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e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
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e confira, no Vaca Amarela, as perguntas que ainda estão
sem resposta
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
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blog do colunista do ucho.info e professor de Filosofia
Roberto Romano da Silva
i
Quando
soltar a minha voz...
Presidente Lula, já são seis as perguntas da coluna
que continuam sem
as merecidas respostas. Mesmo assim, continuaremos fazendo da
persistência uma de nossas bandeiras. Durante a recente
campanha eleitoral, Presidente, o senhor condenou, falaciosamente,
as privatizações ocorridas na era FHC, além
de ter mentido ao dizer que o tucano Geraldo Alckmin, caso vencesse,
privatizaria empresas estatais de porte. Agora, Presidente,
com a reeleição garantida, o senhor assiste calado
ao discurso da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que anunciou
nesta quarta-feira a intenção do governo de privatizar
o aeroporto de Natal, no Rio Grande do Norte. Por outro lado,
Presidente, a mesma Dilma disse, há dias, que a infra-estrutura
nacional só será retomada com a participação
maciça da iniciativa privada. Presidente, responda só
para a coluna – ninguém mais ficará sabendo
desse nosso colóquio – o senhor acreditaria em
um outro governo que mentisse tanto quanto o seu? Responda Presidente,
responda! (Foto: turkishpress.com)
Por
favor, entenda...
Presidente Lula, mesmo que nossas perguntas continuem
sem resposta,
não imprimiremos à nossa democrática argüição
um ritmo homeopático. Assim, Presidente, vamos à
próxima pergunta. O senhor, como representante da classe
trabalhadora, sabe muito bem o que representa um patrão
covarde que não tem a coragem suficiente de demitir seus
funcionários pessoalmente. O que ocorreu com o embaixador
Paes de Andrade foi algo parecido com o que o senhor e a “companheirada”,
nos tempos de labuta, criticavam com razão. Quem contrata
olhando nos olhos, assim deve agir no momento da demissão.
O Brasil, Presidente, está longe de ser o paraíso
que o senhor tanto anuncia. Será que tal situação
teria levado a primeira-dama, Marisa Letícia, a solicitar,
tempos atrás, a cidadania italiana? Será que a
Dona Marisa não acredita que aqui, nesse Brasil prodigioso
que só o senhor enxerga, não serve para garantir
um futuro melhor ao seus filhos? Presidente, mesmo que seja
com deselegância idêntica à que dispensou
a Paes de Andrade, responda. (Foto: abc.es)
(Ilustração:
Cássio Scavone, o genial Manga)
Diplomacia
de camelô
A demissão, por telefone, do embaixador do Brasil
em Portugal, Paes de Andrade, tomou conta do plenário
nesta quarta-feira. Oposicionistas ocuparam a tribuna para condenar
a baixeza do governo ao destituir do cargo um embaixador, a
exemplo do que ocorreu com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF),
ejetado do Ministério da Educação, pelo
presidente Lula, quando estava em viagem oficial à Europa.
A deselegância cometida contra Paes de Andrade coube ao
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim,
que, segundo ele próprio, é diplomata de carreira.
Imagine se não fosse. Amorim, pressionado pela imprensa,
disse que apenas cumpriu uma ordem do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Assim, resta concluir que este é um governo
de homem de boteco, que ao se ver impedido de voltar para casa
pede para um amigo avisar a esposa.
Programa
de quinta
Diz o ditado que, na vida, há males que vêm para
bem. Se procedente a afirmação popular, a torção
no pé do presidente Lula pode ser um aviso para que deixe
de se apoiar tanto na direita. Lula, que está em mais
um de seus inócuos périplos internacionais, participa
da Cúpula África-América do Sul, que tem
lugar na Nigéria. Como os esquerdistas latino-americanos
e vizinhos Hugo Chávez, Evo Morales e Nestor Kirchner
não irão ao evento, restou ao presidente brasileiro
fazer de seu encontro com o ditador líbio Muamar Kadafi
um importante acontecimento. E quem precisa se apoiar em ditador
para alguns minutos extras de fama só pode acabar com
o pé direito contundido.
Meu
filho, meu tesouro
Continua gerando polêmica o imbróglio comercial
que envolve o gênio
Fábio Luís Lula da Silva, o monitor
de zoológico que foi transformado em empresário
de sucesso, e a Rede Band, conglomerado de comunicação
comandado pela família Saad. Fábio Luís,
o Lulinha, estaria, segundo reportagem, dividindo com os donos
da Band os lucros advindos da propaganda do governo federal
veiculada na emissora. Dono da Gamecorp, Lulinha arrenda parte
do horário da emissora paulista para exibir programas
televisivos sobre jogos eletrônicos. O ministro das Comunicações,
Hélio Costa, defendeu de maneira morna o filho do presidente
Lula ao dizer, nesta quarta-feira, que “Elas (as emissoras)
não podem é vender a concessão, fazer sub-contrato,
não podem arrendar. Mas elas podem vender espaço
do jeito que quiserem. Isso sempre foi assim, não é
desse governo, nem do passado”. Ou seja, caso ainda estivesse
vivo, o sábio Tim Maia diria que no governo Lula só
não vale dançar homem com homem, e nem mulher
com mulher. O resto vale tudo!
É
só aguardar
Em mais uma esperada reunião, o Comitê
de Política Monetária do Banco Central, o mirabolante
Copom, reduziu em meio ponto percentual a taxa básica
de juros (Selic), que passa para 13,25% ao ano a partir desta
quinta-feira. A média da Selic, em 2006, é 12%
ao ano, o que faz do Brasil o reduto terráqueo onde se
pratica a maior taxa de juros. Porém, fosse verdadeira
essa sandice que a economia brasileira proporciona, um reles
trabalhador teria acesso a crédito a custos bem mais
reduzidos. A redução necessária na taxa
de juros só não é maior porque o governo
Lula ainda tem certeza da letargia apresentada pela inflação.
Quando a inflação da cadeia alimentar deixar o
campo rumo aos grandes centros urbanos, será tarde.
Saindo
na frente
O que os leitores da coluna souberam
com antecedência, só agora a
imprensa traz a público. A candidatura do potiguar José
Agripino Maia (PFL) à presidência do PFL,
lançada oficialmente ontem, é mais um entrave
nas pretensões do atual presidente da Casa legislativa,
senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que integra a base de sustentação
do governo e quer permanecer no cargo. Por direito regimental
a presidência do Senado sempre é do partido que
tiver maior número de representantes na Casa, e, neste
caso, o PMDB será o maior partido em 2007. Acontece que
o regimento interno do Senado não suplanta os anseios
de uma sociedade democrática que tem se manifestado contra
o conluio espúrio que o Palácio do Planalto vem
costurando com o PMDB. O que o PMDB vem fazendo ao se bandear
integralmente para o lado do Planalto é permitir que
Lula repita o que Hugo Chávez fez na Venezuela. A imposição
de uma ditadura branca.
A
reboque
Até a última ordem,
o PT vai marchar unido com o PMDB para reconduzir o senador
Renan Calheiros à presidência do Senado Federal.
A bancada petista, que em fevereiro deverá ter onze integrantes,
ainda não discutiu o assunto, mas o vice-líder
da Mesa, Tião Viana (AC), acredita que o seu partido
não vai deixar o alagoano na mão. No caso de formalização
do anunciado bloco, o PT vai exigir uma maior participação
na composição da Mesa e nas comissões permanentes
do Senado. Atualmente, o PT está na vice-presidência,
com Tião Viana (AC), na suplência da Mesa com Serys
Slhessarenko (MT), e com a presidência da Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional, com
Roberto Saturnino (RJ).
Pegando
no tranco O impoluto Wellington Salgado,
senador pelo PMDB de Minas Gerais, é
o José Bonifácio do governo Lula, na opinião
do sempre provocador senador Heráclito Fortes (PFL-PI).
A brincadeira deixou sem graça e mudo o suplente de Hélio
Costa, mas alguns companheiros acham que a resposta à
provocação não ocorreu de imediato porque
o carioca com pele de mineiro tem raciocínio lento e
só vai entender a provocação daqui a três
dias. Pudesse Wellington Salgado ser comparado ao serviço
de acesso à Internet, o senador ainda estaria na fase
da conexão – discada, é claro – a
anos-luz da hoje famosa banda larga.
Cara-de-pau
Desde que passamos a contestar com veemência a postura
de políticos e empresários que agem em desacordo
com os interesses do povo brasileiro, esta coluna tem sido alvo
de retaliações das mais variadas: de grampos telefônicos
a ameaças de morte. Agora, com a lenta, porém
seguida, derrota do “opportunismo” tupiniquim, o
editor da coluna vem sendo monitorado diuturnamente. Telefones
estão escandalosamente grampeados e seus passos são
seguidos à distância. É fato que toda ação
gera uma reação, mas a verdade aqui sempre publicada
continuará como cavalo de Tróia dos antipatriotas.
E para os que chegaram há pouco, leia-se em “opportunismo”
“Tantas falcatruas”, “Tantas malandragens”,
“Tantas gatunagens”, “Tantas patifarias”.
Não é mesmo, Tantas?
Armação
ilimitada
Com a proximidade do fim da atual legislatura – termina
oficialmente em 15 de dezembro – o Conselho de Ética
da Câmara decidiu que irá julgar os processos de
cassação mesmo sem o depoimento do acusado. Considerando
que o Conselho utiliza o Direito Processual brasileiro como
bússola para nortear os processos sob sua égide,
muitos problemas de ordem jurídica virão pela
frente, caso a decisão seja mesmo adotada. Como pizza
tem sido o principal cardápio da política nacional,
a decisão de Ricardo Izar, deputado e presidente do Conselho,
pode ser o resultado da ingenuidade parlamentar ou de um acordo
espúrio de bastidor. Mais: os condenados pelo Conselho
que tiverem seu amplo direito de defesa cerceado poderão
contestar judicialmente a votação no STF. Afinal,
a armação é essa mesmo!
Forno
aquecido "Aqui
no Conselho de Ética nunca teve pizza!". Assim o
presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar, se manifestou
depois da indignação provocada pela absolvição
de três senadores acusados de envolvimento no escândalo
das ambulâncias superfaturadas (Ney Suassuna, Serys Slhessarenko
e Magno Malta). Se Izar está tão certo sobre a
ausência da irresistível iguaria italiana no Conselho
de Ética, alguém precisa explicar os motivos que
levaram ao monumental atraso no julgamento do processo de cassação
do deputado José Janene (PP-PR), acusado de ser um dos
grandes operadores e beneficiários do mensalão.
O fato é que a pizza de Janene só não assou,
mas a massa cresceu, e muito.
Mão
no bolso O
caso do ainda mal explicado acidente com o Boeing da Gol começa
a produzir os primeiros dissabores financeiros para a empresa
aérea da família Constantino. Por decisão
da Justiça do Rio, que deferiu pedido de tutela antecipada,
a Gol terá de pagar pensão mensal no valor de
10 mil, até o final do julgamento do processo, à
família do engenheiro Kelison Castello Branco, morto
no acidente de 29 de setembro. Tal decisão pode levar
a Gol a uma situação complicada do ponto de vista
financeiro, uma vez que passou a existir jurisprudência
no caso. Quem sabe desta maneira a Gol decida dar uma ajuda
na elucidação da verdade. Até porque, o
perfeito estado de conservação da última
caixa-preta (na verdade é laranja) encontrada pelas equipes
de resgate causou surpresa.
Saia
da Caixa você também!
Termina nesta quinta-feira (30) o prazo dado pela Caixa Econômica
Federal aos seus funcionários para que decidam sobre
o modelo de aposentadoria que melhor atende aos interesses da
classe. A Caixa, não é de hoje, vem pressionando
os funcionários a mudarem para o novo plano, o que está
sendo considerado como indução ao erro. O novo
modelo de aposentadoria proposto aos funcionários da
Caixa é, além de vergonhoso, um poço de
desvantagens. Em São Paulo, por exemplo, onde a pressão
por parte da instituição tem sido constrangedora,
os funcionários estão sem saber o que fazer. Têm
medo de escolher o modelo velho e, em seguida, serem retaliados.
Coisas da democracia luliana.
Rezando
a cartilha
Pensando bem, como novo defensor da privatização,
Lula deveria prestar um serviço ao Brasil. Privatizar
o próprio governo.
Dia
D (30/11/05)
- Marcada para esta quarta-feira, a sessão da Câmara
dos Deputados que vai decidir o futuro político do deputado
José Dirceu pode, inclusive, não acontecer. Nas
últimas vinte e quatro horas, o Palácio do Planalto
colocou em campo uma considerável tropa de choque, a
fim de evitar a cassação, cuja proposta é
fazer do Congresso uma espécie de cidade fantasma, convencendo
os parlamentares a deixarem a cidade com o claro objetivo de
impedir que haja quorum para a realização da sessão.
Para reforçar a operação, vários
outdoors com mensagens em favor de Dirceu foram instalados nas
principais cidades brasileiras. Tal situação mostra
que Lula, como sempre, faltou com a verdade ao dizer que tudo
seria investigado e que os culpados seriam punidos, fossem quem
fossem. Ou seja, estar presidente causa uma mitomania incurável,
que só o mitômano não percebe.