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SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Lufada
mitômana
Tomada por uma cegueira política burra e irresponsável,
a militância petista consegue contemplar apenas os avanços
do governo Lula que de
fato inexistem. No final da noite desta quinta-feira, começou
a circular pela rede mundial de computadores uma mensagem que
trata da quebra da agricultura paulista pelo ex-governador Geraldo
Alckmin. Como roubar se transformou em algo maior dentro
do petismo, mentir certamente é um daqueles pequenos
crimes de sacristia. Quem de fato quebrou o agronegócio
foi Luiz Inácio Lula da Silva, ao virar as costas para
o setor responsável pela maior fatia do superávit
da balança comercial brasileira. Quem conhece a realidade
do centro-oeste do País sabe que muitos empresários
do agronegócio reduziram drasticamente a área
plantada. E a mentira que os petistas ora plantam deve aparecer
nos meados de 2007, quando a inflação da cadeia
alimentar deixar o campo e desembarcar nas grandes cidades.
Fogo
cruzado
O debate entre os candidatos à presidência,
que acontece na noite desta sexta-feira, promete ser dos mais
acalorados e prender a atenção
de boa parte do eleitorado nacional. O que certamente irá
sobrar no encontro é a conhecida ironia de Lula,
que aumentou por conta da certeza da vitória. Geraldo
Alckmin, que espera diminuir a vantagem do adversário
e sair da disputa com um cacife político capaz de incomodar
companheiros de partido, deve ser mais contundente do que nos
debates anteriores. O que é certo, até agora,
é que se Lula apelar para detalhes da vida familiar de
Alckmin – o presidente sempre diz ser contrário
a tal artifício – o tucano não vai deixar
por menos. Caso os quatrocentos vestidos de Dona Lu vierem a
baila, as jóias que Dona Marisa pediu a renomadas joalherias
no início do mandato do marido devem esquentar o encontro.
Mas há outros assuntos que estão sendo evitados
pelos candidatos: a trajetória profissional de Fábio
Luís Lula da Silva e o emprego de Sophia Alckmin na badalada
Daslu e o turista detido em um aeroporto brasileiro com quilos
de jóias em uma mala preta, que só foi liberado
depois que revelou o nome do destinatário da mercadoria.
(Foto: revistaforum.com)
Dinheirinho
extra
Quando a campanha do presidente Lula ainda estava apenas
nos bastidores, produtores culturais de todo o País foram
procurados para que a elaboração de projetos para
o setor fosse intensificada. Uma conhecida produtora cultural
de São Paulo, cujo nome será mantido sob sigilo,
revelou à coluna ter sido procurada por pessoas ligadas
ao governo Lula, que lhe ofereceram facilidades na aprovação
de projetos culturais com leis de incentivo. Ousados, os bandidos
culturais exigiam que parte do dinheiro a ser recebido deveria
ir para os cofres de campanha do partido. Mesmo assim, Lula
e seus insanos seguidores insistem na tese de que a especialidade
tucana é a privatização.
Pizza
por pizza...
O debate entre presidenciáveis, que acontece nesta sexta-feira
depois da novela global – isso é uma barbaridade
imperativa da emissora carioca – será acompanhado
por milhões de eleitores, que estarão divididos
entre indignados e irresponsáveis. Eleita, não
é de hoje, como uma das melhores pizzarias da Paulicéia
Desvairada, a Prestíssimo recebe amigos e clientes para
acompanhar o evento que marca o fim da campanha presidencial.
Considerando que muitos assuntos polêmicos que rechearam
a disputa presidencial vão acabar em pizza, que o fim
seja na melhor pizzaria da capital paulista. Prestíssimo
– Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135 –
Jardins. Telefone: (11) 3885-4356.
Confusões
de sobra
Lula, o presidente-candidato, caminha para um segundo mandato
sem que muitas das confusões de seu atual governo tenham
sido esclarecidas. O pagamento feito pela campanha de 2002 ao
marqueteiro
baiano Duda Mendonça, em uma conta bancária
no exterior, continua sem explicação, ou, então,
como roubar foi guindado à condição de
virtude pelo Palácio do Planalto, cairá no esquecimento
por ser um ato corriqueiro. Os misteriosos empréstimos
concedidos pelos bancos Rural e BMG ao quase falido Partido
dos Trabalhadores continuam inexplicáveis. Ou os banqueiros
em questão partiram para a benevolência, ou as
garantias oferecidas estão no exterior e mingúem
conta. O “up grade político” conquistado
pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles –
agora é ministro de Estado – serviu apenas para
que seu sigilo bancário não fosse quebrado e suas
douradas e não tributáveis economias fossem descobertas.
O mistério sobre duas empresas off shore – Tamanduá
e Sylvania – continuam indecifráveis. Assim, resta
concluir que Lula quer mais quatro anos de poder para inventar
uma história convincente.
Meu
carro é vermelho
Há dias, o ministro Márcio Thomaz Bastos,
durante evento na Polícia Federal, m Brasília,
desafiou o mundo a provar qualquer participação
do PT no escândalo do Dossiê Cuiabá. Imaginar
que a PF, como um todo, se renderia aos caprichos palacianos
é uma irresponsabilidade, pois a corporação
reúne policiais – delegados e agentes – da
mais alta reputação e dignidade. O que vem acontecendo
é que o PT tem dificultado as investigações
ao máximo, criando a cada dia uma nova versão
do crime. Beira à irresponsabilidade pensar que parte
do dinheiro saiu de uma casa de câmbio de Nova Iguaçu,
na Baixada Fluminense. Se o dinheiro realmente partiu da cidade
fluminense, a administração do prefeito Lindbergh
Faria fica sob suspeita e merece ser investigada. A coluna apurou
que nos bastidores do poder de Nova Iguaçu são
muitos os que falam, com boa dose de tranqüilidade, sobre
fraudes em licitações e superfaturamento.
Segurando
a barra
Despistar é ordem dentro
do PT, para que a verdade sobre o Dossiê
Cuiabá não comprometa a vitória de Lula
nas urnas, que sob a ótica da lei tem tudo e mais um
pouco para ser impugnada, o que resultaria em impedimento da
posse. Quando o escândalo eclodiu, o PT se apressou em
informar que os dólares americanos faziam parte de um
lote distribuído ao mercado financeiro pelo Banco Sofisa.
Agora, com a cena do crime arrumada de acordo com a conveniência
petista, o Sofisa foi deixado de lado para dar vaga à
Vicatur, a corretora de câmbio de Nova Iguaçu.
Para que a farsa tenha contornos "hollywoodianos",
surgiu a informação de que parte dos Reais –
R$ 250 mil – apreendidos com os petistas em São
Paulo, foi sacada por um “laranja” que reside na
mineira Varginha. Que o PT sabe, como ninguém, dissimular
confusões ninguém mais duvida, mas abusar da capacidade
de raciocínio do cidadão é demais. Só
falta algum engraçadinho dizer que a culpa pelo dossiê
é do E.T. de Varginha. Socorro, chamem o ladrão!
Queda
de braços
Em clima de absoluta tensão,
Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT),
candidatos ao Palácio Piratini, participaram, nesta quinta-feira,
de debate realizado pela RBS TV. O candidato petista, nos últimos
dias, adotou a mesma estratégia bandoleira que o PT nacional
tem usado para turbinar a candidatura de Luiz Inácio
Lula da Silva: a mentira deslavada e criminosa. Olívio
Dutra, também conhecido como o “Stalin de Bossoróca”,
tentou novamente transferir à Yeda Cruisius a responsabilidade
pela saída da montadora Ford do estado. Acontece que
Olívio Dutra, quando governador, rompeu um contrato assinado
com seu antecessor, Antonio Britto, e quer agora arrumar um
culpado para a própria incompetência. Fosse Olívio
Dutra uma anomalia da genialidade, sua passagem pelo Ministério
das Cidades não teria sido tão inexpressiva.
Fiasco
rouge Durante sua estada em Brasília, mais precisamente
na Esplanada dos Ministérios, Olívio Dutra só
foi notícia quando decidiu ir ao trabalho de bicicleta.
Fora isso, o ex-funcionário do Banrisul não passou
daquilo que muitos conhecem. Por outro lado, é de se
considerar a postura elegante da candidata tucana, que durante
o debate não insistiu no escândalo dos bicheiros,
assunto que, por continuar sem explicação, permite
ao candidato petista posar de baluarte da moralidade. O fato
é que Olívio Dutra, que em público não
admite a possibilidade de derrota, nos bastidores já
estaria à cata de algum ministério em um eventual
segundo governo do companheiro Lula.
Mansa
loucura
No Paraná, o governador licenciado Roberto Requião
parecia participar
daquela brincadeira infantil conhecida por vaca-amarela, tamanha
foi sua mudez em vários momentos do debate, em que enfrentou
o senador Osmar Dias. Perguntado sobre os apartamentos de Paris
e de Miami Beach, Requião simplesmente não respondeu,
reforçando a tese do quem cala consente. Mais adiante,
Osmar Dias colocou novamente o adversário em situação
de constrangimento, ao perguntar sobre o governador em exercício,
Hermas Brandão. O senador-candidato perguntou se Hermas
Brandão era o mesmo que Requião, em aparte que
lhe foi concedido no Senado, certa vez o chamou de ladrão.
E Roberto Requião manteve-se calado. E Osmar Dias emendou:
“e agora ele está aí, do lado de fora, como
seu convidado?”. O clima do debate ficou tão tenso,
que Maristela Requião, esposa do governador, tentou,
sem sucesso admoestar o marido durante o debate. Barrada pelos
seguranças, só conseguiu entrar no intervalo.
(Foto: Wikipedia)
Fim
de carreira
Quente também foi o debate entre Roseana Sarney e Jackson
Lago. À
frente da ex-governadora nas pesquisas eleitorais, o pedetista
Jackson Lago mostrou que foi ao debate para sacramentar sua
vitória. Em dado momento, o mais tenso do debate, lago
disse que Jorge Murad, marido de Roseana, só não
foi preso juntamente com Jader Barbalho, no episódio
da Sudam, porque o atual governador, José Reinaldo, tratou
de contratá-lo às pressas. O clima ficou tão
tenso entre os candidatos, que o mediador precisou interferir
de maneira incisiva. A vitória de Jackson Lago no domingo
será mais um capítulo do fim do “sarneysismo”,
que teve início nas eleições municipais
de 2004, quando a família mais famosa da praia do Calhau
não conseguiu eleger nem mesmo o prefeito de Coroatá,
uma pequena e pobre cidade no caminho de Imperatriz. Ou seja,
o domínio político exercido por José Sarney
parece artigo bem escrito. Tem começo, meio e fim. (Foto:
parana-online)
Virou
baderna Para
reforçar a candidatura da petista Ana Júlia
Carepa, que disputa em segundo turno o governo do Pará
com o ex-governador Almir Gabriel, o
PT mandou para o estado quatro ministros, como se ao partido
coubesse o direito de ingerir na administração
federal. Tal prerrogativa, mesmo imoral, é do Presidente
da república, e não da agremiação
política que continua achando ser a solução
do universo. O salto alto que há muito recheia o armário
petista tem proporcionado situações idênticas,
sendo que outras muito piores ainda estão por vir. O
absurdo deslocamento de ministros e assessores durante a campanha
presidencial foi algo jamais visto, e as despesas devem ser
calculadas e imediatamente ressarcidas pelo comitê de
campanha de Lula. Porém, esse negócio de o PT
determinar o que deve ou não ser feito é, além
de um desmedido acinte, crime eleitoral, o que pode, inclusive,
deixar a candidatura de Ana Júlia Carepa sob risco de
impugnação.
Luneta
gauche Entre
os desafetos políticos de Luiz Inácio Lula da
Silva, o de maior destaque e que mais se movimenta nos bastidores
rumo a entendimentos futuros é o governador eleito de
São Paulo, o tucano José Serra. Responsável
pelo comando, a partir de 2007, da mais rica e importante unidade
da federação, Serra quer não apenas tratar
da governabilidade, mas viabilizar sua candidatura à
presidência em 2010. E um bom desempenho à frente
do Palácio dos Bandeirantes pode ser um bom começo.
Lula, o presidente, também busca uma aproximação
maior e cordial com o tucano, pois a tal governabilidade, segundo
assessores, também lhe interessa. Enquanto uma suposta
diplomacia toma conta do mundo político tupiniquim, mesmo
com as inimizades eleitorais que aí estão, Serra
vem sendo monitorado diuturnamente pela tropa petista. Os barbudinhos
estão controlando, inclusive, a agenda pessoal de Serra.
Dono
da cadeira
Absolutamente inócuo durante a campanha de Geraldo Alckmin,
o
presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati
(CE), deve continuar no leme do partido. Pelo menos é
o que deseja parte do tucanato, em uma tentativa de impedir
um vôo mais ousado de Geraldo Alckmin depois do segundo
turno. Um suposto desembarque de Alckmin na presidência
do PSDB seria bom para o partido, pois retomaria algo que há
muito não faz: a oposição republicana e
responsável. Nos últimos tempos, o PSDB se dedicou
a uma postura oposicionista tipicamente de fundo de quintal,
com ataques chulos e infantis contra a figura do presidente
Lula.
Direitos
autorais
Pensando bem, a campanha do presidente-candidato Lula arrumou
uma nova dívida. Gepetto e Pinocchio querem receber o
que lhes é devido.
Lavanderia
elegante (27/10/05)
- A acareação promovida pela CPI dos Bingos entre
os irmãos de Celso Daniel (João Francisco e Bruno
José) e o secretário particular da Presidência
da República, Gilberto Carvalho, mais parecia uma reprimenda
na sala da diretora de um daqueles enfadonhos internatos do
interior da Inglaterra. Elegantes e polidos, os acareados, com
declarações muitas vezes subjetivas, tentavam
convencer os presentes com um antagonismo sem precedentes. João
Francisco e Bruno insistiam na tese de que Gilberto Carvalho
tinha ciência do esquema de corrupção montado
em Santo André, enquanto o secretário do presidente
Luiz Inácio desviava o assunto com declarações
sobre o amor de Celso Daniel pela namorada Ivone e uma suposta
filha de ambos, que a família Daniel ainda não
reconheceu como tal. E mais: a desfaçatez de Gilberto
Carvalho levou o oftalmologista João Francisco Daniel
a propor uma nova audiência onde os acareados seriam submetidos
a um detector de mentiras.