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sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Nêumanne Pinto
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Roberto Romano da Silva
i
Dúzia
de 13
Presidente Lula, já são doze as perguntas formuladas
pela coluna que
não mereceram a sua atenção. Mesmo assim,
vamos continuar nessa heróica missão de destilar
o total descontentamento do povo brasileiro. E vamos à
próxima indagação. Presidente, não
faz muito tempo, o senhor disse que, a partir de agora, a "companheirada"
não teria mais aquela velha e conhecida "moleza".
Por outro lado, sob suas ordens, os palacianos se emprenharam
ao máximo para fazer do deputado não reeleito
Paulo Delgado (PT-MG) o mais novo ministro do Tribunal de Contas
da União. Presidente, sem que ninguém saiba deste
nosso informal colóquio, o senhor acredita que um sociólogo
e professor de Geografia, que se calou diante do mensalão
e nem mesmo bom dia dá à própria imagem
refletida no espelho, seria capaz o suficiente para analisar,
e condenar se necessário, as despesas efetuadas com os
misteriosos e presidenciais cartões de crédito
ou, então, a dinheirama gasta com as fantasmagóricas
cartilhas oficiais distribuídas ao seu partido? Presidente,
responda sem constrangimento algum, pois como disse, certa vez,
Santo Agostinho, “simular humildade é ser soberbo”.
(Foto: desieni.com)
Pane
discursiva
A crise instalada na aviação civil brasileira
tem causado uma múltipla dicotomia dentro do governo
Lula. O próprio presidente determinou a duplicação
imediata dos equipamentos de controle de vôo, mas autoridades
do setor afirmaram, nos últimos dias, que não
é o caso. Waldir Pires, ainda ministro da Defesa, não
descartou a possibilidade de sabotagem para justificar a quase
total paralisação dos aeroportos no começo
da semana. Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que
tenta contornar a crise, disse, nesta quinta-feira, ao comentar
o caos dos dois primeiros dias da semana, que acha que "seguramente
foi uma falha humana". Ora, quem acha não pode ter
segurança naquilo que diz.
Deu
a louca
O bamboleio discursivo mais evidente ficou por conta
do ministro da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Luiz Carlos
Silva Bueno, que durante entrevista coletiva concedida ontem,
quinta-feira (7), considerou desgastados os equipamentos utilizados
pelos controladores do tráfego aéreo, especialmente
pela obsolescência dos softwares. Provavelmente alertado
por um assessor, Silva Bueno, ao responder pergunta de um jornalista,
negou que tenha pronunciado o vernáculo “desgastado”.
Contestado pela imprensa, o militar recuou e disse que fora
uma falha de comunicação. De fato, ministro, o
que parou o Brasil, nos últimos dias, foi falha na comunicação.
E não “de comunicação”. E mais:
de acordo com o ministro da Aeronáutica, não há
no Brasil um técnico capaz de consertar o equipamento
que causou o apagão aéreo desta semana.
Batendo
duro
Essa tal coalizão que o presidente tanto anuncia como
sendo a solução
para o deslanche de um país que há décadas
é considerado como sendo do futuro, pode ruir a qualquer
momento. O PMDB, partido político que supostamente é
o pilar central da base aliada no Congresso, está literalmente
rachado. Ontem, em polêmico discurso proferido na tribuna
do Senado, o senador Mão Santa (PMDB-PI),
contundente como sempre, atacou com veemência o governo
do presidente Lula, sem deixar de voltar sua artilharia para
o próprio partido. E um dos mais acalorados momentos
de seu discurso, Mão Santa disparou: “os que me
prendem ao PMDB são os mortos, e não os vivos
que estão a negociar”. Ou seja, Renan Calheiros,
José Sarney e Ney Suassuna foram dormir com um barulho
extra na consciência. (Foto: portalaz.com.br)
Que
vergonha, Lula!
Sem dar trégua ao presidente Lula, o senador piauiense
ressuscitou a velha ética que o PT utilizou, durante
décadas, para se fazer passar como solução
para um país dominado pela corrupção desde
os idos de 1.500. Em seu discurso, Mão Santa disse que
o “PT aproveitou-se do nome do trabalhador para enganar
e chegar ao poder, e agora serve aos banqueiros”. Nos
últimos tempos, Mão Santa, um crítico contumaz
do Estado, tem sido o mais coerente parlamentar a postar-se
na trincheira que faz oposição ao Palácio
do Planalto. E o senador lembrou, em boa hora, que ninguém
há de fazer do Brasil uma Venezuela, pois o Congresso
não permitirá tão populista barbárie.
A
palavra é uma arma
Um dos únicos nomes de expressão da atual
equipe do presidente Lula, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
declarou-se favorável a um
salário mínimo de R$ 367, e não R$ 375
como consta do Orçamento de 2007, matéria que
ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Deputados e no
Senado Federal. No contraponto, o sindicalista e deputado federal
eleito Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical,
desembarcou em Brasília nesta quinta-feira, acompanhado
de outros líderes de centrais sindicais, para defender
um salário mínimo de R$ 420. Ciente da dificuldade
de fazer da própria reivindicação uma realidade,
Paulinho aposta na hipótese de um salário na casa
dos R$ 400, o que seria o meio do caminho entre as duas propostas.
Porém, a dicotomia voltou a atacar o PT e seus integrantes.
Enquanto Mantega defendeu o salário de R$ 367, alegando
que a esse valor estavam incorporados o “PIB per capta
e a inflação por inteiro”, o líder
do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana
(PT-RS), anunciou que a candidatura do companheiro Arlindo Chinaglia
para comandar a Casa tem o aumento salarial dos deputados como
âncora. A alegação de Fontana é de
que o aumento salarial dos deputados representa a reposição
da inflação do período. (Foto:
agenciabrasil.gov.br)
Conta
errada
Ainda o novo e miserável
salário... Ora, se o novo salário mínimo
proposto por Mantega, que carrega a inflação,
é de 4,86%, o dos deputados, que segundo o líder
Henrique Fontana também carrega o índice inflacionário,
não pode ser de R$ 24.500,00. Considerando que o atual
salário dos deputados é de R$ 12.847,20, saltar
para R$ 24.500,00 significa um aumento de 90,7%. O que é
inconcebível, mesmo que o último aumento salarial
dado aos parlamentares tenha ocorrido em 2003. Enfim, resta
concluir que não há ninguém mais capitalista
do que um comunista no poder.
Todo
cuidado é pouco
Muito esperada pelo mercado
financeiro nacional, a Ata do Copom, divulgada ontem, trouxe
informações que desagradaram gregos e troianos.
Emoldurando mais uma vez a palavra “parcimônia”,
o Copom sinalizou para índices menores de redução
da taxa de juros – em janeiro de 2007 deve ser de no máximo
0,25% - o que mostra que a Economia, que segundo alguns especialistas
vai muito bem – não está tão segura
assim. Durante a última reunião do Copom, três
conselheiros foram contra a redução de meio ponto
percentual na taxa básica de juros. O que denota que
a possibilidade de uma repentina volta da inflação
não está descartada na opinião dos que
de economia entendem. O fato é que o virtual aumento
do poder de compra do brasileiro contracena com a falência
produtiva e do setor de infra-estrutura.
Tudo
outra vez Passada a eleição presidencial,
em 2002, representantes e executivos de bancos internacionais,
reunidos em São Paulo, como fazem quase que mensalmente,
não hesitaram em afirmar, na época, que tinham
o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da
Silva na mão. E a profecia de outrora não apenas
se confirmou, meses mais tarde, como perdura até hoje.
Há dias, em novo encontro do setor, um conhecido executivo
do mercado financeiro internacional, que atua fortemente no
Brasil, disse que o presidente Lula está perdido. Ora,
se quem compra a dívida brasileira já não
acredita no presidente, porque nós que pagamos a conta
deveríamos acreditar?
Correndo
por fora
Inocêncio de Oliveira (PL-PE) será candidato à
presidência da Câmara caso a candidatura de Aldo
Rebelo (PCdoB-SP) não decole. Essa é a previsão
antecipada que se balbucia pelos corredores da "Câmara
dos Candidatos". Pelo menos três partidos já
estariam “engatilhados”, nas palavras do próprio
Inocêncio, em favor da candidatura do atual secretário
da Mesa. A conversa que o Inocêncio de Oliveira deverá
ter, na próxima terça-feira, com o presidente
Luís Inácio Lula da Silva, no Palácio do
Planalto, é um forte indicativo, além de turbinar
a pretensão, ainda tímida, do pernambucano. Aldo
Rebelo e Arlindo Chinaglia (PT-SP) que se cuidem com o rei do
baixo clero. É preciso lembrar que, como primeiro-secretário,
espécie de prefeito da Câmara dos Deputados, Inocêncio
tem a seu lado todos aqueles que dele precisaram de algum favor.
Jogo
certo
No sorteio dos gabinetes para os novos deputados, que assumem
em 2007, Inocêncio de Oliveira provou que sua política
de afagos é capaz de desestabilizar qualquer estratégia
mais arrojada de petistas e do próprio governo Lula.
Ele mesmo diz, sem constrangimento, que trata os novos parlamentares
como crianças: quando pedem um carrinho, ele dá
um chocolate, e quando não dá nada, pelo menos
trata bem. Outra virtude do primeiro-secretário é
definir os chamados deputados do baixo clero como iguais. Apesar
do proselitismo barato, Inocêncio de Oliveira acredita
que a próxima legislatura deverá enquadrar três
questões básicas para a moralização
do Parlamento: a aprovação do financiamento público
da eleição, a fidelidade partidária e a
adoção do voto distrital misto. Se é que
o imoral pode ser moralizado.
Agora
vale tudo No
extenso voto em que considerou inconstitucional o artigo 13
da lei 9.090/95, que estabelece a cláusula de barreira
para partidos políticos, o ministro Marco Aurélio
(STF) fez as contas sobre as eleições de outubro
passado. Revelou que dos vinte e nove partidos registrados no
TSE, oito partidos não elegeram nenhum deputado federal
e apenas sete obtiveram o índice exigido pela “cláusula
de caveira”, segundo expressão do ministro Carlos
Brito. E desses sete, dois seriam os mais beneficiados com a
redefinição do fundo partidário. O PMDB
teria um reforço de caixa de 34,29%, enquanto o PSB de
43,53%. O menos beneficiado seria o PP, com 0,54%.
Pérolas
ao ar A
decisão por unanimidade do Supremo Tribunal Federal em
derrubar a cláusula de barreira deve viabilizar politicamente
a candidatura do comunista Aldo Rebelo (SP). Ameaçada
pela legislação ordinária, a bancada assistiu
em peso os votos dos ministros da Suprema Corte, cujo cerne
foi a defesa das minorias. E pelo sempre rebuscado discursar
dos ministros, o Judiciário parece estar experimentando
uma metamorfose positiva. Confira as frases dos ministros do
STF proferidas durante o julgamento da Ação de
Inconstitucionalidade - Adin da Cláusula de Barreira:
Sepúlveda Pertence (sobre a cláusula
e sua influência sobre os partidos pequenos) – “Não
mata, mas deixa morrer”. Marco Aurélio
Mello: “Que venha uma reforma política”.
Gilmar Mendes, sobre o mesmo assunto: “É
preciso repensar a fidelidade partidária”. Carlos
Brito (citando Sócrates): “Seja qual for
a decisão do Homem, se ficar solteiro ou casar, haverá
sempre um arrependimento”.
Cotovia
no planalto
Trazendo no nome a palavra Junho, vernáculo derivado
da deusa grega
Juno – mulher de Júpiter e rainha dos deuses –
Nanih Junho é daqueles talentos escondidos que não
só o Brasil, mas o mundo, deveria conhecer. Dona de uma
voz inconfundível e de uma incrível capacidade
de imprimir ao seu repertório uma releitura jazzística,
Nanih Junho nos deixa para trilhar novos caminhos
profissionais na Europa, o Velho Mundo, tendo a reluzente Paris
como porta de entrada. Como a própria morfologia atesta,
Junho significa desambiguação, ou seja, o ato
de interromper a ambigüidade. E Nanih, fazendo jus ao Junho
que no nome carrega, é única, verdadeira e talentosa.
É o jeito brasileiro de vencer. E quem ainda não
ouviu Nanih Junho, ou quer ouvi-la mais uma vez antes de sua
turnê pela Europa, não pode perder, nesta sexta-feira,
em Brasília, o show “Bossa & Blues”.
Nanih Junho solta a voz nesta sexta-feira (8), em Brasília,
no Champanharia Latitude 15º - 404 Sul. Não perca,
pois Nanih Junho é muito mais! Clique
e confira o site da cantora.
Professor
Raimundo
Pensando bem, só faltava um professor de Geografia para
que o TCU descobrisse o Brasil.
Ele
voltou (08/12/05)
- Em mais um discurso para a platéia que de economia
nada sabe – e é a maioria – o presidente
Lula abusou da retórica para dizer que seu governo é
uma cascata de acertos. Durante entrevista a emissoras de rádio,
em Brasília, Lula, ao comentar sobre a política
econômica do governo, disse não achar altos os
juros brasileiros. Disse o presidente que os juros são
razoavelmente baixos. É verdade que Lula é uma
espécie de ventríloquo do caos, mas sua assessoria
deveria informá-lo sobre a realidade brasileira, pois,
na ponta, os juros para a produção estão
na casa dos 67% ao ano, enquanto os para o consumo, 144% ao
ano. Ou Lula revela o endereço do banco que cobra juros
razoavelmente baixos, pois os que aí estão...