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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Por
um fio
Sem ter mostrado a que veio, desde o início do governo
Lula até agora, o ministro das Relações
Institucionais, Tarso Genro, foi colocado de lado pelo núcleo
duro do governo, depois que disse que a era Palocci chegara
ao fim. Puxado para o Palácio do Planalto após
uma pífia passagem pelo Ministério da Educação,
Genro pode não virar o ano como ministro. A decisão
do presidente Lula de negociar diretamente com os partidos políticos
e querer se reunir com seus líderes mensalmente, a partir
de janeiro, mostra que a fritura de Tarso Genro é uma
questão de tempo.
Chega
mais
Para evitar o constrangimento de negociar com o deputado
cassado Roberto Jefferson, autor das denúncias
do mensalão, o presidente Lula
conquistou o apoio do PTB após uma longa conversa com
o deputado José Múcio (PE), líder do partido
na Câmara. Segundo Múcio, os vinte e três
deputados federais do PTB decidiram, por unanimidade, apoiar
incondicionalmente o segundo governo do presidente Lula, sem
exigência de cargos. A única exigência apresentada
por José Múcio foi a permanência do ministro
Walfrido dos Mares Guia à frente da pasta do Turismo.
Dias antes do acerto, Roberto Jefferson, presidente nacional
do partido, foi contra o apoio. Vale lembrar que, ao ter o apoio
do PTB, Lula Não apenas trouxe para dentro do governo
uma parte do mensalão, como reconheceu por vias transversas
o envolvimento de José Dirceu no escândalo de propinas.
Até porque, por ocasião das denúncias,
Lula disse que a Roberto Jefferson daria um cheque assinado
e em branco.
Fiasco
oficial
Ainda repercute o constrangimento imposto ao jornalista
Carlos Chagas, um crítico do governo Lula, que foi chamado
à Polícia Federal para provar que trabalhou no
jornal O Globo, em investigação sobre fraudes
em aposentadorias. Descabida, a denúncia partiu de uma
funcionária do INSS, provavelmente simpatizante do PT,
que usou do cargo para retaliar um conhecido crítico
do Estado. Porém, como o PT só consegue ver aquilo
que lhe interessa, bom seria que alguém chamasse o presidente
Lula para explicar a sua aposentadoria como preso político.
Até porque, quem passou alguns dias na prisão,
onde foi bem tratado, com direito, inclusive, de ir ao enterro
da mãe, não pode ser considerado preso político.
Mais: e na enxurrada de aposentadorias concedidas pelo governo
federal às chamadas vítimas da ditadura, não
existem apenas benefícios sérios e procedentes.
Dança
das cadeiras
Antes de embarcar para Nova York, onde se submeterá a
tratamento contra um câncer no abdômen, o vice-presidente
José Alencar sinalizou o que deve acontecer na formação
da nova equipe ministerial. Em conversa com uma amiga, Alencar
deixou escapara que Guido Mantega continuará no ministério
da Fazenda. E disse, também que os cinco ministros mineiros,
seus conterrâneos, ficam na nova equipe. O máximo
que pode acontecer é uma troca de ministérios
entre os mineiros. São eles: Luiz Dulci (Secretaria Geral),
Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome),
Walfrido dos Mares Guia (Turismo), Hélio Costa (Comunicações)
e Agenor Álvares (Saúde). Mais: proibido de fumar,
o vice-presidente anda fumando escondido dos familiares e dos
médicos.
Esqueceram
de mim
Durante a campanha pela reeleição, Lula disse,
repetidas vezes, em especial nos debates televisivos, que seu
governo jamais deixou de apurar qualquer denúncia. Passados
cinco meses, nada aconteceu com os loucos que invadiram e depredaram
a Câmara dos Deputados, em uma terça-feira de junho.
Comandados pelo porra-louca Bruno Maranhão, os integrantes
do Movimento de Libertação dos Sem Terra –
MLST, financiados com dinheiro do governo federal, invadiram
e destruíram um patrimônio público, e hoje
riem da sociedade que à época exigiu punição
exemplar. O conluio entre o Palácio do Planalto e a gang
do MLST ficou evidente quando Bruno Maranhão foi chamado
para integrar, oficiosamente, a campanha de Lula. Pois então
presidente, e essa coisa de apurar todos os escândalos?
Começando
mal
As dez Medidas Provisórias que trancavam a pauta
da Câmara dos Deputados começaram a ser votadas
nesta terça-feira, depois de um longo período
de recesso branco, quando os parlamentares foram regiamente
remunerados para se dedicarem às eleições.
Por falta de acordo, o governo Lula sofreu a primeira derrota
após a eleição, e a votação
foi interrompida. A única MP votada e aprovada ontem
foi a 314/06, que abre crédito extraordinário
de R$ 698,79 milhões para os ministérios dos Transportes,
do Desenvolvimento Agrário e da Integração
Nacional. O dinheiro destina-se a diversas obras em rodovias,
reparos em sistemas de irrigação em Pernambuco
e à compra de terras para a reforma agrária. A
matéria segue agora para votação no Senado.
O fato é que o dinheiro para recuperar as estradas só
foi aprovado depois de um feriado prolongado que produziu oitenta
e cinco mortes nas rodovias federais. Policiais rodoviários
foram unânimes e alertar, durante o feriado, que os acidentes
eram reflexo da falta de investimentos e de efetivo.
Vôo
cego
A condenação de
Emir Sader, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
(Uerj) e articulista do site petista Carta Maior – é
patrocinado
pela Petrobras – tomou conta de boa parte das discussões
no plenário do Senado nesta terça-feira. O senador
Eduardo Suplicy (PT-SP), que falou em liberdade
de imprensa, usou a palavra para protestar contra a decisão
judicial e disponibilizar um abaixo-assinado em favor do neo-trotskista
Sader. Falar em liberdade de imprensa nos meios políticos
é algo comum, porém o assunto se torna corriqueiro
quando cai no discurso de petistas, especialmente quando lhes
interessa. Por ocasião da divulgação das
gravações do caso Celso Daniel, o PT se mobilizou
para atacar a imprensa, que cumpriu o dever de noticiar um fato
grave e que até hoje está sem explicação
convincente. Jornalistas tiveram telefones grampeados e foram
ameaçados de morte, enquanto alguns veículos de
comunicação sofreram represálias diversas,
chegando, inclusive, a serem tirados do ar. Nesse caso específico,
o PT não falou em liberdade de imprensa. Estranho!
Tiro
no escuro
Criticar a atitude do PT não
significa concordar com a pena imposta a Emir Sader, condenado
a um ano de prisão – cumprirá em liberdade
e perda do emprego na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Decisão judicial não se discute, mas apenas se
cumpre. Bizarro foi ver Eduardo Suplicy querendo ensinar ao
juiz que proferiu a sentença aquilo que deveria ser feito.
Na opinião de Suplicy, Sader deveria, quando muito, ser
alvo de uma reprimenda. Pago para defender os interesses do
povo paulista no Senado, Suplicy não tem a prerrogativa
de forçar a mudança de decisões judiciais.
O fato é que os dois personagens do episódio,
Emir Sader e o senador Jorge Bornhausen, extrapolaram em suas
declarações.
Maluca-beleza A senadora Fátima Cleide (PT-RO) também
protestou contra a condenação de Emir Sader. Ao
fazer uso da palavra, a parlamentar rondoniense, que coordenou
a campanha pela reeleição de Lula em seu estado,
disse que ataques ao PT se tornaram comuns no período
eleitoral, como se o partido fosse uma reunião de monges
tibetanos refugiados. Fátima Cleide lembrou que, durante
a campanha, a sede do PT em Rondônia foi assaltada, de
onde foram levados três computadores e um cofre com R$
5 mil em dinheiro. E do alto da desfaçatez que sobra
nas hostes petistas, Fátima Cleide disse que não
acredita em crime comum. Senadora, crime comum só o assassinato
de Celso Daniel, não é mesmo?
Batendo
duro
Enquanto o reeleito Roberto Requião
visitava o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o senador Osmar Dias (PDT-PR), que por pouco
mais de dez mil votos perdeu a corrida ao Palácio Iguaçu,
ocupou a tribuna do Senado para criticar seu adversário
na eleição ao governo paranaense. Dias acusou
Requião de uso da máquina pública durante
a campanha, além de denunciar de forma veemente os institutos
de pesquisa que atuaram nas eleições daquele estado.
Segundo Osmar Dias, uma diretora do Ibope, de nome Sandra, esteve
duas vezes na Granja do Canguiri, residência oficial do
governador do Paraná. Para piorar o clima, os institutos
de pesquisas, que erraram de maneira escandalosa em seus prognósticos,
simplesmente silenciaram depois dos resultados oficiais. (Foto:
Wikipedia)
O
velho Briza
Enquanto a governadora eleita do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius
(PSDB), tenta encontrar uma solução para o comprometimento
do orçamento de 2007 (os gastos superam em 15% a receita
estadual), um assunto passa despercebido. Paulistana de nascimento
e gaúcha por tempo de casa, Yeda conseguiu realizar um
sonho de Leonel de Moura Brizola: aproximar o Rio Grande do
Sul de São Paulo. Sem esforço político,
Yeda Crusius triunfou apenas por conciliar a certidão
de nascimento com o domicílio eleitoral. Além
da vitória, é claro!
Fora
da lei O Banco
do Brasil abusa da ilegalidade ao oferecer empréstimos
a seus correntistas. As agências da instituição
ostentam desde a última semana enormes cartazes que oferecem
empréstimos consignados – aqueles com desconto
na folha de pagamento – a juros de 1,88% ao mês.
Para militares das Forças Armadas, Exército, Aeronáutica
e Marinha não será cobrada a Taxa de Abertura
de Crédito, a famigerada TAC, segundo consta do material
publicitário do banco. Em primeiro lugar é preciso
ressaltar que todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, conforme prega a Constituição.
Para completar, a TAC é uma invencionice criminosa dos
bancos, para a qual o Banco Central simplesmente fecha os olhos.
Cobrar a TAC é ilegal e inconstitucional. O BC afirma
que a cobrança da TAC está regulamentada por instrução
normativa da instituição, mas a lógica
garante que nada é maior do que a Constituição.
E o BC é um mero órgão regulador do mercado
financeiro, a quem nào cabe legislar. Por isso, meu caro
leitor, jamais pague a Taxa de Abertura de Crédito.
Pole
position Os
leitores da coluna souberam, com semanas de antecedência,
o que só agora os grandes veículos de comunicação
noticiam. O interesse das operadoras Claro e Brasil Telecom
na aquisição da Tim, posta a venda depois que
a empresa italiana de telecomunicações promoveu
sensível mudança em sua diretoria mundial. Nos
bastidores, acompanhando atentamente os movimentos da possível
negociação, estão o ex-especulador Naji
Nahas e o ex-ministro e agora lobista José Dirceu de
Oliveira e Silva.
Tirando
a escada
Uma mega-transação no setor de saúde privada
pode levar muitos usuários ao desespero. A seguradora
Porto Seguro, que enfrentava sérios problemas para administrar
planos individuais de saúde privada, vendeu sua carteira
de clientes para a gigante Amil. Desde então, a Porto
Seguro só trabalha com planos coletivos, o que pode ser
um sinal de que o setor está vivendo uma grave e séria
crise. Consultado pela coluna, um especialista em saúde
complementar foi claro ao afirmar que a tendência do mercado
é o fim dos planos individuais. Diante de tão
preocupante cenário, resta saber como agirá a
Agência Nacional de Saúde Complementar. Ou será
que o lobby permitirá que os clientes individuais, que
durante anos entupiram os cofres das empresas de saúde,
fiquem a mercê da Saúde quase perfeita que só
presidente Lula conhece e enxerga?
Ser
estranho
Pensando bem, se em algum momento alguém descobriu que
a mentira tem forma, no Brasil ela tem barba e avião,
além de beber aquela água que passarinho passa
longe.
Piada
oficial (08/11/05)
- A participação do presidente Lula no programa
Roda Viva, da TV Cultura, foi tão pífia quanto
ridícula. O presidente, mais uma vez, negou todas as
acusações de corrupção contra seu
governo, alegando que o ex-deputado Roberto Jefferson, já
cassado, não comprovou o que disse. Mas, pelo que consta,
Jefferson não carecia de provar absolutamente nada, por
dois exclusivos motivos. O primeiro é porque todos os
acusados por Jefferson foram, tempos depois, réus confessos.
O segundo motivo, e mais importante, é que o próprio
Lula declarou, tão logo eclodiu o escândalo do
mensalão, que a Roberto Jefferson entregaria um cheque
assinado em branco. E será que gozando de tamanha confiança
o ex-deputado ainda precisava provar alguma coisa?