Clique e confira a precisa análise
de Ipojuca Pontes sobre o governo Lula
ONDE LER O UCHO
Clique na imagem
acima e envie sua mensagem
.
CASOS
Clique na imagem
acima e confira os mais polêmicos casos da recente história
brasileira
.
TOGNOLLI
Clique
e acesse a página do jornalista e professor de Jornalismo
Claudio Julio Tognolli
.
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do Delegado de Polícia
Federal Antonio Carlos Rayol
.
FILOSOFIA
POLÍTICA
Clique
e acesse o Ética-Ciência, blog do
professor de Filosofia Roberto Romano da Silva
.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
página do jornalista e escritor José Nêumanne
Pinto
.
Estranho,
Presidente!
É bem possível, Presidente Lula, que sua ocupada
memória já não se recorde de Francenildo Costa,
um trabalhador brasileiro a quem o senhor chamou de reles caseiro. Francenildo,
o Nildo, Presidente, é aquele caseiro que denunciou o companheiro
Antonio Palocci Filho de envolvimento com o esquema de corrupção
batizado pela imprensa de República de Ribeirão, em alusão
à cidade paulista (Ribeirão Preto) que um dia já
teve o ex-ministro da Fazenda como prefeito. Até hoje, Presidente
Lula, a sociedade aguarda uma definição sobre a criminosa
e ilegal quebra do sigilo bancário do caseiro Nildo. Ora, Presidente,
não foi o senhor quem disse, durante a recente corrida presidencial,
que “nunca nesse país” se investigou tanto? Mas os
envolvidos na quebra do sigilo do caseiro estão rindo à
toa. E agora, Presidente Lula? (Foto: embuste.com.br)
Bomba-relógio
Fontes ligadas à Polícia Federal informaram com
exclusividade à coluna que o espião israelense Avner
Shemesh pode estar participando de um programa de delação
premiada, o que, se confirmado, complica, e muito, a situação
do mais polêmico banqueiro brasileiro, o “Tantas”
(a Justiça ainda anos impede de citar seu nome) no famoso caso
Kroll. Shemesh, que teve grampos telefônicos apreendidos em casa
e no escritório, pode ter concluído que o procedimento
do Ministério Público é a única saída
para evitar sua prisão. Orientado por seus advogados, que teriam
entrado com um pedido de Habeas Corpus preventivo no Tribunal Regional
da 3ª Região (São Paulo) para evitar sua prisão,
o banqueiro opportunista “Tantas” permanece, há mais
de vinte dias, bem longe da Terra Brasilis. Quem bem conhece o banqueiro
sabe que Nova York é o seu refúgio preferido.
Advocacia
opportunista
Um dos possíveis denunciados pelo israelense seria Francisco
Mussnich, advogado e ex-cunhado do banqueiro “Tantas”. O
espião Shemesh, que até bem pouco tempo trabalhou para
o “Banco das Opportunidades”, tem informações
importantes para auxiliar a Justiça a desvendar o mistério
que recobre a estratégia de defesa montada por advogados do banqueiro
no caso Kroll. Segundo informações, estaria nos planos
de Mussnich ingressar, quase que silenciosamente, com ações
judiciais para desviar o foco do polêmico caso de espionagem ilegal,
que resvalou, inclusive, no ex-assessor e companheiro do presidente
Lula, Luiz Gushiken.
Fio
trocado
Contratada entre os anos de 2002 e 2004 para vasculhar a vida dos inimigos
do banqueiro (o editor da coluna foi uma das vítimas), a Kroll
deixou uma considerável reticência na quase doentia disputa
pelo setor de telefonia no Brasil. Trata-se de Frank Holder, ex-chefe
mundial da empresa americana de espionagem, chamado às pressas
para decifrar escândalos envolvendo a Telecom Italia, na Itália,
todos ocorridos após o caso Kroll. Em outras palavras, a soberba
do advogado Mussnich e do banqueiro Tantas ainda não foi capaz
de resolver o problema do inexorável tempo.
Quem
quer dinheiro?
Mesmo assim, o causídico Francisco Mussnich tenta
dificultar a vida do advogado Marcelo Elias, contratado oficialmente,
por R$ 500 mil, como advogado da Telecom Italia. A estratégia
é patrocinar um feroz ataque contra Marcelo Elias, que defende,
também, os interesses de adversários do banqueiro “Tantas”,
como os Fundos de Pensão, a Brasil Telecom e o empresário
Luiz Roberto Demarco. No contraponto, Mussnich finge desconhecer os
pagamentos feitos pela Brasil Telecom, à época de Carla
Cicco, a renomados advogados brasileiros. Confira abaixo a
lista de pagamentos (desapreceram da memória “franciscana”),
enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
após auditoria contratada pela nova direção da
Brasil Telecom.
JOSÉ
LUIS OLIVEIRA LIMA ADVOGADOS - R$ 1,05 milhão para
defender interesses do banqueiro. Oliveira Lima é também
o advogado que defende José Dirceu no caso da cassação.
ANTONIO CARLOS
DE ALMEIDA CASTRO - R$ 6,2 milhões para defender Carla
Cico no Caso Kroll. Conhecido por Kakay, é amigo íntimo
do ex-ministro José Dirceu.
NÉLIO
MACHADO - R$ 1,6 milhão. É um dos criminalistas
que atendem o banqueiro "Tantas".
WILSON MIRZA
- R$ 1,6 milhão. Também defendeu o banqueiro "Tantas"
no Caso Kroll.
TOJAL, TEIXEIRA,
FERREIRA SERRANO & RENAULT ADVOGADOS - Contrato de R$
8,05 milhões referente ao Caso Kroll. Sérgio Renault
acaba de deixar a Casa Civil, onde trabalhou com o ex-ministro José
Dirceu. O mesmo escritório assinou outro contrato de apenas
R$ 5 milhões de reais para "suspender o acordo entre Citibank
e fundos".
IRINEU DE
OLIVEIRA ADVOGADOS - R$ 1,12 milhão para defender
liminarmente o Banco das Opportunidades na tentativa de se manter
no controle da Brasil Telecom.
LUÍS
ROBERTO BARROSO - R$ 1,73 milhão por uma medida liminar
no STJ.
MENEZES E
VIEIRA - R$ 1,75 milhão para atuar junto ao TCU em
ação do deputado Alberto Fraga (PFL/DF) contra o acordo
do Citi com os Fundos de Pensão.
SÉRGIO
BERMUDES - R$ 8,8 milhões, entre 2001 e 2005, incluindo
possível ação em Milão contra a Telecom
Italia.
WALD ADVOGADOS
- R$ 18,8 milhões para trabalhar entre março de 2004
e junho de 2005. Os contratos são genéricos sem especificar
os serviços prestados. Só o artilheiro inglês
David Beckham conseguirá ser tão bem pago.
Contagem
regressiva
Ainda no comando da pasta da Justiça, o ministro Márcio
Thomaz Bastos está cada vez mais aflito com a indefinição
do nome de seu substituto. Thomaz Bastos, que pretende voltar à
advocacia, aguarda um sinal verde do presidente Lula para deixar o cargo.
Para fazer sua reentrada no Direito, o quase ex-ministro já tem
um elegante escritório, na badalada avenida brigadeiro Faria
Lima, em São Paulo, à sua espera. E não será
surpresa se alguns dos envolvidos nos diversos escândalos do mensalão
aparecerem na lista de clientes do escritório de Thomaz Bastos.
Há quem diga que Hélio Laniado e Antonio de Oliveira Claramunt,
o Toninho da Barcelona, conhecidos doleiros paulistas que tiveram os
nomes envolvidos no escândalo do mensalão, podem desembarcar
no novo escritório do ainda ministro na condição
de clientes.
Correndo
por fora
“Trazer para dentro”. Assim o deputado federal
Gustavo Fruet (PSDB-PR) definiu a sua possível
candidatura à presidência da Câmara, antes de embarcar
para Brasília, onde participou de rodadas de negociação
com o grupo da chamada terceira via. No final da tarde de ontem, terça-feira,
Fruet foi anunciado como o candidato que irá enfrentar Aldo Rebelo
e Arlindo Chinaglia. Quando usou o termo “trazer para dentro”,
Fruet se referiu a um possível esvaziamento da sua candidatura
por parte de políticos do próprio PSDB. Na última
segunda-feira, muitos políticos ligados a José Serra disparam
telefonemas pedindo para que deputados não comparecessem à
reunião convocada pelo presidente do partido, senador Tasso Jereissati.
E essa disputa interna foi classificada como autofágica pelo
candidato Gustavo Fruet.
Chumbo
trocado
A pedido do próprio Fruet, um encontro do PSDB, marcado para
a próxima terça-feira (23), deve aprovar a indicação
de seu nome para disputar a presidência da Câmara. Durante
o encontro do tucanato, duas disputas regionais servirão de pano
de fundo para as discussões partidárias. Na Bahia, os
deputados Jutahy Magalhães Jr. e João Almeida disputam
o controle regional do partido, em uma queda de braços ferrenha,
porém silenciosa. Em São Paulo, os grupos do governador
José Serra e do deputado federal eleito José Aníbal
repetem a dose dos companheiros baianos.
À
beira do caminho
Enquanto observa de longe a disputa pela presidência da Câmara,
o PMDB, meio abandonado pelo presidente Lula, torce para que a candidatura
de Gustavo Fruet ganhe fôlego e decole. Ainda sem ver a realização
das promessas feitas durante o primeiro governo Lula, o PMDB incentiva
a terceira candidatura como forma de valorizar, ainda mais, o seu apoio
ao candidato petista Arlindo Chinaglia. E no caso do Palácio
do Planalto querer evitar um oposicionista na presidência da Câmara,
terá de pagar a fatura peemedebista. Bem mais custosa depois
do intenso tiroteio político.
Quem
paga?
A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados tem detalhes
ainda não esclarecidos. Quando sonhou em permanecer no cargo,
o mensaleiro João Paulo Cunha torrou fortunas com desnecessária
veiculação de propaganda em centenas de outdoors espalhados
por Brasília. Tudo pago com o dinheiro do contribuinte. Agora,
com Aldo Rebelo e Arlindo Chinaglia duelando pelo cargo, resta saber
quem está pagando as contas de tantas viagens para inúmeras
capitais brasileiras. De início, Chinaglia aventou a possibilidade
de cruzar o País a bordo de um jato executivo. Uma sandice para
quem pretende comandar a chamada casa dos representantes do povo.
Metralhadora
giratória
Antes de deixar o governo do Rio de Janeiro, Rosângela Matheus
disparou contra a Rede Globo, dizendo estar de posse de informações
sobre contas bancárias ilegais no exterior, pertencentes aos
controladores da emissora carioca. Desde o anúncio, pouco, ou
nada, foi feito para apurar as denúncias da ex-governadora, que,
se comprovadas, é caso para proporcionar a muitos um nascer do
sol geometricamente distinto. O Palácio do Planalto ainda não
se pronunciou sobre o caso, nem mesmo a tão competente Polícia
Federal foi chamada para dirimir dúvidas. A Vênus Platinada,
acostumada a acusações das mais variadas, silenciou diante
do fato. Ou seja, a Rede Globo só teve coragem de denunciar,
levianamente, José de Paiva Netto (LBV), Alceni Guerra (ex-ministro
da Saúde de Collor) e Ibrahim Abi-Ackel (ex-ministro da Justiça).
Fim
do mundo
Na última semana, enquanto o governador de São Paulo,
José Serra, se empenhava no Rio de Janeiro para, juntamente com
outros governadores do Sudeste, encontrar uma saída para a crise
da insegurança pública, na capital paulista um policial
civil dava mostras da quase impossibilidade da solução.
Vestindo uma ostensiva camisa da polícia de Nova York (como se
isso fosse sinal de competência), um investigador de polícia
adentrou a uma conhecida lanchonete da zona sul de São Paulo,
onde devorou um suculento sanduíche. Nada de errado se, de arma
na cintura, o investigador não tivesse cometido um erro que nenhum
policial pode cometer: entregar a viatura a um manobrista de estabelecimento
comercial. A barbárie ocorreu 15:45 horas de terça-feira
(9/01), na avenida Ibirapuera. O número da viatura, governador
José Serra, é 18706 (placas CMW-5605). E mais: para aumentar
o lado hilário do episódio, a viatura trazia a inscrição
“Operacional”.
Banho-maria
O caso da tragédia na estação em construção
do Metrô paulistano mostra o descaso das autoridades em relação
aos familiares das vítimas e moradores da região próxima
ao local do acidente. Cientes da impossibilidade de resgatar os corpos
das vítimas em tempo recorde e com facilidade, as autoridades
paulistanas prometem aos familiares, de duas em duas horas, que algo
novo deve estar para acontecer. Trata-se de uma desumanidade desproporcional,
pois os familiares que lá estão já não têm
esperança de encontrar alguém vivo. Por outro lado, os
responsáveis pela vistorias nos imóveis afetados pelo
acidente gastam no máximo cinco minutos para dar um veredicto.
Em outras palavras, muita gente vem fazendo do desmoronado canteiro
de obras uma espécie de play ground particular. E mais: indenizar
os prejudicados passou a se um jogo de empurra-empurra.
Cegueira
oficial
Prontos para entrar em ação, os policiais da Força
Nacional de Segurança, que desde a madrugada de segunda-feira
estão na Cidade Maravilhosa, devem patrulhar as fronteiras fluminenses,
na tentativa de impedir a entrada, no Rio de Janeiro, de armas e drogas.
Os policiais da FNS estarão espalhados nas principais rodovias
que dão acesso ao Rio de Janeiro, como se as estradas fossem
o único caminho utilizado pela bandidagem. Enquanto as autoridades
não controlarem o litoral (norte paulista e sul fluminense),
armas e drogas chegarão ao Rio pelo mar. Como já vem acontecendo
há muito tempo. E não é de hoje que a coluna alerta
para o fato.
Onde
está Wally?
Pensando bem, Lula é o Wally brasileiro. Nunca se sabe onde ele
está.
Bem
guardado (17/01/06)
- A polêmica sobre a morte do general Urano Bacellar, encontrado
morto no terraço de um hotel em Port-au-Prince, capital do paupérrimo
Haiti, continua. O governo brasileiro, pelo menos para a opinião
pública, reluta em admitir a possibilidade de suicídio,
o que colocaria uma espécie de dinamite no seio das Forças
Armadas. Porém, O Ministério da Justiça já
está de posse de documentos que comprovam a tese do suicídio,
mas o material está sendo guardado a sete chaves. Até
porque, tudo o que Lula não precisa no atual momento é
uma intifada militar.