Clique
e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
Clique
e confira, no Vaca Amarela, as perguntas que ainda estão
sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do colunista
do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
FILOSOFIA
POLÍTICA
Clique
e acesse o Ética-Ciência,
blog do colunista do ucho.info e professor de Filosofia
Roberto Romano da Silva
i
Silêncio
obsequioso
Presidente Lula, já são dezoito as perguntas por
nós formuladas que não
mereceram ainda a sua atenção. Presidente, há
quem diga que a mitomania é um mal sem cura, mas com
um pouco de boa vontade a patologia da mentira pode ser sensivelmente
reduzida. É fato que o poder embriaga, e que as benesses
por ele proporcionadas são indescritíveis, mas
faltar com a verdade é condenável, especialmente
para quem, um dia, disse que a esperança venceria o medo.
Alguns meses antes da corrida presidencial, a qual o senhor
faturou a primeira posição, o seu governo derramou
a bagatela de R$ 37 milhões para anunciar a auto-suficiência
brasileira em petróleo, como se o senhor fosse o Sassá
Mutema planetário, quando, na verdade, a confortável
situação do País neste quesito é
resultado de décadas de trabalho e investimentos. Acontece,
Presidente, que aquela anunciada auto-suficiência só
deve acontecer em fevereiro de 2007, segundo a própria
Petrobras. Quando o assunto é corrupção
e bandalheira, o senhor, como sempre, pouco ou nada sabe. Agora,
Presidente, com o povo ciente de que a tal esperança
não passou de balela eleitoral, responda. É verdade
que a mentira sobre o petróleo foi uma armação
de campanha ou o senhor também não sabia? Responda,
Presidente, pois o Brasil quer ouvi-lo. (Foto:
guardian.co.uk)
Face
lenhosa
Para sacramentar o sepultamento da Justiça Eleitoral,
o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, comandou,
no começo da noite desta
quinta-feira, a
sessão de diplomação do presidente reeleito
Luiz Inácio Lula da Silva, e do seu vice, José
Alencar. Como sempre, o presidente Lula, que prometeu não
se emocionar, chegou às lágrimas no momento em
que se referiu ao povo brasileiro, como se ele (Lula) estivesse
preocupado com o que acontece nas ruas do País. Ao afirmar
que o povo humilde não precisou de intermediário
no processo eleitoral, Lula reconheceu que o governo federal
foi o próprio lobista de sua reeleição,
sendo que a degradante esmola batizada de Bolsa Família
falou mais alto nas urnas. Desta vez usando lenço próprio
– em 2002 foi obrigado a pedir um emprestado – Lula
derramou lágrimas crocodilescas, as quais certamente
servirão, mais adiante, de moldura para o alvejante golpe
que se anuncia. Depois é que virão as lágrimas.
(Foto:
Celso Junior - Agência Estado)
Parlapatão
planaltino
Senhor dos mais hilários tropeços discursivos,
Luiz Inácio da Silva, o
nosso presidente Lula, abusou mais uma vez, nesta quinta-feira,
das incongruências do pensamento. Ao participar da instalação
do parlamento do Mercosul, solenidade que teve lugar no Senado
Federal, Lula voltou a lembrar o avião bimotor que doou
ao governo do Senegal, atendendo a um pedido do presidente daquele
país, que desejava combater uma praga de gafanhotos no
milharal senegalês. É fato que agir fraternalmente
é a melhor maneira de coexistir, mas Lula peca ao bravatear
ao redor do planeta enquanto o agronegócio brasileiro
vive momentos de bambolê. Mesmo assim, para dar ares de
humanidade ao seu insólito e rápido discurso,
Lula disparou: “Quem de nóis não nasceu
pequeno. Quem de nóis não nasceu humilde”...
Presidente Lula, há uma coisa nessa terra de ninguém
que não nasceu pequena e nem mesmo humilde. A corrupção
petista, aquela que o senhor nunca soube. (Foto:
embuste.com.br)
Deu
pane
Para turbinar o seu ininteligível raciocínio,
Luiz Inácio Lula da Silva enalteceu o crescimento dos
países integrantes do Mercosul, lembrando que a Associação
para o Livre Comércio das Américas – Alca
sumiu da imprensa brasileira e da agenda dos presidentes dos
países do cone sul. Que o assunto tenha sumido da mídia
não é de se estranhar, pois os principais veículos
de comunicação do Brasil estão sendo transformados,
às custas de muito dinheiro, em Pravdas tupiniquins.
Por outro lado, Lula mostra ser um incongruente, pois atacar
a Alca é tarefa de esquerdista puro sangue, e não
para alguém que dias atrás, em mais uma bizarrice
discursiva, renegou a esquerda. Ou será que Lula é
o primeiro eunuco da política brasileira?
Bandalhos
com canudo
O
que deveria ser aprovado na calada da noite, transformando-se
em um golpe contra o cidadão, foi decidido ontem durante
reunião entre os integrantes das mesas diretoras do Senado
e da Câmara e os líderes dos partidos políticos.
A majoração do salário dos parlamentares,
que agora passa a valer R$ 24.500,00, mostra que o Brasil está
longe de ser uma democracia. Não bastasse o salário
que vale o equivalente a setenta salários mínimos,
os parlamentares continuarão recebendo verba de gabinete
– na Câmara chega a R$ 50 mil por deputado -, auxílio
moradia (R$ 3 mil) e outras tantas benesses, valores que serão
aumentados na mesma proporção dos salários.
Barato seria ao contribuinte brasileiro se deputados e senadores
se contentassem apenas com essas milionárias verbas.
Mas não, o Congresso é um imundo balcão
de negócios que alarga a cada novo dia que surge.
Chama
o ladrão!
Imunda e criminosa, a manobra que garantiu o aumento
do salário dos
parlamentares foi a única forma encontrada por Renan
Calheiros e Aldo Rebelo, presidentes do Senado e da
Câmara dos Deputados, respectivamente, para que continuem
no comando das Casas legislativas. Não bastasse a corrupção
desenfreada que tomou conta dos corredores do Congresso, ao
brasileiro caberá financiar a reeleição
de Calheiros e Rabelo. O que mais indignação causa
é que para aumentar o salário mínimo –
em maio de 2007 passa a valer a fortuna de R$ 375 – o
Brasil assistiu a galhofas como o esforço concentrado,
brigas partidárias, discussões políticas
e outros salamaleques mais. Agora, meu caro leitor, imagine
se o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, não fosse
comunista. Por isso, na próxima vez que você for
ao Congresso, leve a tiracolo o seu ladrão particular.
Apenas por medida de segurança.
Memória
curta
Quando alguma barbárie política
vem à luz das discussões, o primeiro bordão
que entra em cena é aquele que diz ser o brasileiro dono
de curta memória. Mas não são apenas os
eleitores que sofrem de amnésia política. Senadores
e deputados, nessa safada decisão de ontem, acabaram
esquecendo de Edivaldo de Lima Araújo, que meses atrás,
quando ainda estava desempregado, ameaçou se jogar das
galerias do Senado durante sessão deliberativa da Casa.
Assustados com a possibilidade de uma tragédia, os senadores
que estavam no plenário trataram de arrumar rapidamente
um emprego para o desempregado suicida, que hoje deve estar
trabalhando no serviço de limpeza do Senado. Assim, a
nossa esperança repousa na possibilidade de Edivaldo
de Lima Araújo um dia conseguir varrer o lixo que infesta
o Congresso Nacional.
É
o fim
“Tem que se enfrentar o problema. Não é
pecado se tratar disso. Pecado é propor imoralidades”.
Assim o líder do PTB na Câmara, deputado José
Mucio Monteiro (PE) defendeu o aumento salarial concedido a
deputados e senadores. Mucio Monteiro engana-se ao dizer nas
entrelinhas que o tal aumento não é uma imoralidade.
De acordo com o dicionário Houaiss, imoralidade é
"a prática de maus costumes; depravação,
libertinagem". Assim, depois de tão sábia
explicação – a do Houaiss, é claro
– é preciso reconhecer que o deputado José
Mucio Monteiro está certo quando afirma que não
se pode propor imoralidades. Até porque, deputado José
Mucio, imoralidade é o salário mínimo que
um reles trabalhador recebe depois de trinta dias de árdua
labuta, e não essa fanfarrice salarial que agracia seis
centenas de indolentes e enganadores que, quando muito, trabalham
dois dias e meio por semana.
Primeiro
mundo Para
quem ainda acredita que o Brasil é um país de
terceiro mundo, revelamos alguns números que não
apenas mostram ser a nossa querida Botocundia uma nação
privilegiada, como evidencia que nossos políticos estão
entre os melhores do planeta. No Chile, um deputado recebe mensalmente
US$ 14.491,00. Nos EUA, US$ 12.491,00. No Canadá, US$
12.308,00. No México, US$ 12.301,00. No Brasil, US$ 11.395,00.
Na Alemanha, US$ 10.571,00. No Reino Unido, US$ 9.881,00. Em
Portugal, US$ 4.557,00. Mas você, meu caro leitor, não
deve ficar tão animado, pois agora apresentamos o PIB
per capta de cada país acima citado. Chile – US$
10.874,00. EUA – US$ 39.676,00. Canadá –
US$ 31.263,00. México – US$ 9.803,00. Brasil –
US$ 8.195,00. Alemanha – US$ 28.309,00. Reino Unido –
US$ 30.821,00. Portugal – US$ 19.629,00. Resumindo, o
último que sair apague a luz, pois a quadrilha não
pode ter despesas extras.
Bom
velhinho
Coma proximidade do Natal, a coluna decidiu tirar da gaveta
um projeto para presentear o descaramento que tomou conta da
política nos últimos tempos. Vilã na já
encerrada novela global “Belíssima”, Bia
Falcão, personagem vivido pela genial Fernanda Montenegro,
representou a materialização da impunidade reinante
no País. Assim, a coluna retoma o "Troféu
Bia Falcão", como forma de reconhecer a
desfaçatez que toma de assalto algumas figuras de nossa
desvairada política. Para que o mensalão não
caia nas raias do esquecimento, o premiado é o ainda
deputado José Janene (PP-PR), que vergonhosamente
escapou da cassação. No âmbito das sanguessugas
e suas milionárias ambulâncias, o prêmio
vai para o senador Ney Suassuna (PMDB-PB),
que também escapou da cassação. E como
não poderíamos deixar de homenagear o senador
Renan Calheiros e o deputado Aldo Rebelo
pelo minguado (sic) aumento salarial dos parlamentares, ambos
conquistaram o "Troféu Bia Falcão" na
categoria “hors concours”. Clique
aqui e envie sua sugestão, escolhendo um
parlamentar ou freqüentador do mundo político que
mereça ser laureado com o "Troféu Bia Falcão".
Esqueceu
por quê?
Tudo na vida é passível de perda –
do companheiro à dignidade de vida – mas a única
coisa que o ser humano não pode perder é a coerência.
Sem ela (coerência), a existência humana perde o
sentido. Ontem, quinta-feira (14/12), o ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, criou uma comissão que irá
estudar medidas para combater o uso de telefones celulares no
sistema prisional brasileiro, o que, na opinião das autoridades,
tem patrocinado muitas das rebeliões insufladas por facções
criminosas. A decisão de Thomaz Bastos foi embasada em
dois pontos principais: “situação alarmante
provocada por rebeliões em estabelecimentos penitenciários”
e “a necessidade de assegurar o isolamento eficaz dos
sentenciados”. Mas o então advogado e agora ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não deve
recordar do que ocorreu em setembro de 2001, em um distrito
policial da zona sul da capital paulista. Um preso, que pagou
alguns milhares de Reais por um telefone celular, telefonava
quase que diariamente para um conhecido e renomado escritório
de advocacia da Paulicéia Desvairada. Coisas da amnésia
interesseira.
Primo
do Aladim Como
editor desta tão lida coluna – o governo Lula finge
que não lê –
cabe-me a obrigação de fazer uso do raciocínio
- há quem diga que é insano – para tentar
compreender o que se passa na política nacional. De acordo
com a mais humilde interpretação gramatical, Partido
dos Trabalhadores é a agremiação política
que defende os interesses dos trabalhadores. No Brasil, como
já era de se esperar, o tal PT é o partido que
defende os interesses daqueles que não trabalham. Mesmo
assim, o contribuinte deve cobrar do líder do PT na Câmara,
deputado Henrique Fontana (RS), que dia desses
afirmou que ao salário dos parlamentares deveria ser
incorporada a inflação. Ora, se o aumento salarial
concedido a esses bravos trabalhadores brasileiros, que suam
para estar dois por semana no Congresso, é de mais de
90%, alguma coisa está errada no discurso oficial. Ou
o presidente Lula não sabe o que fala, ou venderam o
prédio do Congresso para o Ali Baba.
Audácia
do bofe Durante
a homenagem à senadora Heloísa Helena, que na
última quarta-
feira se despediu da vida parlamentar depois de perder a corrida
presidencial, um telefonema dado ao presidente do Senado, Renan
Calheiros, causou constrangimento nos bastidores do parlamento.
Senadora por Santa Catarina, a petista Ideli Salvatti
exigiu o fim da cerimônia para que fosse iniciada a ordem
do dia. Há de se compreender que o poder proporciona
uma sensação estranha e inexplicável, mas
Ideli Salvatti deveria se preocupar com coisa mais importantes,
as quais continuam sem explicação. A lama do mensalão
foi para debaixo do tapete petista. A benevolência do
doador universal Paulo Okamotto continua sem explicação.
A morte de Celso Daniel ainda é uma incógnita.
O talento e a genialidade empresarial de Fábio Luiz Lula
da Silva, o Lulinha, ainda assusta. O visgo venenoso das sanguessugas
ainda impregna a dignidade do povo brasileiro. Mas Ideli Salvatti
um dia há de saber o que significa uma saída honrosa
da vida pública.
E
o salário ó!
Na semana que ora se encerra, o ministro Waldir Pires –
dizem que é da Defesa – ao tentar explicar no Congresso
o quase perene Caos Aéreo Nacional, acabou reclamando
do próprio salário, que, descontada fatia do Leão,
é de pouco mais de R$ 6.500,00. Para quem integra um
governo dos trabalhadores chega a ser uma heresia alguém
desdenhar um salário que corresponde a quase vinte salários
mínimos. De mais a mais, engana-se quem pensa que aqueles
que chegam à Esplanada dos Ministérios se contentam
com os minguados salários que recebem. Até porque,
por tudo que se sabe, o Brasil está longe de ser uma
fábrica de patriotas.
Fio
trocado
Pensando bem, como no Brasil tudo é inverso, cada presidente
tem o povo que merece.
Mordaça
contemporânea (15/12/05)
- Por decisão da 5ª Vara Federal de São Paulo,
o ucho.info, a exemplo de outros órgãos
de comunicação, está proibido de divulgar
o conteúdo do caso Kroll. Contratada pela Brasil Telecom,
a empresa americana executou espionagem ilegal que acabou resvalando
em figuras do primeiro escalão do governo Lula, como
foi o caso do ex-presidente do Banco do Brasil, Cássio
Casseb de Lima, e Luiz Gushiken, que tiveram a intimidade escandalosamente
bisbilhotada. Diz o ditado que manda quem pode, obedece quem
tem juízo, mas trata-se de uma decisão arbitrária,
principalmente considerando os envolvidos no polêmico
caso, que tem em uma das pontas o mais polêmicos banqueiro
tupiniquim de todos os tempos. Se divulgar a verdade dos fatos
é passível de censura, o que dizer do verdadeiro
contratante da espionagem, que patrocina ameaças das
mais diversas e para ver sua vontade atendida não mede
esforços, inclusive invadindo o domicílio alheio?