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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Roberto Romano da Silva
i
Vai
falar ou não?
Presidente Lula, lá se vão vinte perguntas sem
as devidas respostas. Mesmo assim, passamos à vigésima
primeira. Presidente, muito
estranhamente, o PT, o seu partido, anunciou a intenção
de negociar com os bancos BMG e Rural, que guardam nas respectivas
gavetas as notas promissórias assinadas por Marcos Valério
Fernandes de Souza e José Genoíno Neto. O anuncio,
diga-se de passagem, aconteceu dias antes de o Ministério
Público Federal, em Belo Horizonte, oferecer denúncia
contra os dirigentes do BMG, além de Delúbio Soares,
José Genoíno, Marcos Valério, Renilda Maria
Santiago, Ramon Hollerbach, Cristiano de Mello Paz e Rogério
Lanza Tolentino. Presidente, para denunciar a quadrilha, o MP
Federal alegou terem sido fraudulentos os empréstimos
concedidos pelo BMG ao PT. Presidente, beira a galhofa essa
coisa de empréstimos ao PT, pois um partido que garante
que irá arrecadar R$ 8 milhões em menos de quinze
dias – o dinheiro será utilizado para pagar os
penduras da última campanha – não carece
de empréstimos bancários. Ou será que precisa,
Presidente Lula? (Foto: desieni.com)
Dourando
a pílula
Dando continuidade à linha de raciocínio
acima, Presidente Lula, estranha também é essa
complacência dos banqueiros, os quais,
durante décadas, freqüentaram a maledicência
do PT e de seus integrantes. Presidente, considerando que tudo
o que o senhor mesmo falou, lá no passado, sobre bancos
e banqueiros é verdadeiro, é de causar indignação
que alguém conceda empréstimos com a certeza de
não receber. Por outro lado, Presidente, o senhor, que
abusa da inteligência do brasileiro, há de concordar
ter sido nada usual pagar o publicitário Duda Mendonça
no exterior, utilizando para tal uma conta bancária em
paraíso fiscal. Presidente, esse tipo de operação
– empréstimo para não pagar – é
típico de quem tem fortunas no exterior e não
sabe como trazê-las ao País. Não seria mais
fácil e tranqüilo, Presidente Lula, admitir que
tudo deu errado, e que esses tais empréstimos foram apenas
de fachada? (Foto: fredsakademiet.dk)
Pau
mandado
Considerado amador no trato com dinheiro de campanha,
o tesoureiro da reeleição do presidente Lula,
José de Filippi Júnior abusa, segundo petistas,
ao condenar a decisão do TSE de impugnar a contabilidade
por ele comandada. Na verdade, Filippi Júnior, que conquistou
fama da noite para o dia, não é nenhum gênio
das finanças eleitorais, a ponto de arrecadar R$ 10 milhões
em menos de quinze dias, como ele próprio prometeu. O
que poucos sabem é que Delúbio Soares, envolvido
no escândalo do mensalão, atuou, e muito, na recente
campanha do presidente Lula. Até porque, ninguém
é de ferro. Nem Lula, nem Delúbio.
Dada
a largada
Como revelou a coluna, com semanas de antecedência,
um dos nomes que devem surgir como candidato à sucessão
do presidente Lula é o do governador eleito de Sergipe,
Marcelo Déda. Outro nome que anunciamos e que terá
destaque nas relações com o Palácio
do Planalto é o do governador eleito da Bahia,
Jaques Wagner, que conseguiu a proeza de interromper o carlismo
na terra de Todos os Santos. A disputa, daqui por diante, será
travada entre Déda e Wagner, que de companheiros passarão
a concorrentes diretos. E não será novidade alguma
se Lula turbinar as duas candidaturas para, no final, atirar
ambos aos leões da ganância petista. E mais: Dilma
Rousseff continua correndo por fora e como azarão. Olho
nela!
Tudo
combinado
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, disse, em Manaus,
que os resultados positivos das últimas pesquisas de
opinião não o deixam
“vaidoso ou de sapato alto, mas com mais responsabilidades"
para o segundo mandato. Quando o assunto é pesquisa de
opinião, alguns detalhes devem ser considerados. A ciência
que embasa as pesquisas é a estatística, a qual
considera morno um cidadão que, morto, está com
a cabeça no congelador e os pés no forno. Por
outro lado, o mecanismo das pesquisas, quando anunciadas previamente,
são conhecidos. Basta derramar correligionários
nas áreas a serem pesquisadas, e pronto. Depois, não
se pode esquecer que o PT e o governo Lula são, no momento,
os maiores clientes de pesquisas do País. E quem é
o louco que mata a galinha dos ovos de ouro? (Foto:
abc.es)
Passa-moleque
Presidente interino do PT, desde que o aloprado Ricardo
Berzoini foi flagrado com a mão no Dossiê Cuiabá,
o aspone Marco Aurélio Garcia – é assessor
especial da Presidência da República para assuntos
internacionais – declarou, dia desses, que os petistas
envolvidos em escândalos de corrupção serão
expulsos do partido. Trata-se de uma balela discursiva, pois
a maioria dos envolvidos é ligada ao ainda todo-poderoso
José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil e agora lobista bem
sucedido. Nem mesmo o alucinado Bruno Maranhão, que comandou
a invasão e depredação da Câmara
dos Deputados, em 6 de junho passado, foi expulso do partido.
De mais a mais, os envolvidos nos escândalos da corrupção
petista sabem muito mais do que deveriam e do que gostaria o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Marco Aurélio
Garcia continua acreditando que todos são iguais a Paulo
Okamotto, engana-se.
Piada
de salão
Há uma hilária dicotomia
no discurso advindo de La Paz, capital da
Bolívia. O governo do cocalero Evo Morales
garantiu que a Petrobras será indenizada no caso da nacionalização
da planta de gás que a estatal brasileira mantinha no
país vizinho, como se o povo brasileiro acreditasse em
balelas de tal ordem. No contraponto, uma missão oficial
do governo boliviano desembarcou em Brasília para arrancar
do governo brasileiro mais investimentos no país. Desde
que foi anunciado imbróglio do gás boliviano,
esta coluna tem insistido na tese de que tudo não passa
de uma enorme e combinada armação da esquerda
criminosa e populista que tenta dominar a América Latina.
O que o governo de Evo Morales deseja é indenizar a Petrobras
com dinheiro do governo brasileiro, o que mostra ser tudo isso
uma armação ilimitada. Está cada vez mais
evidente que a lufada de nacionalização deflagrada
por Morales servirá para reforçar o caixa 2, no
exterior, dos envolvidos no criminoso caso.
Engrossando
a fila
“A pressão está muito forte e acredito que
há possibilidade de recuo”. Com tais palavras o
deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) –
foi o
campeão de votos em outubro passado, no Paraná
– analisou a crise gerada pelo aumento imoral dos salários
de deputados e senadores, que, até segunda ordem, continua
valendo R$ 24,5 mil. Fruet, um dos mais respeitados políticos
brasileiros, é um dos signatários do mandado de
segurança que será enviado ao Supremo Tribunal
Federal, na tentativa de barrar a escandalosa majoração
salarial, a qual vem causando reações de toda
ordem. Caso nenhuma medida surta efeito – e as chances
de isso acontecer são grandes – Gustavo Fruet assumiu
o compromisso de doar a diferença – perto de R$
11 mil brutos – a obras educacionais, a exemplo do que
vem fazendo com o valor recebido em todas as convocações
extraordinárias da Câmara. “Lamento que o
reajuste tenha sido decidido apenas entre líderes partidários,
sem votação em plenário, impedindo a manifestação
dos parlamentares contrários”, completou Fruet.
O
que é isso, companheira? Verdadeira bomba-relógio, o aumento salarial
tem revelado ao mundo a desfaçatez política de
alguns petistas, os quais, durante os anos de oposição,
condenaram com veemência práticas semelhantes.
Mesmo que constitucional seja, o tal aumento, que é imoral,
tem causado discórdia entre petistas ilustres. Henrique
Fontana, deputado federal e líder do PT na Câmara,
disse, em um primeiro momento, que era favorável ao aumento
salarial, o que, na ocasião, foi interpretado como uma
arma eleitoral para fazer de Arlindo Chinaglia o próximo
presidente da Casa legislativa. No outro lado do Congresso,
no Senado, a discussão foi pior e mais acirrada. Inicialmente
favorável ao aumento, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP)
recuou em sua decisão e agora é contra a barbárie
cometida contra o povo. Ideli Salvatti, senadora por Santa Catarina
e líder do PT no Senado, que defendeu com fervor o aumento
salarial, disse que Suplicy não merece mais a sua confiança.
Que o PT é um reduto de aloprados todos sabem, mas encontro
de avarentos é novidade. A cada novo dia que surge, Ideli
Salvatti perde inúmeras chances de fazer do próprio
silêncio o melhor dos seus discursos. Enfim, cada povo
tem os políticos que merece. Pobre e bela Santa Catarina...
Todo
cuidado é pouco
O aumento salarial concedido aos parlamentares foi o motivo
alegado
pela mulher que, na tarde desta segunda-feira, foi detida pela
polícia baiana depois de desferir uma facada nas costas
do deputado federal Antonio Carlos Magalhães
Neto (PFL-BA), o ACM Neto. Inicialmente, surgiu a informação
de que a agressora sofria de distúrbios mentais, mas
na delegacia a mulher alegou que o ato foi uma represália
ao aumento de 90,7% no salário de deputados e senadores.
É preciso salientar que esse tipo de indignação
popular é tudo o que os golpistas de plantão mais
desejam para, em um suposto momento de caos, mostrar à
população a necessidade de fechamento do Congresso.
É verdade que o mais importante no momento é a
recuperação do parlamentar baiano, que não
corre risco de morte, mas o brasileiro precisa estar atento
aos movimentos na coxia do poder.
Pratos
limpos
Durante o recente período eleitoral, listas de
parlamentares
supostamente inelegíveis circularam pela rede mundial
de computadores, sendo que alguns dos acusados eram inocentes.
Deputado federal reeleito pelo PSDB, o ex-prefeito de Sorocaba
(1988-1992), no interior de São Paulo, Antonio
Carlos Pannunzio foi absolvido pelo Supremo Tribunal
Federal do crime de responsabilidade que tentaram lhe imputar
indevidamente. As tais listas começaram a circular depois
que o assunto foi tratado por grandes veículos da imprensa
nacional, mas o STF julgou improcedente a ação
proposta. Pannunzio, que parte para mais um mandato como deputado
federal, poderá rumar a Brasília com a leveza
da inocência reconhecida.
Dona
Promessa Depois
de prometer o impossível durante a campanha eleitoral,
a deputada federal e governadora eleita do Rio Grande do Sul,
Yeda Crusius (PSDB), desaponta o eleitorado e já pensa
em aumentar os impostos. Desde que venceu a eleição,
Yeda Crusius vem se inteirando da real situação
do estado, que nos últimos anos pouco avançou
em termos de desenvolvimento. Representantes da Secretaria da
Fazenda entregaram à governadora eleita um plano para
recuperar as finanças do Rio Grande, cuja solução
está na majoração das alíquotas
de impostos sobre energia elétrica, telefonia e combustíveis.
É bom lembrar que ale de não ser aquilo que prometeu,
Yeda Crusius pode cair na mesma armadilha do ainda governador
Germano Rigootto, que perdeu as eleições por conta
do aumento de impostos.
Tiro
no pé Ainda
Yeda... A governadora eleita do Rio Grandedo Sul, Yeda
Crusius,
vem colecionando polêmicas mesmo antes de assumir oficialmente
o cargo no próximo dia 1º de janeiro. Tirante a
intifada que o vice Paulo Feijó promete para as próximas
semanas, o novo secretário de Justiça, Ênio
Bacci, do PDT gaúcho, já patrocinou a primeira
saia justa à governadora eleita. Bacci, em suas primeiras
entrevistas como escolhido para a pasta da Justiça, disse
ser favorável à prisão perpétua.
“Bandido tem que ser tratado como bandido, de acordo com
as leis e com o rigor das leis, sem dar moleza”, declarou
Ênio Bacci. Trata-se de uma aberração discursiva,
pois a idéia defendida por Bacci foge dos ditames do
Código Penal e da Lei das Execuções Penais.
Por outro lado, o sistema prisional brasileiro, a exemplo do
que acontece em vários países, é um depósito
de condenados que produz criminosos ainda piores. Conceitualmente,
o ser humano não foi criado para ter a liberdade cerceada,
e nem mesmo para ouvir besteiras de tal naipe. Resumindo, Yeda
Crusius nem começou e já está errando de
maneira assustadora.
Pé
esquerdo
Berço de dois dos mais belos e badalados espetáculos
do planeta – o reveillon e o Carnaval – o Rio de
Janeiro vai enfrentar, a partir de 2007, um tiroteio bem diferente
daqueles que dominam as linhas Amarela e Vermelha: o tiroteio
político. Governador eleito do Rio de Janeiro, o peemedebista
e ainda senador Sérgio Cabral vai ter problemas políticos
sérios nos bastidores, pois Anthony Garotinho, atual
eminência parda do Palácio Guanabara, foi reeleito
para como presidente do PMDB fluminense. Garotinho, que por
impedimento legal fez da mulher, Rosângela, sua marionete
política, não costuma rezar no genuflexório
da política as orações que entoa em suas
incursões evangélicas. E Sérgio Cabral
que se cuide, por que de Garotinho o Anthony só tem o
nome.
Terra
à vista
Pensando bem, o Cabral ainda vai perceber que quem descobriu
o Rio de Janeiro foi um Garotinho.
Governo
circulante (19/12/05)
- No exercício de 2006, o Palácio do Planalto
estimou que irá gastar R$ 2.036.851,00 em combustíveis.
De acordo com o processo de licitação nº
00140.000451/2005-65, do total acima, R$ 1.691.527,00 serão
gastos em combustíveis a serem utilizados nos deslocamentos
do presidente Lula e do vice José Alencar, sendo que
a diferença se refere à compra de óleo
para as caldeiras palacianas. Para quem gosta de números
e projeções, o Planalto vai gastar R$ 4.634,32
por dia em combustível veicular, ou R$ 193,00 por hora
ou, ainda, R$ 3,21 por minuto. Enquanto o presidente Lula torra
o dinheiro público com gasolina e outros combustíveis,
o trabalhador, em sua insana e diária carestia, enfrenta
160 horas de labuta para faturar a fortuna de R$ 300 mensais.
Em outras palavras, o presidente roda e o Brasil não
anda.