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e confira, no Vaca Amarela, as perguntas que ainda estão
sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
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Roberto Romano da Silva
i
Ringue
palaciano
Presidente Lula, já são treze as perguntas sem
a sua devida atenção.
Como nossa heróica missão é destilar neste
espaço a indignação do povo brasileiro,
prosseguiremos com nossas indagações. Presidente,
como o senhor disse, em passado recente, que todos os escândalos
de seu governo estavam sendo apurados, preferimos aguardar uma
semana para incomodá-lo com mais um problema. Na última
segunda-feira (4), dois repórteres do jornal Folha de
São Paulo, que acompanhavam evento oficial da primeira-dama,
foram brutalmente agredidos pelos seguranças palacianos.
Presidente, em seus tempos de oposição, um caso
como esse certamente já teria se transformado em bandeira
da “companheirada”. Agora na condição
de brasileiro mais importante (sic), o senhor acha que a truculência
é a coisa mais normal do mundo, o que mostra que chegar
ao poder com a mão esquerda e governar com a direita
sempre foi o seu cardápio político predileto.
Foi essa a lição que o finado Golbery do Couto
e Silva lhe ensinou? (Foto: laopinion.com)
Maluco-beleza
No último sábado, quando ainda estava
em Cochabamba, na Bolívia,
onde participou da Cúpula da Comunidade Sul-americana,
o presidente Lula, em mais um de seus devaneios
discursivos, disse que o Caos Aéreo Nacional é
coisa do passado. Mesmo sabendo que a concreção
de suas palavras continua sendo obra do imaginário, Lula
disparou: “Acho que a situação já
está normalizada. Podemos sofrer quando há muita
chuva ou quando uma torre cai, mas, por falta de aparelhos para
controlar os vôos, não sofreremos nunca mais”.
Fusão O problema do controle aéreo não
está relacionado diretamente à falta de equipamentos,
mas na ausência de investimentos em profissionais especializados.
Nova confusão nos aeroportos brasileiros deve estar na
linha de produção, pois a possibilidade de os
controladores de vôo serem indiciados pela Polícia
Federal no caso do acidente do Boeing da Gol é munição
mais do que suficiente. (Foto: americas.org)
Mico
anunciado
O contribuinte que se cuide nesses dias de comemorações
natalinas e de final de ano. Com os aeroportos ainda vivendo
sobre a corda-bamba, a saída será seguir viagem
pelas estradas estaduais e federais, as quais remetem o usuário
a uma espécie de Cabul tupiniquim. Se cruzar o Brasil
pelos ares não é algo tão certo quanto
se imagina, fazê-lo por rodovia pode ser tão inseguro
quanto aventureiro. Mas é bom que o contribuinte conheça
a infra-estrutura nacional, para que possa compreender duas
situações distintas: 1) que a operação
Tapa-Buraco, inventada por Lula e colocada em prática
pelo Palácio do Planalto, foi mais uma cornucópia
que recheou o caixa 2 da companheirada. 2) que o caos que a
economia brasileira deve sofrer em breve tem nome e endereço
certo.
A
lança do professor
Doutor em Filosofia pela École des Hautes Études
en Sciences Sociales de Paris e professor de Filosofia e Ética
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano
da Silva, dono do mais coerente e cristalino pensamento do País,
lança nesta segunda-feira, em São Paulo, o livro
“Ponta de Lança”. Um dos mais ácidos
críticos do Estado, Roberto Romano da Silva, que tanto
nos honra com seus cobiçados e semanais artigos, tem
como parceiros de mais uma empreitada editorial a Lazuli Editora
e a Companhia Editora Nacional. Como sempre, o professor da
Unicamp apresentará em seu novo livro soluções
para um Brasil diferente e melhor, mas jamais deixará
de estocar alguém com o dardo da lógica. Roberto
Romano é autor dos livros "Brasil, Igreja contra
Estado", de 1979, "Copo e Cristal, Marx Romântico",
de 1985, e "Conservadorismo Romântico", de 1997.
Não perca o lançamento de “Ponta de Lança”,
nesta segunda-feira (11), a partir das 19 horas, na Lima Barreto
Livraria – Avenida Paulista, 900 – Térreo
baixo – São Paulo - Telefone (11) 3287-3529.
Largando
na frente
Repetindo o que vem acontecendo nos últimos tempos, a
grande imprensa brasileira segue mais uma vez os passos da coluna,
divulgando somente agora o que nossos leitores souberam com
larga antecedência. A companhia de telefonia celular Tim,
ainda sob o domínio do grupo Telecom Italia, deverá
mudar de mãos, passado a integrar os negócios
de Carlos Slim Helou (a grafia correta e original é Salim),
dono da Claro, da Embratel, da mexicana Telmex e de parte da
Net, empresa brasileira de televisão a cabo. O negócio,
que deve ficar na casa dos US$ 7 bilhões, teve como lobistas
o ex-comissário palaciano José Dirceu de Oliveira
e Silva e o outrora mega-especulador Naji Nahas. E cada um dos
novos “globetrotters” do mundo dos negócios
pode embolsar algumas centenas de milhões de Reais a
título de comissão. Isso sim é que pode
se chamar de opportunidade!
Cortando
as asas
De novo na frente... Como noticiou a coluna, dias atrás,
estão estremecidas, e muito, as relações
entre José Dirceu e Luiz Inácio da Silva, o presidente
Lula. De acordo com o ex-samurai palaciano Luiz Gushiken, Lula
e Dirceu já não se falam. Visivelmente amedrontado
com as manobras de coxia do ex-companheiro de luta, Lula estaria
insistindo na tal coalizão como forma de se blindar contra
qualquer intifada rouge que possa estar em andamento. Isso explica
o fato de Lula estar pensando em diminuir a participação
petista em seu segundo governo. Até porque, o chamado
Campo Majoritário, facção ideológica
que domina o PT, é controlado por José Dirceu.
Para minar o poder de fogo de Dirceu, o Palácio do Planalto
tenta encontrar urgentemente um nome para substituir Ricardo
Berzoini na presidência nacional do PT, qual está
sob o comando interino de Marco Aurélio Garcia. Afastado
do cargo partidário desde o escândalo do Dossiê
Cuiabá, Berzoini é um dos tentáculos políticos
de José Dirceu.
Roendo
a corda
A notícia de que a candidatura
fracassada do deputado Paulo Delgado (PT-MG) à vaga de
conselheiro do Tribunal de Contas da União foi fruto
de um acordo prévio formalizado entre os partidos da
base governista não passa de mais uma balela da política
nacional. Na verdade, o mais cotado – e preparado também
– para ocupar a vaga no TCU era o deputado Osmar
Serraglio (PMDB-PR), que mostrou ao mundo o seu talento
como relator da polêmica CPI Mista dos Correios. Serraglio,
que retirou sua candidatura em prol de Delgado, reconheceu nos
bastidores que errou ao desistir da disputa. Tivesse permanceido
até o fim na disputa, Serraglio certamente teria derrotado
Aroldo Cedraz, escolhido pelos parlamentares. Se o mundo político
ganhou com a permanência de Osmar Serraglio na Câmara
dos Deputados, o controle das contas da União perdeu,
e muito.
Perguntar
não ofende
Enquanto a Polícia Federal
se movimenta para descobrir os criminosos
que participaram do assalto ao carro que levava a ministra Ellen
Gracie Northfleet e o ministro Gilmar Mendes, presidente
e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, respectivamente,
na perigosamente polêmica Linha Vermelha, no Rio de Janeiro,
a sociedade, indignada, pergunta o que os dois magistrados faziam
na Cidade Maravilhosa, quando a máxima corte da Justiça
nacional está repleta de processos à espera de
uma decisão. Um leitor da coluna, que é parte,
como advogado, em processo que repousa no gabinete do ministro
Gilmar Mendes, aguarda há mais de um mês uma assinatura
no despacho preparado pela assessoria do vice-presidente do
STF. Coisas da Justiça tupiniquim.
Briga
de rua As confusões do mundo judiciário
desembarcaram com força no Paraná, mais precisamente
em Curitiba. Há dias, um entrevero nos bastidores da
Justiça por pouco não terminou na delegacia de
polícia mais próxima. Um médico do Tribunal
de Justiça do Paraná foi agredido por um desembargador
em seu ambiente de trabalho, apenas porque se recusou a fornecer
um atestado de saúde falso. Não contente com a
cena de pugilato que tinha em mente, o desembargador e dublê
de arruaceiro fez uso de arma de fogo dentro do TJ paranaense,
como se a suposta cegueira da Justiça fosse permissão
para atuações típicas de “saloon”
de faroeste ianque. Reduto de uma politicagem oligárquica
e nepotista, o TJ paranaense fechará os olhos para o
ato de banditismo.
Montanha
russa
Ainda o TJ do Paraná... Na última semana, o anexo
do Tribunal de Justiça paranaense, que ironicamente foi
batizado de “Lalauzinho” – não é
difícil imaginar os motivos – foi alvo de consideráveis
acidentes. Recentemente inaugurado, o luxuoso prédio
que abriga os gabinetes dos desembargadores da terra dos pinheirais
registrou avarias preocupantes. Além das rachaduras que
começaram a aparecer na edificação, um
dos elevadores locais despencou duas vezes. Resumindo, não
bastasse sua folclórica cegueira, a Justiça é
irresponsável.
Desafio
considerável
Entre lágrimas de tristeza e efusivas comemorações,
o Chile se dividiu diante do anúncio da morte do ex-presidente
Augusto Pinochet. Nascido Augusto Jose Ramon Pinochet Ugarte,
o ex-presidente chileno ganhou fama como um dos mais cruéis
e sanguinários ditadores latino-americanos. Durante os
dezessete anos em que esteve à frente do Palácio
de La Moneda, Pinochet fez do Estádio Nacional, em Santiago,
o seu campo de concentração e muro de fuzilamento
particulares. No contraponto, Augusto Pinochet, o ditador que
morreu fugindo como pôde do julgamento, deu ao Chile um
impulso econômico que perdura até hoje. Entre as
tantas dificuldades que a herança de Pinochet carrega,
a maior delas coube a Michelle Bachelet, presidente do Chile.
Bachelet precisará ser hábil para acalmar os ânimos
exaltados que separam inimigos e simpatizantes do general Augusto
Pinochet, além de atrair os oxímoros ideológicos
chilenos para o mesmo objetivo. A continuidade de uma nação
próspera economicamente e madura politicamente. E mais:
até agora, Michelle Bachelet, sucessora e afilhada política
de Ricardo Lagos, ainda não mostrou a que veio.
Truculência
de sacristia A velha
e conhecida tirania do Vaticano, adormecida após a morte
de
João Paulo II, começa a ressurgir lentamente pelas
mãos do ex-nazista Joseph Ratzinger, o papa Bento
XVI. Com chegada ao Brasil programada para maio do
próximo ano, Ratzinger, enquanto estiver na cidade de
São Paulo, ficará hospedado no Mosteiro de São
Bento, no centro da capital paulista. Ensandecidos com a ilustre
visita e seguindo ordens ditatoriais da Santa Sé, os
monges beneditinos do mosteiro paulistano não pensaram
duas vezes para causar transtornos na vida daqueles que agendaram
com antecedência compromissos religiosos no templo. Vários
casamentos marcados para o período da visita papal foram
sumariamente cancelados, sem direito a reclamações.
Mesmo assim, a turma da sacristia continua pregando que o catolicismo
é a ideologia religiosa dos iguais. Piada, e de péssimo
gosto. (Foto: bbcbrasil)
A
grande escapada Continua
causando espécie na comunidade evangélica o desaparecimento
do apóstolo Estevam e da bispa Sônia Hernandes,
o casal que comanda a igreja Renascer. Acusada de lavagem de
dinheiro arrecadado em cultos, entre outros crimes, a dupla
está com o pedido de prisão correndo na praça.
No contraponto, nos escaninhos do mundo financeiro tupiniquim,
o sumiço do mais polêmico banqueiro nacional, o
Tantas, cujo nome a Justiça ainda nos proíbe de
citar, causa preocupação. Nos meios policiais,
a ausência do banqueiro opportunista pode ter uma estreita
ligação com um caso que vem sendo investigado
na região serrana do Rio de Janeiro. Lá, na serra
fluminense, a polícia desconfia que existe um enorme
cofre subterrâneo, onde estariam guardadas algumas dezenas
de milhões de Reais. Crenças religiosas à
parte, Tantas e o casal Renascer rezam sobre a mesma cartilha
da fuga.
Fim
de linha
Na última sexta-feira (8), a tão falada avenida
Paulista, centro financeiro do País, completou cento
e quinze anos. Cartão postal da São Paulo moderna,
a Paulista, como é carinhosamente chamada por aqueles
que na Paulicéia Desvairada nasceram ou vivem, vem sendo
vítima do descaso das autoridades. Longe dos engravatados
que um dia dominaram o cenário local, a Paulista foi
transformada em camelódromo de ocasião. Ontem,
domingo (10), quem passou pela avenida mais famosa do Brasil
pensou estar em uma viela de um mercado persa qualquer, tamanha
era a quantidade de ambulantes. Por força da proximidade
do Natal, os camelôs não se acanharam para montar
suas barracas ao longo da avenida. Em tão bizarro e inacreditável
cenário, disputando clientes e espaço nas esburacadas
calçadas, mercadores ofereciam artesanato, produtos contrabandeados,
imitações de todos os tipos e comidas diversas
– de pipoca a tapioca. Os vendedores de “yakissoba”
– uma iguaria da culinária asiática que
ganha pinceladas de nojo na passarela das finanças tupiniquins
– não deram o ar da graça no local que invadem
durante a semana. E o alcaide paulistano, Gilberto Kassab, que
sucedeu José Serra na mais importante cadeira da cidade,
continua impávido, colossal como sempre. Que vergonha
seu prefeito! (Foto: estiagem.com.br)
Manobra
radical
Pensando bem, Lula como presidente está mais para vôo
cego. Sabe que decolou, mas, sem a bússola da lógica,
faz da incoerência discursiva sua particular Serra do
Cachimbo. Ou seja, pode aterrissar inesperadamente e de maneira
desastrosa.
Marcha
soldado (12/12/05)
- Quando passamos a noticiar o fato de termos sido alvo de uma
decisão bizarra e ditatorial da Justiça, que até
hoje nos proíbe de citar o nome do mais polêmico
banqueiro tupiniquim, muitos pensaram se tratar de mais uma
invencionice, mas a prova de que os tempos de chumbo voltaram
está aí. Uma decisão da Justiça,
atendendo solicitação dos advogados do banqueiro
“Tantas”, proibiu o jornal Folha de São Paulo
de divulgar informações sobre o caso Kroll. O
serviço de espionagem contratado pelo banqueiro resvalou
em autoridades do governo Lula, além de empresários
e inimigos do banqueiro, os quais tiveram os passos seguidos
e a vida bisbilhotada. Anteriormente, o sítio eletrônico
do PCdoB (www.vermelho.org.br) fora proibido de citar temas
relacionados ao caso, como se não existisse no país
a chamada liberdade de imprensa. Por outro lado, é preciso
lembrar que a decisão da Justiça atropela a garantia
constitucional da livre manifestação do pensamento,
pois, como determinada a Carta Magna, inexiste o anonimato.
E como nos três casos não existe anonimato algum,
o melhor mesmo é pensar que os plúmbeos anos estão
de volta.