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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Esqueceram
de mim
Reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva
está vivendo o que jamais imaginou:
um ostracismo político sem precedentes. Tão logo
Geraldo Alckmin reconheceu sua derrota, Lula improvisou uma
coletiva de imprensa e falou aos principais veículos
de comunicação do Brasil e do mundo. Diferentemente
do que ocorreu após a vitória de 2002, Lula, desta
vez, precisou da companhia de seus ministros e outros aduladores
para não deixar o local vazio. O PT já faz parte
do passado, e nem de longe é aquele partido que importância
histórica teve na retomada da democracia. Para complicar
ainda mais a situação do presidente, no palanque
da vitória, montado na avenida Paulista, Lula contou
com a companhia de mensaleiros e desconhecidos. E mais: a seus
pés, no asfalto do centro financeiro do País,
pouco menos do que mil militantes. Ou seja, o fim chegou e Lula
ainda não sabe. (Foto: radiometropole.com.br)
Direita
volver!
Perguntado sobre o futuro da imprensa, durante o debate
da TV Record, Lula disse que era um produto da chamada liberdade
de imprensa. No primeiro discurso pós-vitória,
Lula afirmou aos jornalistas presentes que, daquele momento
em diante, daria “uma canseira de coletivas”. Como
sempre, entre o discurso e a realidade existe uma enorme distância,
mas o que ocorreu em Brasília, nesta segunda-feira, é
um prenúncio do que o brasileiro deve esperar. A chegada
de Lula na Base Aérea de Brasília foi marcada
pela truculência de alguns militantes petistas e funcionários
do Palácio do Planalto. Além de covardemente agredidos,
jornalistas foram ameaçados, como forma de poupar o presidente
Lula de perguntas sobre o mensalão e o fatídico
Dossiê Cuiabá. Para o presidente da Federação
Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo, a culpa
foi da imprensa. No mínimo estranho, uma vez que a Fenaj
existe para defender os interesses dos jornalistas, e não
para poupar um Ali Babá qualquer.
Anos
de chumbo
Não bastasse a bizarrice de sua declaração,
o presidente da Fenaj anunciou que convocará uma reunião
da entidade para retomar a discussão sobre a criação
do Conselho Federal de Jornalismo. Catarinense e petista convicto,
Sérgio Murilo acredita que se o tal Conselho já
existisse, “a imprensa não teria feito uma cobertura
das eleições como fez”. Na opinião
de Murilo, a cobertura das eleições feita pela
imprensa foi tendenciosa e perseguiu o presidente-candidato
Lula. Se fato isso aconteceu, que o presidente da Fenaj explique
que tipo de cobertura foi aquela feita durante o processo de
impeachment de Fernando Collor de Mello. Ou será que
tendenciosas são apenas as coberturas que denunciam as
falcatruas petistas?
Operação
abafa
Com o fim da disputa presidencial, o caso do Dossiê Cuiabá
deve perder força, podendo, inclusive, cair no esquecimento
popular, uma vez que foi exaustivamente explorado durante a
campanha. De qualquer maneira, Lula deve uma explicação
aos pobres que ele tanto faz questão de mencionar em
seus populistas discursos, pois R$ 1,75 milhão é
o sonho de muitos ricos. Lula tem declarado que seu governo
não manda para debaixo do tapete as sujeiras políticas,
mas esse é o tipo do caso que certamente terá
destino semelhante. Principalmente porque, dependo do resultado
das investigações, sua candidatura pode ser impugnada.
Barrado
no baile
A tese da impugnação da candidatura de Luiz
Inácio Lula da Silva,
lançada
em primeira mão pela coluna, começa a fazer eco
nos corredores da Justiça Eleitoral. Presidente do Tribunal
Superior Eleitoral, o ministro Marco Aurélio Mello, depois
de um longo e obsequioso silêncio, já começa
a admitir a possibilidade de cassação do registro
da candidatura petista, o que impediria o presidente Lula de
tomar posse em janeiro. Trata-se de uma decisão polêmica,
que requer uma excessiva dose de coragem, mas, adotada, será
o estrito cumprimento da lei. Enquanto isso não acontece,
assessores palacianos – ministros inclusos – tratam
de arrumar, cada vez mais, a cena do crime, com o objetivo de
complicar o trabalho da Polícia Federal. (Foto:
clubemundo.com.br)
Nova
pista
O dinheiro do dossiê – a parte em Reais
– pode ter origem no mínimo inusitada. Segundo
apurou a coluna, em trabalho que vem desenvolvendo desde o anúncio
do escândalo, as cintas de papel que envolviam os pacotes
de Reais têm uma explicação lógica
e logística. O dinheiro apreendido com petistas em um
hotel da capital paulista teria saído do sistema de transporte
público do Rio de Janeiro, para, em seguida, ser trocado
com banqueiros do bicho, como forma de apagar as pegadas criminosas
da operação. Confirmada a origem do dinheiro,
a Polícia Federal estará a um passo de prender
o criminoso oportunista que arquitetou a confusão, o
qual, nos últimos tempos, tem recusado a chance de ver
o nascer do sol de maneira geometricamente distinta.
Calou
por quê?
Entre tantos escândalos
que pontearam seu primeiro governo, Luiz Inácio da Silva,
o presidente Lula, tem uma enorme dívida com a sociedade.
Há meses, o mais polêmico banqueiro tupiniquim,
o “Tantas” (a Justiça ainda nos impede de
citar seu nome), forneceu à revista Veja documentos sobre
supostas contas bancárias de petistas ilustres no exterior,
entre eles o próprio presidente Lula. A Polícia
Federal foi acionada, e o único ouvido até agora
foi o jornalista Márcio Aith, profissional com larga
experiência e trajetória ilibada. É de se
estranhar, e muito, o fato de o caso ter sido desconsiderado
pelo Palácio do Planalto, uma vez que o presidente Lula
tem dito, repetidas vezes, que seu governo manda para a cadeia
aqueles que estão em desacordo com a lei. E se falsa
denúncia de crime não é motivo para prisão,
não há razão para prender o padeiro mineiro
que disse ter sacado parte do dinheiro que seria utilizado na
compra do dossiê.
Maracutaia
esquecida
Outro assunto que aguarda explicação
é o conjunto de empréstimos
concedidos pelos bancos Rural e BMG ao Partido dos Trabalhadores,
revelados por ocasião da CPI Mista dos Correios. Na verdade,
os tais empréstimos, concedidos para não serem
pagos, serviram apenas esquentar o dinheiro sem origem que Delúbio
Soares e Marcos Valério movimentaram durante
o período do mensalão. Tanto é assim, que
Duda Mendonça, marqueteiro responsável pela campanha
de 2002, confirmou ter recebido parte dos honorários
em uma conta no exterior. A CPI prometeu rastrear o tal pagamento,
mas acordos de coxia impediram a ação. O que mostra
que os banqueiros continuam com aquela conhecida sana viperina
em relação do dinheiro. E pensar que o PT pediu
um empréstimo e não pagou é conversa para
uma manada inteira dormir.
Cabelo
na testa Sócio majoritário da verdade e
oráculo do Senhor, o ex-ministro e deputado federal eleito
Ciro Gomes colocou a vitrola para funcionar. No último
domingo, antes de votar, Ciro Gomes disse que “em caso
de reeleição do presidente Lula, o povo brasileiro
estará dando uma lição muito clara para
todos os políticos. Para aqueles que o presidente lidera,
acho que a Nação está dizendo com clareza
que confia neles, mas quer que ele (Lula) lidere um conjunto
importante de transformações neste possível
segundo mandato”. Ciro disse ainda que considerou um risco
tremendo ao País o fato de Geraldo Alckmin ter levado
a corrida presidencial para o segundo turno. O bom da democracia
está no fato de livre ser a manifestação
do pensamento, desde que vedado o anonimato, mas há palavras
que poderiam levar seus donos ao hospício. Até
porque, o mensalão recebido pelo chefe de gabinete do
ex-ministro da Integração Nacional ainda não
foi explicado.
Sol
quadrado
Ex-ministro da Fazenda, o agora deputado eleito Antonio Palocci
Filho (PT)tomou um susto ao ser informado que o Ministério
Público paulista sugeriu uma pena de duzentos e vinte
e cinco anos de prisão, por seu envolvimento no desvio
de dinheiro público durante o período em que esteve
à frente da prefeitura de Ribeirão Preto. O esquema
fraudulento tinha em uma das pontas a empreiteira Leão
e Leão, empresa local que abrigou durante bom tempo o
ex-assessor de Palocci, Rogério Buratti. O mais intrigante
é entender como um reles ministro consegue dinheiro suficiente
para pagar os honorários de um advogado José Roberto
Batocchio, um dos mais renomados do País. Provavelmente
porque Papai Noel chega mais cedo na casa dos petistas.
Coisa
de louco
Pífio e ridículo, o acordo firmado entre a Petrobras
e o governo boliviano (leia-se YPFB) serviu apenas para camuflar
uma operação política que está em
marcha não é de hoje. Causou estranheza o fato
do acordo ter sido anunciado horas antes do segundo turno, o
que evidencia a tentativa de manipulação do imbróglio.
Quem pensou que o governo boliviano daria um xeque-mate no Brasil
abusou do devaneio, pois matar a galinha dos ovos de ouro seria
uma sandice. A manobra, denunciada pelo editor coluna um dia
após a expropriação dos ativos da Petrobras
na Bolívia, serviu para a criação de um
caixa 2 oficioso que irá financiar as decisões
tomadas pelo Foro de São Paulo, encontro do socialismo
latino-americano que muitos gauches negam existir. A coluna
afirma: o tal Foro existe e está aí para o primeiro
ousado que quiser conferir. E PT saudações!
Virando
pó É
verdade que Fernando Henrique Cardoso está tentando evitar
o esfacelamento do PSDB, mas a começar pelas declarações
de alguns tucanos de fina plumagem, essa será uma missão
extremamente difícil. Perguntado sobre a derrota tucana
na corrida presidencial, o senador Arthur Virgílio (AM)
respondeu: “Eu não sirvo para mãe de miss”,
em clara demonstração de que o partido vive uma
acirrada disputa interna. Já o presidente nacional do
PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que Aécio
e Serra “são incooptáveis”. Sobre
o fato de alguns tucanos serem cooptáveis ou não
é preciso lembrar que o partido caminha rumo a 2010 com
problemas de sobra, pois Aécio Neves, José Serra
e o próprio Geraldo Alckmin são candidatos naturais
à presidência. Por outro lado, se Arthur Virgílio
não tem vocação para ser mãe de
miss, para pai de pugilista certamente tem. Até porque,
o senador amazonense, um dito diplomata, disse certa vez que
daria um murro na cara do presidente Lula.
Gardenal,
o retorno Em
seu primeiro discurso após a vitória dominical,
o reeleito RobertoRequião, que comandará o Paraná
por mais quatro anos, atacou de maneira irresponsável
a imprensa, rotulada pelo governador de parcial. Por conta das
muitas denúncias que complicaram visivelmente sua campanha,
Requião chamou de canalhas os jornalistas que divulgaram
informações contundentes, como foi o caso do apartamento
de Paris. O destempero requiniano é conhecido há
muito, e algumas das considerações feitas pelo
governador paranaense devem ser desconsideradas não por
inconsistência, mas porque Requião é uma
figura digna de pena. Porém governador, se canalhas são
os jornalistas que denunciam barbaridades políticas,
o que dizer de alguém que faz do Estado um cabide de
empregos para duas dúzias de parentes, além de
criar um pistoleiro fictício, obrigando a assumir a autoria
de um crime que inexistiu? Tomara que a imprensa tenha vigor
para lhe mostrar quem são os canalhas do Paraná.
(Foto: Wikipedia)
Forno
quente
Terminado o calor das eleições, o Congresso Nacional
tem a obrigação moral de fazer aquilo que não
fez durante o chamado recesso branco, período em que
os parlamentares deixaram de trabalhar em função
das campanhas eleitorais. Na pauta, além de tantas Medidas
Provisórias e puros projetos que precisam ser votados,
está a cassação do mandato do ainda deputado
José Janene (PP-PR), acusado de ser um dos pivôs
do escândalo do mensalão. Janene empurrou como
e quanto quis o processo no Conselho de Ética da Câmara,
mas agora, com o assunto dependendo de decisão do plenário,
basta uma sessão para mandá-lo de volta para casa.
Ou será que os deputados vão fechar esta legislatura
com mais um a pizza?
Dúvida
cruel
Pensando bem, o reeleito Lula já não sabe o que
é melhor. Se só ou mal acompanhado.
Rei
da cocada (31/10/05)
- Atualmente, o presidente Luiz Inácio tem uma certa
ascendência sobre o STF. Dos onze ministros do tribunal,
o ídolo maior do PT “controla” cinco deles.
Em janeiro próximo, o ministro Carlos Velloso se aposenta
por idade, cabendo ao inquilino do Palácio do Planalto
indicar um substituto, o que daria ao Presidente da República
uma folgada margem de manobra, caso seja reeleito, pois passaria
a contar com a colaboração do raciocínio
jurídico de seis dos onze ministros do STF. Porém,
se Nelson Jobim emplacar seu sonho de ser vice-presidente na
chapa do PT, deverá se aposentar e caberá ao presidente
Luiz Inácio nova indicação. O que mostra
que nos bastidores o PT não está tão morto
como muitos imaginam.