Clique
e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do colunista
do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
FILOSOFIA
POLÍTICA
Clique
e acesse o Ética-Ciência,
blog do colunista do ucho.info e professor de Filosofia
Roberto Romano da Silva
i
Fala
que eu te escuto Presidente Lula, já são quatro
as perguntas formuladas pela coluna
que
estão sem resposta. Mas não há problema
quanto ao seu mutismo, pois o Brasil já se acostumou
a isso. Em novembro de 2005, Presidente, o domínio “lula.org.br”
estava sob a responsabilidade do criador da cueca endinheirada,
o companheiro José Genoíno Neto, do qual o senhor
tão bem fingiu ter se afastado. Agora, o mesmo domínio
está sob a responsabilidade de Ricardo José Ribeiro
Berzoini, o aloparado companheiro que, segundo a Polícia
Federal, ordenou a compra do Dossiê Cuiabá, conjunto
de documentos supostamente contra candidatos tucanos. Presidente,
considerando que nos lugares que freqüentamos ainda vale
o dito popular do “diga-me com que andas e dir-te-ei quem
és”, é no mínimo estranho que um
sítio eletrônico que leva seu nome esteja sob a
responsabilidade de pessoas envolvidas em escândalos.
Mesmo que o tal domínio cibernético pertença
legalmente ao PT, um outro nome poderia aparecer como responsável.
Como o senhor confia, e muito, no dadivoso e benevolente Paulo
Okamotto, que tal se ele passasse a ser o responsável
pelo “lula.org.br”. Responda, Presidente,
responda! O Brasil quer ouvir a sua voz. (Foto:
isop.ucla.edu)
Situação
em novembro de 2005
domínio:
lula.org.br
entidade: Partido dos Trabalhadores - Diretório Nacional
documento: 000.676.262/0002-51
responsável: Jose Genoino Neto
endereço: Rua Silveira Martins, 132, Centro
endereço: 01019-000 - Sao Paulo - SP
telefone: (011) 3243-1330
Situação
em novembro de 2006
domínio:
lula.org.br
entidade: Partido dos Trabalhadores - Diretório Nacional
documento: 000.676.262/0002-51
responsável: Ricardo Jose Ribeiro Berzoini
endereço: Rua Silveira Martins, 132, Centro
endereço: 01019-000 - São Paulo - SP
telefone: (11) 3243-1353
Direita,
volver!
Essa tal coalizão que o presidente Lula tanto
anuncia não passa de uma cortina de fumaça para
camuflar a incompetência de um governo que, mergulhado
em escândalos de corrupção, não conseguiu
até então mostrar a que veio. A escandalosa compra
do apoio do PMDB fará com que o País ingresse
no seleto clube das neo-ditaduras que se espalham pela América
Latina, e que tem no psicótico Hugo Chávez o maior
de seus representantes. O PMDB, que tanto lutou contra a ditadura
militar brasileira, agora envereda pelo campo do fisiologismo
barato, como se a liberdade do povo brasileiro pudesse ser trocada
por duas dúzias de cargos.
Fingindo
de morto
A mais nova galhofa nacional é de autoria do
presidente interino do
Partido dos Trabalhadores, Marco Aurélio Garcia,
que substitui o afastado Ricardo Berzoini desde o estouro do
escândalo do Dossiê Cuiabá. Segundo apurou
a Polícia Federal, a decisão de comprar o tal
dossiê partiu de Ricardo Berzoini, então presidente
nacional do PT e que à época acumulava as funções
de coordenador da campanha pela reeleição de Luiz
Inácio Lula da Silva. Para a PF não restam dúvidas
sobre o envolvimento de Berzoini na farsa montada para prejudicar
candidatos tucanos (Geraldo Alckmin e José Serra). No
contraponto, para o genial (sic) Marco Aurélio Garcia
trata-se de ficção a conclusão a que chegou
a PF. Considerando que a Polícia Federal é uma
só, a corporação que Lula e o criminalista
do Planalto, Márcio Thomaz Bastos, tanto defendem deve
ser a mesma que o presidente do PT condena. Mais: para não
complicar ainda mais o que complicado já está,
a PF, em relatório parcial a ser divulgado em breve,
isentará o presidente Lula de qualquer responsabilidade
no caso. Fosse o contrário, Lula já estaria providenciando
a mudança. (Foto: clarin.com)
Troca-troca
planaltino
Para manter a opinião pública controlada, Lula,
o presidente, decidiu empurrar o anúncio do novo ministério
para 2007, enquanto faz da chamada coalizão um espetáculo
pirotécnico de quinta categoria. Mesmo assim, algumas
cadeiras ministeriais terão seus novos ocupantes escolhidos
antes da data anunciada pelo presidente Lula. Entre os cargos
do segundo governo Lula, os mais cobiçados são
os de ministro das pastas da Justiça e da Defesa, além
do de Advogado Geral da União. Tão logo sua vitória
foi confirmada nas urnas, Lula sinalizou, muito singelamente,
com a possibilidade de Nelson Jobim substituir Márcio
Thomaz Bastos no Ministério da Justiça. Outro
companheiro que anda de olho comprido na cadeira de Thomaz Bastos
é o gaúcho Tarso Genro, mas o povo do Rio Grande
do Sul, coerente como sempre, deve sepultar de imediato tal
possibilidade. No entanto, quem deve assumir o Ministério
da Justiça é o ex-ministro do STF, Sepúlveda
Pertence.
Baila
comigo
Ainda a dança de cadeiras... Com a possibilidade cada
vez maior de alagoano Aldo Rebelo não continuar como
presidente da Câmara dos Deputados, Lula deve entronar
o parlamentar do PCdoB paulista no Ministério da Defesa.
Já a Advocacia Geral da União pode ir parar nas
mãos do ainda deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh,
como retribuição aos relevantes (sic) trabalhos
prestados ao PT. Dentre os tantos préstimos de Greenhalgh
está o abafamento dos casos Celso Daniel e Toninho do
PT, ex-prefeitos de Santo André e Campinas, respectivamente,
e mortos de maneira misteriosa e ainda não esclarecida.
Vale
tudo
Coube a esta coluna, em 6 de outubro passado (edição
nº 1219), e não à concorrência, noticiar,
como sempre em primeira mão, a possibilidade de o acidente
com o Boeing da Gol, que na próxima quarta-feira completa
dois meses, se transformar em um incidente diplomático
. A retenção dos passaportes dos pilotos do jato
Legacy tem movimentado, e muito, os bastidores do poder ianque.
Circulando, nos últimos dias, com excessiva tranqüilidade
na sempre maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, agentes do FBI
tentavam se infiltrar entre pessoas que bem conhecem o submundo
do poder local, provavelmente porque uma operação
de resgate estaria em curso. A ousadia dos arapongas do Tio
Sam era tamanha, que um deles chegou a distribuir cartões
de visita. Todos com um nome nada verdadeiro, como manda o bom
figurino da espionagem.
Ciranda
de fogo
Está cada vez mais justa
a saia que o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) vem
enfrentando dentro do partido, principalmente depois da desnecessária
e equivocada carona que pegou no avião do presidente
Lula, por ocasião do velório do senador Ramez
Tebet. A polêmica, que deixou os bastidores da política
nacional e ganhou a rede mundial de computadores, mostra uma
enorme dicotomia quando o assunto é analisado pelo senador
Alvaro Dias (PR) e pelo próprio partido de Arthur Virgílio,
o PSDB. FHC teria repreendido o senador amazonense, segundo
divulgou em seu site o senador Alvaro Dias, mas o PSDB desmente
o assunto. Já o senador Alvaro Dias, líder da
oposição no Senado e que nos últimos quatro
anos se firmou como uma voz contra os desmandos do Palácio
do Planalto, disse, na última semana, que “não
há necessidade de quem perdeu a eleição
se jogar nos braços do governo”. O fato é
que Arthur Virgílio Neto está mesmo na berlinda.
A coluna tentou manter contato com o senador Alvaro Dias neste
domingo, mas seu celular estava desligado.
Mico
caseiro
O ninho familiar do tucano Arthur
Virgílio também enfrenta intempéries
políticas. Arthur Virgílio Bisneto
– é filho do senador – deputado estadual
no Amazonas, foi excluído pelo Tribunal Regional Eleitoral
da lista dos eleitos para a próxima legislatura. Último
na fila dos tucanos amazonenses, Arthur, o Bisneto, conseguiu
novo mandato por conta de escassos 14.060 votos. Porém,
o TRE, após analisar diversos recursos, considerou como
sendo válida a coligação “Unidos
Venceremos”, o que fez com que Virgílio Bisneto
perdesse a vaga para o candidato Miron Fogaça, do PRP.
Arthur Virgílio Bisneto, que anunciou que recorrerá
da decisão da Justiça Eleitoral, é o mesmo
que em 2004, durante férias no Ceará, arriou as
calças para os freqüentadores de uma praça
da cidade de Aquiraz, terra do disputado Beach Park. Não
satisfeito com o vexatório espetáculo público
que patrocinou, o Bisneto, após ser preso, repetiu a
cena diante de uma delegada de polícia da cidade. Coisas
que só um mandato parlamentar consegue explicar.
Confusão
no ar Nas próximas horas, os escaninhos de um
inquérito policial que corre em uma delegacia de Belo
Horizonte devem vir à tona. No alvo das investigações
estão as operações nada ortodoxas de um
consórcio aéreo – reúne apenas aeronaves
executivas –, o qual, até bem pouco tempo, operava
de maneira irresponsável e sob a égide do desmando
de um suposto dono do mundo. Muito tem se articulado no bastidor
da polícia mineira, mas nada ainda é definitivo,
mesmo que algumas aves de finas plumas da política nacional
tenham sido acionadas. E se o principal suspeito não
for preso em breve, é porque o opportunismo entrou em
ação mais uma vez. Triste Brasil!
Rebordosa
no quintal
Eleito para novo mandato como deputado federal, o presidente
do
Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar
(PTB-SP), caiu em desgraça junto ao seu eleitorado. Reeleito
sob os efeitos do slogan “Ética na Política”,
Izar não apenas deixou de questionar a decisão
do PTB em apoiar incondicionalmente o governo Lula, como embarcou
de forma inexplicável no adesismo petebista. No Clube
Atlético Monte libando, em São Paulo, agremiação
esportiva que freqüenta com certa assiduidade, Ricardo
Izar foi o alvo das conversas do final de semana. Todos, sem
exceção, não gostaram da traição.
Mais: quem quiser notícias de Antonio Badih Chehin, superintendente
da Administração da Hidrovia do Paraná,
que pergunte ao deputado Ricardo Izar, o senhor da ética
que evaporou.
Tudo
normal
Ao que parece, a greve branca deflagrada pelos controladores
de vôo, depois que veio à tona a possibilidade
de os mesmos serem responsabilizados pelo trágico acidente
com o Boeing da Gol, afetou apenas os vôos comerciais
de passageiros. As empresas de cargas aéreas e os despachantes
aduaneiros continuam trabalhando como antes. A única
situação estranha enfrentada pelos despachantes
tem a Infraero como responsável. Depois de torrar verdadeira
fortuna anunciando investimentos que serviram apenas para maquiar
os aeroportos brasileiros, a Infraero está impondo aos
despachantes aduaneiros, neste período pré-natalino,
uma espera de até seis horas para a liberação
de uma carga aérea. Há dois meses, o tempo que
uma carga levava para deixar a aeronave e estar disponível
nos armazéns da Receita Federal era de no máximo
uma hora e meia. Coisas do Brasil!
Falta
do que fazer Não
bastasse a escalada da criminalidade na cidade de São
Paulo – situação idêntica ocorre nos
grandes centros urbanos do País –, o paulistano
agora pode contar com um novo tipo de serviço policial.
Na última sexta-feira, um empresário da capital
paulista decidiu demitir um funcionário e para tal se
valeu dos préstimos de um investigador de polícia.
Ambos – empresário e policial – foram até
um sítio localizado na Grande São Paulo para,
antes da demissão, intimidar o caseiro que era responsável
pela propriedade. Já no local, com aquela arrogância
que via de regra marca as abordagens policiais, o investigador
resolveu mostrar o seu poder e começou a atirar a esmo,
como se os estampidos fossem acelerar a saída do funcionário
que foi demitido. Governador Claudio Lembo, Vossa Excelência,
como bom homem do Direito que é, não vai deixar
a polícia paulista atuar de maneira tão bizarra,
enquanto os contribuintes, já sufocados com a carga tributária,
são reféns da inoperância do Estado em relação
à segurança pública. Aproveitamos para
fazer a mesma recomendação feita ao presidente
Lula – que vem dando de ombros às perguntas aqui
formuladas – pois este espaço eletrônico
– independente, diga-se de passagem – é uma
das últimas trincheiras da verdade a que o cidadão
brasileiro tem acesso. Responda governador, responda!
Algo
errado Ainda
a (in)segurança pública... Quem circula por São
Paulo, a maior cidade do País, logo percebe que segurança
é um privilégio daqueles que, endinheirados, conseguem
contratar empresas privadas que garantem o que o Estado não
consegue garantir. O mais interessante é que as empresas
– por muito dinheiro oferecem segurança em todos
os níveis – pertencem, direta ou indiretamente,
a policiais civis, os quais ainda atuam na segurança
pública. Ora, se a receita existe e está na gaveta
dos responsáveis pelo setor, é de se estranhar
o fato de só o rico ter acesso a esse tipo de serviço.
É no mínimo muito estranho, governador Claudio
Lembo.
Fim
do mundo
Enquanto a polícia paulista se envolve em casos de demissão
de funcionários da iniciativa privada, o crime de racismo
corre solto na terra que um dia foi dos bravos bandeirantes.
Em Santo André, cidade do ABC paulista que já
foi comandada pelo finado Celso Daniel, uma sinagoga foi atacada
pela sanha irresponsável e criminosa de alguns seguidores
de Adolf Hitler. Há dias, o templo religioso da comunidade
judaica local amanheceu com o muro manchado por pichações
de caráter nazista. Levar para além das fronteiras
do Oriente Médio a disputa insana que impele ao duelo
árabes e judeus é uma irresponsabilidade atroz.
A guerra, que de santa nada tem, atende a interesses escusos
de ambos os lados. Árabes e judeus sempre conviveram
de maneira pacífica em
diversos
lugares do planeta, inclusive no Brasil, e não será
uma horda de criminosos nazistas que fará com que a paz
reine por aqui. Mais: na imagem ao lado, extraída da
foto abaixo, um pequeno detalhe mostra o radicalismo dos pichadores.
A dezena 88, pichada no muro ao lado da palavra "valhalla",
é uma forma cifrada de divulgar o “Heil Hitler”,
slogan que marcou a era do maior de todos os carrascos. O número
oito corresponde à oitava letra do alfabeto, o “H”.
O "valhalla88" é um sítio eletrônico
que divulga o pensamento criminoso dos neonazistas, que pode
ser conferido clicando
aqui.
Inseminação
artificial
Pensando bem, mesmo que branca seja, a próxima ditadura
brasileira já tem um pai. É o PTMDB.
Recordar
é viver (28/11/05)
- A saga de José Dirceu para manter a qualquer preço
seu mandato tem, como não poderia deixar de ser, seu
antagonismo na história recente do País. Em maio
de 1994, em sessão na Câmara dos Deputados, José
Dirceu, ao ter a palavra e comentar sobre o então processo
de cassação do deputado Ricardo Fiúza,
disse: “Senhor Presidente, espero que amanhã esta
Casa faça aquilo que é público e notório
dispensa provas. O Deputado Ricardo Fiúza é corrupto.
Isto é público e notório e dispensa provas”.