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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Fogo
amigo
Quando, no debate da Rede Record, Lula, perguntado sobre liberdade
de
imprensa, disse que "uma candidatura ao governo" apareceu
sessenta e seis vezes em um mesmo dia na emissora da família
da candidata, acabou atirando a esmo contra o próprio
patrimônio. Lula provavelmente deveria estar falando da
senadora Roseana Sarney, candidata ao governo
do Maranhão, ou de Vilma Faria, do Rio Grande do Norte.
As candidatas, aliadas do presidente-candidato Luiz Inácio
Lula da Silva, coincidência ou não, mantêm
um respeitável patrimônio na área da comunicação
de massa em seus respectivos estados, com direito a jornais
e emissoras de rádio e televisão. (Foto:
parana-online.com.br)
Raio-X
vermelho
Ainda o debate... Sem ter noção da realidade
do sistema público de saúde, Lula voltou a defender
a tese de que a Saúde no Brasil está próxima
da perfeição. Se as declarações
presidenciais se justificam pelo fato de Lula fazer da Base
Aérea de Brasília a recepção dos
melhores hospitais do planeta, alguma explicação
deve existir para alguns descasos que ocorrem no Rio Grande
do Sul. Em Viamão, cidade da Grande Porto Alegre, administrada
pelo PT, o hospital local está prestes a fechar. Santa
Maria, cidade também administrada pelo PT, desde 2000,
vem enfrentando sérios problemas na área da Saúde.
O prefeito Valdeci Oliveira, coordenador da campanha do companheiro
Lula no Rio Grande, fechou o hospital Casa de Saúde.
Bomba
caseira
O furo de reportagem da coluna, sobre a compra de fazendas
no sul do Pará, que causou enorme desconforto no núcleo
da campanha presidencial petista, deve proporcionar alguns capítulos
nada agradáveis antes do segundo turno da corrida presidencial.
Enquanto Lula e seus assessores de campanha assistem a tudo
de camarote, os articuladores do episódio se movimentam
como ninguém nos bastidores. Caso o presidente-candidato
não der ao assunto a devida atenção, o
dito popular deverá ser mudado. Sai o termo “caiu
a casa” e entra no seu lugar o “caíram os
palácios”. O do Planalto e da Alvorada, logicamente.
(Foto: aboutbrasilia.com)
Quem
te viu...
Não poderia ser diferente! O presidente Lula, que durante
anos a fio
condenou o uso da máquina do governo em períodos
eleitorais, agora se refestela no contraponto do discurso do
passado. Nesta terça-feira, Lula homenageou o piloto
Felipe Massa, vencedor da última etapa
da Fórmula Um, em 2006, em prova realizada no autódromo
de Interlagos, em São Paulo. O piloto da Ferrari recebeu
das mãos do presidente-candidato a Medalha do Mérito
Desportivo. É de se lamentar que a cerimônia não
tenha permitido ao piloto perguntar ao presidente Lula sobre
a curva ascendente da miséria, a curva ascendente da
violência, a curva ascendente da carga tributária,
e nem mesmo recomendar ao candidato para que freie as mentiras,
pise no acelerador do crescimento e diminua a marcha dos juros.
Presidente, o Felipe, que é Massa por hereditariedade,
sem dúvida alguma merece ser homenageado, mas a cinco
dias do segundo turno é, além de apelação,
zombaria com a massa cinzenta do eleitor. (Foto:
empauta.net)
A
garantia soy yo
Lula rasgou o verbo quando no debate da Record o Mercosul veio
à baila, como se o agrupamento comercial dos países
sul-americanos fosse um estrondoso sucesso. O despreparo das
assessorias dos dois candidatos tem deixado os especialistas
em marketing político irrequietos. Quando aterrissou
no Palácio do Planalto, com direito à faixa presidencial
sobre o paletó, Lula achou que comércio internacional
era assunto de porta de boteco. Meses depois da posse, algum
dos aloprados palacianos sugeriu que fosse confeccionado um
passaporte para o Mercosul, a exemplo do que ocorre na Comunidade
Européia. Acontece que como todo aloprado conhece um
gênio estabanado, o tal passaporte foi confeccionado em
dois idiomas – português e espanhol – sendo
que milhares deles foram parar no lixo. Muitas das palavras
em espanhol estavam grafadas de forma errada. E a conta, meu
caro leitor, certamente bateu no seu bolso.
Tom
diferente
Desde que o mundo é mundo, o sufrágio
democrático vem sendo interpretado como um endosso popular
para que os governantes ajam e decidam em nome dos eleitores.
Considerando que a derrota não deve bater à porta
do presidente Lula no próximo domingo, é obrigatório
que o povo brasileiro concorda com a corrupção
que, partindo do Palácio do Planalto, tomou conta do
País. De posse do tal endosso, difícil não
é imaginar o que pode acontecer a partir de 2007. A sanha
petista levará os barbudinhos palacianos a concluírem
que, aprovada a amostra, que venha o resto. E o brasileiro que
se prepare, pois mudanças radiais devem acontecer na
aquarela do Brasil. Vem aí o vermelho-oliva!
Encolhendo
as asas
Nos últimos quarenta e
seis meses, os partidos de oposição ao governo
do presidente Lula fizeram tudo, menos oposição.
Falar em oposição quando o país em questão
sofre com as inconstâncias da política nacional,
requer um mínimo de consciência e bom senso, pois
o que o Brasil mais carece é de uma oposição
republicana, e não de bravatas chicaneiras que só
servem para alimentar o ego de alguns irresponsáveis,
além de promover aquela velha e conhecida politicagem
de fundo de quintal. No auge da crise do mensalão, o
senador Arthur Virgílio, líder
do PSDB no Senado, ocupou a tribuna para dizer que daria um
soco no presidente Lula. Não se sabe se a anunciada agressão
deixou de acontecer por falta de oportunidade ou de coragem,
mas Arthur Virgílio compareceu ao debate da Rede Record
e ficou frente a frente com o presidente Lula. Ou seja, o senador
amazonense perdeu uma grande chance.
Mentiródromo
oficial
O Palácio do Planalto
suou para arrastar o caso do Dossiê Cuiabá o máximo
possível. O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça)
fez tudo e mais um pouco para arrumar a cena do crime. Agora,
do alto de sua reconhecida competência, o governador eleito
da Bahia, Jaques Wagner, surge com o discurso de que os envolvidos
no escândalo do dossiê podem ter mentido. Wagner
não apenas errou tentando proteger os aloprados do presidente
Lula, mas inovou em termos jurídicos ao afirmar que mentir
é um direito do acusado. O que dispõe a legislação,
nesse sentido, é que ao réu é dado o direito
de não se auto-incriminar, o que difere, e muito, do
ato de mentir. Assim, diante de tão bizarras declarações,
Jaques Wagner já está sendo chamado de a mais
nova e irreversível mentira política do País.
Chama
o ladrão! O superfaturamento na obras do aeroporto de Congonhas,
que segundo o TCU pode gerar um prejuízo aos cofres públicos
da ordem de R$ 100 milhões ou mais, não é
tudo o que as autoridades investigam. Presidida até recentemente
pelo agora deputado federal eleito Carlos Wilson (PT-PE), a
Infraero, responsável pela obra do aeroporto paulistano,
tem muito mais explicações a dar do que se imagina.
Quando os ministros do Tribunal de Contas chegarem no capítulo
das agências de publicidade, aí sim é que
a torre de controle ficará sem rumo. Segundo apurou a
coluna, o escândalo das agências não fica
muito atrás do imbróglio de Congonhas.
Desembarque
programado
Faltando poucos dias para o segundo turno da corrida presidencial,
atacar o presidente-candidato Luiz Inácio Lula
da Silva pode não ser uma boa estratégia
para os tucanos que, em 2007, assumem mandatos de governadores.
Os exemplos mais evidentes são José Serra e Aécio
Neves, que sumiram da campanha de Geraldo Alckmin. Mesmo que
supostamente exageradas sejam as pesquisas eleitorais recentemente
divulgadas, imaginar uma vitória de Alckmin está
cada vez mais distante. E Serra e Aécio, que já
não atacam o presidente Lula, têm se dedicado aos
acordos de coxia. Politicamente correto para ambos os estados,
ruim para Geraldo Alckmin. (Foto: Argenpress)
Ordem
palaciana
Como era de se esperar, a CPI das Sanguessugas não funcionou
nesta terça-feira, o que deve se repetir nos próximos
dias. Elevada à condição de ferramenta
eleitoral, a Comissão inicia a semana pós-eleição
como amostra do que deve acontecer na próxima legislatura.
Com a reeleição praticamente garantida, Lula entrará
no segundo mandato com muito mais problemas do que imagina.
Governar será muito mais difícil do que foi até
agora, podendo piorar dependo do comportamento da oposição.
Atacar o presidente Lula a conta-gotas, como irresponsavelmente
fez a oposição nos últimos quatro anos,
pode se transformar em uma oportunidade para que o presidente-operário,
que jamais soube dos escândalos do seu próprio
governo, drible a ira oposicionista e faça o que bem
entender.
Caso
de polícia Revolta
e desalento. É o que certamente sentiram todos aqueles
que acompanharam os trabalhos parlamentares na Câmara
dos Deputados, durante esta terça-feira. Vazio, se consideramos
que são quinhentos e treze os deputados que lá
deveriam estar presentes, fazendo jus ao rico salário
que recebem, o plenário da Câmara serviu de palco
para as reticências da corrida presidencial. Governistas
e oposicionistas se empenharam, na quase totalidade do tempo,
em trocar farpas e defender seus respectivos candidatos. O que
o contribuinte tem visto e ouvido nos debates entre os dois
presidenciáveis foi literalmente repetido na Câmara.
Ou seja, todas as proezas dos dois parentes do Aladim foram
destiladas largamente. Acontece que uma sessão da Câmara,
extraordinária ou não, custa algumas centenas
de milhares de Reais. Na composição do custo estão
despesas com energia elétrica, edição e
transmissão radiofônica e televisiva, seguranças,
funcionários administrativos, jornalistas, assessores,
salários de deputados, verbas de gabinete, café
e água, registro dos discursos nos anais da Casa, entre
tantas outras. E o trabalhador que madruga para enfrentar a
carestia do cotidiano recebe a fortuna de R$ 350.
Bola
dentro Entre
tantas tentativas desbaratadas de salvar os presidenciáveis,
um
discurso chamou a atenção: o do deputado Ricardo
Barros (PP-PR), reeleito para mais uma vez representar
o povo paranaense na Câmara. Barros, ao ocupar a tribuna
da Casa, disse o que Lula não conseguiu interpretar nos
resultados do primeiro turno da disputa presidencial. “No
nordeste o Estado é maior do que a sociedade. No sul
a sociedade é maior do que o Estado”, declarou
Ricardo Barros. O populismo discursivo de Lula – que em
tempos de eleição se agiganta – só
serviu para garantir alguns votos extras, pois o presidente-candidato
teve o desplante de afirmar, dia desses, que os ricos não
precisam do Estado. Enfim, cada povo tem o governante que merece.
Saia
justíssima
Ainda a saúde... Uma bomba deve estourar nos próximos
dias, podendo, inclusive, produzir estilhaços na direção
do Palácio do Planalto. Considerado, em passado recente,
como um dos melhores planos de assistência médica
do país, o Interclínicas, que enfrentou sérios
problemas financeiros, acabou sendo vendido, depois de muita
insistência por parte dos compradores, para um grupo concorrente
do ABC paulista. Alguns anos depois da transação,
o grupo do ABC começa a fazer água, como se fora
um barco com rombo no casco. Alguns dos credores do plano de
saúde, que não dormem há tempo, têm
buscado alternativas para enfrentar mais um descalabro que o
setor da medicina privada proporciona. Quem muito insistiu para
que o grupo do ABC, mesmo sem condições financeiras,
assumisse o Interclínicas foi um companheiro a quem Lula
sempre dispensou amizade e confiança. Presidente, tire
esse caroço do caminho dos segurados!
Cantina
do Barba
Pensando bem, o encontro entre o brasileiro da Ferrari e o presidente
tupiniquim foi uma verdadeira macarronada de bacana. Massa com
Lula ao molho putanesca eleitoral.
Grana
de quem? (25/10/05)
- Como noticiou a coluna, a diretora financeira da Itaipu, Gleisi
Hofmann, que divide lençóis com o ministro Paulo
Bernardo (Planejamento) deve mesmo tentar uma vaga no Senado
pelo PT paranaense. A coluna consultou um experiente marqueteiro
político e obteve a informação que uma
campanha ao Senado, no Paraná, não sai por menos
de R$ 10 cada voto. Assim, resta saber quem vai bancar a candidatura
de Gleisi Hofmann.