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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Olho
da rua
Durante a campanha presidencial, Luiz Inácio da Silva,
o presidente Lula,
abusou do bordão “nunca se fez tanto” para
mostrar a maquiada e conhecida incompetência de um governo
que foi marcado por escândalos de corrupção.
Emoldurado pela sanha ignorante de parte da militância
petista, Lula posou como Sassá Mutema planetário,
enquanto a verdade sobre o acidente com o Boeing da Gol era
devidamente abafada. A crise gerada pela operação
padrão dos controladores de vôo, que parou o País
nos últimos dias, mostrou que o Brasil é muito
mais vulnerável do que se imaginava, o que tem facilitado
o vaivém de traficantes, terroristas e guerrilheiros.
Com uma drástica redução nos investimentos
previstos para o setor de controle do tráfego aéreo,
Lula peca ao não se pronunciar sobre o assunto. Preferiu
um retiro na Bahia, quando deveria ter cuidado da demissão
do ministro da Defesa, Waldir Pires. Pelo menos é isso
que teria ocorrido em um país minimamente sério.
(Foto: radiometropole.com.br)
Mão
no bolso
Os prejuízos gerados pela crise do controle aéreo
em breve aterrissarão na Justiça. As empresas
aéreas já se movimentam para cobrar do governo
perto de R$ 40 milhões, dinheiro que certamente sairá
do bolso do contribuinte. O valor anunciado pode aumentar, e
muito, a partir do momento que os passageiros decidirem cobrar
prejuízos e indenizações. Intrigante continua
sendo o fato de os controladores de vôo não terem
deflagrado a operação durante a corrida presidencial.
Tivesse isso acontecido antes do primeiro turno, Lula já
teria chamado o caminhão de mudanças rumo a São
Bernardo do Campo. Que fiasco, presidente!
Que
controle, que nada!
A dias do segundo turno da eleição presidencial,
o primeiro-casal, Lula-Marisa, voltou a se valer do populismo
barato e se misturou ao povo para provar o que todos sabem ser
uma galhofa desmedida: que o presidente-operário é
um democrata confesso. Fosse verdade, Lula jamais teria rumado
para a Bahia durante o feriado prolongado, enquanto milhares
de brasileiros se espremiam nos aeroportos por conta da crise
do controle aéreo. Lula pode até acreditar que
os ricos não precisam do Estado, mas ele, o presidente,
precisa, e muito, dos ricos para alavancar suas demagogas sandices
administrativas. Ora, se todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza – pelo
menos é o que garante a Constituição Federal
– alguém há de explicar porque o Aerolula
rumou para a Bahia sem enfrentar o caos imposto a todos aqueles
que tinham um bilhete aéreo nas mãos.
Cadê
o discurso?
Meses antes de desembarcar na campanha pela reeleição,
o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse algo que incomodou até
mesmo o mais irresponsável dos médicos: que a
Saúde no Brasil estava a um passo da perfeição.
Acostumado a fazer da Base Aérea de Brasília a
recepção do melhor hospital do País, Lula
tem enfrentado, nos últimos dias, um desencadear de situações
que desautorizam a recente galhofa presidencial. Há dias,
o marqueteiro Duda Mendonça, responsável
pela campanha presidencial de 2002, precisou de um hospital
particular para corrigir uma cardiopatia. O vice-presidente
José Alencar, também reeleito, seguiu para Nova
York para tratamento médico-cirúrgico. No Memorial
Sloan-Kettering Cancer Center, um dos melhores centros médicos
do planeta para tratamento de câncer, Alencar vai, mais
uma vez, retirar um tumor do abdômen. Isso mostra que
Lula faltou com a verdade ao superestimar a situação
da Saúde no Brasil.
Fogueira
das vaidades
Nomes da iniciativa privada voltam a freqüentar o preâmbulo
da nova
equipe ministerial, que assessorará o presidente Lula
a partir de 2007. O primeiro nome que despencou em Brasília
foi o de Jorge Gerdau Johannpeter, conhecido empresário
do ramo de siderurgia. Agora, a bússola das especulações
aponta para o nome de Roger Agnelli, presidente
da Companhia Vale do Rio Doce, que pode assumir o comando da
Petrobras, em substituição a José Sérgio
Gabrielli. Tucano camuflado, Agnelli poderá responder
parte da pergunta que o presidente Lula fez ao ex-governador
Geraldo Alckmin, durante os debates: o destino do dinheiro da
privatização da Vale. Por outro lado, Agnelli,
que volta e meia confabula com Paulo Henrique Cardoso (filho
de FHC), pode ser uma sinalização para o oposicionista
PSDB. Resumindo, Lula é um tucano sarará. (Foto:CVRD)
Continua
devendo
Na última semana, diante da saia-justa provocada
pela intimidação imposta aos jornalistas da revista
Veja, a líder do PT no Senado, senadora Ideli Salvatti
(PT-SC), com a já conhecida e eloqüente soberba,
disse, durante aparte, que buscaria as informações
necessárias para dar uma explicação à
altura não apenas a seus pares, mas em especial ao povo
brasileiro. Findo o ócio parlamentar que o feriadão
proporcionou, Ideli tem uma dívida e tanto com o cidadão:
mostrar que agiu com o mesmo ímpeto que destilou por
ocasião da quebra de seu sigilo bancário. Pois
então, ilustre senadora, vai responder ou não?
Alça
de mira
Na dança de cadeiras que
deve acontecer no segundo governo do
presidente Lula, duas figuras ilustres (sic) do PT palaciano
estão sob ameaça de um retorno para casa. Depois
de desistir de disputar um novo mandato como deputado federal,
para permanecer no Ministério do Planejamento, Paulo
Bernardo da Silva foi deixado de lado pelo companheiro
Lula. Um dos motivos do abandono seria a pífia votação
que o presidente-candidato teve em Londrina, base política
de Paulo Bernardo. Outro londrinense histórico que corre
o sério risco de ser ejetado do governo é o secretário
particular da Presidência, Gilberto Carvalho, alvo da
oposição quando o assunto é a misteriosa
e ainda não explicada morte de Celso Daniel, o ex-prefeito
de Santo André. (Foto: Terra)
Mais
saias, menos calças
Com grande possibilidade de
continuar como ministra-chefe da Casa Civil, a partir de 2007,
Dilma Rousseff engrossa a lista de mulheres ministeriáveis.
Se tudo o que se especula for verdade, o próximo governo
do presidente Lula terá no mínimo três mulheres
na Esplanada dos Ministérios. Marta Suplicy e Roseana
Sarney são as outras duas mulheres que completam o trio
de saias do presidente-torneiro. Dilma deve continuar por lealdade,
Roseana ingressa no governo como prêmio de consolação
e Marta por seu dedicado trabalho em São Paulo durante
o segundo turno. Outro nome que tem sido comentado para integrar
o segundo governo Lula, mesmo que não seja no primeiro
escalão, é o da prefeita de Fortaleza, Luizianne
Lins, a companheira que em 2004, durante as eleições
municipais, disse cobras e lagartos a respeito do presidente.
Contagem
regressiva Quando noticiamos que o clima de terror havia
tomado conta dos corredores do Palácio do Planalto, muitos
desafetos chegaram a acreditar que se tratava de uma invencionice,
mas a prova maior veio no último sábado. O programa
humorístico Zorra Total, da Rede Globo, trouxe em sua
última edição um ataque fino contra o presidente
Lula. Quando um presidente cai na maledicência do Jardim
Botânico, o melhor a se fazer é tirar o cronômetro
da gaveta. E ninguém melhor do que Fernando Collor de
Mello, um lulista de última hora, para explicar o assunto.
O fato é que nos bastidores da grande imprensa começou
uma disputa árdua e silenciosa. Todos querem ter o direito
de disparar o primeiro e o último tiro.
Estica
e puxa
É de total desentendimento o clima reinante nos bastidores
do Palácio do Planalto. Sem saber como acomodar todos
aqueles que o apoiaram na campanha que lhe garantiu a reeleição,
Lula ainda está sendo obrigado a abrandar a discórdia
que tomou conta do universo dos barbudinhos. O radicalismo discursivo
de Marco Aurélio Garcia, que defende o fim da liberdade
de imprensa, fez com que Lula se distanciasse do seu coordenador
de campanha e presidente interino do PT, mesmo que por necessidade
de encenação seja. Tarso Genro, que tem tudo para
retornar ao mundo da advocacia gaúcha, foi vítima
da própria sandice declaratória. Ao dizer que
a era Palocci tinha chegado ao fim, Genro patrocinou uma fissura
no já rachado PT. E para abafar o imbróglio, Lula
chamou para si o comando da economia. Socorro!
Engodo
natimorto
A história mostra, sem medo de errar, que a reeleição
contempla, na maioria das vezes, aqueles que já estão
no poder, o que ratifica a tese de que usar a máquina
estatal é um bom negócio eleitoral. Por outro
lado, a mesma história mostra, também, que todo
segundo mandato sempre deixa a desejar. O segundo mandato de
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, vai começar
com a nudez de mais uma balela de campanha. Já não
vale o decreto que determinou a concessão gratuita de
passagens em ônibus interestaduais para aposentados que
ganham até dois salários mínimos. Eleitoreira,
a decisão foi anunciada dias antes do segundo turno,
mas a Justiça Federal acolheu representação
das empresas de ônibus, que alegaram prejuízo com
a medida. E os velhinhos que já foram achincalhados pelo
despreparo do então ministro da Previdência, Ricardo
Berzoini, agora estão literalmente a pé.
A
garantia soy yo Na
agenda presidencial, a semana que ora se inicia tem como assunto
prioritário uma reunião a portas fechadas no Palácio
Miraflores, sede do governo venezuelano. Com Hugo Chávez
o presidente Lula, que estará acompanhado do governador
eleito de Pernambuco, o socialista Eduardo Campos, tentará
tirar do papel a refinaria que deve ser instalada naquele estado.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que
sonha em permanecer no cargo, quer ver Hugo Chávez bem
longe, assunto que não consta da cartilha de Lula. Por
outro lado, se Chávez derramou alguns bons milhares de
dólares no carnaval carioca, não é difícil
imaginar o que fez na campanha de Eduardo Campos. Resumindo,
Gabrielli, que tem desapontado os habitantes de Descalvado,
cidade do interior paulista, deve mesmo ficar com a brocha na
mão. Porque a escada Chávez irá tirar.
Para
não comprar No
afã de arrancar mais alguns tostões do bolso do
brasileiro desavisado, a Vênus Platinada acaba de lançar
o “Livro das Grandes Reportagens”, publicação
que traz as principais matérias jornalísticas
do enfadonho e dominical Fantástico. Não causará
estranheza alguma se a emissora do Jardim Botânico tiver
vetado quatro reportagens, pequenas por suas escandalosas intenções.
José de Paiva Netto, da Legião da Boa Vontade,
foi massacrado por Roberto Marinho por ter conseguido a concessão
de um canal de televisão, que o comandante da Globo queria
para si. Alceni Guerra, que teve a honra pessoal colocada em
xeque, foi, à época do governo Collor, escorraçado
do Ministério da Saúde por um suposto envolvimento
em fraude em licitação, que só a Globo
conseguiu ver. Ibrahim Abi-Ackel, então ministro da Justiça,
jamais se envolveu com comércio ilegal de pedras preciosas,
mas por ter contrariado os interesses globais foi alvo de perseguição
por parte da emissora. Em 1989, horas antes do debate entre
Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, um telefonema
de Roberto Marinho teria selado a sorte do petista. Mesmo assim,
ainda há quem acredite que esse show da vida, que está
pela hora da morte, é fantástico.
Macaco
em galho errado
A imprensa brasileira tem vivido momentos dispares. Emir Sader,
jornalista e petista de carteirinha, foi condenado pela Justiça
paulista por ter se referido ao senador Jorge Bornhausen (PFL-SC),
em artigo de sua lavra, como “racista”. O artigo
de Sader foi reflexo de uma declaração de Bornhausen,
que, dias antes, perguntado se estava desencantado com a crise
política, respondeu: “Estou é encantado,
porque estaremos livres dessa raça pelos próximos
30 anos”. À época, cartazes com Bornhausen
vestido de nazista foram distribuídos largamente em Brasília.
Se alguma culpa existiu, certamente ela foi de ambos, pois tanto
Emir Sader quanto Jorge Bornhausen extrapolaram ao reagir. Por
outro lado, a mesma cantilena que condena a punição
imposta a Sader, sequer encontrou tempo para justificar a atitude
arbitrária do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que enviou
ofício ao sítio Mídia Sem Máscara
para que suspendesse a veiculação de um determinado
artigo. Ora, a democracia só é boa e válida
quando todos são tratados com isonomia.
Harém
do Barba
Pensando bem, com a possibilidade de ter tantas mulheres no
próximo governo, Lula, a partir de 2007, só terá
tempo para discutir a relação.
Bendito
seja o George (07/11/05)
- Atordoado com os escândalos dos dois assessores da Casa
Branca (um de Bush e outro de Dick Cheney), o presidente americano
sugeriu à sua assessoria que participe nessa semana de
um curso sobre ética. Se vivo estivesse, Platão
teria rolado no divã, ao ouvir Bush blasfemar sobre ética.
Todos os restaurantes localizados na orla do lago Paranoá
não puderam funcionar por ordem do serviço secreto
americano. Um deles, por exemplo, que para a noite do último
sábado havia programado uma festa para quinhentos convidados
– convites vendidos – não pôde abrir
as portas. Mas a loucura proporcionada pela passagem de Bush,
o baby, por Brasília não parou por aí.
Os hóspedes do hotel, que tiveram Bush como vizinho por
algumas horas, foram impedidos de utilizar a piscina e a sala
de ginástica, pelo simples motivo de que a suíte
ocupada pelo primeiro-casal ianque tem as janelas voltadas para
tal área do complexo hoteleiro. A partir de um determinado
horário, táxis não mais tiveram acesso
ao hotel, enquanto os hóspedes e moradores ficaram proibidos
de receber visitas. Ou seja, Deus veio ao mundo rapidamente
e ninguém avisou.