que baixou em outra estação
da Linha 4 (Fradique Coutinho) – na zona oeste da capital paulista
– Serra deveria dar o ar da graça e explicar o que acontece
de fato com as obras do Metrô, antes que o mais eficiente meio
de transporte da maior cidade do País caia em um irreversível
descrédito. Por outro lado, o ex-governador Geraldo Alckmin,
que goza de temporada de estudos nos EUA e é um dos responsáveis
pela contratação da obra, ainda não foi incomodado.
Todos
dançando
Para alguns pernambucanos, o frevo começou a esquentar muito
antes da chegada do Carnaval. Jornalistas e funcionários da Folha
de Pernambuco – importante e influente tablóide local –
ainda não viram a cor do dinheiro dos salários que deveriam
ter sido pagos há mais de vinte dias. Os sindicatos das classes
laborais envolvidas no problema já se movimentam, mas qualquer
decisão só deve acontecer depois da passagem do famoso
bloco Bacalhau do Batata. Enquanto os funcionários da Folha de
Pernambuco sambam para pagar as contas, a família Queiroz Monteiro
quando visita a capital paulista hospeda-se somente em hotéis
de luxo, cujas diárias beiram R$ 1 mil. E os funcionários
do jornal, ó!
Truque
do voto
A situação política do governador de Alagoas, Teotônio
Vilela Filho, se agrava a cada novo dia que surge. Enquanto seu antecessor,
Ronaldo Lessa, mantinha cargos no atual governo, a situação
de Vilela Filho era menos desconfortável, mas nesta semana o
quadro de tranqüilidade mudou radicalmente. Lessa entregou os cargos
que lhe foram confiados, acusando o atual governador alagoano de fraude
nas eleições de outubro passado. Este é um assunto
que está sob a análise do Tribunal Regional Eleitoral,
mas um detalhe passou despercebido. Se Teotônio Vilela Filho supostamente
se beneficiou com a fraude, no seu rastro está o ex-presidente
e agora senador Fernando Collor de Mello. Mais uma lição
de casa para os funcionários do TRE.
Me
dá um dinheiro aí
Pensado bem, às vésperas do carnaval, o brasileiro que
índio moderno não quer apito. Quer milhões de dólares.
Cintura
fina (16/02/06)
- Anunciada pelo ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), a
abstemia do presidente Lula, que supostamente teria lhe rendido uma
nova e mais delgada silhueta, estaria sendo recompensada com goles extras
de refrigerante dietético. De acordo com Furlan, Lula tem se
valido de Coca-Light para matar a sede, o que mostra, de maneira clara,
que quando o assunto é líquido a cabeça presidencial
não funciona bem. A sobriedade do presidente pode impressionar
alguns mais desavisados, mas, no contraponto, é preciso lembrar
que repousa na mesa do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça),
à espera de uma decisão, um laudo do Instituto Nacional
de Criminalística que aponta a existência de derivados
da folha de coca na fórmula do refrigerante mais vendido no mundo,
o que é proibido pelas leis brasileiras. Diante de tão
constrangedora situação, Lula pode, inclusive, continuar
fã do refrigerante, mas não deve. Enfim...
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popular contra a anistia política a José Dirceu,
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