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CASOS
E DOCUMENTOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Mistério
no ar
Algo de muito estranho está acontecendo no Palácio
do Planalto. Segundo apurou a coluna junto a uma assessora da
presidência, o clima que impera nos corredores palacianos
é preocupante. Tensas, as pessoas próximas ao
presidente Lula estão transtornadas e muito apressadas.
Portas abertas não mais existem e os assuntos, sempre
sigilosos, têm provocado uma incerteza jamais vista. Servindo
no Palácio do Planalto desde o início do governo
Lula, nossa informante jamais enfrentou situação
tão preocupante. Tirante o clima de incerteza, gritos
e palavrões têm sobrado por lá.
Ditadura
esquerdista
O constrangimento imposto aos repórteres da revista
Veja, que de testemunhas passaram a acusados durante depoimento
na Polícia Federal, em São Paulo, é uma
pequena amostra do que vem pela frente. O discurso barato de
que Lula é produto da liberdade de imprensa, como repetiu
o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) nesta
terça-feira, é uma balela sem tamanho. Não
é de hoje que o PT e seus insanos seguidores tentam amordaçar
a imprensa, mas rasgar a Constituição Federal
seria um ato suicida. O fato é que o Palácio do
Planalto tenta, a todo custo, sepultar de vez o caso do Dossiê
Cuiabá, que, dependendo da vontade e da coragem do ministro
Marco Aurélio Melo, presidente do TSE, pode provocar
a cassação do registro da candidatura do presidente
Lula. E os seguidores de Gutenberg que se preparem, por que
mordaças estão sendo produzidas em larga escala.
Enganação
generalizada
Acreditar que o governo Lula é o mais democrático
dos últimos tempos e que o presidente é fruto
da liberdade de expressão é caso de internação
em manicômio. Quando o sigilo bancário do caseiro
Francenildo Costa, o Nildo, foi quebrado e
publicado pela revista Época, o Palácio do Planalto
trabalhou intensamente nos bastidores e nada aconteceu ao repórter
responsável pela divulgação. O que se vê
atualmente no Brasil é uma clara intenção
de endurecer cada vez mais com os veículos de comunicação
que noticiam os escândalos do governo, os quais a militância
suicida finge desconhecer ou acredita ser justificável
em função dos objetivos partidários. Quando
do retorno do presidente Lula à capital federal, na segunda-feira,
a jornalista Giovanna Teles, da Rede Globo, foi ameaçada
por militantes do PT à porta do Palácio da Alvorada,
obrigando-a a se refugiar no caminhão da emissora. A
Globo preferiu não noticiar o fato, mas estava claro
e evidente o mal estar reinante durante a entrevista concedida
pelo presidente Lula no Jornal Nacional daquele dia. E isso
é liberdade de imprensa, Lula e Márcio Thomaz
Bastos que expliquem o que é ditadura.
Cooptação
de loucos
Durante os meses de campanha, muitos dos militantes petistas,
pagos com dinheiro provavelmente imundo, se dedicaram a achincalhar
jornalistas, em especial pela rede mundial de computadores,
em uma tentativa clara de intimidação. Ofendiam
com palavras chulas e de baixo calão, ameaçavam
e agrediam por escrito, como se o PT fosse uma reunião
de inocentes querubins. A vitória de Lula, objetivo maior
dessa camarilha rouge, chegou, e esses desqualificados optaram
pelo silêncio, pois sabem que agiram em desacordo com
a verdade. A sociedade não pode se intimidar com esse
tipo de ação, pensando que o que aí está
não tem solução. Atitudes radicais como
as que hoje assustam os brasileiros é a tradução
do que vem acontecendo nos bastidores. O editor da coluna, que
em 2004 se recusou a fazer um dossiê contra José
Serra, a pedido de petistas ensandecidos, sofreu os mais variados
tipos de pressão. De monitoramento telefônico a
ameaças de morte, passando pelo terrorismo contra seus
filhos. O fato é que o Brasil e os brasileiros precisam
reagir.
Pega
na mentira
Durante a campanha, Luiz Inácio da Silva, o mitômano
Lula, sempre disse que seu governo jamais impediu uma investigação,
mesmo que
petistas estivessem envolvidos nos escândalos de corrupção.
Trata-se de uma vergonhosa inverdade, pois o Palácio
do Planalto, com sua tropa de choque (leia-se Ideli
Salvatti e Tião Vianna) tentou impedir, muitas
vezes sem sucesso, toda e qualquer investigação
por parte das CPIs. Paulo Okamotto e Fábio Luís
Lula da Silva, o Lulinha, não foram convocados para depor
em função do trabalho da tropa palaciana. Ora,
se Lula garante que ele e sua família estão sujeitos
à mesma legislação a que se submetem quase
duas centenas de milhões de brasileiros, é estranho
impedir a quebra de sigilo do doador universal Paulo Okamotto
e evitar a convocação do ex-monitor de zoológico
que, da noite para o dia, se transformou em um rico empresário
de sucesso. Presidente, usar o povo como massa de manobra para
destilar a sanha gauche da América Latina é um
ato de covardia sem precedentes.
Rolando
Lero
Horas depois do fim do segundo turno, Luiz Inácio
Lula da Silva, pressionado pela imprensa, garantiu que Guido
Mantega continuará à frente do Ministério
da Fazenda, mas esqueceu de dizer que a tal permanência
está garantida somente até 31 de dezembro próximo.
Muitos nomes para substituir Mantega surgiram nas últimas
horas – de Fernando Pimentel a Jorge Gerdau – mas
tudo não passa de uma bem arquitetada manobra para desviar
a atenção da opinião pública, enquanto
os ocupantes do Palácio do Planalto enfrentam a maior
crise de credibilidade dos últimos tempos. Uma guinada
radical à esquerda por parte do governo Lula já
era esperada pelos especialistas em política, mas o próximo
ministro da Fazenda será indicado pelo establishment
petista.
Deu
a louca
Dias depois de firmar um acordo
com a Petrobras, o presidente Evo Morales,
da Bolívia, voltou a abusar da insanidade discursiva
ao falar
sobre a nacionalização das refinarias daquele
país. “Esse preço para o Brasil não
é nada, se eu fosse o Brasil daria as refinarias de presente”,
disse Morales nesta terça-feira, como se o dinheiro do
acionista da Petrobras não existisse. O imbróglio
do gás, que se arrasta há meses, torna-se cada
vez mais mal explicado. Horas antes das eleições
em segundo turno, o governo Lula anunciou com alarde o acordo
entre a estatal brasileira do petróleo e o governo do
país vizinho. Essa novela não passa de uma armação
irresponsável, cujo sobre-preço pleiteado pela
Bolívia irá gerar um caixa 2 respeitável,
a exemplo do que fez Hugo Chávez por ocasião da
tentativa de golpe na Venezuela. O dinheiro será utilizado
pelos chamados socialistas latino-americanos, para financiar
a disseminação de sues ideais (sic), além
de financiar o combalido Fidel Castro. Mesmo assim, há
quem diga que o Foro de São Paulo é uma utopia
do pensamento direitista.
Agora
vai?
Evitar, de todas as maneiras,
a divulgação dos escândalos que marcaram
o governo Lula até então foi o maior trabalho
do Partido dos Trabalhadores, durante a corrida presidencial.
Uma das ações foi retardar o lançamento
do filme Entreatos, do cineasta João Moreira Salles,
que trata dos bastidores da campanha petista de 2002. Para que
a campanha do agora reeleito Lula não fosse comprometida,
decidiu-se que o lançamento do filme aconteceria nos
primeiros dias de setembro. Com o risco de o presidente Lula
não tomar posse crescer diária e lentamente, o
lançamento do polêmico Entreatos pode ser adiado
mais uma vez. Tudo porque Lula acredita na liberdade de expressão.
Nua
e crua O caos em que se transformou o tráfego
aéreo no País é uma prova de que o acidente
com o Boeing da Gol, em 29 de setembro, não foi por acaso.
Quando a coluna, logo após a tragédia, afirmou
que o acidente ocorrera por falha do controle aéreo e
que culpar os pilotos americanos era necessário para
que a campanha do presidente Lula não fosse atingida
pelos destroços da verdade, muitos nos condenaram, mas
a realidade aí está. O mais estranho é
que o governo Lula, enquanto treina novos controladores de vôo,
pretende convidar os aposentados da categoria para uma operação
de emergência. A saída encontrada pelo governo
foi limitar o horário de pousos e decolagens de jatos
executivos – a proibição vale das 7:30 horas
ao meio-dia e das 17 às 20 horas, ou seja, no horário
de pico dos chamados táxis-aéreos. No contraponto,
a Infraero torrou dezenas de milhões de Reais em campanhas
publicitárias para anunciar, pelo Brasil afora, seus
feitos enlameados. Modernizaram aeroportos e permitiram a perda
de cento e cinqüenta e quatro vidas. Desde a tragédia
até hoje, raríssimos foram os momentos em que
o presidente Lula falou no assunto. Resumindo, o acidente foi
muito bem controlado pela campanha petista. (Foto:
FAB)
Professor
Raimundo
Ontem, o reeleito Luiz Inácio Lula da Silva recebeu,
por telefone, os cumprimentos de George W. Bush pela vitória
do último domingo. Na conversa, Bush, que experimenta
uma das piores rejeições do eleitorado americano,
pediu, em tom de brincadeira, um pouco do know-how do presidente
brasileiro. “Olha, você teve uma vitória
espetacular. Você tem de me dar um pouquinho do seu know-how,
porque estou precisando para ganhar, agora”, disse o presidente
George W. Bush, referindo-se às eleições
parlamentares que se avizinham. Bush precisa entender que o
triunfo de Lula se deveu à onda mitômana que tomou
conta da campanha petista, que versava sobre as possíveis
privatizações que seriam promovidas por Geraldo
Alckmin em caso de vitória. Assim, para que Bush vença,
basta dizer repetidas vezes que os democratas irão privatizar
a Nasa.
Confusào
à vista
Se o PSDB já enfrenta problemas para 2010, com presidenciáveis
de sobra, o PT não fica atrás. Com a vitória
de Jaques Wagner na Bahia, o desembarque de Marta Suplicy na
campanha presidencial petista e a dedicação de
Dilma Rousseff ao presidente Lula, o PT, a exemplo do PSDB,
tem três pré-candidatos à presidência,
faltando quatro anos para a eleição. Enquete da
coluna, ainda em vigor, aponta até agora uma situação
de empate entre os três pretendentes petistas. Até
o fechamento da edição, 36,36% dos leitores apostavam
no nome do próximo governador baiano como o candidato
do PT para 2010. Outros 36,36% acham que a ex-prefeita de São
Paulo será a candidata petista, enquanto 27,27% acreditam
ser Dilma Rousseff a próxima presidenciável do
PT. Dê sua opinião, votando na enquente que se
encontra na coluna à esquerda.
Briga
ensaiada Finda
a corrida presidencial, o PFL, que nos bastidores alfinetava
o PSDB, optou por um leve divórcio político, ficando
livre para um vôo solo. Reunidos nesta terça-feira,
peefelistas de sete estados decidiram fazer um pacto com vistas
às próximas eleições. Escaldado
pelo resultado da eleição, o PFL lançará
candidatos próprios nas principais cidades brasileiras,
incluídas as grandes capitais. O objetivo é começar
a descolar o partido dos tucanos e trocar as lideranças
por dirigentes mais novos. Esta seria uma das estratégias
para reoxigenar o PFL, nos moldes adotados por alguns partidos
conservadores europeus. A outra estratégia dos peefelistas
é criar uma agenda de propostas própria para o
País. É esperar para ver.
Braço
de ferro A
disputa pela presidência do Senado já começou.
Por enquanto, três senadores estão sendo cogitados
ou trabalham pela candidatura. São eles: Renan Calheiros,
do PMDB, Marco Maciel e José Agripino, ambos do PFL.
Renan é o candidato do governo e poderá ter o
apoio do PT na tentativa de reeleição. Mas Marco
Maciel, que foi vice-presidente no governo de José Sarney,
deverá ser a candidatura de consenso da oposição,
especialmente num acordo entre o PFL e o PSDB. Tucanos e peefelistas
formam, juntos, a maior bancada no Senado, com trinta e um parlamentares.
Já o PT e o PMDB teriam, hoje, uma bancada de vinte e
oito senadores, mas, como se sabe, não há unanimidade
entre os peemedebistas.
Sacristia
demoníaca
Como se angelicais enviados do Senhor fossem, Valdemar Costa
Neto (PL), reeleito para a Câmara Federal depois de ter
renunciado ao mandato, e Campos Machado (PTB), que parte para
seu quinto mandato na Assembléia Legislativa paulista,
reuniram-se quase que secretamente no hotel Maksoud Plaza, em
São Paulo, na tarde da última segunda-feira, 30
de outubro. Quando acompanhados pelos olhares dos hóspedes
e visitantes do hotel, Machado e Costa Neto faziam ares de desentendidos.
O mais estranho ficou por conta de um detalhe que poucos lembram.
Quando, por ocasião da crise do mensalão, saiu
atirando contra todos os supostos envolvidos, Roberto Jefferson,
presidente nacional do PTB, escolheu Valdemar da Costa Neto
como um de seus principais alvos. Se o Bob souber desse encontro...
Que
vergonha!
Pensando bem, se a mentira tem cara, a brasileira tem barba
e um dedo a menos.
Óleo
de peroba (01/11/05)
- Existe uma clara e vergonhosa antítese discursiva nos
escaninhos do Palácio do Planalto. Começa hoje,
por decisão do governo do presidente Luiz Inácio,
aquele que garantiu que a esperança venceria o medo,
o recadastramento dos aposentados. A decisão, de acordo
com o governo, é para evitar possíveis fraudes
contra os cofres públicos. Ora, antes de mandar mais
uma vez os velhinhos para as quase intermináveis filas,
o governo deveria se preocupar em esclarecer as fraudes que
Delúbio Soares e Marcos Valério promoveram contra
os cofres da viúva. Ou seja, o presidente Luiz Inácio
parece ter adotado o dito popular do “venha a nós,
ao vosso reino nada”.