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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Nêumanne Pinto
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Roberto Romano da Silva
i
Responda
presidente!
Tão logo o vice-presidente José Alencar anunciou
que se submeteria a
uma nova cirurgia, desta vez em Nova York, para a retirada de
um câncer no abdômen, a coluna questionou o presidente
Luiz Inácio sobre as razões da
viagem, uma vez que, segundo o próprio Lula, a saúde
no Brasil estava próxima da perfeição.
Desde o questionamento da coluna até hoje, ninguém
ousou responder, o que faz do discurso de campanha de Lula uma
inverdade. Presidente, aqui entre nós, sem que mais ninguém
saiba deste nosso informal, reservado e cibernético colóquio,
quais, na sua opinião, os motivos que levaram o companheiro
Zé Alencar para Nova York? Presidente, peço que
responda a este contumaz crítico do Estado, para que,
sem o menor problema de vaidade, possa defender a sua teoria
sobre a qualidade da saúde no país que, segundo
os marqueteiros palacianos, é de todos. E do companheiro
Zé Alencar também! (Foto: Argenpress)
Convescote
medicinal
A saúde no Brasil não é tão
boa quanto anunciou o presidente Lula,
meses atrás. Fosse assim, o senador Romeu Tuma
(PFL-SP) não teria rumado para Cleveland, a fim de fazer
uma checagem nos resultados de uma recente cirurgia cardíaca.
No séqüito parlamentar, capitaneado pelo casal Tuma,
seguiram o médico particular do senador – juntamente
com a esposa, e um dos filhos, com a namorada a tiracolo. Quem
deve se encontrar com o pai e senador Romeu Tuma é o
deputado federal Robson Tuma, que não foi bem sucedido
nas urnas eleitorais. E como ninguém é de ferro,
uma esticada até Nova York pode ser incluída no
roteiro da caravana.
Por
um triz
Quando o caos que vem enfrentando o Instituto do Coração
– Incor tomou conta da mídia, o presidente Lula
se apressou em fixar o prazo máximo de quarenta e oito
horas para uma solução por parte do governo federal.
Vencido o prazo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou
que nada seria decidido às pressas, especialmente porque
a intervenção do governo paulista, que garantiu
os pagamentos do Incor, fora providencial. Diante da inviabilidade
de ajuda do governo Lula à Fundação Zerbini
– entidade que administra o Incor – a saída
foi colocar o Ministério Público Federal no circuito
para atestar a inviabilidade da ajuda oficial. Assim, o avanço
de sinal de Lula foi salvo pelo gongo.
Tiro
errado
Os minutos extras de fama do senador Arthur Virgílio
(AM), líder do PSDB no Senado, duraram muito menos do
que o próprio parlamentar esperava. Após pegar
carona no avião presidencial – foi no “Sucatinha”,
e não no “Aerolula”, como noticiamos –
Arthur Virgílio caiu em desgraça junto aos companheiros
de partido. Alvaro Dias, senador pelo PSDB do Paraná
e líder das minorias no Senado, não poupou críticas
ao tucano amazonense. Dias, que considerou o convite como “um
fato isolado”, sugeriu a Virgílio a realização
de uma reunião do partido para discutir as relações
da oposição com o Palácio do Planalto.
Não é de hoje que muitos senadores têm reclamado,
nos bastidores e “em off”, dos arroubos de Arthur
Virgílio.
Bolso
do colete
Com o escândalo do mensalão caminhando para a tumba
do esquecimento, o presidente Lula tenta, de maneira nada inovadora,
formar o chamado governo de coalizão. Para arrebatar
o apoio dos mais variados partidos, Lula vai lotear a Esplanada
dos Ministérios como forma de saciar a gula de seus apoiadores
(sic). A decisão de adiar o anúncio da nova equipe
ministerial foi solitária forma encontrada pelo Palácio
do Planalto para dissimular qualquer ataque oposicionista na
direção dos novos ministros. Na verdade, o que
Lula irá fazer, repetindo seus antecessores, é
repetir o mensalão de maneira distinta. Ao invés
de remunerar os políticos pelo apoio obtido, vai deixar
que cada um decida sobre o valor que irá receber. Ou
alguém acredita que ministérios e estatais são
entregues nas mãos de políticos por mero patriotismo?
Rédea
solta
O Caos Aéreo Nacional, que continua infernizando
a vida de milhares de passageiros em todo o País, ultrapassou
os limites do suportável durante o final de semana prolongado.
No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a Infraero registrou
um atraso médio de uma hora, mas, na verdade, alguns
vôos ultrapassaram a marca das quinze horas de espera.
Uma viagem entre a capital paulista e a bela Florianópolis,
em Santa Catarina, que dura, em média, uma hora, demorou
a eternidade de dezoito horas. Já no aeroporto internacional
de Guarulhos, também conhecido como Cumbica, a revolta
dos passageiros quase termina em tiroteio. Um agente da Polícia
Federal, lotado no aeroporto, sacou uma arma para conter a exaltação
de alguns passageiros inconformados. O ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, anunciou que já foram tomadas
as medidas para apurar o ocorrido. E diferentemente da quebra
do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o assunto
vai demorar, e muito.
Queda
de braços
É quase certo que o Congresso
Nacional seja convocado extraordinariamente para votar o que
é sua obrigação durante o período
normal de trabalho. O pagamento extra, em caso de convocação,
será feito para que deputados e senadores votem o Orçamento
de 2007. A convocação está sendo considerada
como inevitável, até pelo relator do Orçamento,
senador Valdir Raup (PMDB-RO). Um dos pontos polêmicos
será o reajuste do salário mínimo, previsto
para chegar a R$ 375. Um aumento de míseros R$ 5 no salário
mínimo acarretaria um gasto previdenciário por
parte do governo federal na ordem de R$ 900 milhões anuais.
Outro ponto polêmico do Orçamento para o próximo
ano tem as emendas coletivas como alvo de discussão.
Os parlamentares têm mostrado desinteresse pelo tema,
pois o governo federal quase sempre contingencia as verbas de
bancada. Isso explica a luta de deputados e senadores pela ampliação
dos recursos para emendas individuais em até R$ 10 milhões.
Para evitar que o Orçamento se transforme em uma cartola
de mágico, cheia de truques, o relator Valdir Raup está
propondo, como forma de vigiar o dinheiro das emendas, a realização
de pregões eletrônicos. Além do monitoramento
dos recursos oficiais, a outra vantagem nesse sistema é
uma redução entre 20% e 30% nos custos das compras
governamentais. Ou seja, vão matar a galinha dos ovos
de ouro que, via de regra, cacareja no galinheiro da malandragem.
Calculadora
de camelô
Não é de hoje
que a intrincada confecção do Orçamento
é vista como um jogo de gato e rato, onde o governo federal
e o Congresso brigam sem esboço de cansaço. Enquanto
o governo afirma que a receita será maior, os parlamentares
tentam descobrir as rubricas que garantem tão otimistas
previsões. O Orçamento de 2007 prevê receitas
fiscais de R$ 546 bilhões, contra R$ 521 bilhões
de despesas. Mas, para fechar as contas, mesmo que no papel,
ainda não foi possível descobrir de onde a União
vai tirar R$ 140 bilhões para pagar os juros da dívida.
Pedra
no caminho Nesta terça-feira (21), o senador piauiense
Heráclito Fortes (PFL)
apresenta requerimento à Mesa Diretora do Senado para
criação da CPI das Ongs. Heráclito diz
que já tem prometidas trinta e duas assinaturas, inclusive
de petistas. A CPI vai investigar a transferência de recursos
federais para entidades inexistentes ou para programas que nunca
foram executados. Em Blumenau (SC), por exemplo, cidade onde
a filha do presidente Lula – Lurian Lula da Silva –
morou por algum tempo, estariam registradas nada menos que duzentas
Ongs, mas nem todas receberam os recursos da União. Eis
mais um assunto que vai atormentar o cotidiano do Palácio
do Planalto, pois muitos dos chamados companheiros de Lula estão
à frente das tais Ongs misteriosas.
Lenha
de sobra
Amanhã, quarta-feira (22), mais uma pizza mal cheirosa
deve entrar no
forno do Congresso Nacional. Com a votação do
relatório sobre o envolvimento do senador Ney
Suassuna (PMDB) na máfia das ambulâncias
marcada para a próxima sessão da CPI das Sanguessugas,
a Comissão deve acabar inocentando o parlamentar paraibano,
barrado nas urnas nas últimas eleições.
No outro lado do parlamento, na Câmara dos Deputados,
a massa de outra grande pizza está sendo preparada. O
processo de cassação do mandato do deputado José
Janene (PP-PR), que ainda não foi votado em plenário,
caminha rumo ao arquivamento. Acusado de ser um dos grandes
operadores do fatídico e criminoso mensalão, Janene
usou de todos os artifícios para postergar sua degola
política. E o deputado paranaense terá a seu favor,
em eventual votação, a condescendência dos
deputados petistas e de todos os aliados do Palácio do
Planalto. Ordens palacianas.
Rei
Kião
Reeleito para comandar o Paraná até 2010, o governador
Roberto Requião de Mello e Silva deve enfrentar sérios
e novos problemas pela frente. Sob a batuta de um pelotão
de renomados juristas, uma ação de abuso do poder
econômico, cometido durante a campanha eleitoral, deve
aterrissar nos próximos dias no Tribunal Superior Eleitoral,
o TSE. Difícil é entender como o imperador Requião
conseguiu permanecer até hoje no Palácio Iguaçu,
uma vez que a corte paranaense foi invadida por quase duas dúzias
de parentes ávidos por um gordo salário pago com
o dinheiro do contribuinte.Agora que o Rei dos Pinheirais está
reeleito, o negócio e patrulhá-lo para, se possível,
tomar-lhe o trono.
Chumbo
trocado “Não
se aborreça com Diogo Mainardi, afinal o máximo
que o cidadão
produz com perfeição é paralisia cerebral”
e “Diogo Mainardi é um infeliz e digno de pena.
Ter um filho deficiente dá mais pena ainda, porque isso
fez dele uma pessoa amarga, invejosa e sem escrúpulos”
são as frases que Diogo Mainardi destacou em sua coluna
semanal da revista Veja, como sendo de autoria do competente
jornalista Mino Carta, em seu blog na rede mundial de computadores.
O fato é que Carta e Mainardi, cada um a seu modo, são
críticos e ácidos ao exercitarem o jornalismo
opinativo, o que não lhes tira o constitucional direito
da livre manifestação do pensamento. Se o jornalista
Mino Carta não teve a intenção de atacar
Mainardi, como explica em um dos comentários postados
em sua página eletrônica, jamais deveria, por conta
de sua tão propalada experiência, ter publicado
texto com possibilidade de interpretações que
fogem da verdade. Na democracia o cidadão é livre
para escolher o que melhor lhe convém, desde ideologias
políticas a credos e religiões. Na divergência
de opiniões devem ficar de fora descendentes e ascendentes.
E este colunista fala do assunto com conhecimento de causa,
pois filhos aterrorizados e mãe ameaçada não
é situação das mais agradáveis.
O desejo da coluna é que Mino Carta e Diogo Mainardi
arrefeçam os ânimos e pensem.
Mico
pela frente Não
é nada confortável a situação do
presidente George W. Bush junto à opinião pública
ianque, principalmente quando o assunto é a guerra do
Iraque. Depois de longos meses de uma sanguinária invasão,
Bush agora enfrenta a opinião do ex-secretário
Henry Kissinger, que acredita ser impossível uma vitória
americana no Iraque. O fato é que mesmo sem condições
de alcançar o suposto e primeiro objetivo – o de
encontrar armas químicas – Bush, o baby, deve manter
as tropas americanas no Iraque, fazendo da antiga Mesopotâmia
uma espécie de estacionamento de guerra. Tal tese ganha
força se considerada a possibilidade de um conflito com
o irão, que insiste na idéia de enriquecimento
de urânio para fins pacíficos.
Quebra-cabeças
O diretor-executivo da Associação Brasileira de
Telecomunicações (Telebrasil), César Rômulo
Silveira Neto, teme que vai faltar mercado com a abertura de
tantos canais com a introdução da TV digital no
Brasil. Silveira Neto disse que não há como sustentar
tantos veículos, por conta da escassez de mercado. Com
o uso do novo espectro eletromagnético, poderão
ser captados pelo telespectador até cento e vinte canais
no sistema comercial de tevê. O representante da Telebrasil
destilou sua preocupação durante audiência
do Conselho de Comunicação Social, que discutiu
nesta segunda-feira a inclusão digital e o marco regulatório
do setor, cujo tema é um ninho de interesses. Resumindo,
agora é digital o boi que sempre freqüentou a linha.
Aviário
político
Pensando bem, o PSDB está parecendo a padaria da esquina.
Até porque, tucano que pisa fora do poleiro é
tratado como frango: no espeto, torrado e cheio de farofa.
Chá
de sumiço (21/11/05)
- Ao assumir o Ministério da Fazenda, pasta que, não
fosse o destino, certamente seria de Celso Daniel, o médico
e ex-prefeito de Ribeirão Preto, Antonio Palocci Filho,
que hoje experimenta as agruras do poder, mal sabia onde pisar
na complexa trilha da economia brasileira. Para chegar até
onde chegou, mesmo com a enxurrada de denúncias que enfrenta,
Palocci contou com a quase diuturna colaboração
de Antonio Delfim Netto, o manda-chuva da economia na plúmbea
era dos porões. Agora, depois de abandonar o PP e ingressar
no PMDB, Delfim Netto vive um período de planejado ostracismo.
Até porque, sua jurássica vida parlamentar pode
estar por um fio, caso Palocci seja ejetado da Fazenda e a economia
brasileira role ladeira abaixo. Resumindo, ave na muda não
pia.