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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Roberto Romano da Silva
i
Óleo
de peroba
Que na política sobram faces lenhosas, todos sabem, mas
ultimamente
os cupins da política já não sabem por
onde começar o banquete. Não faz muito tempo,
o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM)
disse, da tribuna do Senado, que Lula era um idiota por não
saber do escândalo do mensalão. Tempos depois,
o mesmo Virgílio disse que daria um soco no presidente
por conta dos escândalos de corrupção. No
último sábado, ao retornar da cidade de Três
Lagoas (MS) – cidade onde ocorreu o velório do
senador Ramez Tebet, Arthur Virgílio pegou carona no
Aerolula. E ambos – o senador e o presidente – travaram
uma animada conversa, como se um não tivesse ofendido
o outro. Senador, tudo na vida é passível de perda.
Menos a coerência.
Tirando
o chão
A decisão de aceitar a carona oferecida pelo
presidente Lula colocou
não apenas o PSDB em maus lençóis em termos
oposicionistas, mas em especial o ex-presidenciável tucano
Geraldo Alckmin. Durante anos, desde a compra
do avião, o tucanato sempre condenou a milionária
aquisição. Por outro lado, durante a corrida presidencial,
Alckmin sempre reiterou que venderia o Aerolula para, como o
dinheiro, construir hospitais. Resumindo, Artrhur Virgílio
é um tucano que gosta de samba. É ruim da cabeça
ou doente do pé. Por que de bico ele é ótimo.
Maior
abandonado
Com a aproximação do PSBD de FHC ao PT
de Luiz Inácio Lula da Silva, o brasileiro fica órfão
sob a ótica política. A expressiva, porém
não vitoriosa, votação que Geraldo Alckmin
conquistou nos primeiro e segundo turnos da corrida presidencial
mostrou que a população está descontente
com o que vem sendo feito pela turma palaciana. Beira a irresponsabilidade
um partido que condenou, durante a campanha eleitoral, todos
os desmandos da era Lula, querer interagir com o governo do
PT. Em outras palavras, o último que sair que apague
a luz. E boa viagem!
Engodo
oficial
O discurso do presidente Lula sobre um governo de coalizão
é mais uma balela discursiva populista que servirá,
como sempre, de borracha para os escândalos petistas.
Ao atrair para o lado palaciano partidos como o PSDB, que tem
na interlocução o senador amazonense Arthur Virgílio,
Lula tira da memória do brasileiro alguns dos maiores
escândalos de corrupção da história
do País. Estão na iminência de cair no esquecimento
o escândalo do mensalão, a quebra do sigilo bancário
do caseiro Francenildo Costa, o imbróglio do Dossiê
Cuiabá – a reboque vai a origem dos R$ 1,7 milhão,
a meteórica ascensão profissional de Fábio
Luís Lula da Silva – o Lulinha, o envolvimento
do PT com bingueiros, as contas presidenciais pagas pelo benevolente
Paulo Okamotto, a morte dos ex-prefeitos Celso Daniel (Santo
André) e Toninho do PT (Campinas), as incursões
do primeiro-irmão e aprendiz de lobista Genival Inácio
da Silva – o Vavá, a lista de clientes das dadivosas
e curvilíneas moças de Jeanny Mary Córner,
entre outros tantos escândalos de menor porte. Enfim,
Lula foi reeleito legalmente e com boa quantidade de votos.
Cadeira
quente
Guindado à condição de ministro de Estado,
tão logo o samurai Luiz Gushiken deu adeus ao Palácio
do Planalto, o coronel Oliva Neto, agora responsável
pelo Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República, deve permanecer pouco tempo no cargo. Segundo
apurou a coluna, Oliva Neto, que é irmão do senador
Aloízio Mercadante, não quer ficar mais do que
três meses no cargo. Pelo menos é o que o militar
informou à própria família. O que é
importante ressaltar é que Oliva Neto está no
posto não por ser irmão do senador Mercadante,
mas porque é um especialista no assunto, com pós-graduação
e outros cursos complementares sobre planejamento estratégico.
O
verdadeiro motivo
De uns tempos para cá, Luiz Gushiken
vinha sofrendo, e muito, com o
desprestígio que lhe foi imposto pelo companheiro Lula,
mas sua origem nipônica ainda lhe daria boas doses de
paciência e obstinação para continuar como
integrante do governo do PT. Ao deixar o cargo, dias atrás,
Gushiken insistiu em dizer que daquele momento em diante se
dedicaria à família. Gushiken sofre de câncer
de próstata, e, segundo apurou o editor, o mal pode ter
se espalhado. Informante da coluna, com bom trânsito dentro
do PT palaciano, garantiu que o motivo da demissão do
samurai petista foi mesmo de saúde, pois a doença
já teria atingido a região intestinal. (Foto:
unicamp.br)
Dando
as cartas
Enquanto se dedica a lobbies milionários,
o ex-ministro e deputado
cassado José Dirceu de Oliveira e Silva
tem orientado seus súditos partidários a não
desistir de lutar por maior espaço dentro do próximo
governo do presidente Lula. Há dias, em evento político
realizado em Porto Alegre, um petista cinco estrelas, sentindo-se
à vontade para comentar o assunto, disparou: “ele
(José Dirceu), nos bastidores, está mandando cada
vez mais no governo e no PT, bem do jeito que ele gosta. Na
clandestinidade”. Mais: o fato de o presidente Lula ter
se afastado repentinamente dos chamados aliados, como é
ocaso do PMDB, pode ter em José Dirceu uma explicação.
Enganando
geral
O Dia da Consciência Negra
foi instituído para comemorar, antes de
qualquer coisa, a bravura de Zumbi dos Palmares,
que em 20 de novembro de 1695 morreu enquanto lutava contra
a escravatura no Brasil. Longe dos ideais de Zumbi, o Brasil
continua sendo um país onde a discriminação
racial é latente. Não há nada mais racista
em uma dita democracia do que a reserva de vagas para negros
nas universidades. Racismo não se resolve com algumas
centenas de bancos escolares nas universidades, mas com um exercício
contínuo da consciência, pois no Brasil o negro
ainda é chamado de pessoa de cor. Ora, o branco quando
enraivece fica vermelho. Quando adoece fica amarelo. Quando
se contunde fica roxo. Quando toma sol fica marrom. Quando está
com fome fica verde. Quando morre fica cinza. Afinal, quem é
de cor: o preto ou o branco. Mais: convidar um negro para comandar
o Ministério da Cultura e indicar outro para integrar
o STF não significa defender a raça mais desprivilegiada
do País.
Parou
por quê? O caos nos aeroportos, provocado pela greve branca
dos controladores de vôo, voltou a atacar no feriado prolongado.
Vários de vôos foram cancelados neste domingo,
provocando uma enorme irritação nos passageiros.
A saída encontrada pela Infraero, em conluio com as companhias
aéreas, é não permitir que passageiros
de vôos atrasados ou cancelados permaneçam nos
saguões dos aeroportos. Todos são encaminhados
para as salas de embarque, onde, tempos depois, são avisados
dos transtornos. Há dias, um piloto de um avião
de carreira, cansado de esperar a autorização
para decolar, começou a falar mal do governo federal
e do próprio presidente Lula. O desabafo ganhou o sistema
de som da aeronave, e os passageiros, mesmo concordando com
o conteúdo do discurso, foram surpreendidos. E não
é difícil imaginar com que condição
psicológica o tal piloto seguiu viagem. Enfim, há
quem diga que o Brasil é um país de todos.
Apertem
os cintos
A barafunda que dominou os aeroportos brasileiros nos últimos
dias invadiu a madrugada desta segunda-feira. O aeroporto de
Congonhas, que via de regra interrompe suas operações
entre a meia-noite e as cinco horas da manhã, para garantir
um mínimo de silêncio aos moradores da região,
não pode fechar as portas. Passageiros que não
conseguiram embarcar neste domingo permaneceram no aeroporto
à espera do tão sonhado momento do embarque. Centenas
de passageiros se acomodaram no chão, cena que lembrou
o filme Incidente em Entebe. Mesmo assim, o ministro Waldir
Pires, que inexplicavelmente continua firme no cargo, ainda
acha que os atrasos estão dentro do razoável.
Ministro, a sua Bahia o espera de braços abertos. Vá
para a terra de Todos os Santos de avião e como cidadão
comum, e ao chegar envie um e-mail para a coluna contando sua
epopéia. (Foto: airfln.com.br)
Pé
na estrada
A última campanha do presidente Lula foi marcada por
um bordão pífio e mentiroso: “nunca nesse
país”. Prestes a formar sua nova equipe de governo,
que passará atuar de janeiro em diante, pelo menos é
o que manda a história, Lula começa a discutir
com seus aliados políticos uma agenda de investimentos
na infra-estrutura, como se discussões resolvessem alguma
coisa no curto prazo. Com o caos que se alastrou pelos aeroportos
tupiniquins, muitos dos turistas brasileiros, de olho nas festas
de final de ano, já começam a mudar de planos.
Os que viajariam de avião, agora devem seguir aos seus
destinos de carro. E o caos sairá das salas de embarque
dos aeroportos para as esburacadas e sucateadas estradas brasileiras.
O imbróglio que se anuncia será um endosso para
que o governo Lula privatize o que resta da malha rodoviária
federal. Até porque, caixa 2 sem alimentação
morre de fome.
Visão
futurista Nem
bem o esquife das últimas eleições baixou
na sepultura, muitos dos
derrotados já sonham com as disputas vindouras. No Paraná,
por exemplo, o nome de Gustavo Fruet (PSDB)
– é uma das reservais morais do país - está
cada vez mais cotado para comandar a capital paranaense, atualmente
nas mãos do também tucano Beto Richa, que faz
uma administração que não arranca suspiros.
Já no âmbito estadual, mesmo com as eleições
acontecendo somente em 2010, alguns derrotados na corrida ao
Palácio Iguaçu já planejam o futuro. Sonhar
é, de fato, um direito de qualquer cidadão, especialmente
quando o sonho está focado no futuro. Porém, alguns
prolixos e barbudos paranaenses deveriam, de chofre, se preocupar
com o passado recente, saldando algumas dívidas de campanha.
Seria um bom começo para 2010.
Deu
zebra A
reunião que o governador reeleito de Santa Catarina,
Luiz Henrique da Silveira, tentou promover com os peemedebistas
que venceram as últimas eleições para os
governo estaduais foi o mico político da temporada. O
fiasco teve o dedo do Palácio do Planalto, que não
queria ver o principal articulador do encontro, Michel Temer,
ganhando forças de uma hora para outra. O Planalto, que
tenta atrair cada vez mais o PMDB para os lados lulianos, apostou
todas as fichas na derrocada do deputado federal e ainda presidente
nacional do partido. Temer, que acreditava no encontro dos governadores
do PMDB, foi traído por muitos de seus companheiros de
partido, entre eles André Pucinelli e Sérgio Cabral
Filho, eleitos para governar os estados de Mato Grosso do Sul
e Rio de Janeiro, respectivamente.
Pane
na rede
Na última sexta-feira, o mundial MSN voltou a apresentar
falhas e dificuldades no acesso. Desta vez, as principais vítimas
foram os internautas do norte europeu, sendo que o maior impacto
ocorreu na Bélgica. Os internautas belgas que tentaram
checar suas caixas de e-mails ou se comunicar com amigos através
do MSN experimentaram diversas dificuldades. Ora o acesso era
negado, ora as mensagens digitadas não surgiam na outra
ponta da conexão. Por outro lado, a versão “Beta”
do Hotmail é tão complexa, que até mesmo
na tela de abertura do programa existe uma dica para solucionar
a demora: optar pela versão básica. Resumindo,
pode ser o começo do fim.
Aquarela
do Brasil
Pensando bem, no Dia de Zumbi dos Palmares, o filósofo
Lula chegou a uma importante conclusão. Quanto mais negro
for o presente, mais vermelho será o futuro.
Pisando
na bola (21/11/05)
- Durante entrevista coletiva a emissoras de rádio, em
encontro com jornalistas no Palácio do Planalto, Lula
admitiu que vai disputar a reeleição para, em
seguida, ser obrigado a recuar por orientação
de sua própria assessoria, ocasião em que os falastrões
de plantão surgiram do nada para apoiá-lo na decisão
de se lançar como candidato para 2006. Os senadores Renan
Calheiros e José Sarney, conhecidos papagaios de pirata
do governo petista, foram absolutamente explícitos na
declaração de apoio ao presidente, afirmando que
Lula deve, sim, dizer que é candidato à reeleição.
Causa estranheza a atitude dos dois experimentados senadores,
pois Lula pode ficar impedido pela legislação
eleitoral de comparecer a qualquer ato oficial do governo federal,
sob a acusação de estar fazendo uso da máquina
pública em benefício próprio, antes do
tempo. Como no mundo da política não se pode confiar
nem mesmo na própria sombra, as declarações
de Renan e Sarney podem fazer parte de uma estratégia
peemedebista de fritar definitivamente o presidente Lula, uma
vez que, por enquanto, o único nome presidenciável
do PMDB é o de Anthony Garotinho, mesmo que os institutos
de pesquisa garantam nos bastidores que não.