Clique sobre as imagens e confira
ano 6 - número 1292
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício
"Liberdade é obediência às leis que a pessoa estabeleceu para si própria."
Rousseau
 
home
edições anteriores
e-ditorial
entrevisa do sábado
resenha
e-xclusiva
q.i.
tribuna livre
prateleira eletrônica
uuuh!
página uh
boca maldita
parceiros
links úteis
anuncie
expediente
 
COLUNISTAS
Antonio Carlos Ferreira
Antonio Carlos Rayol
Claudio Tognolli
Eduardo Pimenta
Ipojuca Pontes
José Nêumanne Pinto
Marcelo Kahns
Maria Lúcia Victor Barbosa
Roberto Romano da Silva
Sandro Villar
Ucho Haddad

 

O UCHO PERGUNTA

A nova legislatura será melhor que a anterior?

Sim

Não


Clique e confira a precisa análise de Ipojuca Pontes sobre o governo Lula

ONDE LER O UCHO

Clique na imagem acima e envie sua mensagem
.
CASOS
Clique na imagem acima e confira os mais polêmicos casos da recente história brasileira
.
TOGNOLLI
Clique e acesse a página do jornalista e professor de Jornalismo Claudio Julio Tognolli
.
VOX LIBRE
Clique e acesse o Vox Libre, blog do Delegado de Polícia Federal Antonio Carlos Rayol
.
ESTAÇÃO NÊUMANNE
Clique e embarque na Estação Nêumanne, página do jornalista e escritor José Nêumanne Pinto
.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois a gente vê
Definitivamente, a nova marca do governo Lula será o “para depois”. Reeleito, o presidente Luiz Inácio disse que o anúncio da nova equipe ministerial aconteceria até o Natal. Como antes da chegada de Papai Noel nada aconteceu, o anúncio ficou para depois da posse. E como, mais uma vez, o Palácio do Planalto empurrou o assunto com a devida barriga, o anúncio ficou para depois do desnecessário descanso presidencial. Sem saber o que dizer, o presidente Luiz Inácio garantiu que sua nova equipe seria anunciada após as eleições para as mesas diretoras da Câmara e do Senado. Encerradas as disputas congressuais, o anúncio do novo ministério ficou para depois do Carnaval. Até o processo de anistia política a José Dirceu ficou para depois. Ainda bem!

Cegueira oficial
Semanas antes de desembarcar em sua campanha pela reeleição, o presidente Luiz Inácio disse, com excessivas doses de certeza e confiança, que a Saúde no Brasil estava próxima da perfeição. Há de se compreender a porção desbaratada do discurso presidencial, pois qualquer dor de cabeça que transtorne o dia de Luiz Inácio da Silva é suficiente para um batalhão de médicos ser mobilizado, ou, então, fazer da Base Aérea, em Brasília, a recepção do melhor hospital do País. No último sábado, o Instituo da Visão realizou, em São Paulo, um mutirão contra a catarata, como faz com regularidade. Os custos dos tratamentos e cirurgias são rateados entre os governos paulista e paulistano. Para se ter uma idéia do estado em que se encontra a Saúde, parte dos três mil pacientes atendidos no último sábado era de outros estados. Em outras palavras, quem está com a visão comprometida, e não sabe, é o presidente Luiz Inácio. (Foto: AFP)

Engana, o povo adora!
Durante a comemoração dos vinte e sete anos de fundação do Partido dos Trabalhadores – evento que teve a capital dos baianos como cenário – Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, cumpriu um roteiro preparado pela assessoria palaciana, com o claro objetivo de melhorar sua imagem junto à parcela pensante da opinião pública. Preocupada com a presença de jornalistas que cobriam o evento, a cúpula petista só permitiu que Lula cumprimentasse José Dirceu de Oliveira e Silva – ex-ministro e deputado cassado – depois que a imprensa foi retirada do local. E festa política que trata de assuntos aos quais a sociedade não tem acesso é motivo de preocupação. E mais: para reforçar a farsa, que teve o Palácio do Planalto como nascedouro, Lula passou um pito nos presentes à festança rouge, como se isso solucionasse todos os escândalos de corrupção dos últimos tempos.

Aposta errada
Acreditando no sucesso do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), empacado plano econômico palaciano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem revelado a amigos que, em 2010, fará o sucessor. O que não significa que o candidato do presidente Lula seja do PT, até porque a agremiação política não tem, por enquanto, nome à altura para tão megalômano desafio, da mesma maneira que pouco menos de quatro anos é um período curto demais para esculpir alguém para a disputa presidencial. Lula aposta suas fichas em uma disputa entre os governadores Aécio Neves e José Serra, o que enfraqueceria consideravelmente uma candidatura tucana ao Palácio do Planalto. (Foto: planalto.gov.br)

No rastro do vovô
Ainda as fichas lulianas... Acontece que o presidente Lula pode ser surpreendido no trajeto político até 2010, pois Aécio e Serra não são neófitos no assunto. Desde o momento em que anunciou seu desejo de continuar ocupando o Palácio da Liberdade, sede do Executivo mineiro, Aécio Neves começou a costurar, nos bastidores o seu futuro político. Enquanto cresce a possibilidade de uma acirrada disputa no ninho tucano, Aécio Neves vê com bons olhos seu possível desembarque no PMDB. Aliás, o PMDB foi o partido político de Tancredo de Almeida Neves, avô do governador mineiro e o melhor presidente brasileiro em todos os tempos. Afinal, não assumiu.

Fio trocado
É fato que a memória do eleitor é curta e fraca, mas certas coisas jamais poderiam ser esquecidas. Abandonado pelo Palácio do Planalto em sua campanha pelo governo paulista – e principalmente no escândalo do Dossiê Cuiabá – o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) será peça chave na aprovação do PAC, em especial porque é o novo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), assunto que a coluna já noticiou. O fato é que só deveria presidir a CAE alguém sem rusgas com assuntos de natureza econômica. Ainda repousa na escrivaninha de Mercadante o relatório sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que se aprovada permitiria a companheira Marta Suplicy a contemplar o sol de maneira geometricamente distinta. Enquanto o assunto permanece parado, a ex-alcaidessa cobra do presidente Lula um ministério, como pagamento por seu empenho na campanha de reeleição do petista.

Mãos ao alto
Em edição recente, a revista Veja trouxe reportagem sobre o descrédito da classe política junto à sociedade, o que fez com que uma ínfima minoria se preocupasse com o assunto e com a própria reputação. Se o Congresso, na opinião do eleitor, é uma reunião de pessoas não confiáveis, alguns episódios mostram que a sabedoria popular fala mais alto algumas vezes. Dias antes da posse dos novos deputados e senadores, o então deputado federal Paulo Lima (PMDB-SP) – que foi barrado nas urnas de outubro passado – teve o seu celular roubado nas dependências da Casa Legislativa. Provavelmente coisa de algum novato, pois as velhas raposas da política estão acostumadas a mordidas bem maiores. No contraponto é bom lembrar que o editor, certa vez, perdeu um computador pessoal dentro da Câmara dos Deputados, equipamento prontamente devolvido pelos seguranças da Casa.

Inventando a roda
A barbárie cometida por assaltantes contra um garoto de seis anos, que morreu depois de ser arrastado por sete quilômetros na zona norte do Rio de Janeiro, levou o governador Sérgio Cabral Filho a discursos que transcendem a lógica, como foi o caso da proposta de redução da maioridade penal. A evolução de uma sociedade organizada não se dá através do endurecimento das leis, mas por meio de condições mínimas de sobrevivência, o que não acontece no Brasil há muito tempo. O discurso de Cabral Filho encontrou eco no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, mas tal idéia, mesmo que “politiqueiramente” correta aos olhos de uma sociedade amedrontada, será inócua caso venha a ser implementada. Os desvios de um povo não serão corrigidos por leis – criadas para o estabelecimento dos limites de uma sociedade organizada –, mas com o exercício pleno da cidadania. (Foto: senado.gov.br)

Turismo do crime
Outra proposta que teve o Palácio Guanabara como berço foi a estadualização das leis penais, como se isso pudesse resolver uma mazela muito maior. No caso de cada estado brasileiro criar e aplicar sua legislação penal, a exemplo do que ocorre nos EUA, ocorrerá no País uma migração do crime. As unidades da federação que criarem penas mais brandas abrigaram hordas de bandidos vindos de outros estados. Por outro lado, é bom lembrar que muitos filmes americanos mostram criminosos fugindo para estados distintos daquele onde cometeram delitos, pelo simples fato de determinadas legislações penais serem mais brandas. Estadualizar a legislação proporcionaria a interpretação que o crime só pode ser julgado no local do cometimento do mesmo. Ou seja, se Sérgio Cabral carece urgentemente de uma assessoria de governo, por outro a legislação vigente deveria ser aplicada com o rigor que carrega.

Cego em tiroteio
Quem acompanhou a entrevista concedida pelo governador Sérgio Cabral Filho ao programa Canal Livre, da Rede Band, percebeu com facilidade que o comandante fluminense está tão perdido quanto o contribuinte local que enfrenta as constantes e já famosas disputas entre facções criminosas. Alegando que o estado do Rio de Janeiro é uma “grande gambiarra”, Cabral Filho escapou de respostas que certamente o colocariam em dificuldade. O que mais impressiona é que o presidente Lula e o governador Cabral Filho estão empenhados na realização segura dos Jogos Panamericanos. Para isso foi contratada a mesma empresa que monitorou a segurança dos Jogos Olímpicos da Grécia. Ou seja, encerrado o evento esportivo, o Rio volta ser palco do esporte do cotidiano. Tiro livre. E mais: quem foi o insano que escolheu a cidade do Rio para sediar o Pan?

Tudo de novo
A bárbara morte do menino João Hélio Fernandes, de seis anos de idade, no Rio de Janeiro, fez com que a classe política se mobilizasse novamente com promessas das mais pirotécnicas. Um pacote de medidas que tem a segurança pública como alvo deve ser votado ainda nesta semana, propondo o endurecimento das penas para os crimes dolosos (homicídio, seqüestro seguido de morte e latrocínio, entre outros). Não faz muito tempo, mais precisamente durante a campanha eleitoral de 2006, deputados federais e senadores se mobilizaram de maneira idêntica para protestar contra as ações do PCC em São Paulo. Prometeram votar medidas enérgicas, mas, como sempre, as promessas empacaram. Fosse o menino João Hélio filho de algum político, a situação poderia mudar com celeridade. Mas...

Fusível queimado
Depois prometer perseguir os jornalistas que o incomodaram em sua campanha pela reeleição ao governo do Paraná, o que denota ser possuidor de memória invejável, Roberto Requião parece que foi acometido por uma crise de amnésia. Não faz muito tempo, o governador Requião falou repetidas vezes que cancelaria a transferência à iniciativa privada de algumas estradas paranaenses, em especial as que estão sob a responsabilidade do nada gentil Cecílio do Rego Almeida, empreiteiro e um dos participantes do consórcio Ecovias. Em tempos outros, Roberto Requião esbravejava, batia o pé e chutava a mesa quando o assunto era pedágio. Agora, Requião se contenta com o discurso do empresariado, que afirma estar passando por dificuldades na arrecadação. Vale lembrar que no período de férias escolares os pedágios arrecadam uma dinheirama de fazer inveja a um gordo prêmio da Megasena. Será que dividir o bolo custa muito mais do que se imagina? Com a palavra, o nada diplomático Roberto Requião.

Mico voador
Nos últimos dias, a chuva que castigou a capital paulista levou a Infraero a fechar por diversas vezes a pista principal do aeroporto de Congonhas, o que causou transtornos em quase todo o País. Para deixar sob o tapete a vergonhosa e costumeira ineficiência do Estado, o Palácio do Planalto preferiu transferir a responsabilidade para as companhias aéreas. Enquanto o brasileiro espera do presidente Lula uma explicação para o superfaturamento das obras de Congonhas (pouco mais de R$ 100 milhões), o passageiro vai sendo enganado dia após dia. O que o governo Lula deveria fazer, ao assumir a culpa pelo Caos Aéreo Nacional, é revelar o tamanho do prejuízo das companhias aéreas com a constante transferência de vôos para outros aeroportos. Na composição do mico imposto pelo Planalto estão: gastos com combustível extra, adicional salarial para a tripulação (a legislação exige), translado de passageiros, readequação da malha e perda de carga aérea. O capitalismo não é um modelo econômico de querubins, mas o governo federal tem a maior parte da culpa. Difícil é assumir a culpa. (Foto: airliners - Irfan Kaliskan)

Justiça feita
A Aeronáutica, depois de longas análises, decidiu não punir os controladores de vôo pelos transtornos que tomaram conta dos aeroportos nos últimos dias de 2006. Não se pode negar que a decisão causa estranheza e gera perplexidade, mas é preciso entender que só é passível de punição aquele que transgride a legislação. O que cada controlador vinha fazendo era monitorar de uma só vez muito mais aeronaves do que o estabelecido por lei, o que de um lado ajudou a camuflar a inoperância do governo Lula, e de outro colocou em risco a vida de milhares de passageiros e tripulantes. Optando pelo cumprimento da lei, os controladores não podem ser penalizados. E mais: para se entender a dimensão do caos advindo do Palácio do Planalto, é preciso ressaltar que a atuação padrão dos controladores de vôo – dentro da legalidade – gera um prejuízo de US$ 2 milhões diários. Lembrando que é possível adquirir no mercado de aviões um Fokker 100 por US$ 3 milhões, o Brasil joga no lixo, a cada ano, uma considerável frota de aviões. Coisa de país rico e de primeiro mundo.

Trem de pouso
Pensando bem, na terra do presidente Lula existem birutas demais para aeroportos de menos.

Dá-lhe Mobral!
(13/02/06) - Enquanto o presidente Lula envereda pela criação de novas universidades, sem se preocupar com o conteúdo do que será repassado aos alunos, o Ministério da Educação se preocupa em retomar a velha fórmula de alfabetização, como forma de erradicar de maneira definitiva o analfabetismo no país. Louvável pó um lado, a intenção do MEC desmorona se analisarmos os resultados da Olimpíada de Matemática, que consumiu R$ 16 milhões do dinheiro público para apresentar um resultado pífio e vergonhoso. O TV Escola, programa de ensino à distância do Ministério da Educação, perdeu o pouco dinheiro que dispunha (R$ 3 milhões) para a tal Olimpíada. Agora, o MEC e o presidente Lula, que está em plena campanha pela reeleição, vão lançar a Olimpíada de Português. E não será novidade alguma se a medalha de ouro for entregue a alguém que repetidamente diz “pra mim fazer”, “poblema”, “questã”, “menos” e ainda continua escolhendo o ônibus pela cor. Triste Brasil!

Ucho Haddad

ucho@ucho.info

Clique e participe do PROGRAMA ANISTIA ZERO, representação popular contra a anistia política a José Dirceu, enviando e-mail com nome completo e identificação (Título de Eleitor ou Carteira de Identidade - com órgão emissor)

 

EDITORA SENAC SÃO PAULO

PARCEIROS
..
.
 
BRASIL ACIMA DE TUDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANUNCIE AQUI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.
Clique na lupa e saiba tudo sobre alguns escândalos que abalaram as estruturas políticas do País.
Aqui, no Túnel do Tempo, você recorda o que de mais interessante ocorreu na política, no ano anterior.
Clique e confira as novidades e o que há de melhor na literatura, aqui na Prateleira Eletrônica.
Aqui você confere as últimas Dicas do Ucho, que traz sempre uma novidade sobre os mais variados segmentos.
Saiba quem são os parceiros do ucho.info, uma das colunas políticas mais lidas do País.
Anunciar no ucho.info é entrar em contato com milhares de leitores qualificados e formadores de opinião. Saiba mais.
© Copyright 2004-2007 - www.ucho.info - Todos os direitos reservados