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SENAC SÃO PAULO
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Fora
de hora
Problemas de saúde do editor provocaram o atraso
na edição desta quinta-feira da coluna. Pedimos
desculpas aos leitores pelos transtornos causados.
Resgatando
o passado
Amanhã, sexta-feira, Lula, que confirmou
presença no debate na Rede
Globo, certamente vai retomar o discurso mentiroso sobre as
privatizações que marcariam um suposto governo
de Geraldo Alckmin. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
de fato privatizou inúmeras empresas, mas se algo de
errado ocorreu caberia ao presidente Lula, como sucessor, investigar
a fundo e punir de maneira implacável os culpados. Mas
importante é lembrar que, meses depois da posse, Lula
veio a público e admitiu que não investigou determinados
escândalos do governo passado. Ou seja, Lula tem culpa
e dela não pode fugir. direito a jornais e emissoras
de rádio e televisão. (Foto: radiometropole.com.br)
Colhendo
os frutos
Se as privatizações da era cardosiana
turbinaram a campanha petista no
segundo turno, Lula há de reconhecer que as do setor
telefônico serviram, e muito, para os Lula da Silva. Ex-monitor
de zoológico, emprego que lhe garantia perto de R$ 650
mensais, Fábio Luís Lula da Silva,
o prodígio Lulinha, só alcançou o status
meteórico de genial empresário do setor de jogos
eletrônicos porque a Telemar, empresa que participou da
privatização, derramou uma verdadeira fortuna
no bolso do primeiro-filho. Diante disso, Lula deve se dar por
satisfeito pelo fato de Alckmin não ter trazido à
baila o assunto. E tal fato não ocorreu, é porque
os marqueteiros do tucano são vergonhosamente incompetentes.
Tapando
os ouvidos
Os discursos de Lula são tão ridículos,
que até criança, que pouco compreende o mundo
da política, já não pode ouvir falar no
nome do presidente-candidato. A mais nova galhofa presidencial
está relacionada ao fato de Lula se comparar a FHC, o
que, segundo o petista, não irá mais acontecer.
Por outro lado, Lula reconheceu que já bateu demais no
PSDB nos últimos quatro anos. Esse meã culpa de
Luiz Inácio Lula da Silva não passa de uma bisonha
estratégia de campanha, que transforma um fiasco político
em bom moço em questão de horas. O lado mitômano
da campanha de Lula é tão escandaloso, que é
cada vez mais difícil imaginar que o Brasil sobreviveu
depois de quatro anos nas mãos de alguém que faz
da Presidência da República um botequim de periferia.
Enfim, cada povo tem o governante que merece.
É
o fim!
O populismo barato que Lula adotou em seus
discursos de campanha é o
estrito reflexo do seu pensamento. Ontem, durante encontros
de campanha, Lula voltou a ressaltar o fato de catadores de
lixo terem subido a rampa do Palácio do Planalto, como
se isso fosse um avanço social sem precedentes. No encontro
com os catadores de lixo, que entregaram ao presidente-candidato
produtos confeccionados com resíduos, Lula anunciou uma
linha especial de crédito para a categoria, a ser concedida
pelo BNDES. Beira a loucura imaginar que o Brasil será
presidido, por mais quatro anos, presidido por alguém
que se orgulha de ter domínio sobre os cidadãos
que levam a vida recolhendo o que sobra nos lixos. Se o analfabetismo
político que domina alguns ensandecidos ocupantes do
Planalto dá o tom do cotidiano, é possível
pensar que Lula está em vias de transformar Brasília
na Sierra Maestra tupiniquim. (Foto: citybrazil.com.br)
Ignorância
pela rede
A sanha petista, agigantada depois da chegada de seu expoente
máximo ao poder, está cada vez mais próxima
da ignorância. Quando os companheiros descobriram a preferência
religiosa de Geraldo Alckmin, não faltaram voluntários
para espalhar pela rede mundial de computadores impropérios
dos mais variados. Não se trata de defender essa ou aquela
corrente religiosa, mas de respeitar a individualidade de cada
cidadão. Se Lula teve, durante alguns anos, um frei fajuto
como assessor especial da Presidência, Alckmin pode freqüentar
a seita religiosa que quiser. Agora, a ignorância de alguns
companheiros chega às raias da loucura. Circula pela
Internet mensagens apócrifas que trazem a imagem do senador
Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL, como se fosse Adolf
Hitler, o que já foi objeto de disputa judicial. Mais
abaixo, uma foto de Geraldo Alckmin ao lado do senador Antonio
Carlos Magalhães reforça o título “Crias
da ditadura”, aparece. Essa farsa petista que invadiu
os meios alternativos de comunicação é
o reflexo imediato dos próximos quatro anos.
Cabresto
rouge
Falar em crias da ditadura, deixando de lado o próprio
passado, é a atitude típica de quem sofre de cegueira
política. Defender os que aos
militares se juntaram durante os plúmbeos anos brasileiros
não é, como jamais foi, o objetivo da coluna,
mas se existe uma cria da ditadura ela atende pelo nome de Luiz
Inácio Lula da Silva. Aqueles que dúvidas ainda
nutrem recomendamos que busquem nos anais da história
as verdades sobre o sindicalista, que durante muitos anos atuou
como marionete de Golbery do Couto e Silva. No contraponto,
se Bornhausen, ACM e Alckmin são crias da ditadura, alguém
precisa explicar as razões que levaram o presidente Lula
a derramar suas lágrimas sobre o esquife de Roberto Marinho,
que cresceu sob a égide dos militares. Mas não
há nada melhor para justificar o apreço dos petistas
palacianos pela ditadura do que a possibilidade de Delfim
Netto ocupar um dos ministérios no segundo mandato
de Lula. Ou será que algum irresponsável da esquerda
festiva vai surgir para dizer que Delfim sempre foi um revolucionário,
democrata, socialista, trotskista.
Dupla
esquisita
Ainda a ditadura... Se a militância
petista se preocupa com figuras
ditatoriais, alguém há de explicar o repentino
apoio de Paulo Maluf à ex-prefeita e candidata à
reeleição Marta Suplicy, em 2004. Depois de perder
a corrida à prefeitura paulistana no primeiro turno,
Maluf não se incomodou de aparecer ao lado de sua maior
desafeta, e vice-versa. O conluio, como tudo na política,
não foi uma obra do acaso e nem mesmo saiu de graça.
Quem saberia explicar o assunto com tranqüilidade de sobra
é Marcos Valério Fernandes de Souza, o homem que
gerenciou os pagamentos do mensalão. De igual maneira,
aos petistas parece normal a aproximação entre
Lula e Sarney, a quem o presidente-candidato disparou palavras
nada doces no final da década de 80. Confira abaixo o
que disse Luiz Inácio Lula da Silva sobre José
Sarney.
-
“qualquer governo, comparado ao de Sarney, será
"socialista", tal a mediocridade de sua administração”.
- “Sarney não fará reforma agrária
coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Maranhão
e não vai querer entregar as terras que tomou dos posseiros”.
No
primeiro comício pelas Diretas, Lula declarou que “se
disputasse uma eleição, os votos do Sarney não
dariam para encher um penico”.
Depois do apoio do senador, em 2002, Lula amenizou: “Não
podemos prescindir da experiência das pessoas que já
passaram pelo cargo”.
Eleito
presidente, o petista disse que tinha “tranqüilidade”
por nunca ter ofendido Sarney. Mas ele se esqueceu de 1987:
“o grande ladrão que é o governante da
Nova República”.
Acelerador
tributário
Durante encontro com empresários,
em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confessou
– este foi o termo usado por Mantega – que o governo
Lula aumentou a carga tributária, para, minutos depois,
perceber o ato falho e tentar, sem sucesso, consertar o que
dissera. Mantega disse que o aumento do Pis e do Confins para
produtos importados serviu para evitar a concorrência,
mas o que não se explica é 40% da riqueza de um
país ser de impostos. No mesmo encontro, o ministro disse
que o Brasil, no segundo mandato do presidente Lula, deve crescer
a uma taxa de 4% ao ano, o que chamou de crescimento virtuoso.
Até a última semana, a previsão de crescimento
para os próximos anos era de 3%, e a subida de um ponto
percentual, mesmo em projeções, carece de uma
explicação técnica. Imaginar que a queda
da taxa Selic pode garantir crescimento é uma irresponsabilidade.
Por outro lado, o que está por acontecer no campo, vítima
da política agrícola do próprio governo
federal, não deve produzir resultados animadores. Enfim,
em tempos de eleição vale tudo para enganar o
eleitor.
Que
vergonha! Ao dar posse ao novo superintendente da Polícia
Federal em Brasília, o ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, desafiou integrantes da CPI das Sanguessugas
a provarem a inoperância da corporação no
caso do Dossiê Cuiabá. Thomaz Bastos livrou o PT
de qualquer envolvimento no caso, transferindo a responsabilidade
pelo escândalo a um grupo de pessoas que ele próprio
chamou ironicamente de setor de inteligência, e que Lula
batizou de aloprados. Enquanto isso, a PF anunciou que são
co-réus os “laranjas” utilizados para a compra
dos dólares apreendidos com petistas em um hotel da capital
paulista. Em outras palavras, o PT se transformou nos últimos
anos em uma agremiação de querubins. E o ministro
é o típico advogado de porta de palácio.
Atitude
ridícula
No primeiro turno das eleições deste ano, um fato
curioso uniu os
petistas Aloízio Mercadante e Eduardo Suplicy, senadores
por São Paulo, Momentos antes de chegar ao local de votação,
Mercadante, que estava acompanhado de Suplicy, rodou as ruas
próximas para checar o movimento de possíveis
manifestantes contrários à sua candidatura e ao
governo do presidente Lula. Ao perceber que integrantes do grupo
“Rir Para Não Chorar” estavam
no local, distribuindo aos eleitores nariz de palhaço,
Suplicy acionou sua assessoria e conversou com os responsáveis
pelo grupo, a fim de convencê-los a desistir do protesto.
Diante da inocuidade de sua ditatorial incursão, Eduardo
Suplicy apelou, então, a um juiz eleitoral. E nada foi
feito, pois o “Rir Para Não Chorar” não
descumpria a legislação eleitoral. E os telefonemas
dados por Suplicy para os integrantes do grupo partiram do celular
cuja conta você, meu caro leitor, ajuda a pagar. Que papelão
senador! Clique
e confira a página eletrônica do grupo "Rir
Para Não Chorar".
Ufa,
finalmente!
Pelo menos alguém do tucanato, antes do segundo turno,
reconheceu o fraco trabalho dos marqueteiros de Geraldo Alckmin,
que realizaram uma campanha típica de sacristia. Reeleito
senador pelo PSDB paranaense, Alvaro Dias não poupou
críticas à equipe comandada pelo jornalista Luis
Gonzáles, responsável pela campanha do ex-governador
paulista. Para Dias, a campanha de Alckmin usa “uma fórmula
repetitiva, sem emoção, indignação
e criatividade”. Diferentemente do que Duda Mendonça
fez com Lula em 2002, Gonzáles conseguiu a proeza de
levar ao fracasso eleitoral o melhor dos presidenciáveis.
Para piorar o quadro, Lula admitiu erros em seu governo e um
de seus assessores reconheceu que os envolvidos no escândalo
do Dossiê Cuiabá mentiram. E por todo esse genial
(sic) trabalho Luis Gonzáles e sua GW receberam a bagatela
de R$ 40 milhões.
Víboras
do poder Na
próxima terça-feira, a paradisíaca e aprazível
ilha de Comandatuba receberá a ala governista do PMDB,
que se reúne para discutir a divisão de cargos
no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro
estarão presentes lideranças nacionais do partido
e até mesmo os candidatos aos cargos no Executivo, que
continuam pleiteando participação no acordo com
o metalúrgico petista. Mesmo assim, Lula insiste em dizer
que o mal maior do País ainda são as privatizações
da era FHC, deixando de lado o fato de entregar ao PMDB, na
calada da noite, o comando dos Correios. Considerando que o
encontro peemedebista acontece dois dias após a realização
do segundo turno, pode-se dizer que o serpentário de
Lula vai à praia.
Esparadrapo
esquerdista O
assunto da transferência da carteira de clientes da Interclínicas
é muito mais escandaloso e complexo do que se imagina.
Enfrentando sérios problemas financeiros, a Interclínicas,
que tinha um passivo perto dos R$ 40 milhões e um faturamento
de aproximadamente R$ 300 milhões anuais, optou por firmar
parceria com o Banco Garantia, que assumiria não apenas
a dívida, mas a gestão do plano de saúde.
Quando os documentos da parceria foram encaminhados à
Agência Nacional de Saúde, a ANS, a Interclínicas
foi obrigada a desistir do negócio, transferindo sua
carteira de clientes para a empresa ABC Saúde, à
época sem lastro financeiro para assumir tamanha responsabilidade.
Tem
professor na linha
Ainda a Interclínicas... A ABC Saúde, tempos mais
tarde, vendeu a
citada carteira de clientes, mesmo sem ter liquidado seu compromisso
com a Interclínicas. Não demorou muito, e a ABC
Saúde acabou vendendo a carteira de clientes que adquirira
da Interclínicas para uma empresa concorrente. Nada de
anormal teria no negócio se a ANS não tivesse
forçado para que o negócio acabasse nas mãos
da empresa do ABC paulista. Porém, presidente Lula, o
que até hoje causa estranheza é o fato de o deputado
Professor Luizinho (PT-SP), pessoa da estrita
confiança de Vossa Excelência, estremecer quando
o assunto vem à tona. Já é de conhecimento
público que Vossa Excelência interesse em saber
o que acontece à sua volta, mas não custa perguntar
ao deputado que foi líder do governo na Câmara.
Barbearia
política
Pensando bem, o mundo descobriu que mentira, além de
perna curta, tem barba.
Arquivo
ambulante (26/10/05)
- Em depoimento à CPI dos Bingos, o juiz federal afastado
João Carlos da Rocha Mattos revelou o que os leitores
da coluna há já sabem desde janeiro de 2004. Preso
sob a acusação de integrar uma quadrilha que vendia
sentenças judiciais, Rocha Mattos disparou contra o PT
no caso da morte do ex-prefeito Celso Daniel, não tendo
poupado absolutamente ninguém Os mais alvejados pelo
juiz-presidiário foram Gilberto Carvalho, ex-secretário
municipal de Santo André e atual secretário da
Presidência da República, e o deputado e dublê
de advogado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). O que mais chamou
a atenção durante o depoimento do juiz é
que nenhum dos parlamentares presentes tinha conhecimento do
conteúdo das gravações, e ouviam atentamente
as declarações de Rocha Mattos, como se o juiz
estivesse revelando alguma novidade. Clique
e confira os principais trechos das gravações
telefônicas realizadas pela polícia à época
do crime.