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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Tropeçando
na língua
Ontem, durante inauguração de ponte sobre o rio
Orinoco, na
Venezuela, quando posou de cabo eleitoral do coronel Hugo Chávez,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu mais uma
de suas conhecidas gafes. Ao discursar, Lula se dirigiu aos
presentes dizendo homens e mulheres da Bolívia. Corrigido
imediatamente pelo tradutor oficial do evento, Lula percebeu
o erro e remendou com jovens venezuelanos. Isso mostra que a
assessoria presidencial brasileira é tão incompetente
quanto o próprio mandatário tupiniquim. É
verdade que errar é humano, mas certas situações
da vida são abomináveis. Para ilustrar os tropeços
discursivos de Lula é bom lembrar que a sabedoria diz
que exceder nos goles leva o beberrão a chamar Jesus
de Genésio. Mais: certa vez, o folclórico Vicente
Matheus agradeceu à Antarctica pelas Brahmas.
Posando
de vítima
Ainda a visita à Venezuela... Durante o discurso
em prol de Hugo
Chávez, Lula se comparou ao presidente
venezuelano, que por sofrer constantes ataques da imprensa persegue
de maneira implacável os veículos de comunicação
independentes. Trata-se de mais uma falácia do presidente
Lula, que tenta, não é de hoje, amordaçar
a imprensa brasileira. Reclamar da imprensa apenas porque atos
de corrupção vêm sendo noticiados com destaque,
mostra que o presidente brasileiro é mais um na fila
de corruptos que desde 1.500 agem em nosso território.
(Foto: citybrazil.com.br)
Olho
da rua
A saída de Luiz Gushiken do
governo Lula colocou fim ao esquerdismo
radical que desembarcou com pompa e circunstância no Palácio
do Planalto, em janeiro de 2003. Do chamado núcleo duro
do governo restaram apenas Luiz Dulci e Gilberto Carvalho, que
podem entregar os respectivos cargos nas próximas horas.
Gushiken explicou sua saída como sendo uma decisão
pessoal para deixar à vontade o companheiro Lula, que
tem até o fim deste mês para anunciar sua nova
equipe de governo. Na verdade, Luiz Gushiken, que vinha sofrendo
um explícito abandono por parte de Lula, pediu demissão
depois que viu complicar seu envolvimento no caso das cartilhas
compradas e não entregues. O PT, responsável pela
distribuição das tais cartilhas, segundo o Planalto,
negou ter recebido o material. Em outras palavras, deixaram
o ex-samurai palaciano na mão.
Esqueceram
de mim
Ainda o samurai... Se por um lado Luiz Gushiken deixa o governo
sob investigação do Tribunal de Contas da União,
por outro a acusação infundada que sofreu por
parte da revista Veja ainda não foi desfeita. A seção
Radar da semanal publicação acusou Gushiken de
ter participado de um jantar reservado, em São Paulo,
regado por vinho francês de qualidade. O dono do restaurante
enviou carta à revista Veja negando as acusações,
mas o imbróglio, opportunista como sempre, não
foi desfeito. Outro tema que marcou a passagem de Gushiken pelo
Palácio do Planalto, e que até agora não
foi elucidado, tem o banqueiro “Tantas” (a Justiça
ainda nos impede de citar seu verdadeiro nome) como protagonista.
Contratada pela Brasil Telecom, então controlada pelo
banqueiro opportunista, a empresa de espionagem Kroll bisbilhotou
a intimidade de Luiz Gushiken e do ex-presidente do Banco do
Brasil, Cássio Casseb de Lima. E na terra onde até
o Ali Babá tem direito a gabinete no palácio presidencial,
opportunismo fora da lei parece ser coisa de coroinha de igreja.
Boi
na linha
Uma das publicações jornalística de maior
aceitação no mercado nacional, a revista Veja
trouxe em sua última edição uma informação
inverídica. A nota afirma que o Secretário de
Assuntos Estratégicos do governo Lula, Luiz Gushiken,
teria jantado no restaurante Magari, em São Paulo,
no último dia 11 de agosto, onde, em companhia de um
conhecido empresário do setor de comunicação
teria consumido uma garrafa de Grand Vin de Chateau Latour,
um vinho francês de R$ 2.990,00 a unidade, além
de um puro charuto cubano, o que convergiu para uma conta
de R$ 3.500,00, paga em dinheiro vivo. A coluna checou as
informações e chegou à verdade. Gushiken
esteve, sim, no restaurante Magari no último dia 11,
mas não em companhia de um empresário de comunicação.
A conta totalizou R$ R$ 362,89, pois o vinho consumido durante
o jantar, um Du Cru Beaucaillou, que em Nova York custou US$
54,95, foi levado pelo amigo de Gushiken. (ano 5 - número
1184 - terça-feira, 22 de agosto de 2006)
Rodando
a baiana
E por falar em vinho... A notícia aqui publicada sobre
uma caixa de vinhos franceses que aterrissaria na adega do ex-comissário
palaciano José Dirceu causou enorme furor nos domínios
oportunistas do mercado financeiro e de investimentos. Sem ter
o que fazer, o incomodado agora destila nos bastidores o desejo
e ver o editor da coluna eliminado. Uma heresia conceitual para
quem, um dia, já conquistou o status de santo padroeiro
das Ilhas Cayman. Mais: o mimo, comprado no Rio de Janeiro e
supostamente entregue a Dirceu, custou R$ 25,6 mil.
Corda
bamba
Hoje, a partir das dez horas da manhã (horário
de Brasília), o vice-presidente José Alencar se
submete, em Nova York, a nova cirurgia para a retirada de um
tumor maligno no abdômen, repetindo procedimento realizado
em São Paulo, meses atrás. O chefe de gabinete
da Vice-Presidência, Adriano Silva, declarou que José
Alencar não está doente. É fato que o positivismo
do pensamento ajuda, e muito, no enfrentamento de enfermidades,
mas fingir que Alencar não está doente é
um ato de irresponsabilidade. Acontece que no momento o que
menos interessa ao presidente Lula é que notícias
desse tipo enfraqueçam ainda mais a sua frágil
situação para o segundo mandato. No caso de o
Palácio do Planalto não emplacar o próximo
presidente da Câmara dos Deputados, e se o vice continuar
afastado por muito mais tempo, Lula pode ir se despedindo das
suas viagens. Ou então, despede-se da presidência,
pois um oposicionista no comando da Câmara pode ser o
começo do fim.
Pega
na mentira
O Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada, o Ipea, órgão do Ministério do
Planejamento, anunciou nesta segunda-feira que o Brasil só
crescerá 5% ao ano a partir da próxima década,
e não em 2007 como declarou o presidente Lula durante
a campanha pela reeleição.Os economistas do Ipea
alegam que um crescimento da economia acima dos atuais 3% é
impossível por questões óbvias: carga tributária
elevada, falta de investimentos em vários setores e sistema
elétrico operando no limite. Mesmo assim, o ministro
do Planejamento, Guido Mantega, um dos bons nomes da equipe
luliana, voltou a afirmar que a taxa de crescimento em 2007
será de 5%, porque mudanças drásticas ocorrerão
no segundo mandato do presidente lula. Concordar com o óbvio
seria fazer de Lula um mentiroso contumaz. Mais: as previsões
apontam para um crescimento de 2,97% em 2007.
Pá
de cal
A quase eminente demissão
de Gilberto Carvalho, atual secretário do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se confirmada,
deve sepultar mais um caso que, nos últimos tempos, tem
levado as hostes petistas ao desespero: a misteriosa e ainda
inexplicável morte do ex-prefeito Celso Daniel.
Então secretário municipal de Santo André,
Gilberto Carvalho, à época do crime, manipulou,
nos bastidores, informações sobre o assassinato.
Em um dos telefonemas monitorados pela polícia, e divulgado
em primeira não pela coluna, Carvalho conversa com a
ex-namorada de Celso Daniel, a quem cumprimenta por seu desempenho
como viúva. Isso mostra que a verdade, se revelada, leva
à implosão o partido que durante duas décadas
clamou por transparência e dignidade. Enfim... (Foto:
FGV-SP)
Brincando
com coisa séria O caos provocado pelo atraso em pousos e decolagens,
que parecia acabar no último domingo, se estendeu para
a segunda-feira, podendo, inclusive, se repetir nos próximos
dias. Para o ministro da Defesa, Waldir Pires, os seiscentos
e vinte nove atrasos registrados nesta segunda-feira em todos
aeroportos brasileiros foi algo absolutamente normal. Waldir
Pires, cada vez mais fora do segundo mandato de Lula, desdenha
o que determina Código de Defesa do Consumidor ao dar
de ombros para a caótica situação que toma
conta dos aeroportos. O mais interessante nesse imbróglio
é que o presidente Lula ainda não comentou o assunto.
Em um país minimamente sério e responsável,
Waldir Pires estaria, no mínimo, demitido.
Pano
de fundo
A reunião de emergência convocada pela ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil), com o intuito de encontrar uma
saída para a crise dos controladores, não passou
de uma cortina de fumaça para desviar a atenção
da opinião pública, pois o Palácio do Planalto
conhece a solução para o problema. O caos que
tem afetado milhares de passageiros em todo o País é
o reflexo imediato da falta de pessoal no controle do espaço
aéreo brasileiro. Quando o ministro Waldir Pires, dias
atrás, anunciou a desmilitarização do setor,
sabia o que estava dizendo. Se a falta de pessoal se deve aos
salários não condizentes com as responsabilidades,
os aumentos salariais pleiteados pelos civis não são
concedidos porque os militares têm uma escala de ganho
salarial de acordo com a patente, e que deve ser respeitada.
Com salários nada atrativos, os civis optam por outras
profissões, enquanto que os militares que decidem pelo
controle aéreo acabam sendo ceifados das promoções
da carreira. Ou seja, essa confusão ainda vai longe,
muito longe.
Castelo
de areia
A quebra de sigilo telefônico, solicitada pela Polícia
Federal no caso do
Dossiê Cuiabá, revelou dezenove telefonemas dados
pelo deputado federal Ricardo Berzoini, presidente
licenciado do PT e ex-coordenador da campanha de Lula, para
Oswaldo Bargas, um dos envolvidos no escândalo de compra
de documentos contra candidatos tucanos. Bargas, ex-secretário
geral do Ministério do Trabalho e um dos bisbilhoteiros
da campanha de Lula, teve participação importante
elaboração do programa de governo do presidente-candidato.
Para complicar ainda mais, Bargas é casado com a secretária
particular de Lula na Presidência da República
(Mônica), que o acompanha desde os primórdios do
PT. Assim, fica cada vez mais possível a cassação
do registro da candidatura Lula-Zé Alencar. Basta coragem!
E
o dinheiro? Mesmo
com as investigações da Polícia Federal
sobre o Dossiê Cuiabá avançando nos bastidores,
parece ter caído no esquecimento, em especial por parte
da mídia nacional, a origem do dinheiro (R$ 1,75 milhão)
apreendido com petistas em um hotel de São Paulo. O assunto,
que dominou o segundo turno da corrida presidencial, tem sido
monitorado à exaustão pelo Palácio do Planalto.
A convergência de inúmeros fatores relacionados
ao caso, já comprovados, pode levar Lula ao constrangimento
de não ser empossado, caso a PF conclua que a campanha
presidencial petista se beneficiou diretamente com o escândalo.
Na opinião do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que
de uns tempos para cá se tornou em uma das pedras no
caminho de Lula, o dinheiro do dossiê veio do caixa 2
petista.
De
olho na vaga Estrela
maior da CPI Mista dos Correios, situação que
lhe ajudou na
reeleição para a Câmara, o sempre correto
deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) volta a
sonhar com uma vaga no Tribunal de Contas da União. Há
meses, Serraglio disputou, sem sucesso, a indicação
para integrar o órgão, mas na ocasião o
seu apadrinhamento, contestado com veemência pela coluna,
não era dos melhores: o então ministro-chefe da
Casa Civil, José Dirceu. Agora, novamente no páreo,
Osmar Serraglio terá de enfrentar as inimizades que conquistou
na CPI, por ter incluído em seu relatório final
muitos dos protegidos do Palácio do Planalto. E o próprio
presidente Lula só não foi de roldão no
relatório porque a pressão foi grande demais.
É fato que Serraglio tem experiência e honradez
para sonhar com o TCU, mas sua possível ausência
no parlamento fará uma enorme falta.
Ainda
impune
O Vasco tem o destino de crescer sempre. Com essas palavras
o ex-deputado e presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda,
comemorou a sua reeleição para comandar o clube
de São Januário, em eleição marcada
por denúncias de fraude. As suspeitas partiram de seu
opositor, Roberto Dinamite, que acredita em manipulação
das urnas. Essa história de o Vasco crescer é
balela, porque desde a parceria firmada com um banco americano
– a parceria não mais existe – a única
coisa que cresceu foi a Lolo of Florida, empresa off shore,
com sede em Miami, não declarada por Eurico Miranda.
Poleiro
trocado
Pensando bem, se um dia desembarcar no programa da apresentadora
Ana Maria Braga, Lula vai acabar chamando o chato do louro José
de querido urubu Mané.
Fim
da farra (14/11/05)
- Quem não acreditou que a batalha para provar a existência
de derivados da folha de coca na composição do
refrigerante mais vendido no mundo, a Coca-Cola, cuja discussão
teve início com denúncia recebida pela coluna
e foi bravamente defendida pelos deputados Celso Russomanno
(PP-SP) e Renato Cozzolino (PDT-RJ), se deu mal. Laudo do Instituto
Nacional de Criminalística da Polícia Federal,
subordinado ao Ministério da Justiça, aponta a
existência dos aludidos derivados na fórmula do
refrigerante. Não bastasse o calvário que a gigante
do refrigerante vem enfrentando, milhares de outdoors foram
espalhados pelas principais cidades brasileiras, informando
o resultado da perícia. Resumindo, a emoção
pra valer parece que chegou ao fim.