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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Estrela
decadente
Não há nada mais interessante do que unir fatos
isolados e descobrir os detalhes em comum. Depois de plantar
uma estrela no jardim do Palácio da Alvorada, Dona Marisa
Letícia voltou às manchetes pela aberração
do traje de banho que usou na Bahia, durante o feriado prolongado
de Finados. Com uma estrela vermelha na região do abdômen,
o maiô da primeira-dama ganhou os meios de comunicação.
Ontem, segunda-feira, durante evento de premiação
das empresas mais admiradas do País, o presidente Lula,
em um daqueles enfadonhos e conhecidos discursos, resolveu posar
de Jesus Cristo e disse “eu só quero dividir o
pão produzido de maneira mais justa”. Unindo o
maiô da primeira-dama, o discurso messiânico do
presidente, o Aerolula e a barba esbranquiçada do ilustre
petista, não é irresponsabilidade resgatar um
velho jingle da Varig, já que estamos à porta
das comemorações natalinas. Estrela brasileira
/ No céu azul / Iluminando / De norte a sul / Mensagem
de amor e paz / Nasceu Jesus / Chegou o Natal / Papai Noel voando
a jato pelo céu... (Foto: Eduardo Martins-Agência
Estado)
Agora
vai?
Quando a luz vermelha acendeu na campanha de Lula pela
reeleição, já no segundo turno, a assessoria
luliana abusou da mitomania, sem que uma frase genérica
como “deixa o homem mentir” fosse citada. Quando
o sinal de alerta diminuiu de intensidade, a criatividade marquerteira
apelou para o bordão “deixa o homem trabalhar”.
Vencida a disputa, entrou em cena, quarenta e oito horas depois,
a frase "deixa o homem descansar". Mas Lula, que disse
que os ricos não precisam do Estado, fez um programa
tipicamente de rico. Escolheu a Bahia de Todos os Santos como
palco do ócio que dominou o feriadão de Finados.
Resta saber qual bordão será retomado. O da mentira,
o do trabalho ou o do descanso?
Cronômetro
acionado
A Polícia Federal concluiu que muitos dos telefonemas
dados para
concluir o imbróglio do Dossiê Cuiabá partiram
do comitê de campanha do presidente Lula, em Brasília.
No cruzamento de dados feito pela PF surgiram os nomes de Hamilton
Lacerda, Gedimar Passos e Freud Godoy. A tese
lançada pela coluna, de que o registro da candidatura
do presidente Lula é passível de cassação
começa a ganhar força. Caso o presidente do TSE,
ministro Marco Aurélio Mello, decida cumprir o que manda
a lei, Lula não deveria ser empossado em 1º de janeiro.
A lógica aponta para que o TSE indique como vencedor
da eleição o segundo colocado, o que teria cheiro
de golpe. O bom senso mostra que o melhor seria realizar nova
eleição. Mais: isso explica o clima de terror
e tensão que tomou conta do Palácio do Planalto.
Caos
reduzido
Desde a zero hora de domingo, o Brasil experimenta mais uma
vez o tão festejado horário de verão. Com
quatro fusos diferentes, o País economizará energia
elétrica, enquanto os brasileiros poderão desfrutar,
até o final de fevereiro, um pouco mais da luz do dia.
Por outro lado, um detalhe vai passar despercebido nessa história
de adiantar o relógio em uma hora. A incompetência
e a desfaçatez oficiais, que marcaram o primeiro mandato
do presidente Lula, durarão sessenta minutos menos. Louvado
seja o horário de verão.
Blecaute
aéreo
A baderna em que se transformou o controle do espaço
aéreo brasileiro irritou de sobremaneira os banqueiros
brasileiros, acostumados com decolagens inesperadas a bordo
de milionárias aeronaves. O recatado e precavido banqueiro
Aloísio Faria (ex-Banco Real e agora Banco Alfa) teve
problemas para, nos últimos dias, cumprir sua agenda
de compromissos. Tirar do chão o seu Falcon 2000 (PR-AAF),
cujo valor ultrapassa a casa dos US$ 25 milhões e tem
no rol dos fãs o alemão Michael Schumacher, foi
um dos transtornos enfrentado pelo banqueiro. Faria, que recebia
empresários americanos, foi obrigado a estender a agenda
de negócios para esta semana. Diferentemente de muitos
banqueiros, Aloísio Faria, como bom mineiro, é
daqueles que, por ser um dos maiores contribuintes do Leão
e ter tudo sob rígido e absoluto controle, precisa de
alguns poucos minutos para mandar às favas um barbudinho
qualquer.
Calou
por quê?
Tido como o mais polêmicos do todos os banqueiros
tupiniquins, o sempre “opportunista Tantas” (a Justiça
ainda nos proíbe de citar seu nome) foi condenado por
fraude pela máxima instância da Justiça
do Reino Unido, em processo que tramitava na corte das Ilhas
Cayman. Mesmo que tal condenação não tenha
validade jurídica no Brasil, é de se estranhar
o fato de o banqueiro continuar dando as cartas em alguns setores
da economia nacional. O que maior estranheza causa é
o silêncio obsequioso que advém do Palácio
do Planalto, pois o banqueiro opportunista acusou Luiz Inácio
Lula da Silva de ser titular de conta bancária no exterior.
Ou Lula é de fato o dono da tal conta, ou ele não
sabia que o banqueiro um dia o acusou.
Enquete
nova
Na enquete realizada pela coluna,
finalizada nesta segunda-feira, o governador eleito da Bahia,
Jaques Wagner, ficou em primeiro lugar na preferência
dos leitores, com 40% dos votos, como sendo o candidato petista
à sucessão de Luiz Inácio da Silva, na
disputa de 2010. A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy,
chegou em segundo, com 33,33%, e a ministra-chefe da CAsa civil,
Dilma Rousseff, em terceiro, com 26,67%. A nova enquete quer
saber a opinião de leitor sobre a possibilidade do presidente
Lula mudar a legislação para garantir um terceiro
mandato. Participe respondendo à pergunta da enquete
que está localizada na coluna à esquerda.
Operação
abafa
A chance de as investigações
promovidas pela CPI das Sanguessugas caírem no chamado
buraco negro aumenta a cada dia. Na última semana, o
deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) alertou para a possibilidade
de os trabalhos da Comissão serem relegados pela bancada
situacionista, provocando mais um fiasco político no
cenário de lama que os palacianos impingem à nação.
A coluna teve acesso a um volumoso, comprometedor e sigiloso
relatório da Polícia Federal sobre o assunto,
e alguns trechos trazem depoimentos literalmente bombásticos.
Na alça de mira dos ataques estão conhecidas figuras
do governo Lula, sendo que algumas delas, agora afastadas do
palco político, já freqüentaram com intimidade
o principal gabinete do Palácio do Planalto. E contrariando
o discurso de campanha do presidente Lula, a ordem é
abafar.
Chá
de sumiço Derrotado na disputa pelo Palácio dos
Bandeirantes, sede do Executivo
paulista, o senador Aloízio Mercadante
(PT-SP), seguindo orientações do partido, simplesmente
desapareceu. Com grandes e concretas chances de ser processado
pela Comissão de Ética do Senado, e com risco
de perder o mandato por quebra de decoro, Mercadante tem evitado
aparecer em público para não comentar o envolvimento
de seu assessor de campanha, Hamilton Lacerda, no escândalo
de compra do Dossiê Cuiabá, conjunto de documentos
contra candidatos tucanos. Eleito com pouco mais de dez milhões
e meio de votos para representar o povo paulista na Casa legislativa,
e até recentemente considerado um ministeriável,
Mercadante agora experimenta o ostracismo político. A
continuar assim, é mais uma estrelada pizza que vai para
o forno da impunidade.
Dinheiro
no bolso
Durante o período eleitoral, raríssimos foram
os parlamentares que bateram ponto no Congresso, o que deixa
claro que o financiamento público de campanha, assunto
que esquenta os corredores congressuais, já existe não
é de hoje, pois todos os candidatos receberam religiosamente,
sem trabalhar, seus nababescos salários e outros que
tais. Alguns parlamentares – leia-se deputados e senadores
– foram eleitos para cargos majoritários em seus
respectivos estados, e, desde o anúncio oficial dos resultados,
têm se ocupado com a formação do secretariado
e com o chamado governo de transição. Resta saber
se esses governadores eleitos, ainda cumprindo mandato parlamentar,
vão se licenciar do cargo ou sugarão da viúva
mais alguns bons e ricos trocados.
Parafuso
solto
Controlar o aceso à Internet, exigindo identificação
completa do usuário (nome, identidade, endereço
e telefone), é a mais nova sandice que deve ser votada
no Congresso Nacional ainda esta semana. Depois de meses de
marasmo por conta das eleições, parlamentares
podem, em questão de minutos, acabar com o pouco que
resta em termos de liberdade e privacidade, já que grampear
telefones é a diversão predileta de muitos integrantes
do governo. O projeto, de autoria do senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), atende aos interesses de determinados segmentos da
economia, como banqueiros e certificadores digitais. Beira a
galhofa imaginar que um receptador do dinheiro de Marcos Valério,
que durante anos abusou do anonimato, agora queira aniquilar
a privacidade do cidadão. Nesse ninho tucano tem urubu
de sobra.
Natal
em Gramado O governador
Germano Rigotto (PMDB) recebe nesta terça feira 11, no
Palácio do Piratini, o presidente do Natal Luz de Gramado,
Luciano Peccin, e o prefeito da cidade, Pedro Betolucci. Durante
o encontro, Rigotto será convidado oficialmente para
a noite de abertura daquele que é considerado o maior
evento de Natal do mundo. Com sessenta e quatro dias de duração
(11 de novembro de 2006 a 14 de janeiro de 2007), 2 mil pessoas
diretamente envolvidas, mais de um milhão de lâmpadas,
um milhão e meio de garrafas pet recicladas – usadas
como material-base da decoração, cinqüenta
toneladas de equipamentos e dez mil fogos de artifício,
o Natal Luz de Gramado foi considerado o maior evento do gênero
no mundo por quatro fatores: é o maior em período
de execução, o maior em números de espetáculos
diários, o maior em número de público e
o maior em aumento da renda per capta da região no período.
Clique
e confira a programação do Natal Luz de Gramado.
(Foto: Andreia Elis)
Veneno
caseiro O
PFL acaba de ser infectado pelo próprio veneno. Depois
de inúmeros ataques ao aumento da carga tributária
promovida pelo governo do presidente Lula nos últimos
quarenta e seis meses, o Partido da Frente Liberal deixou de
lado as críticas e silenciou diante do aumento de impostos
proposto pelo prefeito de São Paulo, o peefelista Gilberto
Kassab, que quer a majoração do IPTU. Para justificar
o aumento pleiteado, Kassab alterou a planta genérica
de valores, o que, além de aumentar o imposto de forma
sorrateira, desencadeará aumento em outras modalidades
de tributos. E a ex-prefeita Marta Suplicy, apelidada de “Martaxa”
pela oposição, da qual o PFL faz parte, pode virar
uma santa se considerada virulência de seus pecados tributários.
E ninguém melhor para explicar o assunto do que o prefeito
Gilberto Kassab e o senador Jorge Bornhausen, presidente nacional
do PFL.
Gênio
da lâmpada
O diferencial na propaganda é, via de regra, a criatividade,
mas algumas agências abusam da inovação
quando o assunto é concorrência oficial. A Agnelo
Pacheco, que leva o nome de seu comandante, é mesmo algo
impressionante. No governo FHC tinha a conta da Caixa Econômica
Federal. No governo Lula, apadrinhada pelo gardelón Luis
Favre, abocanhou um rico naco da conta do Ministério
da Saúde. Na prefeitura de São Paulo, durante
o reinado de Dona Marta, foi contemplado com a ajuda do primeiro-marido
municipal. Agora, na gestão de Gilberto Kassab, com toda
a máquina entregue aos homens de confiança de
José Serra, a agência anda gazeteando que ficará
com a maior fatia da verba publicitária da prefeitura
paulistana, deixando em segundo lugar a GW, que concorre com
a agência Lua Branca. Ou é um caso de excesso de
competência, ou tem conde na área.
Casal
unido
Pensando bem, Dona Marisa fez com a estrela vermelha o que o
marido fez com os problemas brasileiros. Empurrou com a barriga.
Bate
e volta (07/11/05)
- Não fosse suficiente o escândalo ainda não
devidamente comprovado dos dólares cubanos, o Palácio
do Planalto tentou desqualificar as palavras do deputado Osmar
Serraglio (PMDB-PR), que na última semana revelou ao
Brasil parte do esquema que alimentou o chamado “valerioduto”.
Serraglio, em entrevista coletiva, antecipou os detalhes de
uma operação sinistra que tinha a Visanet, empresa
onde o Banco do Brasil é um dos sócios, como uma
das plataformas operacionais de Marcos Valério e Delúbio
Soares. Contestado pela tropa de choque petista, Osmar Serraglio
divulgou nota à imprensa, cujo conteúdo, na íntegra,
pode ser conferido clicando
aqui.