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e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
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e confira, no Vaca Amarela, as perguntas que ainda estão
sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
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Roberto Romano da Silva
i
Justiça
feita
“Você, eu aparteio de pé”. “Você,
minha cara Heloísa, é uma rosa azul que consegue
vicejar no pântano”. Do senador Jefferson Perez,
ao discursar na despedida de Heloísa Helena, no plenário
do Senado. “Poucos puderam sair daqui com a cabeça
erguida”. Do senador Cristovam Buarque, ao falar de Heloísa
Helena.
Brava
Heloísa
Presidente Lula, hoje, por sorte, nossas perguntas serão
postadas mais
abaixo. E esse favor o senhor deve agradecer à brava
Senadora Heloísa Helena, que ontem,
quarta-feira, se despediu da vida parlamentar depois de concorrer
à Presidência da República e perder ganhando.
A Heloísa Helena que o senhor se empenhou para que fosse
expulsa do Partido dos Trabalhadores. A Heloísa Helena
que tantas vezes acusou o seu governo de banditismo político,
sem que ninguém ousasse contestá-la. A Heloísa
Helena que o senhor não teve coragem suficiente para
enfrentá-la durante debate eleitoral. A Heloísa
Helena que o Brasil pára para cumprimentá-la,
onde quer que essa brava alagoana esteja. A Heloísa Helena
que estocou as coxias palacianas com sua coerência de
pensamento. A Heloísa Helena que, inconformada, assistiu
às manobras escusas realizadas no Congresso sob suas
ordens, Presidente. A Heloísa Helena que defende o Nordeste
brasileiro com garra e dedicação, e dele não
faz um reles curral eleitoral. A Heloísa Helena que ontem
arrancou lágrimas do Brasil. A Heloísa Helena
que parou as redações jornalísticas de
todo o País. A Heloísa Helena que nas ruas arranca
o que o senhor não conseguiu nas urnas: o carinho do
povo. O senhor, Presidente Lula, ganha com a partida temporária
de Heloísa Helena, porque sai de cena uma das mais ácidas
e coerentes críticas do Estado e do seu governo. Mas
o Brasil, Presidente, perde e muito. (Foto: Vogue)
Doce
veneno
Bocas pusilânimes, vadias, vagabundas. Assim Heloísa
Helena, depois de
ouvir um sem fim de elogios, retomou o velho e necessário
discurso condenando aqueles que a ofenderam, ameaçaram
e traíram o voto do eleitor brasileiro. E mais: dirigindo-se
subliminarmente ao Palácio do Planalto, Heloísa
Helena disse que com “eles aprendeu como não deve
ser”. Mesmo assim, o presidente Lula ainda abusa da bravata
discursiva “nunca neste país...”
Espelho
faz falta
Falando em honestidade
e coerência, o senador Delcídio Amaral
(PT-
MS), aparteando Heloísa Helena, disse, sob quase copiosas
lágrimas, que a senadora alagoana estava fazendo o que
o povo exige de um parlamentar. Ou seja, retidão de caráter.
Mas Delcídio Amaral, que presidiu a CPI Mista dos Correios,
não derrama uma só lágrima quando seu gabinete
é tomado por bisonhas conversas sobre a Petrobras ou
se alguém lhe cobra explicações sobre o
caso da mineradora Urucum. O fato é que o Congresso muitas
vezes, dependendo da situação, se transforma em
uma reunião de crocodilos emotivos. Choram sem o menor
constrangimento, como se o povo acreditasse nas lágrimas
que caem. Clique
aqui e entenda o caso da mineradora Urucum, em
uma série de reportagens do competente jornalista Allan
de Abreu.
Fala
Lula, fala!
Presidente
Lula, só para não perdermos o hábito de
questioná-lo, aqui
vai a nossa décima oitava pergunta, lembrando que as
anteriores – já são dezessete – até
agora não mereceram a sua atenção. E o
senhor, Presidente, não pode alegar desconhecimento,
pois sua assessoria acessa esta página eletrônica
diariamente. Presidente, muito estranhamente, o seu governo
soube apenas repudiar os dados revelados recentemente pela ONU,
que rebaixou o País no ranking da mortalidade. Segundo
a organização, no Brasil morrem, ainda no primeiro
ano de vida, trinta e três crianças em cada mil
nascidas. Isso, Presidente, é porque as mães não
têm acesso aos chamados exames pré-natais, o que
é uma vergonha se considerarmos que o PT se especializou,
nos últimos tempos, em mandracarias da corrupção.
O senhor, Presidente, não se lembra de alguém
ter dito, recentemente, que a saúde no Brasil estava
próxima da perfeição? (Foto:
Keystone)
Fim
de linha
Depois
de se reunir, no Palácio do Planalto, com o conselho
político que dará apoio ao seu segundo governo,
o presidente Lula voltou a vasculhar o baú das possibilidades
na tentativa de encontrar uma saída para o anunciado
crescimento anual na casa dos 5%. Enquanto isso, a crise começa
a bater à porta do agronegócio. O aumento no preço
da soja, um dos carros-chefe das exportações brasileiras,
tem uma explicação numérica. Em 2005, no
oeste gaúcho, os plantadores de soja colheram, média,
trinta sacos do produto por alqueire. Agora em 2006, a expectativa
nas cooperativas agrícolas da região é
de que os números caiam pela metade. É verdade,
Presidente Lula, “nunca neste país...”
Cega
e vergonhosa
Logo
mais, sob os auspícios da cegueira da Justiça
Eleitoral (leia-se TSE), Luiz Inácio Lula da Silva será
diplomado como presidente eleito, o que lhe garante a possibilidade
de, no próximo dia 1º de janeiro, tomar posse e
dar início ao seu segundo mandato. Em atitude tão
bizarra quanto inexplicável, o TSE aprovou as contas
do comitê de campanha do presidente Lula, mas rejeitou
a contabilidade do comitê financeiro. São decisões
dúbias como a do TSE, que é presidido pelo ministro
Marco Aurélio Mello, que levam o brasileiro a entender
cada vez menos o que acontece por aqui. E quem não se
lembra de Salvattore Cacciola (Banco Marka), Fernandinho Beira-Mar
e Marcos Magalhães Pinto (Banco Nacional)?
Mármore
do inferno
Ministro
das Relações Institucionais, o gaúcho Tarso
Genro, que foi um fiasco como ministro da Educação
e teve meteórica passagem pela presidência do PT,
está mesmo vivendo o pior momento de sua carreira política.
Durante discurso em homenagem à senadora Heloísa
Helena, Pedro Simon, que tanto insistiu para que a parlamentar
alagoana não voltasse à sua terra natal, convidou
a ex-candidata à Presidência para visitar o Rio
Grande do Sul. E completou o senador Pedro Simon, dizendo que
levaria Heloísa Helena ao município gaúcho
de Santa Maria, terra de Tarso Genro, para mostrar ao ministro
como as coisas devem ser feitas. Receber uma reprimenda de um
gaúcho do calibre político de Pedro Simon é
um convite para uma longa hibernação.
Calada
da noite “Vexaminosa”.
Assim o senador Jefferson Peres (PDT-AM), que pediu a palavra
antes da homenagem à senadora Heloísa Helena,
classificou a tentativa do Congresso de aumentar os salários
de senadores e deputados na próxima sexta-feira (22),
quando o mundo político estará experimentando
o próprio apagar das luzes. De acordo com o senador amazonense,
Câmara e Senado baixariam atos administrativos que fixaria
o salário dos parlamentares em R$ 24.500,00, sem que
o assunto fosse discutido e votado nas duas Casas parlamentares.
Com a denúncia de Jefferson Peres, o presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), foi obrigado a correr para estancar
uma crise institucional que estava para ser deflagrada. E mais:
coerente como sempre, Peres propôs que, diante do aumento
salarial que se anuncia, fosse suspensa a verba adicional de
R$ 15 mil que senadores recebem mensalmente para gastos em seus
respectivos estados.
Sem
dó
Enquanto boa parte do PMDB se articulava nos bastidores para
definir o tamanho da mordida que dará no governo Lula
em troca de um criminoso apoio político no segundo mandato
do petista, peemedebistas que condenavam o adesismo com veemência
e propriedade. Falando da tribuna do Senado, o senador Almeida
Lima (PMDB-SE), em acalorado discurso, disse que “Lula
é o próprio buraco negro”. Sem economizar
adjetivos contundentes, Almeida Lima discorreu um tema que reuniu,
inclusive, conceitos de Física. Em determinado ponto
de seu discurso, o senador sergipano disparou: “À
vista disso, para a Física, Buraco Negro ‘é
uma região do espaço onde o campo gravitacional
é tão forte que nada sai dessa região,
nem mesmo a luz’. Assim é o presidente Lula da
Silva e, por conseguinte, o seu próprio desgoverno. A
ausência visível de massa, sobretudo cefálica,
e de qualquer luz, são os caracteres individualizadores
dessa gente, daí poder afirmar que Lula da Silva é
o próprio Buraco Negro na definição científica
da Física que, nesse caso, aplica-se à ciência
e à filosofia políticas”. Clique
e confira na íntegra o discurso do senador Almeida Lima.
Servilismo
barato
Ontem, ao ocupar a tribuna
do Senado para ler um documento que
defendia de maneira irresponsável o governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Ney Suassuna
mostrou que nada sabe do assunto ou sua assessoria pouco faz
em termos de informá-lo sobre o que acontece no cerne
da vida parlamentar. Suassuna disse que o aumento do número
de votos conquistados pelo presidente Lula entre o primeiro
e o segundo turnos foi uma clara aprovação popular
das transformações patrocinadas pelo governo do
petista. Fossem verdadeiras as palavras contidas no documento,
provavelmente produzido a mando do Palácio do Planalto,
Alvaro Dias e Fernando Gabeira não teriam sido eleitos
os melhores senador e deputado federal, respectivamente, em
recente enquete realizada pelo site Congresso em Foco. Se Ney
Suassuna deixa a vida política pela porta do fundo, por
conta de seu suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias,
o faz tardiamente.
Gênio
da lâmpada Ainda
Suassuna... Diferentemente do genial e letrado Ariano Suassuna,
o senador Ney Suassuna, na última segunda-feira,
mostrou que seu cardápio predileto não é
a gramática. Quando o plenário do Senado discutia,
por obra da oposição, o assalto sofrido recentemente
pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen
Gracie, Suassuna pediu aparte e, defendo o governo Lula, começou
a discorrer sobre a estrutura das organizações
criminosas, as quais, segundo o senador paraibano, sempre tem
um “de menor”. Se o “de menor” soa mal
a qualquer um, imagine se proferido por alguém que se
diz empresário do ramo da educação. Socorro,
chama o Aurélio!
Maluco-beleza Acabou
a lua de mel entre o governador reeleito de Santa Catarina,
Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e os empresários do
setor industrial do estado. Tudo por conta da proposta para
aumentar em dois pontos percentuais a alíquota do ICMS
sobre insumos como energia elétrica, combustíveis
e serviços de telefonia, sob a justificativa de transferir
os recursos arrecadados para obras sociais. Na maior cidade
do estado e base eleitoral de Luiz Henrique, dos quatrocentos
convidados para uma homenagem ao próprio governador apenas
cem compareceram à festa organizada pela Associação
Comercial de Joinville. A Medida Provisória assinada
pelo governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira,
causou estragos também na base de sustentação
política na Assembléia Legislativa onde o assunto
é tratado em clima de guerra. Se a MP não for
retirada da pauta, deputados pensam em pedir a inconstitucionalidade
da proposta do governo. Ou seja, Luiz Henrique da Silveira vai
acabar dando bom dia a cavalo. O que fez literalmente, e com
maestria, durante a adolescência.
Pedra
no caminho
Meca do consumo de ricos e descolados da Paulicéia Desvairada
– e de outros pontos do Brasil também – a
butique Daslu foi alvo, nesta quarta-feira – de uma ação
da Receita Federal que culminou com aplicação
de uma multa no valor de R$ 236 milhões. De acordo com
fiscais da Receita, o valor da multa refere-se a impostos devidos
por importações ilegais realizadas entre 2001
e 2005, juros e multa. Não é de hoje que a Daslu
está na mira das autoridades federais, mas causou estranheza
o fato de a ação ter acontecido dias depois da
venda do terreno onde está localizada a luxuosa butique
paulistana. Em brigas desse naipe, alguém sai perdendo,
mas o faz sempre com muita artilharia. Não se trata de
defender o indefensável, mas alguém ainda há
de vazar a lista de clientes especiais da Daslu. E se isso acontecer,
a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, vai
tremer.
Outro
canudo
Pensando bem, a presidência tem sido uma mãe desleixada
para o presidente Lula. Em quatro anos é o segundo diploma
que o petista consegue.
Minuto
de silêncio (13/12/05)
- A morte do deputado Ricardo Fiúza (PP-PE) deixou uma
lacuna na política brasileira, mesmo que o parlamentar
jamais tenha se recuperado das acusações que lhe
foram impostas durante a CPI dos Anões do Orçamento.
Fiúza foi um jurista de grande atuação
no parlamento brasileiro, sendo de sua responsabilidade o Projeto
de Lei que deu origem ao atual Código Civil. Se o falecimento
de Ricardo Fiúza entristeceu algumas fileiras da política
nacional, certamente causou alegria no universo dos banqueiros.
O Projeto de Lei nº 6960/2002, que busca alterar as cirurgias
gramaticais ocorridas no texto do Código Civil é
também de autoria de Fiúza, o qual defendia com
unhas e dentes a alteração do artigo 1.361, que
tem permitido aos banqueiros engordarem os próprios cofres
com alguns bilhões de Reais extras e ilegais. Por isso,
meu caro leitor, se você for financiar um carro, faça
uma homenagem a Ricardo Fiúza, mesmo que não o
tenha conhecido pessoalmente. Recuse-se a pagar a Taxa de Abertura
de Crédito e exija o registro do contrato de financiamento
no registro de Títulos e Documentos. Do contrário,
o seu contrato ficará em alguma gaveta do banco, à
espera da sua inadimplência.