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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Roberto Romano da Silva
i
Presidente,
responda!
Com uma dívida de quase R$ 10 milhões –
boa parte devida a gráficas da
capital paulista – o comitê de campanha pela reeleição
de Luiz Inácio Lula da Silva encontrou uma saída,
horas antes do prazo final estabelecido pela Justiça
Eleitoral, para fechar a contabilidade. O passivo da campanha,
de acordo com documento protocolado no TSE, será assumido
pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.
O que causa enorme estranheza é o fato de o PT nacional
assumir nova dívida de grande monta, enquanto os empréstimos
concedidos pelos bancos Rural e BMG – contraídos
por Marcos Valério, Delúbio Soares, Silvio Pereira
e companhia limitada – ainda não foram pagos. Muito
estranhamente, as duas instituições financeiras,
que prometeram cobrar a dívida na Justiça, até
agora não se mexeram. Presidente, o senhor vai novamente
dizer que não sabia? Responda, Presidente, o Brasil quer
ouvi-lo. (Foto: frbatlanta.org)
Filho
do homem
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu,
nesta terça-
feira, Fábio Luís Lula da Silva,
o Lulinha – é filho do presidente Lula, das acusações
contidas em reportagem do jornal Folha de São Paulo.
De acordo com o tablóide paulistano, Lulinha, que mantém
programa de jogos eletrônicos na Rede Band, estaria recebendo
metade do faturamento gerado com a propaganda que o governo
federal veicula na emissora paulista. Dilma, ao defender Lulinha,
disse que se trata de uma modalidade normal de negócio
televisivo, pois empresas e igrejas compram horários
nas emissoras para veicularem seus programas. Ora, se a Gamecorp,
empresa do bem sucedido empresário Lulinha compra parte
do horário da Band, não há porque receber
metade do que a emissora fatura com anúncios oficiais.
Tem boi na linha, e é dos grandes.
Balde
d'água fria
Enquanto o presidente interino do PT, Marco
Aurélio Garcia, afirma que
as relações com o PTB no novo governo Lula serão
revistas, a bancada do partido de sustentação
do governo na Câmara sonha em manter no cargo de ministro
do Turismo, o mineiro Walfrido dos Mares Guia. Lula, que acenou
com tal possibilidade em recente discurso, disse que Mares Guia
foi e é o melhor ministro da pasta que o Brasil já
teve até hoje (nunca neste país...). A cúpula
petista, sempre na contramão da articulação
palaciana, garantiu, por intermédio de Marco Aurélio
Garcia, que o conselho político, ainda a ser criado,
será composto apenas pelo PMDB, PCdoB, PRB, PSB e PT.
Nas contas do presidente do Partido dos Trabalhadores, PL e
PTB já foram barrados. (Foto: clarin.com)
Par
ou ímpar?
Os partidos que integram a base governista na Câmara dos
Deputados reúnem-se na manhã desta quarta-feira.
O objetivo do encontro é chegar a um consenso em torno
do candidato único a conselheiro do Tribunal de Contas
da União, cargo que virou moeda de troca na chamada coalizão
da governabilidade. A idéia inicial é escolher
um dos quatro candidatos ligados aos partidos que apóiam
o Palácio do Planalto. A estratégia maior é
reverter a tendência da oposição de eleger
o seu candidato na eleição marcada para ontem,
e que foi transferida para a próxima terça-feira
(5). O adiamento é mais um artifício palaciano
para que os partidos tenham tempo para formalizar um acordo.
Relator da CPI dos Correios, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR)
– que teve uma expressiva votação nas últimas
eleições - é peça importante nas
negociações entre o seu partido, o PT e o Palácio
do Planalto. Além de produzir reflexos diretos na eleição
da nova Mesa Diretora da Câmara Federal.
Camisa
de força
Envolvido no escândalo do dossiê contra candidatos
tucanos, o aloprado Gedimar Passos, durante depoimento à
CPI das Sanguessugas, nesta terça-feira, roubou a cena
ao dizer que foi vítima de maus tratos na sede da Polícia
Federal, em Cuiabá. Ex-policial federal e advogado Gedimar
Passos, na tentativa de desviar o rumo das investigações,
afirmou que, durante o período em que esteve preso na
capital mato-grossense, permaneceu “em uma cela de castigo,
com água até a canela”. Se Gedimar foi orientado
para confundir ao máximo, a ele deveria ter ministrado
o mesmo remédio dado a Silvio Pereira, durante depoimento
na já encerrada CPI dos Bingos. Agora, surgir com uma
tese fantasiosa de tortura é querer zombar do raciocínio
do brasileiro. Ou será que a polícia de governo,
comandada por Márcio Thomaz Bastos, se especializou em
torturar aloprados?
Barra
limpa
Ontem, antes do início da votação
dos processos de cassação dos senadores Ney Suassuna,
Serys Slhessarenko e Magno Malta, era voz corrente nos bastidores
do Congresso que um acordo espúrio livraria os três
parlamentares acusados de integrarem a Máfia das Sanguessugas.
A maior das surpresas foi a vergonhosa absolvição
do senador Ney Suassuna, que foi citado diversas vezes no depoimento
do seu ex-chefe de gabinete, Marcelo Carvalho, também
conhecido nas rodas do poder como Marcelo do Ney ou Marcelo
Fraldinha. No contraponto, a absolvição de Serys
Slhessarenko não foi novidade, pois contra a senadora
sul-mato-grossense não existiam provas e nem indícios
de participação no esquema de ambulâncias
superfaturadas. Magno Malta só escapou porque as acusações
vieram acompanhadas de provas inconsistentes.
Beco
sem saída
Quem está cada vez mais
complicado nesse imbróglio do dossiê é o
deputado Carlos Abicalil (PT-MT), que disse
ter conversado por telefone com membros da quadrilha do dossiê
apenas porque queriam avisá-lo sobre uma suposta armação
contra a senadora Serys Slhessarenko. Para complicar ainda mais
a já complicada situação de Abicalil, o
senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) perguntou, durante sessão
de julgamento, se Carlos Abicalil informou a senadora Serys
sobre informação que obteve com os aloprados.
Boca
no trombone
Se depender do senador João
Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética da
Câmara Alta, o culpado pela absolvição dos
três senadores acusados de integrar o bando dos parlamentares
sanguessugas foi a CPMI que não apurou corretamente as
denúncias feitas pelos Vedoim. Essa foi a resposta de
João Alberto aos jornalistas após a última
absolvição do dia, por doze votos a zero, do senador
Magno Malta (PL-ES). A unanimidade a seu favor foi recebida
pelo senador evangélico como um "Domingo de Páscoa".
Já o relator do processo, senador Demóstenes Torres
(PFL-GO), considerou que ele foi agraciado pelo benefício
dúvida. Já o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), em
pior situação no escândalo das ambulâncias,
coube-lhe apenas uma advertência verbal do Conselho de
Ética. Mesmo assim, Suassuna saiu do Conselho contrariado.
Atiradores
de elite O tucanato decidiu encarar com seriedade a briga
pelo controle da Mesa Diretora do Senado. No almoço desta
terça-feira, no gabinete do senador Tasso Jereissati,
que reuniu a atual bancada e os novos senadores, a direção
do partido pediu ao senador Leonel Pavan para que desistisse
de assumir como vice-governador de Santa Catarina, em 1º
de janeiro próximo. Mesmo com a promessa de que teria
mais poder dentro do partido, caso aceitasse, Pavan negou o
apelo dos companheiros tucanos. E por falar em Santa Catarina,
o PSDB deve ficar com três secretarias no governo de Luiz
Henrique da Silveira. A da Saúde está praticamente
definida para o deputado estadual Dado Cherem.
Correndo
por fora
Nesta quarta-feira, a bancada do PFL se reúne no Senado
para discutir as estratégias em torno da eleição
do senador José Agripino Maia (PFL-RN) para a Mesa Diretora.
Nas contas do candidato de oposição a Renan Calheiros,
apoiado abertamente pelo Palácio do Planalto, já
estariam certos quarenta votos. Este número é
quase a metade de senadores da Casa, o que garante, até
o momento, a viabilidade da candidatura que teria apoio da ala
autêntica do PMDB, uma parte da bancada de cinco senadores
do PDT, além da maioria do PFL e o Senado, mas a política
nacional, com o senador potiguar na presidência da Casa
legislativa, perde um orador de peso e contundente.
Mico
novo
Podendo funcionar, no máximo, até 22 de dezembro
– é o quem
determina o regimento – a CPI das Ongs foi criada nesta
terça-feira pelo presidente do Senado, Renan Calheiros,
atendendo a um requerimento do senador Heráclito
Fortes (PFL-PI). A Comissão vai investigar o
repasse de verbas federais às Organizações
Não Governamentais, que nas últimas semanas passaram
a freqüentar o noticiário na condição
de pivôs de escândalos de desvio de recursos. Mesmo
que curta seja sua duração, a CPI das Ongs vai
causar sérios transtornos para o apagar das luzes do
primeiro governo do presidente Lula. Uma das Ongs que será
investigada é a Rede Treze, que teve no comando ninguém
menos que Lurian Lula da Silva, a filha do presidente. Jorge
Lorenzetti, churrasqueiro presidencial e um dos aloprados do
Dossiê Cuiabá, foi chamado pelo Palácio
do Planalto, em 2003, para que liquidasse as dívidas
de Lurian em Santa Catarina (cabeleireiro, taxas condominiais,
butiques, casas de festas, etc), semanas antes da extinção
da Rede Treze. E assim foi feito.
Barril
de pólvora Se
Ney Suassuna escapou da cassação porque, segundo
dizem, sabe demais sobre os bastidores do Planalto e, principalmente,
porque participou de maneira ativa em muitos dos conchavos em
favor do presidente Lula, imagine o que pode acontecer com o
ainda deputado José Janene, cujo processo de cassação
será votado no plenário da Câmara na próxima
quarta-feira (6). Acusado de ser um dos grandes operadores e
beneficiários do mensalão, Janene vê crescer
as chances de escapar da degola política. Primeiro porque
o assunto está saturado junto à opinião
pública, a única que poderia cobrar dos deputados
federais uma conduta implacável durante a votação.
A outra razão reside no fato de Janene saber muito mais
dos bastidores palacianos do que Suassuna. Para se ter uma idéia
da segurança que reina nos domínios de Janene,
tempos atrás o deputado do PP paranaense chamou o presidente
Lula de “filho da p...” e ninguém ousou contestá-lo.
Nem o Planalto, nem o presidente.
Reduto
de anjos Sem
maiores explicações, a normalidade voltou a reinar
nos aeroportos brasileiros. Na tarde desta terça-feira,
o aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do País,
apresentava uma calmaria que chamou a atenção
inclusive dos funcionários locais. A suspensão
repentina dos atrasos nos vôos deve ter uma explicação,
que só os envolvidos no imbróglio podem dar. Ou
o governo federal prometeu aos controladores que a culpa pelo
trágico acidente com o Boeing da Gol vai mesmo ficar
no colo dos pilotos americanos, ou alguém encenou uma
daquelas incríveis mágicas.
Corda
bamba
Até o fechamento desta edição, a última
enquete da coluna, que queria saber do leitor em qual período
do segundo mandato o presidente Lula seria ejetado do poder,
apresentou resultados finais interessantes para o eleitor, mas
extremamente preocupantes para o Planalto. Para 46,99% dos leitores,
Lula cai no primeiro ano do próximo mandato. Também
46,99% dos leitores acreditam que Lula cai no segundo. 3,41%
apostam na queda do presidente só no terceiro ano do
mandato, enquanto 2,41% acreditam que tal situação
só ocorrerá no último ano. A mais nova
enquete do ucho.info quer saber do eleitor se Lula vai conseguir
destrancar o crescimento do País até o final deste
ano. Participe votando na enquete localizada na coluna à
esquerda.
Meio
a meio
Pensando bem, Lula vive um dilema. não sabe se um governo
de meia-coalizão ou admite que, mesmo com coalizão,
será um meio-governo.
Apavorou
de vez (29/11/05)
- Há dias, em uma roda de respeitáveis comunicólogos,
uma notória figura da república “luliana”
disse, a quem quisesse ouvir, que o pavor maior do Palácio
do Planalto atende pelo nome de MTB Bank. Tal declaração,
além de explicar a decisão do Ministério
da Justiça de não liberar para a CPI Mista dos
Correios as informações disponibilizadas pela
promotoria de Nova York, revela os motivos que levaram o deputado
José Mentor (PT-SP), relator da CPI do Banestado, a apresentar
tão escandaloso e inócuo relatório. A maior
de todas as preocupações não está
diretamente relacionada com a conta da empresa Düsseldorf,
do publicitário Duda Mendonça, mas com aquilo
que a tal descoberta traria a reboque. E o informante republicano
é um réu confesso com todas as letras.