Clique
e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
Clique
e confira, no Vaca Amarela, as perguntas que ainda estão
sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do colunista
do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
FILOSOFIA
POLÍTICA
Clique
e acesse o Ética-Ciência,
blog do colunista do ucho.info e professor de Filosofia
Roberto Romano da Silva
i
Fala
Presidente, fala!
Presidente Lula, já são catorze as perguntas por
nós formuladas e que
ainda não mereceram a sua atenção. Há
uma enorme e vergonhosa dicotomia no mundo do poder tupiniquim
quando o assunto da vez é a crise nos aeroportos. Quando
ainda estava na Bolívia, onde participou da Cúpula
da Comunidade Sul-americana, o senhor, Presidente, afirmou que
a crise gerada pela greve branca dos controladores de vôo
estava encerrada. O ainda ministro da Defesa, Waldir Pires,
que deixa o seu governo pela porta dos fundos, Presidente, disse
que é preciso “rezar” para que a crise aérea
termine até o final do ano. “É necessária
muita fé, rezar um pouco para que dê tudo certo”,
declarou Waldir Pires durante conversa com o gaúcho Augusto
Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União. Pois
então, Presidente, considerando que o ministro Nardes
é um homem de bem – é daqueles que tratam
a mitomania com a espora da bota – alguém deve
estar faltando com a verdade. Ou o senhor, Presidente, ou o
ministro Waldir Pires. Quem mente mais, Presidente? (Foto:
EFE)
Calou
por quê?
Presidente Lula, como o senhor não responde mesmo
– não sabemos se é por falta de tempo ou
porque a sua assessoria o proíbe – vamos a mais
uma pergunta. Responsável maior pela invasão e
depredação da Câmara dos Deputados, em 6
de junho passado – aquela fatídica e criminosa
terça-feira vermelha –, o companheiro Bruno
Maranhão espalhou por Brasília e pelo
mundo que foi convocado para uma conversa no Palácio
do Planalto. Presidente, o senhor, que durante mais de vinte
anos bradou por coerência e retidão, e que na recente
campanha presidencial disse que “nunca nesse país
se investigou e se prendeu tanto”, deve ter algo a dizer
a esse expressivo contingente de enganados por suas promessas
e bravatas de campanha. Que o desajustado Bruno Maranhão
nunca deixou a Executiva do PT todos já sabiam, mas parolar
no Planalto já é demais. Presidente, qual é
a explicação? Fica descartada aquela muleta discursiva
do “não sabia”.
Por
um fio
Ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral, ouvidos
pelo jornal O Estado de São Paulo, foram unânimes
em afirmar que as contas da campanha do presidente Lula devem
ser rejeitadas, o que mostra que o trabalho pericial realizado
pelos técnicos do TSE na contabilidade petista está
correto. Mesmo com a suspeita de crime eleitoral, a diplomação
do presidente Lula, marcada para quinta-feira (14), está
mantida. No entendimento de alguns juristas, as provas apontadas
pelos técnicos do TSE são suficientes para a impugnação
da candidatura petista, o que impediria presidente Lula de tomar
posse em 1º de janeiro. Por outro lado, o advogado da campanha
petista junto ao TSE, Márcio Silva, aposta na aprovação
das contas. Confirmada a expectativa do defensor de Luiz Inácio
Lula da Silva, a Justiça Eleitoral ficará desacreditada.
Chumbo
trocado
Piora cada vez mais as relações nada boas entre
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro-chefe
da Casa Civil e agora homem de negócios José Dirceu
de Oliveira e Silva. Sem ter digerido a sua saída do
governo Lula, além de não ter encarado como devia
a perda do mandato de deputado, José Dirceu continua
mandando, e muito, no Partido dos Trabalhadores. Até
hoje, dentro do PT, quem sempre levou a melhor foi Dirceu, sendo
que a Lula coube, como sempre, o folclórico papel de
líder intocável. Quando Lula tentou emplacar Tarso
Genro na presidência do PT, no lugar de José Genoíno,
o ex-ministro agiu rápido e mandou de volta ao presidente
o ministro gaúcho. Agora, com o presidente interino do
PT, Marco Aurélio Garcia, tentando liquidar com a candidatura
de Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara,
a situação entre os outrora companheiros deve
complicar.
Pé
no freio
Mais uma vez, a vontade e o medo do presidente Luiz Inácio
Lula da
Silva foram fatores decisivos na postergação da
CPI das Ongs, que vai investigar a bandalheira que, com o aval
do Estado, se instalou no universo das chamadas organizações
não governamentais. Criada a partir de requerimento do
senador Heráclito Fortes (PFL-PI), a
Comissão começa a funcionar em fevereiro próximo,
quando tem início a próxima legislatura. De acordo
com o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá
(PMDB-RR), o Palácio do Planalto não vai interferir
no funcionamento da Comissão. Se a informação
passada pelo Planalto ao senador Jucá é verdadeira
não se sabe, mas o melhor a se fazer é esperar
para ver se o sigilo bancário da ong Rede 13 será
quebrado. A Rede 13 teria funcionado como cornucópia
financiadora das estripulias consumistas de Lurian Lula da Silva,
a primeira-filha.
Pá
de cal
O escândalo do Dossiê Cuiabá, armação
petista contra candidatos tucanos, deve mesmo ir para a tumba
do esquecimento popular. A necessidade de gerar novos episódios
é tão grande, que o governo Lula não se
incomodou em pagar carona na crise dos aeroportos. Durante a
campanha presidencial, Lula abusou do bordão “nunca
nesse país” para mostrar ao eleitorado, entre tantas
coisas, que seu governo não manda para debaixo do tapete
a poeira imunda e fétida da corrupção.
Fossem verdadeiras as palavras do presidente-operário,
a origem do dinheiro do dossiê – R$ 1,75 milhão
– já estaria esclarecida. Não se sabe se
faltou vontade do Palácio do Planalto para esclarecer
o caso, mas uma coisa é absolutamente certa. Sobrou medo.
Operação
abafa
Como era de se esperar, a CPI
das Sanguessugas, que investiga o envolvimento de parlamentares
na compra superfaturada de ambulâncias, vai mesmo terminar
em uma grande e mal cheirosa pizza. A ordem para que mais um
fiasco fosse produzido pela Câmara dos Deputados partiu
do Palácio do Planalto, que controla nas coxias do poder
algumas ameaças de delação. No relatório
parcial produzido pela Polícia Federal sobre o caso,
alguns dos acusados revelaram, durante depoimento, o envolvimento
de figuras ilustres da política nacional, sendo que uma
delas teve assento em destacado gabinete do Palácio do
Planalto. E como a situação nos corredores palacianos
não é das melhores, o negócio foi enterrar
as investigações.
Jogo
de cena
O Tribunal Regional Federal
da 3ª Região julga nesta terça-feira (12),
em Sao Paulo, a quebra do sigilo do Banco das Opportunidades,
cujo verdadeiro nome a Justiça, em decisão ditatorial
e truculenta, nos impede de citar. Polêmico, o caso é
a continuidade das acusações (comprovadas) feitas
contra o banqueiro “Tantas” – seu nome também
estamos proibidos de citar – pela antiga diretoria da
Telecom Italia, com quem o opportunista manteve negócios
durante muito tempo. A desembargadora federal Cecília
Mello, da Segunda Turma do TRF-3, é a relatora do caso.
Coincidência ou não, a magistrada é a mesma
que concedeu “habeas corpus” em favor de Carlos
Rodemburg, ex-cunhado e advogado de Tantas, flagrado por câmeras
de circuito interno quando entrava no prédio onde funciona
a empresa de arapongagem de Avner Shemesh, um militar israelense
que bisbilhotou a vida dos desafetos do banqueiro, inclusive
do editor da coluna.
Tudo
combinado Ainda o HC... Muito estranhamente, o HC foi conseguido
por que o interessado, em seu pedido, anexou declarações
de terceiros, lavradas em cartório, os quais, após
assistirem às imagens do sistema de segurança
do prédio de Shemesh, admitiram ser outra pessoa, e não
Carlos Rodemburg, que aparecia nas gravações (era
um dos declarantes). O mais bizarro repousa em uma das declarações
– foram literalmente fabricadas – pois o declarante
teve como base um material que estava de posse da Polícia
Federal, e que só no dia seguinte à lavratura
da declaração é que foi disponibilizado,
juntamente com um relatório policial sobre o assunto.
De posse de uma cópia da referida gravação,
a coluna consultou peritos criminais que afirmaram, sem nenhuma
possibilidade de erro, não ser o declarante a pessoa
que aparece nas imagens. Ou seja, o que os opportunistas desejam
é convencer o mundo de que o Mickey e o Pateta são
irmãos gêmeos.
Vale
tudo
Ora, esse proselitismo barato e ocasional dos que gravitam na
órbita do banqueiro “Tantas” é mais
uma galhofa no país onde a corrupção é
uma brincadeira de meia dúzia de barbudinhos bandoleiros.
Lutar pela manutenção do sigilo do HD do Banco
das Opportunidades – foi apreendido durante operação
legal da Polícia Federal – exige dos requerentes
um mínimo de coerência, o que falta, e muito, no
almoxarifado de “Tantas” e seus interesseiros seguidores.
Só pode impedir a quebra do próprio sigilo aquele
que nunca violou o sigilo de terceiro. E para quem não
se recorda, a americana Kroll, que no mundo se dedica às
investigações mirabolantes, contratada pelo banqueiro,
bisbilhotou a vida de muitos de seus desafetos. A começar
por Luiz Gushiken, Cássio Casseb de Lima (ex-presidente
do Banco do Brasil), Luiz Roberto Demarco Almeida, Naji Nahas,
entre outros. Até o editor, que sempre condenou as estripulias
do banqueiro, teve o seu nome incluído no relatório
da Kroll. Resumindo, o que se tenta fazer é transformar
o maior dos capetas tupiniquins em anjo barroco.
Fantasma
rondando
O conservadorismo que emoldurou a opinião de três
conselheiros do Copom, na última reunião do órgão,
começa a ter suas explicações no campo.
Defensores de uma redução menor da Taxa Básica
de Juros, a famigerada Selic, os conselheiros, que bateram na
tecla do 0,25% ponto percentual, sabiam o que diziam. Como o
governo Lula foi criminosamente irresponsável com o setor
do agronegócio, o brasileiro deve começar a enfrentar
o que esta coluna vem alertando há meses. A cadeia inflacionária
alimentar. Ontem, foi anunciado um preocupante aumento do preço
da soja, que certamente será justificado por questões
externas, mas que coloca o Brasil em uma zona de risco inflacionário.
Quem acompanha o setor do agronegócio sabe que a crise
do setor é muito maior do que a anunciada. Uma cooperativa
agrícola do Rio Grande do Sul, no oeste do estado, acendeu
a luz vermelha diante do baixo índice de venda de insumos
agrícolas.
Descobriram
a pólvora A polícia
de Santa Catarina, segundo anunciou, teria eliminado o nascedouro
de uma coligação entre o PCC, facção
criminosa que domina os presídios paulistas, com o banditismo
organizado local. A nova facção do crime seria
batizada de PCSC, mas o projeto foi interrompido. O PCC, que
atua de maneira quase silenciosa nos presídios catarinenses,
já começa a ter voz respeitada nos bastidores
do crime daquele estado. Foi de um presídio de Santa
Catarina que partiu a informação que chegou à
coluna sobre a onda de terror que o PCC impôs em São
Paulo, meses atrás. De acordo com um integrante do grupo
criminoso, houve manipulação política no
caso.
Aí
tem! A
morte do ex-espião russo Alexandre Litvinenko, envenenado
depois de ser envolvido em uma trama macabra que teria a alta
cúpula do governo soviético como nascedouro, está
sendo tratada com pouca importância pela imprensa brasileira.
Ocupados com os escândalos que ainda açoitam o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os veículos
de comunicação têm deixado de lado uma análise
comparativa que pode trazer desconforto aos assessores palacianos.
Tal qual Litvinenko, o legista do caso Celso Daniel, Carlos
Delmonte Printes, também morreu em condições
misteriosas e não esclarecidas. Se coincidências
não existem, uma pelo menos deve ser levada em consideração.
No contraponto dos assassinatos está a esquerda mundial.
Terra
pesada
Ao redor do planeta, muitas foram as manifestações
pela morte do ex-ditador Augusto Pinochet, o general chileno
que transformou em prisão a céu aberto o Estádio
Nacional, em Santiago, ao colocar na praça esportiva
mais de trinta mil opositores, muitos dos quais desapareceram.
Entre as tantas comemorações, lamenta-se o fato
de Pinochet ter morrido antes de ser julgado e condenado pela
morte de críticos da ditadura chilena. O que não
se pode esquecer é que a não condenação
de Augusto Pinochet se deve ao governo britânico, que
depois de prender o carrasco chileno decidiu libertá-lo
e mandá-lo de volta ao seu país. Coube à
ex-primeira-ministra Margareth Tatcher agir nos bastidores britânicos
em favor do seu outrora aliado na América do Sul.
O
pouco esperto da corte
Pensando bem, ao comentar a crise dos aeroportos, Lula encarnou
um personagem da sabedoria popular. Ele é o cego em tiroteio.
Agora
vai! (12/12/05)
- Para o desespero de muitos petistas, a morte de Celso Daniel
começa a sair do campo do crime comum para ingressar
na seara do crime encomendado. Integrantes da Justiça
e do Ministério Público paulistas estão
convencidos de que o ex-prefeito de Santo André foi assassinado
por conta do esquema de corrupção que tomou conta
da cidade, sendo que o principal suspeito ainda é o empresário
Sérgio Gomes da Silva (foto), que no dia do crime voltava
com Celso Daniel de um jantar realizado em um conhecido restaurante
de São Paulo. O que beira o incompreensível é
o fato de Gilberto Carvalho, atual secretário da Presidência
da República, não ter sido novamente convocado
para depor e esclarecer uma série de dúvidas,
principalmente depois que a CPI dos Bingos analisou as fitas
com as gravações telefônicas do caso. Em
janeiro de 2004 a coluna divulgou, com exclusividade, os principais
trechos das gravações telefônicas, os quais
podem ser conferidos clicando
aqui.