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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Tinta
fajuta
O capítulo paulista do PT, em artigo assinado pela secretária
estadual
do partido, Angélica Fernandes, criticou
Ana Maria Braga, da Rede Globo de Televisão, pela cor
da roupa que usou no programa “Mais Você”
um dia após a realização do segundo turno.
A apresentadora global optou pela cor preta na edição
da última segunda-feira do programa, decisão que
a petista interpretou como sendo um sinal de luto pela vitória
de Luiz Inácio da Silva nas urnas. O perigo da sanha
petista, em especial de agora em diante, está em atitudes
de pessoas desocupadas como Angélica Fernandes, que ao
invés de se ocupar com os milhares de mendigos que perambulam
pelo País, os quais Lula prometeu tirar da miséria,
patrulha aqueles que discordam do Ali Baba tupiniquim. (Foto:
Divulgação-PT)
Chave
de hospício
Se a ignomínia que ora enfrenta o PT tem levado
seus militantes a atitudes bizarras, como a de Angélica
Fernandes, bom seria que o partido explicasse as razões
para que a cor preta seja considerada fora de moda. Pelo que
se sabe, a Constituição Federal não proíbe
o cidadão de escolher a cor de sua preferência,
e nem mesmo prega uma política monocrômica. Se
a obsessão dessa desocupada rouge é pela diversidade
de cores que o cidadão tem à disposição,
alguém deveria explicar, então, a cor verde dos
dólares do dossiê e a policromia dos Reais apreendidos
com os petistas em um hotel de São Paulo. Até
porque, esses novos paladinos da moral não conhecem o
vermelho da vergonha.
Camisa
de força
Viver entre a idiotia e a cretinice não é
das situações mais agradáveis, mas os que
nessa degradante situação bambeiam deveriam se
contentar com a própria insignificância. Por isso,
dona Angélica, se o seu idealismo político lhe
permitiu uma desocupação tão avançada,
a coluna, a partir de agora, lhe ajuda a entender um pouco da
pífia aquarela que seu partido e o governo Lula tentam
impingir ao povo brasileiro. Nos aeroportos brasileiros existe
um sem fim de passageiros roxos de raiva. Pelas ruas do Brasil
estão milhares de verdes de fome. No sistema de saúde,
que o genial Luiz Inácio disse ser quase perfeito, aguardam
por atendimento muitos amarelos de doença. E os familiares
dos ex-prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT continuam brancos
de espanto com a desfaçatez do seu partido. E como não
encontramos nenhuma cor que traduzisse a insignificância,
lhe dedicamos o transparente. E PT saudações!
Fim
de linha
Centenas de milhares e pessoas estão nas filas dos aeroportos
enfrentando o descaso de um governo que, do alto da sua soberba,
não sabe o que fazer. É fato que o genial Luiz
Inácio Lula da Silva disse, durante sua recente campanha,
que os ricos não precisam do Estado, mas é bom
que o presidente com eles se preocupe, pois os abastados é
que, com impostos, financiam suas sandices. Deixar de lado o
direito do consumidor é rasgar a legislação,
e o Palácio do Planalto, avesso ao cumprimento da lei,
parece não dar importância ao fato. Levar os responsáveis
para as Comissões permanentes da Câmara, como querem
alguns parlamentares, é pouco para o tamanho do estrago.
Em um país minimamente sério, muitos já
estariam no olho da rua. Por muito menos, se é que algum
erro cometeu, o então ministro da Educação,
o sempre correto e idealista Cristóvam Buarque foi demitido
por telefone. E do alto do populismo barato que o acompanha,
Vossa Excelência ainda usa o slogan “um país
de todos”. Imagine presidente, a vergonha que Dona Lindu,
esteja onde estiver, está enfrentando.
Simplesmente
caótico
Os acordos internacionais que regulamentam a aviação
comercial ao redor do planeta são cristalinos em relação
aos direitos dos passageiros. Se o Código de Defesa do
Consumidor foi esquecido nesse quase interminável imbróglio
dos controladores de vôo, tais acordos devem ser ressuscitados.
É direito do passageiro, após atraso, ter, sem
custo algum, alimentação e hospedagem fornecidas
pela parte causadora do transtorno. Tal situação
não proíbe o passageiro que se sentir lesado de
cobrar na Justiça a indenização devida.
E neste caso, o governo federal deve ser levado ao banco dos
réus, pois a taxa de embarque, cobrada pela Infraero
em todas as passagens, é a garantia de que o embarque
ocorrerá no horário previsto. Esperar, no chão
dos aeroportos, mais de vinte e quatro horas por um vôo
é a prova maior que faltava para evidenciar a incompetência
de um governo que tem em Luiz Inácio Lula da Silva o
seu Sassá Mutema particular.
E
agora Luiz?
Responsável pela campanha presidencial petista
de 2002, DudaMendonça foi submetido a uma cirurgia
de emergência para corrigir uma cardíaca. O ex-marqueteiro
presidencial foi operado no hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo, onde deve permanecer por mais alguns dias.
É fato que escolher é um direito de quem paga,
mas há uma enorme dicotomia na internação
de Duda Mendonça, a qual só mesmo o presidente
Luiz Inácio pode explicar. Bem antes do início
da corrida presidencial, Lula, em mais um daqueles enfadonhos
e irresponsáveis discursos, disse que a Saúde
estava muito próxima da perfeição. Presidente,
se o sistema oficial de Saúde experimentasse metade daquela
perfeiçao que Vossa Excelência afirmou, o guru
do engodo não teria deixado, às pressas, a bela
cidade de Salvador para desembarcar, horas depois, em um dos
melhores e mais caros hospitais do País. Afinal, presidente,
a Saúde no Brasil é boa ou não?
Levantou
poeira
Tomada por especulações,
a formação da nova equipe ministerial do presidente
Lula tem agitado os bastidores do poder. Entre os tantos ministérios
que estão sendo disputados, Fazenda e Justiça
são os mais cobiçados. O sucessor de Márcio
Thomaz Bastos deve mesmo ser o ex-presidente do STF, o gaúcho
Nelson Jobim, mas especulação no mercado é
o que não falta. A mais nova e irresponsável sugestão,
que se acatada contentaria alguns oportunistas de plantão,
tem um conhecido criminalista de São Paulo como alvo.
Com larga e rica carteira de clientes, o tal advogado é
conhecido nos meios jurídicos como “Nariz de Prata”.
Resumindo, esse é o tipo de indicação que
não cheira bem. Ou será que cheira?
Vida
dura
Durante os últimos dias
de campanha, assessores lulianos lançaram o slogan “deixa
o homem trabalhar”, como provocação aos
adversários tucanos que insistiram em atacar algumas
ações do governo Lula. Passado o segundo turno,
com a sacramentada a vitória petista nas urnas, o trabalho
saiu de cena para dar lugar ao ócio que muitos consideram
merecido. Lula disse, após o pleito, que tiraria alguns
dias para descansar. Resumindo, o slogan do momento, que surgiu
vinte e quatro horas depois do triunfo eleitoral, é deixa
o homem descansar.
Auto-envenenamento Caiu no esquecimento popular e da mídia
a recepção que José Dirceu,
o
ex-homem forte do governo Lula, teve no último domingo,
quando aconteceu o segundo turno das eleições.
Ao chegar ao local de votação, o deputado cassado
foi alvo de um sem fim vaias, o que mostra a desaprovação
do governo Lula. Agora, vestindo a fantasia de inocente, José
Dirceu espera ser julgado o mais rápido possível
pelo Supremo Tribunal Federal, pois considera que sua cassação
teve motivos meramente políticos, sem que fosse respeitado
o direito constitucional da presunção da inocência.
José Dirceu está correto ao falar em presunção
de inocência, mas ele próprio disse, há
anos, que para cassar o então deputado Ricardo Fiúza
(já falecido), provas eram desnecessárias, pois
as evidências falavam por si só. Ou seja, essa
turma não gosta do famoso chumbo trocado. (Foto:
AFP)
Dinheiro
santo
Uma nova vertente surge nas investigações sobre
a origem do dinheiro do Dossiê Cuiabá. Como a dinheirama
que serviria para a compra do dossiê contra candidatos
tucanos estava em notas de pequeno valor, envolvidos na investigação
passaram a considerar que a origem pode ser doações
feitas por fiéis a igrejas evangélicas. Tal hipótese
deve ser considerada, pois, respeitando-se a cautela necessária,
é preciso lembrar que o senador Marcelo Crivella selou
acordo com Lula para a corrida presidencial. E Crivella, muito
mais que o próprio candidato Lula, queria a vitória
do petista ainda em primeiro turno.
P
pra lá, T pra cá
A exemplo do que normalmente ocorre em outros partidos políticos,
o PT vive uma visível e inegável crise interna.
Após a vitória do último domingo, o PT
tem experimentado o amadorismo de algumas de suas estrelas,
que têm se valido de discursos irresponsáveis para
dar o tom do próprio descontentamento. Sem, até
agora, ter mostrado a que veio, o ministro Tarso Genro, que
muito envergonha os conterrâneos do Rio Grande do Sul,
disse dia desses que chegara ao fim a “era Palocci”,
como forma de anunciar uma nova fase da Economia brasileira.
Dias depois, Genro foi desmentido pelo presidente Lula, que
reuniu sua equipe para assumir, mesmo que de fachada, o comando
da Economia. Palocci, que pode ser condenado e preso pelos escândalos
de Ribeirão Preto, vive um inferno astral desde a quebra
do sigilo bancário do caseiro Nildo. Já Tarso
Genro, que dizem ser o ministro das Relações Institucionais,
não se relaciona bem nem mesmo com a instituição
política que o abriga. Enfim...
Biruta
oficial Quando
a coluna publicou, um dia após a tragédia com
o Boeing da Gol, que o acidente ocorrera por falha cometida
pelos controladores de vôo, muitos foram aqueles que criticaram
nossa tese. Revelado o conteúdo da caixa-preta do jato
Legacy, está provado que o erro partiu da torre de controle
de São José dos Campos, que autorizou o jato da
Embraer a seguir viagem até Manaus em trinta e sete mil
pés, ou seja, na mesma altitude do Boeing 737-800. Acontece
que acusar os pilotos americanos, sem saber da verdade, foi
a única forma que a campanha de Lula encontrou para evitar
que destroços atingissem a corrida presidencial. Se a
verdade tivesse sido revelada no momento do acidente, Lula teria
perdido a eleição ainda no primeiro turno. (Foto:
FAB)
Apagar
das luzes O
ainda governador Lúcio Alcântara deixará
em breve, além do posto máximo do Executivo cearense,
o PSDB, rumo a outra agremiação política.
Porém, antes de deixar o cargo, Alcântara se preocupou,
e muito, em pilotar uma bisonha licitação, que,
no valor de R$ 421 milhões, será paga com o suado
dinheiro do contribuinte daquele estado. Trata-se da ampliação
do porto do Pecemé, considerada a maior concorrência
dos quatro anos do governo Lúcio Alcântara e uma
das maiores licitações da história do Ceará.
O mais interessante é que o governador só percebeu
a necessidade da obra faltando dois meses para o fim de sua
gestão. E como o governador tucano acredita no dito popular
que diz “antes tarde do que nunca”, muitos cearenses
já batizaram a licitação. É a última
co-missão.
Prego
eleitoral
Os já famosos calotes de campanha começam a tomar
conta do cotidiano, dias depois do fim das disputas eleitorais.
Quem pensa que candidatos deixaram de pagar apenas a raia miúda
que participou das campanhas (cabos eleitorais e agitadores
de bandeiras), engana-se. No sul do País, onde a disputa
foi mais acirrada e o nível de conhecimento do eleitorado
exige investimentos de maior monta, calotes também foram
dados por candidatos que durante a campanha posaram como ode
à moralidade. No Paraná, por exemplo, candidatos
derrotados deixaram pra trás contas consideráveis,
sendo que a menor delas é de R$ 25 mil. É verdade
que tal valor é insuficiente para pagar o custeio de
uma fazenda à beira do rio, mas diz o ditado que o combinado
jamais será caro.
Portão
de embarque
Pensando bem, o próximo governo Lula será um vôo
a trinta e sete mil pés. Um acidente com vítimas.
Turistas
acidentais (02/11/05)
- A viagem que integrantes da CPI dos Correios fariam aos EUA
foi cancelada de última hora. Delcídio Amaral,
Gustavo Fruet e Ideli Salvatti desistiram do périplo
pela terra do Tio Sam porque uma audiência com a diretora
da Divisão Criminal do Departamento de Justiça,
Mary Ellen Walrow, não foi confirmada. O único
encontro garantido era com Robert Morgenthau, promotor de Nova
York e uma das maiores autoridades americanas em combate a crimes
financeiros. Em 2000, coube a Robert Morgenthau levar para trás
das grades os envolvidos no escândalo da Metrored, empresa
do fundo de investimentos Fidelity, que subornou autoridades
brasileiras para vencer uma licitação para instalar
cabos de fibra ótica em toda a cidade de São Paulo.