Clique
e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do colunista
do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
FILOSOFIA
POLÍTICA
Clique
e acesse o Ética-Ciência,
blog do colunista do ucho.info e professor de Filosofia
Roberto Romano da Silva
i
Vai
responder, Presidente?
Presidente Lula, muito irresponsavelmente acreditamos que o
senhor
responderia à nossa pergunta sobre os motivos que levaram
o vice-presidente José Alencar a Nova York, quando a
saúde no Brasil, segundo suas declarações
de campanha, está próxima da perfeição.
Como persistir é uma de nossas marcas, continuamos no
aguardo. Agora, pegando carona no seu messianismo, tomamos a
liberdade de formular nova pergunta. O Banco do Estado do Piauí
(BEP), estado governado pelo companheiro Wellington Dias, será
privatizado, de acordo com recomendação do Ministério
da Fazenda. Presidente, como essa será a terceira instituição
financeira a ser privatizada sob sua égide – o
Banco do Estado do Ceará (BEC) e o Banco do Estado do
Maranhão (BEM) são as outras –, como fica
aquela declaração mentirosa de campanha, de que
os tucanos são especialistas em privatizações?
Presidente, não se avexe por não responder, pois
o Brasil já está ciente de que o senhor de nada
sabe.
Abafa
geral
Já não se comenta com tanto empenho sobre
o escândalo do Dossiê Cuiabá, operação
arquitetada e executada por petistas do segundo escalão
para prejudicar candidatos tucanos nas últimas eleições.
Recentemente, o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, que está desesperado para desembarcar do governo
Lula, justificou a quebra do sigilo telefônico da Folha
de São Paulo tendo a pressa em investigar a origem do
dinheiro como desculpa. O fato é que chega a ser lenta
essa “pressa” atribuída por Thomaz Bastos,
pois até agora nada de concreto foi revelado. A não
ser que a ordem palaciana seja para aguardar um novo escândalo,
de preferência nos domínios do Congresso Nacional,
minimizando de sobremaneira a responsabilidade dos envolvidos.
Memória
curta
O primeiro mandato do presidente Lula está chegando
ao fim, e com ele desaparece um caso polêmico, já
esquecido pela imprensa tupiniquim. O escândalo da musa
da Agricultura, que posou nua nas dependências do Ministério.
À época, um graduado companheiro do presidente
Lula foi apontado como sendo um dos partícipes das cenas
mais picantes do ensaio fotográfico. Após uma
rápida sindicância, servidores foram demitidos,
a tal musa, funcionária terceirizada, foi afastada, e
um parente do colaborador do presidente Lula assumiu a responsabilidade
pelo escândalo. Por ocasião dos fatos, um tal Hélio,
também conhecido na Esplanada dos Ministérios
como Helinho – foi o chefe dos seguranças do Ministério
da Agricultura na era FHC – foi o responsável pelas
fotos da ousada moça com o amigo presidencial. Demitido
do cargo de Coordenador de Serviços Gerais, Helinho teria
conseguido, meses mais tarde, ser contratado como DAS no Palácio
do Planalto. Coisas do Brasil!
Insustentável
leveza
Há dias, o Brasil foi tomado pela notícia de duas
vítimas fatais de anorexia. O assunto invadiu os veículos
de comunicação, como se os mesmo jamais tivessem
explorado de alguma forma a magreza que o mundo da moda impõe
a quem nele quer vencer. O que ainda deveria intrigar os brasileiros
é a forma como o tema foi sumindo do noticiário.
Os veículos de comunicação, que aproveitaram
ao máximo a manchete, desistiram da exploração
midiática ao serem pressionados pelos anunciantes do
setor. Apenas tiveram tempo de desembarcar de uma culpa que
indiretamente também é deles. No editorial “As
longilíneas e o imundinho fashion”,
o ucho.info desvenda a pressão que o mundo da moda exerce
sobre os que em sua órbita gravitam. Clique
e confira o e-ditorial.
Recordar
é viver
Na audiência pública que discutiu o Caos Aéreo
Nacional, o senador
Heráclito Fortes (PFL-PI) corrigiu o comandante da Aeronáutica,
tenente-brigadeiro Luiz Carlos Bueno. O militar garantiu que
no Brasil foi registrado apenas um único choque de aviões
em pleno ar. O senador relatou dois outros: um ocorrido na década
de 1950 e outro há cerca de trinta anos, em Imperatriz
(MA), que envolveu dois aviões modelo Bandeirante. Ambos
– Heráclito e Bueno – deixaram de citar um
fato importante da recente história brasileira. O ex-presidente
Humberto de Alencar Castello Branco morreu
depois que o aparelho em que viajava, um Azteca, chocou-se em
pleno ar com o caça T-33 da FAB. Castello Branco ia do
sítio da escritora Rachel de Queiroz, sua amiga, no interior
do Ceará, para Fortaleza. No desastre, morreram também
a escritora Alba Frota, o major Manuel Nepomuceno, Cândido
Castello Branco – irmão do presidente – e
o piloto do Azteca, Celso Tinoco Chagas. À época,
o acidente foi creditado a uma falha do controle aéreo.
No
alvo
A tese defendida pela coluna desde os primeiros momentos
depois do acidente com o Boeing da Gol, em 29 de setembro último,
começa a ser admitida pela Aeronáutica como sendo
uma verdade em potencial. Uma falha de comunicação
entre o controlador de vôo que deixava o posto de trabalho,
em Brasília, e o que assumia pode ter causado o maior
acidente aéreo do País, vitimando fatalmente cento
e cinqüenta e quatro pessoas. Foi o que relatou o comandante
da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, durante
audiência pública no Senado, que investiga as causas
da tragédia. Para evitar comprometimentos futuros, Bueno
começou o seu depoimento lembrando que falava naquele
momento com as informações que dispunha “até
agora” e que o assunto “está tudo sob investigação”.
Em outras palavras, se essa possível admissão
de culpa tivesse ocorrido no dia do acidente, Lula já
estaria arrumando a mudança. (Foto: airliners.net
- Eric Cordeiro)
Pane
oficial
A audiência pública
que investiga as causas do acidente com o Boeing da Gol, que
teve lugar no Senado nesta terça-feira, produziu detalhes
no mínimo curiosos. A promessa: Waldir
Pires, o chamuscado ministro da Defesa, garantiu que tudo estará
normalizado nos aeroportos brasileiros até as festas
do final do ano. A surpresa: o tenente-brigadeiro
Luiz Carlos Bueno, comandante da Aeronáutica, disse que
foi surpreendido pela “reação psicológica
em cadeia dos controladores de vôo”. São
Thomé: do brigadeiro Paulo Roberto Marinho,
ao defender o sistema de controle aéreo depois do acidente
entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, na audiência pública
que discutiu o caos nos aeroportos: “impossível
acontecer isso”. Até bem pouco tempo, a única
saída à disposição dos brasileiros,
em momentos de crise, eram os aeroportos. Agora...
Quem
te viu...
Mesmo com as conhecidas e inadmissíveis
dificuldades nos aeroportos
brasileiros, um jato executivo decolou na noite da última
segunda-feira rumo à cidade do México. A bordo
da aeronave, além dos pilotos, estavam o ex-ministro
e deputado cassado – agora é lobista – José
Dirceu de Oliveira e Silva, o ex-especulador Naji Nahas
e um advogado. Na capital mexicana o trio se encontrou com o
empresário Carlos Slim Helou, dono, aqui no Brasil, da
Claro, Embratel e parte da Net, empresa de televisão
a cabo. Durante o encontro, Nahas e Dirceu apresentaram ao empresário
mexicano um intrincado e opportunista plano de trabalho. Nada
como um comunista flanando nas nuvens do capitalismo. (Foto:
Revista Veja)
Fim
de linha A senadora Roseana Sarney (sem partido-MA) desistiu
do Partido Progressista e deve mesmo desembarcar no partido
do pai, o senador José Sarney. A transferência
de seu registro partidário para o PMDB tem vínculo
com as negociações em torno da composição
do novo ministério do governo Lula. Embora as conversações
estejam razoavelmente avançadas com os peemebedistas,
Lula deve anunciar o primeiro escalão, em caráter
oficial, somente em fevereiro do próximo ano, após
as eleições para o Senado e Câmara. As presidências
das duas Casas legislativas estão sendo disputadas palmo
a palmo, porque ainda não há um consenso entre
o PT e PMDB sobre o tema. Renan Calheiros, candidato à
reeleição no Senado, disse, nesta terça-feira,
que só um entendimento será capaz de desatar o
nó político e permitir um mínimo de governabilidade
ao País. Sem o PMDB, disse Calheiros, não há
projetos de médio e longo prazos. Socorro!
Dança
de cadeiras
O troca-troca em família no Senado Federal acaba de ganhar
novo episódio, o qual tem como protagonistas os irmãos
Borges, do Amapá, companheiros de todas as horas, em
especial as difíceis, do cacique maranhense José
Sarney. Na próxima segunda-feira (27), Gilvan Borges
volta a ocupar sua cadeira após a licença de cento
e vinte dias em favor do irmão, Giovani Pinheiro Borges.
A vaga e o mandato foram arrancados no ano passado do então
senador João Capiberibe pelo Tribunal Superior Eleitoral,
que recomendou seu afastamento. Capiberibe, que perdeu as últimas
eleições para governador em outubro, foi acusado
de compra de voto nas eleições para senador com
pouco mais de vinte reais.
Ajuda
paternal
Barrados nas urnas da última eleição, os
irmãos Tuma – Romeu Jr. e
Robson – podem estar com os empregos garantidos. Romeu
Tuma Jr., que sonhava com novo mandato parlamentar, pode ocupar,
a partir de janeiro, o cargo de Delegado do Patrimônio
da União, em São Paulo. Durante a era FHC, coube
ao senador Romeu Tuma indicar o ocupante do cargo. Já
o ainda deputado federal Robson Tuma, que não
conseguiu a reeleição, deve voltar a circular
por Brasília sob as asas do pai. O que se comentou, semanas
atrás, é que Robson estava de olho na vaga de
ministro do Tribunal de Contas da União. Apenas um detalhe:
no exercício do quarto mandato como deputado federal,
Robson Tuma pode, caso não consiga uma boquinha na estrutura
federal, voltar para casa como parlamentar aposentado. Uma loucura
em termos de Brasil.
Operação
degola Encerrada
a ressaca eleitoral, os eleitos devem passar às decisões
tão logo esteja definida a composição dos
respectivos secretariados. Entre as medidas a serem adotadas
estão as demissões no âmbito da máquina
pública. É o que deve acontecer nos estados da
Bahia, Ceará e Maranhão, onde os próximos
governantes substituirão muitos dos ocupantes dos chamados
cargos de confiança, quiçá a totalidade
deles não venha conhecer o estrito significado de “olho
da rua”. Os que ocuparem os tais cargos a partir de janeiro
próximo serão utilizados como massa de manobra
nos acordos políticos, além daqueles que compõem
o chamado protetorado de campanha. Na Bahia, por exemplo, Jaques
Wagner tentará ao máximo apagar da memória
do baiano a imagem de ACM e seus prepostos. Até o aeroporto
de Salvador, Luís Eduardo Magalhães, pode retomar
o antigo nome: 2 de Julho.
Pente
fino Autoridades
da Justiça Eleitoral estão de olho nas declarações
de bens de muitos candidatos que concorreram nas últimas
eleições. Em Curitiba, por exemplo, um candidato
de origem nipônica, que se elegeu, informou ser proprietário
de dez galpões industrias na capital paranaense, os quais
foram colocados à venda por R$ 3 milhões, antes
das eleições. Na declaração de bens
entregue ao Tribunal Regional Eleitoral, o agora eleito deputado
federal atribuiu aos imóveis o valor de R$ 1 milhão.
Outro candidato do Paraná, também eleito, dono
de um imóvel na elitista praia de Caiobá, informou
ao TRE ser de R$ 10 mil o valor da propriedade, quando todos
sabem que por R$ 160 mil tem uma fila de interessados. Em São
Paulo, um candidato derrotado, dono de vários terrenos
no valorizado bairro de Tamboré, na Grande São
Paulo, omitiu a verdade ao informar o valor das propriedades.
Os meninos do Leão já estão em campo.
Só
rindo
O Detran de Brasília criou uma situação
no mínimo sui generis para os motoristas que precisam
renovar a Carteira Nacional de Habilitação na
capital dos brasileiros. A autorização temporária
de trinta dias, período que o Detran estabelece para
enviar o documento definitivo pelos Correios, permite que o
condutor dirija apenas no Distrito Federal. No caso de precisar
sair do DF durante esse período, o motorista estará
sujeito às penalidades do Código de Trânsito
Brasileiro com seus trezentos e quarenta e um artigos. Casa
de ferreiro espeto de pau. Mais: o prazo de envio do documento
definitivo muda se o motorista abusar do enfadonho bordão
“você sabe com quem está falando?”.
Com a palavra, o diretor-geral do Detran do Distrito Federal.
Nome
da fera
Pensando bem, a pia batismal do reino animal já está
pronta. Lula será o nome do primeiro tucano clonado que
a ciência produzir.
Azeite
quente (22/11/05)
- O processo de fritura a que Antonio Palocci Filho está
sendo submetido não é novidade alguma para aqueles
que convivem, não é de hoje, com o casal Lula
da Silva. Quando tomou conhecimento da grandiosidade do mensalão,
Lula não demorou para causar uma intriga entre José
Dirceu e Antonio Palocci, imbróglio que acabou com a
demissão do primeiro, que, por questões bem mais
do que óbvias, foi camuflada como sendo uma renúncia.
Agora, com o mundo desabando sobre a cabeça de Palocci,
o presidente Lula, para se ver livre do ministro da Fazenda,
colocou-o numa linha de tiro com Dilma Roussef. Certo de que
o ex-prefeito de Ribeirão Preto está visivelmente
desgastado, Lula parte para defendê-lo. Em mais: sempre
com uma pitada de opinião de Dona Marisa.